Estrutura econômica e mercado de trabalho

Instituto Reciclar: o jovem estigmatizado e sua entrada no mundo normativo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferolla, Lívia de Campos
Sexo
Mulher
Orientador
Carvalho, Mônica Muniz Pinto de
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Jovens
Estigma
Inserção social
Resumo

Esta dissertação aborda a relação entre os jovens moradores da favela Nova Jaguaré, localizada no distrito do Jaguaré, zona oeste da cidade de São Paulo, e a organização não-governamental chamada Instituto Reciclar, localizada na mesma região. A pesquisa revelou que o Instituto Reciclar é mediação relevante para a superação do estigma de jovens moradores da favela, pois, ao serem recrutados para integrar sua linha de produção, lhes confere uma garantia de que estão aptos a serem vistos com respeito pelos moradores mais abastados do distrito que, segundo eles, os veem como indivíduos inferiores e indignos. Este estigma incentiva os jovens a buscar trabalho na organização não-governamental, pois acreditam que não terão boas oportunidades de trabalho e de ascensão social sem o aval promovido por ela. Assim, surge um acordo tácito entre os jovens, a ONG e as empresas apoiadoras da organização. A metodologia utilizada para realizar esta dissertação foi a de pesquisa etnográfica, de acordo com a descrição densa de Clifford Geertz, na sede da organização com entrevistas realizadas com os jovens que trabalham para ela e com os seus funcionários. A análise do estigma foi baseada nos estudos de Erving Goffman. Conclui-se que a ONG atinge seu objetivo, assim como a maioria dos jovens que terminam o período de trabalho de cerca de 3 anos, pois são contratados por empresas privadas ou iniciam seus estudos acadêmicos em universidades.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Favela Nova Jaguaré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4440861

Indo para o jogo: políticas de mobilidade urbana em cidades-sede da Copa 2014 – Brasília e São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, Renata Florentino de Faria
Sexo
Mulher
Orientador
Rodrigues, Arlete Moysés
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
mobilidade urbana
transporte público
megaeventos
planejamento urbano
política urbana
Resumo

Passada a Copa do Mundo de 2014, a promessa de oportunidade de investimento em políticas de mobilidade para a população pode ser analisada sem o efeito discursivo do “legado” prometido pelos governos federal e estaduais no período anterior ao campeonato. Dentro da dinâmica da economia urbana, o estímulo a setores específicos, de forma fragmentada, tomou o espaço do debate sobre o futuro das cidades. Simultaneamente à execução das obras de mobilidade da Copa do Mundo, a política econômica de incentivo à indústria automobilística evidenciou a inconsistente orientação da política de mobilidade urbana. O processo de urbanização contemporâneo, dado de maneira fragmentada e em escala muito maior, contribui para entender porque a Política Nacional da Mobilidade Urbana, aprovada pelo Congresso Nacional nesse período (2012) após longa tramitação, não conseguiu ainda ter efeitos relevantes na orientação dos investimentos. Embora tenha ocorrido um considerável avanço no discurso sobre “mobilidade sustentável”, este não foi acompanhado de medidas econômicas que o sustentasse. Numa aliança entre indústria automotiva, empreiteiras e imobiliárias, o contexto da financeirização imobiliária se constituiu em um cenário de supressão de direitos de camadas populares, intensificado pelos megaeventos sediados em 12 capitais brasileiras. A transformação do espaço das cidades num dos grandes ativos da economia brasileira passou pelos setores automobilísticos, grandes empreiteiras e setor imobiliário, através do estímulo ao crescimento da frota de carros com IPI Zero, do Programa Minha Casa Minha Vida, grandes obras e a financeirização associada à especulação imobiliária em volta dos empreendimentos relacionados aos megaeventos e da construção dos grandes projetos de infraestrutura no país. Setores da economia se organizaram em coalizões urbanas, fundamentados no controle sobre o espaço urbano, na desapropriação, na ênfase ao transporte individual e na realocação de populações e atividades. Como pano de fundo tem-se a questão sobre como o poder público enfrenta o dilema entre a cultura do automóvel fomentada pelos próprios governos e a consciência crescente de que esse modelo torna a vida urbana inviável. Esta pesquisa se desenvolveu com a análise de duas cidades-sede da Copa do Mundo socioeconomicamente consideradas integrantes do Centro-Sul do país: Brasília (DF) e São Paulo (SP). Foram observados os fatores definidores dos modelos de mobilidade urbana em cada uma das cidades em questão: os meios de locomoção priorizados, rubricas definidas para gasto dos recursos, modelo de financiamento, concentração espacial dos investimentos, possibilidades de integração modal, concessões feitas e acessibilidade de tarifas, dentre outros. Foi analisado em que medida a recepção de um megaevento esportivo impactou as políticas urbanas de uma região. O estudo foi apoiado ainda na análise dos documentos oficiais produzidos no período: projetos de empreendimentos, relatórios de prestação de contas e estudos técnicos, além de entrevistas com atores-chave e relatórios produzidos pela sociedade civil enquanto mecanismos de controle social.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4181299

