Poder local e gestão urbana

Nas fissuras do concreto: política e movimento nas hortas comunitárias da cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Machini, Mariana Luiza Fiocco
Sexo
Mulher
Orientador
Magnani, Jose Guilherme Cantor
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2018.tde-12092018
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Horta Urbana Comunitária
Agricultura Urbana
Movimento
Política
Cidade
Resumo

Esta dissertação analisa algumas das hortas urbanas comunitárias da cidade de São Paulo. Trata-se de uma etnografia que explora as conexões, motivações e formas de ação desses agrupamentos autogeridos de voluntários que criam e mantêm espaços de plantio em áreas públicas. São tratadas de maneira mais detida três delas: a horta das corujas, no bairro da Vila Beatriz, a horta do centro cultural São Paulo, no bairro Vergueiro e a horta dos ciclistas, na avenida paulista. A intenção dessa análise, no entanto, não é se ater a territórios fixos, e sim apreender os movimentos propiciados pela prática das hortas comunitárias na cidade. Dessa maneira, são aqui traçadas algumas das relações entre essas hortas e outras formas de agricultura urbana em São Paulo, seus entrelaçamento e perspectivas de co-construções que emergem entre humanos e não humanos, além de suas relações com instâncias políticas formais. A interação entre as ações no espaço público, as técnicas e os ensinamentos de agroecologia propagados pelas hortas e a rede de trocas que opera entre elas expõe maneiras de se vincular à cidade que são permeadas por uma noção de política do cotidiano, a qual não se encontra apenas nas relações com o e do estado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Beatriz
Localidade
horta das corujas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vergueiro
Localidade
Centro Cultural São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Especificação da Referência Espacial
horta
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Avenida Paulista
Localidade
horta dos ciclistas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-12092018-135858/pt-br.php

Acolhida a migrantes e refugiados: a ética da pastoral do migrante e desafios para a democracia no Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Pereira, José Carlos
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i79.60
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
acolhida
pastoral do migrante
direitos dos migrantes
Resumo

O acolhimento à migrantes e refugiados é o tema que desenvolvo nesse artigo, a partir de um olhar sobre categorias sociológicas e jurídicas referentes às migrações. As formas de apropriação e uso dessas categorias podem facilitar ou bloquear o acolhimento aos migrantes oferecido pelo Estado através de um documento provisório. A concepção de acolhimento do Estado, baseada no caráter policial da segurança pública, é repensada em face às ações e concepções de acolhimento de instituições sociais como a Pastoral do Migrante. Esta procura fundamentar sua ação na ética cristã e nos direitos universais da pessoa humana. Concluo apontando desafios ao fortalecimento e ampliação da acolhida disponibilizada pela pastoral do migrante, e aponto para o protagonismo dos migrantes que, através de sua presença e organização social, influenciam a agenda de políticas migratórias no Brasil.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/60

A presença húngara em São Paulo no pós Segunda Guerra Mundial

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Diogo Gil Melo da
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Bastos, Sênia Regina
Salles, Maria do Rosário Rolfsen
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i79.58
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
húngaros
refugiados
deslocado de guerra
Resumo

A Segunda Guerra Mundial produziu o deslocamento de milhões de europeus de suas regiões de origem. Finda a guerra, parte dos deslocados de guerra e refugiados foram abrigados provisoriamente nos antigos campos de concentração, fábricas ou construções abandonadas, cujas edificações foram adaptadas para acolhê-los. Organismos internacionais assumiram a responsabilidade por alimentá-los, abrigá-los, repatriá-los ou reassentá-los. O objetivo deste artigo é traçar as principais características dos húngaros que ingressaram na Hospedaria do Imigrante de São Paulo no pós Segunda Guerra Mundial, mediante a análise de um banco de dados que sistematiza a documentação anteriormente custodiada por essa instituição e atualmente transferida para o Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Localidade
Hospedaria do Imigrante
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Pós segunda-guerra mundial
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/58

Migrações contemporâneas: Desafios para a acolhida e a integração social a partir da Pastoral do Migrante

