Sociologia

Casa de mulher: os circuitos cotidianos de cuidado, dinheiro e violência em São Carlos/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pinho, Isabela Vianna
Sexo
Mulher
Orientador
Feltran, Gabriel de Santis
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Cuidado
Dinheiro
Violência
Vida ordinária
Casa de mulher
Resumo

Esta dissertação nos mostra como estado, gênero, economia, parentesco e família se produzem e se conectam no cotidiano. Aqui, analiso as formas que Maria, Bela, Ana e Rosa habitam a vida ordinária. Moradoras de um bairro promovido pelo programa federal minha casa, minha vida em São Carlos/SP, as quatro mulheres também são (ou foram) titulares do programa bolsa família. A pesquisa mostra que as duas políticas constituem um entre outros universos possíveis de sentido pelos quais as moradoras se movem. O texto está dividido em duas partes. Na primeira, argumento que os processos de vida e de casas, bem como as formas de habitar e viver se emaranham nos cotidianos; também demonstro como o passado se embebe no presente e os eventos extraordinários se embebem no ordinário. Num segundo momento, argumento que a casa só pode ser pensada em configuração, isto é, só existe em relação. Desse modo, nos últimos capítulos descrevo três circuitos cotidianos – de cuidado, dinheiro e violência - que conformam mutuamente a configuração de casas. Ao olhar para tais circuitos, é possível analisar os fluxos de objetos e pessoas, bem como as relações de violência e conflito dentro e entre as casas. Ademais, os circuitos demonstram que existe intersecção entre supostas antinomias como, por exemplo, dinheiro e intimidade; domínio econômico e do afeto; vida e economia; casa e trabalho; reprodução e produção. Como estratégia metodológica e analítica, defendo que uma etnografia de ‘casa de mulher’ em configuração permite enxergar o ‘entre’; ou seja, possibilita captar os fenômenos sociológicos de forma relacional. O que se verá aqui serão linhas que expõem as miudezas postas em prática por Maria, Bela, Ana e Rosa para tornar o mundo reabitável a cada novo acontecimento.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11734

Cartografias de São Paulo: imagens e subjetivações da cidade a partir da mobilidade urbana

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Borges, Christina Maria de Marchiori
Sexo
Mulher
Orientador
Werneck, Mariza Martins Furquim
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Cartografia - São Paulo (cidade)
História Percepção de imagens
Mobilidade urbana
Arquitetura - São Paulo (cidade)
Resumo

A presente tese realiza uma investigação sobre a percepção dos usuários acerca das imagens urbanas e as subjetividades despertadas nos usuários da linha 408 a-10 Machado de Assis- Cardoso de Almeida, na Cidade de São Paulo. Além das imagens pesquisamos em que medida os espaços, muitos deles de natureza histórica e turística, são conhecidos e apropriados pelos usuários. Com base em alguns conceitos do pensamento de Gilles Deleuze e Félix Guattari, verificamos as direções dos agenciamentos das subjetividades despertadas pelas imagens: se na direção de agenciamentos maquínicos influenciados pela lógica do capital, ou na direção de agenciamentos alternativos, com esquizos e rasgos que indicam e aberturas para outras subjetividades individuais e coletivas não programadas pelo pensamento dominante. Investigamos também as complexas intersecções entre olhar, imagens e paisagens na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Linha 408 a-10 Machado de Assis-Cardoso de Almeida
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2019
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22646

Bixiga-Mombaça: entre lugares, percursos e memórias

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vargas, Fernanda Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Menezes, Marilda Aparecida de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Bernardo do Campo
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Memória
Espaço
Mobilidades
Nordeste
São Paulo
Resumo