Imigração haitiana e política de acolhimento institucional na cidade de São Paulo: 2010-2015

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dieme, Kassoum
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Mário Augusto Medeiros da
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Imigração haitiana
Política de acolhimento institucional
Cidade de São Paulo
Resumo

Desde 2010 ocorre no Brasil a imigração de haitianos de ambos os sexos, de diversas gerações e competências. Esta dissertação trata desta imigração e seu acolhimento institucional na cidade de São Paulo. O acolhimento institucional que estes imigrantes receberam entre 2010 e 2015 envolveu instituições como o CNIg, a Missão Paz e a CPMig, dentre outras. Ele começa antes da chegada dos haitianos e se estende até o convívio em São Paulo. Era inicialmente fragmentado e proporcionado conforme o entendimento de cada instituição sobre imigração e imigrante, resultou de dispositivos legais, de ações e da cobrança da sociedade civil e foi sendo ampliado ao longo dos anos graças aos diálogos e à necessária colaboração entre as instituições sem os quais o alcance de suas respectivas ações seria algo limitado. Para o CNIg, criador do visto especial humanitário para haitianos em 2012, dois anos após o advento do terremoto de 2010, acolher é permitir a chegada ou regularizar a permanência daqueles imigrantes sem condenação por crime, de modo que possam se inserir no mercado de trabalho e, assim, justificar a renovação de sua permanência de cinco anos no Brasil. Há ausência de ações concretas específicas para a mulher imigrante neste caso. Para a Missão Paz, o acolhimento é de difícil definição, prioriza os mais vulneráveis, independe da condição migratória e é motivado essencialmente pelo Evangelho. A tradição no acolhimento a migrantes fez da Missão Paz uma referência no assunto nesta cidade. Quanto ao atendimento oferecido pela CPMig, este também é diversificado e inclui oferta de moradia provisória, assistência na busca de emprego e na criação de espaços culturais. A CPMig promove a participação política de imigrantes na cidade. A política de acolhimento institucional para imigrantes mudou significativamente em São Paulo com a imigração haitiana. Embora vigente o Estatuto do Estrangeiro de 1980, a política de acolhimento institucional adotada pelas referidas instituições é hoje marcada pela ótica dos direitos humanos sobre migrações, tendo como alguns desafios: dar as mesmas oportunidades de inserção laboral e social a homens e mulheres, minimizar práticas xenófobas e racistas, reconhecer social e profissionalmente as qualificações destes imigrantes. Antes destas considerações, foram analisados o lugar do acolhimento institucional a imigrantes na teoria sociológica, as migrações internacionais haitianas e o acolhimento de haitianos por instituições no Brasil, em particular, na cidade de São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010-2015
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4242056

Ferrovia e mobilidade intrametropolitana: um estudo sobre o movimento pendular no cotidiano dos trabalhadores do ABC paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Neide Honorato da
Sexo
Mulher
Orientador
Veras, Maura Pardini Bicudo
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Transporte coletivo
Movimento pendular
Mobilidade intrametropolitana
Resumo

