Estrutura econômica e mercado de trabalho

O lugar da mulher no sindicato: embates e reflexões sobre a conquista de um espaço

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Conti, Natalia Mendonca
Sexo
Mulher
Orientador
Leme, Alessandro André
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Niterói
Programa
Sociologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Sindicalismo
Classe
Gênero
ABC
Resumo

Essa dissertação tem por objetivo analisar e investigar uma configuração histórica específica no sindicalismo brasileiro em que se interseccionam três campos importantes de pesquisa das Ciências Sociais, quais sejam, Sindicalismo, Classe e Gênero. Nosso cenário é São Bernardo do Campo, no ABC paulista, entre o final da década de 1970 até início da década de 1980. A escolha desse recorte se dá em razão de ser um período de importantes greves em curso e onde pudemos analisar, através das leituras e documentos, novas experimentações da participação da mulher nos espaços sindicais, como o I Congresso da Mulher Metalúrgica de São Bernardo do Campo e sua participação em organismos das greves operárias deste período e lugar. Nosso objetivo foi trabalhar a partir de perguntas como ‘qual é o lugar ocupado pelas mulheres’ e ‘como elas se veem e são vistas’ dentro das organizações políticas sindicais, e em especial, dentro daquela sobre a qual nos debruçamos, o Sindicato dos metalúrgicos do ABC. Atravessaram necessariamente questões mais gerais ou específicas, como o modo como a força de trabalho feminina é empregada e o seu papel do ponto de vista da reprodução (e produção) do capital; a sociologia e historiografia produzidas acerca dos embates entre novo e velho sindicalismo; o fazer político sindical como espaço masculino e a possibilidade de abrir frestas para novas práticas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Bernardo do Campo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
final da década de 1970-início da década de 1980
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3898442

Sexo e poder no cotidiano das ruas: um estudo sobre a prostituição feminina em Ribeirão Preto/SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fabiano, Eulalia
Sexo
Mulher
Orientador
Scavone, Lucila
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Araraquara
Programa
Sociologia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Prostituição de rua
mulher
sexo
relações interseccionais de poder
direitos
Resumo

Esta pesquisa tem o objetivo de analisar a organização da prostituição feminina de rua e as percepções das prostitutas sobre a atividade, bem como sobre as demais relações sociais que estabelecem em seu cotidiano. Para tanto, além do levantamento bibliográfico, foi realizado estudo empírico na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo, caracterizada pelo destaque na economia nacional, mas também pela visibilidade da prostituição feminina e pelos contrastes sociais, como a segregação espacial da população pobre. As observações em campo foram viabilizadas por meio do acompanhamento das ações desenvolvidas por uma ONG que distribui preservativos nas principais áreas da prostituição de rua. Também foram realizadas entrevistas semiestruturadas com profissionais do sexo de diversas idades. O campo de estudo foi analisado a partir de releituras do pensamento foucaultiano, especialmente das obras sobre a história da sexualidade, e de pesquisas da socióloga Heleieth Saffioti, as quais explicam as desigualdades brasileiras por meio da interseção entre o gênero, a raça/etnia e a classe social. De maneira geral, as análises evidenciaram o predomínio de regras morais/culturais em torno do sexo e a existência de duas realidades da prostituição de rua na mesma cidade, revelando características sociais de cada região onde o trabalho sexual se estabeleceu. Além disso, foram identificadas diferenças nos posicionamentos políticos das profissionais do sexo em consonância com a faixa etária. Enfim, os levantamentos da pesquisa indicam a relevância da contextualização das relações sócio-históricas - as quais são aqui entendidas com dimensões concomitantemente culturais, econômicas e políticas - para o enfrentamento da violência e dos preconceitos, como também para a defesa dos direitos das mulheres prostitutas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
HTTPS://SUCUPIRA.CAPES.GOV.BR/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=6679457