O Bixiga (SP) está localizado na região central da cidade de São Paulo, conhecido por ser uma zona de consumo gastronômico e cultural da cidade, especialmente pela boemia e pela migração italiana. Mombaça (CE) é uma cidade do sertão central cearense, com um pouco mais da metade da população vivendo na região rural. Essas regiões têm entre si quase três mil quilômetros de distância, no entanto, apresentam proximidades que nos provocam e nos questionam. Como Mombaça se tece no Bixiga? E como o Bixiga se tece em Mombaça? O Bixiga (assim como a noção de nordeste) é uma invenção, um espaço praticado e imaginado, marcado por fronteiras fluídas, atualizado continuamente, de acordo com os atores sociais e situações em jogo. Procuramos compreender como se desenham as relações entre memórias e narrativas, italianas, negras e nordestinas no Bixiga. A pergunta inicial foi de como os percursos, as memórias e as narrativas de pessoas e famílias vindas do Nordeste são construídas e marcadas nesse mesmo espaço. São muitos os nordestes presentes nessa região, sendo essa palavra generalizadora diante da diversidade de pessoas e locais de origem. Para esta pesquisa, pretendeu-se ir a campo e ver como se apresentava esse território a partir dos citadinos e da pesquisadora. Sentir, ouvir e ver, o que era dito, tanto entre os vindos do Nordeste, como por parte de descendentes de italianos. A etnografia foi nos orientando para três ruas da região. Nestas, a partir dos interlocutores que nos aproximamos, tornou-se marcada a presença de pessoas vindas do Ceará. Foram estabelecidas relações a partir de restaurantes, casas do Norte, bares, casas de show, mercearias e de agências que promovem viagens diretas na rota Ceará-São Paulo. Também nos aproximamos da 92ª Festa Nossa Senhora Achiropita e da 8ª Festa dos Filhos, Familiares e Amigos de Mombaça, assim como, da missa que precedeu a festa, realizada na Igreja Nossa Senhora Achiropita. Ao final foi realizada uma viagem de ônibus do Bixiga até Mombaça com a perspectiva de compreender como os trânsitos, fluxos e redes se relacionam a memória e a espacialidade e mesmo se a mobilidade, poderia ser um lugar de memórias.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bixiga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Mombaça
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7777457

A agência dos subalternos: movimentos sociais da costura no Brasil e na Argentina

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Guirado Neto, José
Sexo
Homem
Orientador
Braga Neto, Ruy Gomes
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2019.tde-20112020-212928
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Agência
Costura
Dinâmicas de Ação Coletiva
Movimentos Sociais
Redes Sociais
Resumo

Nesta pesquisa, analisamos a agência dos subalternos da costura da Região Metropolitana de São Paulo e da Grande Buenos Aires que assumiram contemporaneamente a forma de movimentos sociais. Nesse sentido, dois são nossos objetivos centrais. Primeiro, desvendar como, mesmo em um contexto restritivo, imigrantes bolivianos criaram três agrupamentos (dois compostos por donos de micro confecção e um por costureiros) e teceram redes sociais complexas – com ONGs de direitos humanos, de direitos dos imigrantes e de promoção da cultura imigrante, centrais sindicais, agentes da mídia, empresas recuperadas por trabalhadores, cooperativas de catadores, órgãos dos poderes públicos local, regional e nacional, agentes políticos, coletivos universitários e organizações ligadas à costura – que deram origem a dois complexos movimentos sociais de baixo com características adversas. Segundo, deslindar as dinâmicas da ação coletiva empregada por esses movimentos ao tentarem esculpir um espaço para acomodar seus interesses no interior das sociedades civis e dos estados brasileiro e argentino. Para tanto, empregamos uma teoria dos movimentos sociais baseada na noção gramsciana de subalternidade.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Argentina
Especificação da Referência Espacial
Grande Buenos Aires
Referência Temporal
2015-2019
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-20112020-212928/pt-br.php

Ação coletiva e dinâmica urbana: o MTST e o conflito na produção da cidade

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Falchetti, Cristhiane
Sexo
Mulher
Orientador
Braga Neto, Ruy Gomes
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2019.tde-27112019-183740
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Cidades
Conflitos
Lutas sociais
MTST
Ocupações urbanas
Resumo

Este trabalho aborda a interface entre ação coletiva e a dinâmica urbana, interrogando sobre o lugar da cidade nas lutas sociais. A recente intensificação dos conflitos urbanos e a visibilidade das ocupações urbanas são o ponto de partida da pesquisa, que segue a experiência do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), com especial interesse nas dinâmicas do trabalho e da moradia nos últimos anos na metrópole de São Paulo. Desse modo, por meio da trajetória do MTST e de seus integrantes, percorremos as mudanças decorrentes do neoliberalismo desde os anos 1990, buscando compreender como elas impactaram a vida dos trabalhadores urbanos mais vulneráveis que vivem nas periferias e suas formas de organização. A pesquisa de campo se atém ao território do Jardim Ângela e à ocupação Nova Palestina (MTST), investigando as transformações urbanas e sociais que ajudam a compreender o surgimento da ocupação, bem como a figura dos trabalhadores sem teto. Ao reconstituir os processos de inserção urbana dos trabalhadores, argumento que as ocupações periféricas se inscrevem no contexto de redefinição no modo de produção da cidade, o qual aprofunda a insegurança habitacional. Nesse cenário, o MTST desponta como forma de organização coletiva e resistência aos processos de mercantilização da cidade e da habitação, movendo-se contraditoriamente no terreno da gestão do social que atravessa os territórios periféricos. As ocupações organizadas constituem-se em mediações políticas potentes quando tensionam práticas e relações sociais de dominação e permitem construir espaços outros, porém, se inserem no horizonte encurtado da viração cotidiana e da subjetividade neoliberal.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Jardim Ângela e Ocupação Nova Palestina (MTST)
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1990-2018
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-27112019-183740/pt-br.php