O presente estudo objetiva conhecer o movimento pendular no cotidiano dos trabalhadores do ABC paulista em direção aos centros empregadores, como aspecto essencial da reprodução da força de trabalho em sua ampla inserção no terciário numeroso na metrópole de São Paulo. Busca caracterizar a mobilidade intrametropolitana e a problemática do transporte coletivo, com foco nos trens metropolitanos, identificando a diversidade de seus usuários e suas dificuldades no trajeto casa-trabalho. Este estudo propicia a compreensão do processo de segregação sócio–espacial, evidenciado nas longas distâncias que separam o local de moradia e o local de trabalho dos moradores dos subúrbios da Região Metropolitana de São Paulo. A implantação do sistema ferroviário em São Paulo teve íntimas relações com a cafeicultura e favoreceu o processo de constituição da metrópole paulista. A São Paulo Railway foi a primeira estrada de ferro do estado de São Paulo, construída com o objetivo de facilitar o transporte do café até o porto de Santos. Após passar por várias transformações ao longo da transição do século XIX para o século XX, atualmente essa ferrovia é administrada pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), destacando-se como integrante das redes de mobilidade e transporte de trabalhadores. Com base em aporte teórico-metodológico compatível à complexidade do tema, coleta de dados secundários e estatísticos e pesquisa de campo, acreditamos apresentar reflexões indicativas da necessidade de políticas públicas que priorizem os transportes coletivos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4415564

Entre o rural e o urbano: processos migratórios de trabalhadores rurais do Alto Médio Canindé piauiense para região central do estado de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Maciel, Lidiane Maria
Sexo
Mulher
Orientador
Baeninger, Rosana Aparecida
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Migração permanentemente temporária
Trabalhadores rurais
Processos identitários
Espaço de vida
Resumo

Esta tese toma como tema a discussão de processos migratórios e identitários entre trabalhadores rurais da colheita da laranja em Matão, Estado de São Paulo, migrantes do Alto Médio Canindé piauiense. O objetivo é reconstituir as trajetórias desses trabalhadores rurais considerando a maneira como eles (re) constroem suas identidades sociais em suas idas e vindas. Serão utilizadas abordagens metodológicas da história oral e de biografias migratórias a fim de captar as relações sociais que se estabelecem na saída, no percurso, na chegada e na curta permanência em São Paulo. Também realizamos análises de dados quantitativos, em especial aquelas informações oferecidas pelo o Censo Demográfico de 2010 e pela Relação Anual de Indicadores Sociais (RAIS), dados que nos ajudaram a traçar o perfil dos trabalhadores migrantes no Estado de São Paulo. A análise dos conteúdos obtidos na pesquisa de campo é realizada a partir do cruzamento dos dados qualitativos e quantitativos revistos sob a luz da teoria sociológica. O intuito da tese, ao entrelaçar processos migratórios, espaciais e identitários, é recompor a complexidade das trajetórias sociais de trabalhadores rurais “permanentemente temporários” e as questões emergentes em cidades paulistas e piauienses.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Região
Alto Médio Canindé
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Piauí
Referência Temporal
2012-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3728892

Enquanto isso, em São Paulo...: à l´époque do Cinema Novo, um cinema paulista no "entre-lugar"

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Leme, Caroline Gomes
Sexo
Mulher
Orientador
Ridenti, Marcelo Siquiera
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Cinema brasileiro
Cinema Novo
Cinema paulista
Modernidade
Indústria cultural
Resumo