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Dornelas, Sidnei Marco
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i82.373
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Integração social
acolhida
pastoral do migrante
redes
migrações mistas
Resumo

O texto se propõe a refletir sobre os desafios da acolhida e da integração social a partir da ótica da Pastoral do Migrante, no contexto atual das migrações internacionais. Para tanto, em sua primeira parte levanta algumas observações sobre a realidade atual das migrações, destacando três características: diáspora, precariedade e migrações mistas. A partir desse quadro, em sua segunda parte, faz alguns questionamentos sobre a concepção de acolhida e integração social, e sua aplicação em relação aos migrantes atualmente. Por fim, na terceira parte, examina os desafios que a acolhida e a integração social colocam para a Pastoral do Migrante da Igreja Católica, sob duas vertentes: ad extra, como serviço à sociedade e aos migrantes; e ad intra, como constituição de comunidade de fé dos e com os migrantes no interior da Igreja.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Glicério
Localidade
Missão Paz
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/373

O encarceramento de indígenas sul-mato-grossenses: Do Icatu à penitenciária estadual de Dourados

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Toledo Penteado Junior, Ariovaldo
Sexo
Homem
Orientador
Hilario Aguilera Urquiza, Antonio
Ano de Publicação
2020
Programa
Antropologia
Instituição
UFMS
Idioma
Português
Palavras chave
Povos Indígenas
Encarceramento
Lideranças
Resumo

A presente pesquisa versou sobre uma forma de "tratamento" ministrada pelo Estado republicano em face dos indígenas, principalmente sul-mato-grossenses, categorizados como "indisciplinados" ou "infratores". Nossa análise inicia-se atentando para o advento da política indigenista oficial implantada pelos "civilizados" no início do século XX e ressaltará uma forma de controle social que além de perdurar no tempo, vem aumentando significativamente sua nefasta utilização: a prisão. No campo metodológico que circundou a pesquisa, após a revelação de "limites de segurança" do investigador foi advogado pela readequação do método disponível bem como a ideia que a noção de etnografia deve ser constantemente ressignificada. Foi uma pesquisa que utilizou o método etnográfico, o genealógico e o da história de vida. Já no corpo do conteúdo, após reportar sobre a "pacificação" dos autóctones do oeste paulista, discorremos a respeito da transferência deles para a terra indígena do icatu, localizada na região noroeste do estado de são paulo, no município de braúna. Menos de vinte anos depois de sua criação (1916) o local passou a figurar em documentos oficiais como "escola correcional", "colônia penal" e "posto correcional". Nesse sentido, apresentamos uma parte do funcionamento da malha punitiva do SPI, o protagonismo do Icatu no cenário nacional bem como sua substituição pelo Reformatório Agrícola Indígena Krenak e posteriormente pelo centro de reeducação, colônia agrícola indígena ou simplesmente fazenda guarani. Por fim, seguimos nessa linha temporal- punitiva e chegamos no período atual, na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) - líder nacional de encarceramento de indígenas - narrando parte do contexto dos guarani e kaiowá encarcerados bem como as violações pelo estado brasileiro dos diplomas legais que tratam do assunto. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Oeste-paulista
Cidade/Município
Braúna
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9699696

O encarceramento de indígenas sul-mato-grossenses: do icatu à penitenciária estadual de dourados

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Toledo Penteado Junior, Ariovaldo
Sexo
Homem
Orientador
Hilario Aguilera Urquiza, Antonio
Ano de Publicação
202
Programa
Antropologia
Instituição
UFMS
Idioma
Português
Palavras chave
Povos indígenas
Encarceramento
Lideranças
Resumo