A Vila e a Prisão: novas perspectivas do conceito de prisionização

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rossler Junior, Eduardo Henrique
Sexo
Homem
Orientador
Sinhoretto, Jacqueline
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Prisões
Sistema prisional
Prisionização
Memória
Resumo

Este trabalho situa-se dentro do campo da sociologia das prisões. Mais especificamente, no processo de apreensão e atualização dos estudos sobre os efeitos do sistema prisional em determinados grupos da sociedade, a prisionização. O objeto de interesse é a chamada “vila”, um grupo de casas destinadas aos gestores do complexo penitenciário Campinas-Hortolândia, no interior do Estado de São Paulo, localizada a menos de 60 metros dos muros da prisão. Este trabalho tem a intenção de observar e analisar micro-relações entre os moradores e ex-moradores desta localidade, todos gestores prisionais e seus familiares, e de que maneira a prisão e a prisionização contribuem para a organização do seu cotidiano. Em consonância com as mudanças nas políticas públicas do sistema penitenciário paulista, como a expansão das unidades prisionais, seu controle pelas facções criminosas e da guerra contra as drogas, este trabalho buscou apreender como essas questões foram administradas por esse grupo na busca por estratégias de manutenção da normalidade das relações sociais estabelecidas neste local. Através de entrevistas e da reconstrução da memória coletiva do grupo, foi possível perceber que a influência da prisão gera não apenas uma mudança no discurso sobre a insegurança no plano consciente, mas também um processo profundo de subjetivação da lógica prisional, reorganizando as estratégias para garantia da coesão e solidariedade do grupo. Através de um processo simbiótico (entre prisão e vila) e conflitante, as relações observadas se mostraram como um esforço constante das famílias em reforçar e ressignificar os elementos da instituição familiar e de comunidade, por meio de adaptações que reagem ao cotidiano prisional. Essas adaptações são incorporadas ao cotidiano e normalizadas, transformando-se de objetos de disrupção da ordem em elementos que fazem parte da constituição da própria comunidade. Nem dentro, nem fora, mas através da prisão, a vila torna uma comunidade sui generis, uma exacerbação da influência da prisão nos grupos que afeta. Na vila dos gestores, as distinções entre público e privado se enfraquecem, na medida em que a solidariedade entre os membros se fortalece. Isto causa, como procurei demonstrar, uma comunidade com um alto grau de interdependência, o que acaba resultando em um comportamento ímpar, descolado da sociedade ampla. Também foi possível observar os dilemas e a grande dificuldade de readaptação dessas famílias ao convívio com a sociedade, principalmente no momento em que se desligam dos cargos e encerraram as conexões com a comunidade da vila.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Localidade
Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11608?show=full

Na rede contra o aumento: os protestos de junho de 2013 e o ativismo do Movimento Passe Livre São Paulo no Facebook

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Marianne Malini de
Sexo
Mulher
Orientador
Nascimento, Euzeneia Carlos do
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Vitória
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Protesto
Internet
Movimentos Sociais
Passe Livre
Resumo

Junho de 2013 representou um marco na história política do Brasil pela difusão de uma onda de protestos em várias cidades. Teve no movimento Passe Livre de São Paulo (PLSP) a sua gênese e na internet forte aliada para organização, mobilização e divulgação de fatos ocorridos nas ruas. Esta dissertação se debruça sobre esse contexto e tem a intenção de realizar uma análise a respeito da atuação do movimento Passe Livre São Paulo no Facebook entorno dos protestos contra o aumento da tarifa de transportes coletivos na capital paulista, compreendendo quadros interpretativos, interações e repertórios empregados no ambiente online entorno dos seus atos realizados em rua.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufes.br/items/0cee2fcd-6e0f-4516-8dc1-3789ac677e0c

Quando canta a liberdade: a desinstitucionalização da mulher egressa do sistema prisional paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Garcia, Paula Paschoal Rodrigues
Sexo
Mulher
Orientador
Sinhoretto, Jacqueline
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Encarceramento
Mulheres egressas
Desinstitucionalização
Apresentação do self
Resumo

A presente pesquisa surge do cenário do aumento vertiginoso do número de mulheres encarceradas no Brasil e os efeitos da punição na vida dessas mulheres. O objetivo da pesquisa foi compreender o processo de desinstitucionalização, iniciado desde o período de cumprimento da pena privativa de liberdade, através da vivência da mulher egressa do sistema prisional paulista sobre como enfrentam essa passagem.