Representando os trabalhadores: organização no local de trabalho no ABC Paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Melo, Filipe Augusto Freitas
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Leonardo Gomes Mello e
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Sindicalismo
flexibilização do trabalho
trabalho
sociologia do trabalho
Resumo

Esta dissertação de mestrado trata da organização no local de trabalho, por meio de um estudo de caso da Comissão de Fábrica dos Trabalhadores na planta da Ford de São Bernardo do Campo. Com base em entrevistas com dirigentes e ex-dirigentes da comissão e em documentos produzidos pelo sindicato da categoria e pela própria representação no local de trabalho, procura-se recuperar as transformações institucionais e no padrão de ação dessa instância representativa desde a sua fundação. Levando-se em conta as mudanças no mundo do trabalho nas últimas décadas, a discussão se encaminha para as estratégias laborais para lidar com os novos desafios impostos pela globalização. Ao final, discorre-se a respeito da nova lei trabalhista, que obriga a criação de comissões de empresa em todos os locais de trabalho com mais de 200 funcionários. Conclui-se que a nova lei, por alijar os sindicatos do processo eleitoral dessas novas comissões, representa uma derrota para as pretensões de alastramento do modelo construído no ABC, podendo levar a um modelo paternalista de representação dos trabalhadores.

Disciplina
Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Cidade/Município
São Bernardo do Campo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=6533535

Reestruturação produtiva no campo e os processos de trabalho nos assentamentos de reforma agrária

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Mafort, Kelli Cristine de Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Pinassi, Maria Orlanda
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Araraquara
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Reestruturação produtiva
Assentamentos
Reforma agrária
Proletarização
Resumo

A partir dos anos de 1970, no ponto mais alto de sua expansão, o capital passa a enfrentar crises cíclicas cada vez mais frequentes que expressam a dimensão estrutural dos limites do capital. O mundo capitalista entrou em uma profunda recessão, que combinou baixas taxas de crescimento com altas taxas inflacionárias, abrindo terreno para operar uma reestruturação produtiva, aplicando o receituário neoliberal. No Brasil, a reestruturação política e produtiva se fez sentir já no final da década de 1980; no campo, os capitais da agricultura/agropecuária foram operados na adequação à reestruturação produtiva, provocando importantes modificações na viragem da década de 1980 para 1990. Foi, porém, a partir de 1999 que os agronegócios ganharam importância decisiva no conjunto da economia brasileira. Mas não foi somente aí que a reestruturação produtiva operou, deu-se também no âmbito da agricultura familiar que, progressivamente, foi plenamente integrada à lógica e dinâmica do agronegócio, afastando a reforma agrária e sua perspectiva de mudanças estruturais.

Porém, o padrão de violência contra os trabalhadores rurais é revelador de como a questão agrária nunca esteve perto de uma solução pela via da conciliação de classes. Por outro lado, o enquadramento da reforma agrária representou um retrocesso para os assentamentos, do ponto de vista da consciência política de seus integrantes, bem como na garantia efetiva das conquistas sociais, que somente têm sido obtidas a partir do enfrentamento de classes. O controle totalizante do capital inviabiliza qualquer expectativa de autonomia, mesmo entre aqueles que detêm parte dos meios de produção, como é o caso dos assentados, colocando-os numa condição generalizada de proletarização.

Na presente pesquisa analisei a temática a partir de estudo teórico e pesquisa de campo, realizada com 100 pessoas de acampamentos, assentamentos e lideranças do MST no estado de São Paulo. Pude concluir que a luta pela reforma agrária é essencialmente a busca pela realização do trabalho e da reprodução social, inserida nas contradições produzidas na disputa antagônica entre as forças sociais do trabalho e as forças do capital. Neste sentido, a subjetividade dos trabalhadores do campo, especialmente dos sujeitos da luta por reforma agrária, está sob disputa, para que se percebam e se reconheçam como empreendedores rurais, agricultores familiares, sendo uma extensão integrada do agronegócio, ampliando sua sujeição/subsunção ao capital. Porém a atualidade histórica da reforma agrária se impõe, não apenas pela necessidade dos trabalhadores sem terra, mas também pelos imperativos destrutivos das forças do capital em relação ao trabalho e ao ambiente.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=7585758