A presente pesquisa versou sobre uma forma de "tratamento" ministrada pelo estado republicado em face dos indígenas, principalmente sul-mato-grossenses, categorizados como "indisciplinados" ou "infratores". Nossa análise inicia-se atentando para o advento da política indigenista oficial implantada pelos "civilizados" no início do século XX e ressaltará uma forma de controle social que além de perdurar no tempo, vem aumentando significativamente sua nefasta utilização: a prisão. No campo metodológico que circundou a pesquisa, após a revelação de "limites de segurança" do investigador foi advogado pela readequação do método disponível bem como a ideia que a noção de etnografia deve ser constantemente ressignificada. Foi uma pesquisa que utilizou o método etnográfico, o genealógico e o da história de vida. Já no corpo do conteúdo, após reportar sobre a "pacificação" dos autóctones do oeste paulista, discorremos a respeito da transferência deles para a terra indígena do Icatu, localizada na região noroeste do estado de São Paulo, no município de Braúna. Menos de vinte anos depois de sua criação (1916) o local passou a figurar em documentos oficiais como "escola correcional", "colônia penal" e "posto correcional". Nesse sentido, apresentamos uma parte do funcionamento da malha punitiva do SPI, o protagonismo do Icatu no cenário nacional bem como sua substituição pelo reformatório agrícola indígena Krenak e posteriormente pelo centro de reeducação, colônia agrícola indígena ou simplesmente fazenda guarani. Por fim, seguimos nessa linha temporal- punitiva e chegamos no período atual, na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) - líder nacional de encarceramento de indígenas - narrando parte do contexto dos Guarani e Kaiowá encarcerados bem como as violações pelo estado brasileiro dos diplomas legais que tratam do assunto.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Braúna
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9699696

Como se escolhe um candidato? Uma etnografia das estratégias pré-eleitorais para as eleições de 2016

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Caroline Mendes dos
Sexo
Mulher
Orientador
Villela, Jorge Luiz Mattar
Ano de Publicação
2018
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia da política
Pré-candidatos
Família
Grupo político
Partidos políticos
Resumo

Essa pesquisa se insere nas análises da antropologia da política e, por meio de pesquisa de campo pude produzir uma etnografia da formação das alianças em torno das escolhas dos candidatos para as eleições municipais de 2016 em um município de pequeno porte do estado de São Paulo. Os dados foram obtidos a partir do acompanhamento de um dos grupos políticos formados no município para aquelas eleições. Deste modo, essa etnografia é um resultado das análises acerca das escolhas de candidatos, com base em uma série de atributos sociais que legitimam a escolha de uns em detrimento de outros pré-candidatos. Para além das questões legais, observei a importância da herança política e do capital político, das relações de parentesco e de amizade e de pertencimento a determinados grupos políticos, o fato de ser conhecido e ter trajetória de vida considerada exemplares também são fundamentais para aqueles que almejam a política de votos. Portanto, apresento o que seriam esses atributos das précandidaturas ao executivo e legislativo municipal, e a relação próxima com as précandidaturas do executivo e do legislativo estadual. 

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7310292

As cadeias imaginadas: Estratégias de sobrevivência de uma empresa pública

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Evangelista Defalque, Marina
Sexo
Mulher
Orientador
Morawska Vianna, Anna Catarina
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Empresa pública
Cadeia de produção
Agronegócio
Resumo

Fundada em 1969 pelo governo do estado de São Paulo, a CEAGESP  (Companhia de Entrepostos de Armazéns Gerais de São Paulo) é uma empresa pública que, em 1997, foi federalizada e incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND), no qual permaneceu durante 18 anos. Nestes anos, nos quais esteve sob a ameaça de ser privatizada, a empresa desenvolveu estratégias de combate à tendência deficitária que vinha enfrentando e desenvolveu formas de provar-se economicamente viável. Este trabalho trata das reações e relações criadas a partir do enfrentamento de tal ameaça. A partir de três formas distintas de imaginar e conceber a CEAGESP e as cadeias de produção das quais ela faz parte, discuto as possibilidades de existência criadas pela própria empresa para manter-se como ente público. Do encontro entre uma empresa pública e modelos de gestão pensados e criados para a iniciativa privada resultam relações que são terreno fértil para a reinvenção da CEAGESP como empresa pública amplamente apoiada na gestão para o mercado. Ao longo da dissertação argumento que para manter-se parte do corpo do estado a empresa precisou fazer o duplo movimento de transformação e resistência diante do governo federal e o mercado agrícola nacional. No primeiro capítulo, são discutidas três formas e funções possíveis da companhia: diretoria, gerência e operários imaginam a empresa de maneiras distintas e operam, a partir dessas concepções, estratégias diferentes para evitar a privatização. Partindo desses três elementos da composição da ceagesp, o segundo capítulo volta sua atenção para a construção das estratégias elaboradas pela empresa para combater a ameaça de ser privatizada. A partir das modificações estratégicas implementadas pela diretoria, os funcionários reagem às mudanças, reações que são objeto de atenção no terceiro capítulo. Este trabalho explora as relações entre a CEAGESP, seus funcionários e os dispositivos sociotécnicos a partir das transformações provocadas pela tentativa de privatização da companhia. A partir de diferentes perspectivas - diferentes posições na hierarquia da empresa - coloco em discussão as transformações e as resistências provocadas pela ameaça da privatização. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
CEAGESP
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7422176