O objeto desta tese são as trajetórias e as obras de um conjunto de cineastas “paulistas” que, segundo nossa hipótese central, estiveram situados ao longo das décadas de 1960 e 1970 num “entre-lugar”, tendo, de um lado, o Cinema Novo como principal referência estético-cultural e grupo dominante da época e, de outro, as condições de produção cinematográfica que se apresentavam em São Paulo, onde se destacava como polo produtor a chamada Boca do Lixo, lócus de produção eminentemente comercial. Roberto Santos (1928-1987), Luiz Sérgio Person (1936-1976), Maurice Capovilla (1936- ), Sérgio Muniz (1935- ), João Batista de Andrade (1939- ), Francisco Ramalho Jr. (1940- ) e Renato Tapajós (1943- ) formam esse conjunto de cineastas. Entre o “cinema de autor” e a inserção mais direta na dinâmica da indústria cultural (não só na proximidade com a Boca do Lixo, mas também nos trabalhos para a publicidade e a televisão), suas trajetórias são irregulares e não encontram lugar determinado na história do cinema brasileiro. Como desdobramento da hipótese central, sugerimos que as condições do “entre-lugar” somadas ao fato de se situarem na metrópole paulistana renderam a esses cineastas perspectivas diferentes daquelas de seus contemporâneos, destacando-se em sua filmografia uma vertente singular de abordagem das contradições da modernidade urbana capitalista, em que se colocam em tela questões como o trabalho alienado, a indústria cultural e a reificação das relações sociais. Tomando como referencial teórico basilar as proposições de Raymond Williams (1977, 2000, 2011a), a tese não pressupôs dicotomia entre abordagens “externalistas” e “internalistas” das produções culturais, entendendo que estas são parte de um processo social a ser deslindado na interrelação entre seus elementos. Desse modo, as trajetórias dos cineastas são consideradas em relação umas às outras, ao meio cinematográfico e ao contexto sócio-histórico, assim como são analisadas as obras fílmicas por eles produzidas, examinando-se os significados que elas trazem em sua construção audiovisual.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1960-1970
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3727896

As relações socioculturais no Mercado Municipal de São Paulo - produção de tradições na formação e no reconhecimento de grupos culturais a partir da alimentação

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Roim, Talita Prado Barbosa
Sexo
Mulher
Orientador
Rubim, Christina de Rezende
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Marília
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Alimentação
Mercado Municipal de São Paulo
Modernidade
Tradição
Resumo

Esta pesquisa analisa o universo da compra e do consumo de alimentos no Mercado Municipal de São Paulo, tendo em vista as transformações socioculturais que interferem na escolha dos produtos e remetem a representações simbólicas envolvidas nesse ato. Foram utilizados como arsenal teórico os conceitos de processo civilizador (Elias, 1994) e de invenção das tradições (Hobsbawm, 1997) para compreender as trajetórias de vida de 11 permissionários do Mercado. Por meio da análise qualitativa das entrevistas realizadas, bem como das reflexões geradas a partir do diário de campo, com registro de observações e conversas estabelecidas com funcionários, turistas e consumidores, debateram-se os significados atribuídos às práticas de comércio. O Mercado paulistano foi classificado em três principais espaços – tradicional, popular e moderno – a fim de analisar de que maneira é praticada a venda de produtos alimentícios e de que maneira são interpretados esses espaços pelos que os frequentam. Há percepção não só das transformações de gostos e de preferências por determinados alimentos, mas também de mudanças comerciais que refletem as transformações sociais, culturais e econômicas da cidade, do país e do mundo, em que as dicotomias – novo e velho, indivíduo e sociedade, natureza e cultura – coexistem e se complementam no cotidiano das pessoas que compõem o cenário do Mercadão.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Centro Histórico de São Paulo
Logradouro
R. da Cantareira, 306
Localidade
Mercado Municipal de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3602756

As relações de trabalho na cidade de Santo André na atualidade (2003-2014): consolidação ou reversão do pós-fordismo?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Guerra, Carlos Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Schincariol, Vitor Eduardo
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Santo André
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
reestruturação produtiva
pós-Fordismo
Santo André
Resumo

O objetivo desta pesquisa é estudar aspectos ligados ao padrão de acumulação e às relações de trabalho na cidade de Santo André, ABC Paulista, na atualidade (2003-2014). A economia brasileira, diante da rápida abertura comercial dos anos 1990, sofreu os impactos da alteração de seu padrão de acumulação fordista rumo ao flexível-toyotista ou também chamado pós-fordista. Estes impactos foram estudados em nível nacional e local pela literatura (Ruy Braga, Francisco de Oliveira, Marcio Pochmann, Vitor Eduardo Schincariol, dentre outros). Este trabalho buscará realizar um estudo das relações de trabalho contemporâneas (duas décadas do século XXI) na cidade de Santo André, abarcando os setores privados e, público, à luz das mencionadas transformações. Buscamos indagar se se poderia afirmar que houve uma reversão dos parâmetros “pós-fordistas” de relações de trabalho ao longo dos anos de maior crescimento e estabilidade macroeconômica que marcaram no Âmbito federal os governos Lula e Dilma (2003-2014). Concluímos com uma resposta positiva a esta pergunta.

Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Cidade/Município
Santo André
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2003-2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4043077

As contradições do espaço público na cidade de São Paulo: uma abordagem a partir do Minhocão e seus diferentes usos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, José Carlos de
Sexo
Homem
Orientador
Veras, Maura Pardini Bicudo
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Minhocão
Cidade capitalista
Rodoviarismo
Resumo

Esta dissertação analisa as diferentes “apropriações” do espaço do Minhocão, construído como eixo viário para a circulação rápida do automóvel e, mais recentemente apropriado para usos diversos, como o lazer, sobretudo. A urbanização capitalista de São Paulo atingiu o ápice nos anos 70, sobretudo com a abertura do mercado para as indústrias do setor automobilístico. Contudo, desde 1930, a implantação de um modelo de planejamento e gestão urbanas produziu graves impactos socioespaciais, dentre os quais, um tecido urbano fragmentado, o espraiamento da mancha urbana para regiões periféricas, a privatização do espaço público, o crescimento das desigualdades socioeconômicas e a segregação espacial. O Minhocão, construído a partir desse modelo, se tornou uma obra emblemática da submissão do espaço urbano ao rodoviarismo, ideologia que justifica o investimento de maior parte dos recursos públicos em infraestrutura voltada para o transporte individual. No final da década de 80, com a inauguração da nova fase do capitalismo, houve mudanças no modo de produção, no entanto, os impactos socioespaciais persistiram em escalas cada vez mais amplas. Nesse período iniciou-se a “apropriação” lúdica do Minhocão aos domingos e feriados. Ela reúne uma diversidade de atores para o usufruto de eventos culturais, práticas esportivas e outras atividades de lazer. Se por um lado, a “apropriação” lúdica torna possível o resgate do espaço público como lugar do convívio social e promove o direito à cidade, por outro, também pode reproduzir as demandas da cidade capitalista. Para desenvolver essa hipótese central, partimos do referencial crítico-dialético e da pesquisa empírica, de viés etnográfico, com os usuários do Minhocão durante as atividades lúdicas. Os autores que embasaram essa análise do espaço público e os aspectos contraditórios dos seus diferentes usos, em âmbito micro ou macroestrutural, compartilham um objetivo comum: a transformação do espaço público, embora oriundos de variados campos de pesquisa: arquitetura e urbanismo, filosofia, sociologia urbana, história e política. O resultado da análise teórica e da pesquisa empírica indica que o Minhocão reproduz demandas da cidade capitalista, todavia, enquanto lugar que reúne diferentes grupos para atividades lúdicas, pode também promover novas formas de “apropriação” do espaço público e a participação cidadã de diversos atores sociais.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Minhocão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4417301

A modernização do Porto de Santos e a relação porto-cidade: um estudo comparativo entre dados históricos, IDH e percepção do trabalhador portuário

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nogueira, Amanda Carvalho de Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Savio, Marco Antonio Cornacioni
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Santo André
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Porto de Santos
desenvolvimento
trabalhadores
porto-cidade
Resumo

O Brasil, país com mais de 200 milhões de habitantes, necessita de infraestrutura portuária, que permita a movimentação de grandes quantidades de materiais, para manter-se em constante desenvolvimento. O maior porto marítimo do Brasil e da América Latina é o Porto de Santos, no Estado de São Paulo, que tem recebido, nos últimos anos, investimentos para aumentar sua capacidade operacional. Para estabelecer o equilíbrio do binômio forças econômicas e sociais, é necessário que esses investimentos influenciem o desenvolvimento humano. Este estudo compilou a história da relação porto-cidade; a evolução de índices da cidade, tal como o IDH; além da realização de pesquisa de campo, por meio de entrevistas estruturadas, aplicadas em 14 trabalhadores portuários, que acompanharam o antes e o pós Lei n.8.630/93 – conhecida como Lei dos Portos-. Por meio da comparação das pesquisas realizadas, propõe-se identificar a percepção do trabalhador portuário dos impactos da modernização dos portos em suas vidas e nas condições sociais da cidade de Santos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Santos
Localidade
Porto de Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3921465