Trajetórias sociais dos trabalhadores imigrantes haitianos no mercado de trabalho em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Placide, Joseph Enock
Sexo
Homem
Orientador
Castro, Barbara Geraldo de
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Trajetórias trabalhadoras
imigrantes
haitianos
mercado de trabalho
Resumo

Após o terremoto que abalou o Haiti em janeiro de 2010, teve início uma nova onda de imigração do país. O Brasil se tornou um dos principais destinos para os imigrantes haitianos. Naquele momento, o país estava em pleno crescimento econômico e atraía os imigrantes pelas possibilidades de melhor inserção no mercado de trabalho. No estado de São Paulo, especialmente na capital, o setor de construção civil foi o principal empregador desse grupo de imigrantes. No entanto, a crise econômica desconstruiu esse setor como dinamizador da criação de emprego.

Esta dissertação tem como objetivo descrever e analisar as trajetórias sociais dos trabalhadores imigrantes haitianos que ingressaram no mercado de trabalho paulista a partir do ano de 2010. Partindo da compreensão de que a relação entre imigração e o mercado de trabalho é um elemento chave para analisar o lugar social que ocupam os imigrantes haitianos, o projeto pretende compreender de que maneira se dá a inserção dos imigrantes haitianos no mercado de trabalho na capital do estado de São Paulo e na cidade de Campinas (SP).

Para realizar este trabalho, optamos pela metodologia qualitativa. Foram realizadas trinta e oito (38) entrevistas semiestruturadas com esses imigrantes nas cidades de São Paulo e Campinas (SP). Esse procedimento permitiu explorar as trajetórias dos trabalhadores haitianos e a possível relação entre o processo migratório e o mercado de trabalho brasileiro.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=6568341

Neopentecostalismo e empreendedorismo: prosperidade e mobilidade social: uma “nova” classe média?

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bertani, Silvia Mara Novaes Sousa
Sexo
Mulher
Orientador
Bogus, Lucia Maria Machado
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Classe social
Nova classe média
Neopentecostais
Resumo

Esta tese de doutorado se constitui no estudo sobre a teoria da prosperidade das igrejas de denominação neopentecostal e, em especial da Igreja Universal do Reino de Deus. O objetivo geral é compreender se a teoria da prosperidade iurdiana propicia o acesso a uma “nova” classe social, a empreendedora. O objetivo específico é a compreensão da relação entre o capital espiritual e a trajetória do fiel iurdiano empreendedor a uma “nova” classe social: a classe média empreendedora. Para realização de nossos objetivos foi utilizada metodologia qualitativa e a quantitativa intencional baseada na aplicação de questionários, entrevistas e análise de programas e eventos religiosos da Igreja Universal do Reino de Deus. Foram analisadas dez entrevistas selecionadas intencionalmente. Para a construção do objeto de pesquisa, nos apoiamos na teoria da reprodução cultural de Pierre Bourdieu e em pesquisas empíricas realizadas no contexto do grupo em análise. A escolha da Igreja Universal do Reino de Deus se fez por ser essa uma das instituições religiosas mais importantes e com maior número de fiéis. Optou-se pelo estudo desse tema em uma região específica da cidade de São Paulo, a região do Brás local de grande concentração de evangélicos neopentecostais e fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brás
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4569011

A contribuição das universidades de massa para a promoção da mobilidade socioeconômica e cultural de seus concluintes

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Parenti, Ana Flavia da Costa
Sexo
Mulher
Orientador
Lazzareschi, Noemia
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Universidades e Faculdades Particulares
Mobilidade Social
Ensino Superior - Finalidades e Objetivos
Resumo