Sobre abolicionismos penais da pastoral carcerária: a prática de contar e rememorar histórias que constrói "um mundo sem cárceres"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mader, Caio do Amaral
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Laura Moutinho da
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Abolicionismo Penal
Manicômios Judiciários
Pastoral Carcerária
Violência
Histórias
Resumo

Este trabalho procura entender os múltiplos sentidos englobados no lema "por um mundo sem cárceres" da Pastoral Carcerária (PCR), organização civil ligada à igreja católica e dedicada à defesa dos direitos humanos de encarcerados(as) no Brasil e no mundo em linha abolicionista penal. Participei, durante dois anos (2016-2018), do grupo de trabalho saúde mental e liberdade vinculado à PCR da arquidiocese de São Paulo (GT). Como grupo dedicado exclusivamente à questão dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico (HCTP), conhecidos também como manicômios judiciários, do estado de São Paulo, a presente dissertação tem como principal intuito discutir como o abolicionismo penal, longe de ser a estrita extinção do sistema carcerário, do qual os HCTPS são também parte, constrói-se no plano cotidiano de visitas de assistência religiosa a essa unidades, política basilar do trabalho da PCR. Argumenta-se que construir "um mundo sem cárceres", enquanto diretriz política, reivindica uma temporalidade ancorada no presente, em que escutar e veicular as histórias registradas por agentes pastorais a partir de idas periódicas a unidades prisionais é estratégia seminal dessa construção, e na qual a produção de documentos, notadamente relatórios de denúncia, desempenha também um papel fundamental 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2018
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8103514

Nem dentro, nem fora: a experiência prisional de estrangeiras em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bumachar, Bruna Louzada
Sexo
Mulher
Orientador
Piscitelli, Adriana Gracia
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Prisão
Estrangeiras
Maternidade transacional
Cuidado
Gênero
Resumo

Neste trabalho apresento uma etnografia sobre a experiência prisional de estrangeiras em São Paulo marcada, de um lado, pelo corte com exterior (no duplo sentido do termo, extramuros e fora de seu país de origem), e, de outro, por uma série de conexões que lhes garante certas presenças e outras margens de agência no exterior. Com base no trabalho de campo multissituado (intra, entre e extramuros) busco analisar o modo como essas mulheres se fazem estrangeiras na relação com outros agentes entre os múltiplos interiores e exteriores da prisão. Partindo de minha atuação como voluntária e pesquisadora do ITTC (Instituto Terra Trabalho e Cidadania), mas não me restringindo a ela, persegui redes dentro de redes, fluxos por entre diferentes fronteiras, em diferentes escalas, que articulam o aprisionamento desde as pessoas (in)dividuais até os emaranhados transnacionais. Tais fluxos e fronteiras são observados a partir dos laços construídos no jogo das políticas prisionais e prisioneiras e no exercício da maternidade. A partir desses dois eixos, argumento acerca de como as interações por entre fronteiras prisionais e transnacionais dão vida a estrangeiras e o contrário, como as relações estabelecidas por, e em torno dessas mulheres, dão vida a tais fronteiras em diferentes escalas (AU).

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009-2016
Localização Eletrônica
https://bv.fapesp.br/pt/dissertacoes-teses/155173/nem-dentro-nem-fora-a-experiencia-prisional-de-estrangeira