Geografia

Zoneamento ambiental do Municipio de Santos como subsidio ao planejamento fisico-territorial

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bacci, Pedro Henrique de Melo
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Regina Célia de
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Política ambiental
Zoneamento - Santos (SP)
Mapeamento geomorfológico - Santos (SP)
Solo - Uso
Resumo

As regiões litorâneas no cenário nacional, caracteriza-se pela dinâmica dos processos naturais associados a conformação do relevo que podem vir à representar zonas de risco à ocorrência de eventos tais como movimento de massa ou enchentes. O intenso processo de ocupação humana assistida nessas áreas vem fragilizar em muito a organização de todo o sistema natural que rege esses espaços resultando em quadros catastróficos. O município de Santos estrutura-se sobre um relevo complexo, ora associado a zonas de serrania que apresentam declividades até 45°, ora à zonas de planícies áreas de alagamento e deposição de sedimentos. Dessa forma, o município caracteriza-se por apresentar feições geomorfológicas distintas e processos erosivos diversificados, além de apresentar uma intensa urbanização com grandes ações antrópicas sobre o meio natural. Em virtude da grande fragilidade ambiental em que se consolida o cenário do município de Santos, este trabalho, utilizando a metodologia proposta por Ross (1990), busca elaborar um zoneamento ambiental, partindo da identificação e mapeamento das feições geomorfológicas, dos processos e morfologia observadas na área de estudo. O produto final desse trabalho, a Carta de Unidades de Fragilidade Potencial do município de Santos, poderá auxiliar na discussão de planejamento territorial do uso do solo que leve em consideração a conformação e dinâmica da paisagem como prerrogativa no estabelecimento de normas de uso e ocupação. Além disso, poderá servir para auxiliar no planejamento ambiental, visto que essa área apresenta um meio natural extremamente frágil com longa data de ação antrópica.

Referência Espacial
Região
Baixada Santista
Cidade/Município
Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
https://bv.fapesp.br/pt/dissertacoes-teses/75740/zoneamento-ambiental-do-municipio-de-santos-como-subsidio-ao

Natureza e cidade: relações entre os fragmentos florestais e a urbanização em Campinas - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cisotto, Mariana Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Vitte, Antonio Carlos
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2009.473326
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Cidades e vilas
Urbanização - Campinas (SP)
Natureza (Estética)
Mercado imobiliário
Resumo

No presente trabalho relacionamos a distribuição das áreas verdes, como fragmentos florestais e a urbanização de Campinas-SP. Por meio do resgate histórico da produção urbana em Campinas, com seus principais planos urbanísticos e de um vasto trabalho empírico, com a localização e caracterização de algumas áreas verdes e o padrão de ocupação nas regiões de Campinas, identificamos que o padrão de ocupação urbana caracterizada por ser difusa e espraiada, acompanhando os principais vetores de expansão, onde os fragmentos naturais são incorporados como áreas verdes em um novo tecido urbano marcado por condomínios, loteamentos fechados dispersos no município. Discutido o significado de áreas verdes, realizamos um diagnóstico da distribuição das áreas verdes de Campinas e tomamos como universo empírico dois patrimônios tombados, o Bosque dos Jequitibás e a Mata de Santa Genebra, o primeiro incorporado a malha urbana em período pretérito, no planejamento higienista, e o segundo que está sendo incorporado atualmente e altera a dinâmica de produção fundiária. A natureza nas cidades, representada pelas áreas verde, se tornaram elementos raros e em um momento de valorização do contato com a natureza, pela busca de melhor qualidade de vida, a natureza passa a receber valor de troca, sendo um novo elemento na valorização fundiária. O aumento no número de novos loteamentos que têm como apelo a proximidade do verde indicam que há uma busca da população por novas áreas para viver próximo à natureza, esse processo incorpora áreas verdes ao sistema urbano através da lógica do mercado imobiliário, seguindo os vetores de expansão e a urbanização dispersa. As áreas verdes dos novos loteamentos, que ainda existem em meio à cidade estão sendo (re)incorporados como demonstrativo de qualidade de vida que pode ser comprada. A compreensão dessas relações de produção urbana e produção da natureza são de extrema relevância, pois nos incitam à análise de um processo em curso de valorização diferencial da terra e de mudança no discurso do planejamento urbano-ambiental.