Este trabalho teve por objetivo investigar e analisar a contribuição das universidades particulares, aqui denominadas de universidades de massa, para a promoção da mobilidade social, econômica e cultural de seus alunos. Para isso, discutiu-se, não só a importância da universidade na educação nacional e a evolução da educação brasileira nos últimos anos, como também o processo de privatização das universidades e o fenômeno dos grupos financeiros internacionais que “adquirem” faculdades e universidades, transformando-as em grandes conglomerados educacionais, contribuindo, assim, para a precarização da educação superior no país. O levantamento das informações que contribuíram para esse estudo foi realizado a partir da aplicação de questionários aos alunos do curso de administração em uma instituição de ensino superior privada, localizada na cidade de São Paulo. Também realizamos entrevistas semiestruturadas com os alunos ingressantes no curso (1º e 2º semestre do curso) e com os concluintes (7º e 8º semestres). Professores do curso também responderam um questionário direcionado a levantar informações complementares com relação às condições de trabalho e a forma como as IES particulares de massa tratam seus alunos e professores.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
HTTPS://SUCUPIRA.CAPES.GOV.BR/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=5605287

A construção social do Meia Sola: trabalho, pobreza e o Programa Bolsa Família na Zona da Mata Canavieira de Alagoas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, Charles dos
Sexo
Homem
Orientador
Scopinho, Rosemeire Aparecida
Ano de Publicação
2017
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Meia sola
Trabalhadores Canavieiros
Precariedade
Direitos sociais
Programa Bolsa Família
Resumo

A pesquisa em questão foi desenvolvida na Zona da Mata Canavieira do Estado de Alagoas, uma região que é caracterizada pela marcante presença do agronegócio canavieiro e ainda pela pobreza, manifesta em recorrentes índices críticos de desenvolvimento humano e social. A obra consiste na análise das condições de vida de trabalhadores agrícolas do setor canavieiro em duas cidades situadas nesse território – branquinha e união dos palmares –, bem como dos meios acessados por esses sujeitos e seus parentes para garantir a sobrevivência familiar. O estudo, de caráter eminentemente qualitativo, foi feito com base na pesquisa em fontes bibliográficas e na realização de entrevistas abertas e semiestruturadas com homens e mulheres das cidades acima referidas que se encontravam na intersecção da experiência com o trabalho no setor canavieiro e a experiência como beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF). A abordagem teórica que orientou a pesquisa é aquela que trata do precariado, essa fração de classe que segundo o sociólogo brasileiro Ruy Braga vive espremida entre a ameaça da exclusão socioeconômica e a incrementação da exploração de sua força de trabalho por setores econômicos, e que, na concepção do economista britânico Guy Standing, é o segmento social que mais sofre com a insegurança frente aos direitos. O estudo mostrou que os trabalhadores canavieiros dos municípios de branquinha e união dos palmares oscilavam entre o trabalho formal e o trabalho informal, porém, ambos realizados em condições precárias. O primeiro está relacionado àquelas atividades que, apesar de “fichar a carteira”, são extremamente penosas e nocivas à saúde física e mental do trabalhador. Alguns exemplos são o corte de cana, a aplicação de herbicida nos canaviais e o embolamento de cana em encostas. Já o segundo referese às atividades feitas sem nenhuma proteção social e que são igualmente pesadas e estropiantes. A retirada de areia em rios e o trabalho em pedreiras são alguns casos. Foi visto também que mesmo as trabalhadoras e os trabalhadores beneficiários de um programa de transferência monetária como o PBF seguiam realizando trabalhos precários e sendo remunerados bem abaixo das suas necessidades básicas de consumo. Isso leva a crer que o programa afasta os sujeitos dos riscos da completa exclusão socioeconômica, mas não lhes dá condições de se livrarem da necessidade de realizar trabalhos sujos, pesados, sazonais e que pagam mal, como aqueles do canavial. O meia sola do título, portanto, refere-se a esses sujeitos, já que na região onde foi realizada a imersão empírica a expressão tem a ver com precariedade, indefinição e incompletude. O meia sola é o trabalhador precário do espaço sociogeográfico conhecido como a Zona da Mata Canavieira de Alagoas.