A metodologia consistiu na realização de entrevistas auxiliadas por tópicos-guia com quatro mulheres egressas. O trabalho de campo também envolveu o acompanhamento de atendimentos com egressos e seus familiares, além de conversas informais com membros de organizações sociais. Esta pesquisa pretendeu contribuir para compreender os mecanismos de poder das instituições, questões relativas a gênero na realidade institucional e pós-institucional, os efeitos do cárcere nas interações e negociações em liberdade e a importância de políticas públicas voltadas às mulheres.

Após o período das grades, as mulheres desenvolveram estratégias para lidar com o estigma e a falta de apoio por meio de diferentes apresentações do self, conquistando mais espaço. O processo até alcançar a liberdade apresenta-se como algo meramente burocrático, e a “assistência” permanece no viés da punição, contribuindo para a disseminação de preconceitos.

Outros pontos que a análise da realidade das mulheres egressas demonstra incluem vivências marcadas pela precarização do trabalho, fragilidade de vínculos, ausência de informações e acesso precário a direitos e à cidadania, todos agravados pela experiência carcerária.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/12793

Quando a rua vira point: práticas juvenis e pixadores no centro de São Paulo (2017-2019)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Piaia, Danilo Mendes
Sexo
Homem
Orientador
Frehse, Fraya
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Práticas juvenis
Usos da rua
Centro
São Paulo
Pixação
Resumo

A pesquisa que deu origem a esta dissertação se insere no campo dos estudos sobre juventude e cidade, ao tematizar as práticas juvenis nos lugares públicos do centro da cidade de São Paulo em anos recentes (2017-2019). Guiada pela indagação sobre quais são os usos que os protagonistas de práticas ditas juvenis fazem da rua do centro paulistano nos dias de hoje, a investigação teve como foco os usos que os adeptos da prática da pixação – uma forma peculiar de comunicação gráfica no âmbito do grafite de rua – fazem de seu principal ponto de encontro semanal para interação social pública: um trecho específico, o chamado point, da rua Dom José de Barros, no bairro República.

Com base no método etnográfico, que implicou o uso das técnicas de observação participante nos encontros com os pixadores no point, e de entrevistas semiestruturadas com cinco de seus frequentadores, a pesquisa teve como objetivo, de um lado, analisar os padrões de interação verbal e não verbal vigentes no ponto de encontro de pixadores; de outro lado, descobrir traços do perfil social desses frequentadores e as representações que compartilham sobre o lugar onde se dão seus encontros.

Para aquilatar a dimensão social desses dados etnográficos, na segunda parte da dissertação, identifico, na primeira, representações produzidas em outros dois lugares sociais acerca das práticas juvenis na rua do centro paulistano nas últimas quatro décadas: as ciências sociais e a imprensa escrita. Assim, foi possível conhecer sociologicamente as regras de comportamento corporal e de interação social no referido point dos pixadores, além das representações compartilhadas por frequentadores já adultos sobre tal local, a rua, o centro e o espaço público.

As regras de conduta vigentes nas interações sociais ali promovem a acessibilidade de terceiros para fins de sociabilidade entre pares pixadores. Já as representações reveladas a respeito do ponto de encontro o apontam simultaneamente como "lugar" e "momento" de reunião pública dos pixadores, frequentado há anos por esses protagonistas, da adolescência até a fase adulta.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-03032020-175035/publico/2019_DaniloMendesPiaia_VCorr.pdf

Políticas sociais, emoções e desigualdades: enredando o trabalho de cuidado dos idosos em uma política pública municipal

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Araujo, Anna Barbara
Sexo
Mulher
Orientador
Sorj, Bila
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia e antropologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Cuidado
Trabalho de cuidado
Políticas sociais
Emoções
Desigualdades
Resumo

A categoria cuidado vem ganhando a atenção dos sociólogos do trabalho e do gênero nas últimas décadas. O termo, no entanto, ganha sentidos diferentes e até incompatíveis segundo a linhagem teórica dos autores que o mobilizam. Em comum, as diferentes versões da categoria estão baseadas em visões moralmente carregadas e abstratas sobre o tema. Assim, ao propor um diálogo entre algumas das acepções sobre o cuidado e meu campo empírico de pesquisa – uma política pública de cuidado domiciliar do município de São Paulo e, mais especificamente, o trabalho desempenhado pelas agentes comunitárias de idosos (ACIs) nesta política – sugiro que o cuidado seja compreendido a partir de seus enredamentos. Isto é, descarto a análise puramente abstrata do tema e busco investigar as tensões que o cuidado e o trabalho de cuidado arregimentam e as diferentes configurações que assumem quando colocados em diálogo com:

  1. A temática das políticas sociais para idosos;
  2. As emoções e o trabalho afetivo desempenhado pelas ACIs;
  3. As desigualdades sociais.

Assim, mostro como o cuidado está longe de ser uma categoria genérica e proponho que sua complexidade e polissemia sejam reconhecidas e evidenciadas pela pesquisa empírica.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7654319