Referência Espacial
Região
Zona da Mata Canavieira de Alagoas
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Alagoas
Referência Temporal
2003-2016
Localização Eletrônica
HTTPS://SUCUPIRA.CAPES.GOV.BR/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=5006437

“Shopping trem”: uma análise das atividades de trabalho informal no interior das composições da linha 8 (diamante) da CPTM

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Capelli, Rodrigo Dionisi
Sexo
Homem
Orientador
Lazzareschi, Noemia
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Vendedores Ambulantes
Setor informal (Economia)
Mercado de Trabalho
Linha 8 - diamante
CPTM
Resumo

Esta presente dissertação tem como intenção primordial, a análise da situação que se encontra o comércio no interior dos vagões das composições que cruzam parte da porção oeste da Região Metropolitana de São Paulo através da linha 8 (diamante) que faz parte da estrutura da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Para tanto, trabalhei a contextualização histórica do surgimento do fenômeno (trabalho informal) no qual meu objeto está inserido. A análise de obras que já conceituaram o fenômeno em conjunto com vários dias de observação do comércio no interior das composições, são o fundamento desse estudo que, espero, tenha conseguido descrever com fidedignidade o trabalho ali realizado que, apesar de ilegal, garante a subsistência daqueles que a praticam. Temos aqui, uma visão de como essas atividades ilegais se relacionam com a sociedade mais ampla. Através das observações de um trabalho de campo e de uma entrevista aplicada a um grupo desses trabalhadores, esta dissertação intentou em descrever e analisar o conjunto dessas relações

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
HTTPS://SUCUPIRA.CAPES.GOV.BR/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=5569590

Entre questão e conciliação: as relações de trabalho e seus conflitos na lavoura do agronegócio café no cerrado mineiro

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Junior, Hailton Pinheiro De Souza
Sexo
Homem
Orientador
Beatriz Maria Alasia de Heredia
Ano de Publicação
2017
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Relações de trabalho
Conflito
Agronegócio
Resumo

O presente estudo tem como objeto as relações de trabalho e seus conflitos na lavoura do agronegócio café de Patrocínio e Araguari (Minas Gerais, Brasil), municípios do cerrado mineiro, região produtora de café nestes termos conformada a partir dos anos de 1970, quando um conjunto de políticas públicas promoveu o encontro entre produtores do sul – cujas famílias têm acompanhado a “grande vaga do café” desde sua fixação no país, passando por São Paulo e Paraná – e trabalhadores do norte – migrantes mineiros, baianos e oriundos de outras áreas do interior do país – região em que hoje se expressa uma realidade que é, justamente, produto deste encontro. As relações laborais, originalmente estabelecidas sobre a base de representações sociais herdadas do colonato (vivido pelas famílias de produtores em sua origem no interior de São paulo e Paraná) associada às representações sociais camponesas mobilizadas pelos trabalhadores, conformam um código de prescrições morais a partir dos quais os sujeitos privilegiam o estabelecimento de suas relações de trabalho. Progressivamente, no entanto, as relações laborais sofrem a incidência dos direitos, forma de regulação das práticas na lavoura que se assenta sobre os dispositivos legislativos e se generaliza pela aproximação à realidade local dos órgãos de fiscalização e controle – do estado, portanto – tensionando instituições locais e sujeitos ao ajuste de suas práticas no sentido da absorção de novos paradigmas às suas relações. Neste estudo, busca-se descrever o processo de ajuste da realidade local às exigências legais, e das exigências legais à realidade local, a partir da contraposição entre os preceitos e análise dos conflitos decorrentes das disjunções entre moral e direitos, conflitos que são definidores da realidade local do agronegócio café na região estudada.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Cidade/Município
Patrocínio
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Cidade/Município
Araguari
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
A partir de 1970
Localização Eletrônica
HTTPS://SUCUPIRA.CAPES.GOV.BR/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=5028672