Referência Espacial
Região
Mata de Santa Genebra
Cidade/Município
Campinas
Logradouro
Bosque dos Jequitibás
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/473326

Os usos do territorio e as politicas urbanas: o Jardim Campo Belo no Processo de fragmentação da cidade de Campinas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mestre, Ana Paula
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Adriana Bernardes da
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanização - Campinas (SP)
Planejamento territorial
Política urbana
Periferias urbanas
Resumo

No início dos anos 1990, os planos diretores tornam-se instrumentos de política urbana obrigatórios para as grandes cidades brasileiras. Questionamos nessa pesquisa o que há de novo na concepção destes planos para Campinas-SP. Debatemos o papel do Estado nos processos de fragmentação e periferização da cidade, a partir do nosso objeto de análise que é o Jardim Campo Belo; fruto da expansão dos loteamentos periféricos aprovados durante o pós-guerra. Os esforços coletivos que mobilizaram a expansão da mancha urbana para o sentido sul de Campinas estiveram intimamente ligados aos interesses especulativos e corporativos. Os planos de ordenamento sustentaram a gênese dessa cidade espraiada e mobilizaram constantes modernizações em seu território. O Jardim Campo Belo participa da fase mais recente de periferização da cidade, na qual emergem as ocupações de terras organizadas. Hoje, essa porção opaca é disputada pelos mais pobres, que lutam pela permanência e regularização de suas moradias e também pelas grandes empresas que anseiam acumular ganhos com expansão do Aeroporto Internacional de Viracopos.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Bairro/Distrito
Jardim Campo Belo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1990; Década de 2000.
Localização Eletrônica
https://issuu.com/gabrielprimeiro/docs/mestreanapaula

A mercantilização da natureza e as novas territorialidades nos distritos de Sousas e Joaquim Egidio (Campinas-SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Fernandes, Ana Maria Vieira
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Regina Célia Bega dos
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2009.471086
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Natureza
Territorialidade humana
Segregação
Resumo

Esta dissertação procura compreender a dinâmica da produção do espaço urbano nos distritos de Sousas e Joaquim Egídio - Campinas/SP, mediante a utilização da ideologia ambientalista no ordenamento e reorganização deste território. Pelos distritos se localizarem em uma Área de Proteção Ambiental (APA), nossa área de estudo possui grande relevância ambiental, abrigando muitas áreas verdes. Além disso, os mesmos localizam-se próximos ao centro urbano de Campinas, mas caracterizam-se como uma porção diferenciada do município, pois apresentam paisagens bucólicas. Nesta perspectiva, nos últimos 20 anos, os distritos tornaram-se alvo de uma especulação imobiliária que só tende a crescer. Devido às suas características "naturais", novos empreendimentos voltados às classes média e alta surgem a todo instante. A incorporação da ideologia ambientalista pelo mercado faz com que o mesmo influencie parte da sociedade através do chamado marketing verde, que vende os empreendimentos ressaltando os benefícios de se aproximar da natureza a fim de obter maior qualidade de vida. Tais empreendimentos caracterizam-se como as novas formas de habitar e obter lazer, por meio dos condomínios horizontais e loteamentos fechados e também do turismo gastronômico, rural e ecoturismo. Dessa forma, as áreas "naturais" são urbanizadas devido ao reencantamento que algumas pessoas têm pela natureza mitificada, o que as motivam a abandonar o dia a dia urbano e procurar tranquilidade próximo às áreas verdes. Portanto, temos a apropriação das áreas verdes como mercadoria e, por isso, acessível apenas àqueles que podem pagar. Uma vez que os distritos abrigam as novas formas de habitar com acesso restrito, a segregação socioespacial consolida-se. No lazer, a segregação também está presente, pois os estabelecimentos (bares, restaurantes) têm como público alvo classes mais abastadas. Nesse sentido, são formadas novas territorialidades no local, de uso exclusivo. Tais formas de apropriação do espaço reforçam a apartação social, sendo responsáveis pela segregação daqueles que ficam à margem deste processo. Por isso, essa pesquisa tem como objetivo discutir a maneira como se dá a apropriação do espaço em Sousas e Joaquim Egídio, investigando ainda as contradições que tais processos exercem na dinâmica do espaço urbano em questão.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Bairro/Distrito
Distrito de Sousas; Distrito de Joaquim Egidio.
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1990; Década de 2000
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/471086

A Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade como um espaço de contradições: entre a memoria e o esquecimento

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Joinhas, Luzia Aparecida
Sexo
Mulher
Orientador
Bortolozzi, Arlêude
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Florestas - Proteção
Patrimônio cultural
Educação patrimonial
Resumo

A atual Floresta Edmundo Navarro de Andrade "antigo Horto Florestal de Rio Claro" SP, Brasil, é analisada nesta tese como um espaço de contradição, portanto entre a memória e o esquecimento. Acentuadas ao longo do tempo e decorrentes do processo histórico de produção, apropriação e usos do território, as contradições atuais apresentam-se ainda mais agravadas, devidos aos impactos ambientais da expansão urbana na sua área de entorno. Nesse sentido, tendo como fio condutor a história do Horto Florestal, esse trabalho procura ressaltar as relações sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais aí estabelecidas. Objetiva principalmente mostrar que o resgate da memória local - individual e coletiva - se faz necessário e urgente, para contribuir com a preservação do seu patrimônio cultural (bens construídos e a floresta). Este resgate da memória, no entanto deverá se dar na perspectiva de uma gestão integrada do território, compreendido como um conjunto inseparável entre o natural e o artificial. Considerando, portanto que objeto de estudo nesta tese compreende uma floresta urbana foi importante buscar uma integração entre sociedade e natureza por meio do entendimento dos aspectos técnicos e humanísticos. Assim sendo, procurou-se integrar uma análise documental (normas de legislação ambiental que regem a unidade de conservação) com as informações coletadas na pesquisa de campo a fim de detectar os conflitos existentes entre os desejos da população e o poder público local. Dessa forma, a Educação Patrimonial como suporte, poderá ser inserida no rol das ações que visem a combater o esquecimento do Horto Florestal por meio do fortalecimento da identidade cultural da população rio-clarense. Para a confirmação dessa hipótese foi importante dar vozes aos interlocutores, ou seja, os envolvidos na pesquisa, tais como: poder público local, os moradores, os visitantes e ONGs.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Floresta Edmundo Navarro de Andrade
Cidade/Município
Rio Claro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/431121?guid=1645747209600&returnUrl=%2Fresultado%2Flistar%3Fguid%3D1645747209600%26quantidadePaginas%3D1%26codigoRegistro%3D431121%23431121&i=14

Cidade e natureza: relações entre e produção do espaço urbano, a degradação ambiental e os movimentos sociais em Bauru-SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, José Aparecido dos
Sexo
Homem
Orientador
Vitte, Antonio Carlos
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia
Degradação ambiental - Bauru (SP)
Voçorocas - Bauru (SP)
Movimentos sociais
Espaço Geográfico
Resumo

O estudo procura analisar o processo de degradação ambiental representado pelo voçorocamento, no sítio urbano de Bauru. A degradação provocada por características naturais, que revelam alta fragilidade ambiental e predisposição para erosões, comum em grande parte do Planalto Ocidental Paulista e que em interação com a produção social do espaço urbano levada a cabo por agentes econômicos, políticos e sociais intensificam um processo pré-existente na Natureza. Relaciona-se o agravamento da degradação aliado à característica da urbanização desordenada após a década de 1950 com a produção da renda fundiária urbana. Em decorrência dessa problemática interligada ao processo de segregação sócio-espacial em Bauru, observamos uma crescente mobilização da Sociedade que passa a exigir do poder local a solução dos problemas socioambientais. Objetivou-se, ainda compreender a produção do espaço urbano e suas repercussões no meio ambiente, que, ao ser degradado, desencadeia uma mobilização social que procura uma sustentabilidade ambiental. O estudo, relacionando os aspectos ambientais e sociais permitiu obtenção de alguns resultados: o processo de voçorocamento, a fragmentação da cidade e seu espraiamento, marcado pela presença de vazios urbanos, se converteu em problema social, estabelecido entre características e especificidades da urbanização que combinada com os aspectos físicos nota-se que o processo de voçorocamento deixe de ser comandado somente pelos processos naturais e passa a incorporar uma clara lógica de acumulação.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Bauru
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
https://repositorioslatinoamericanos.uchile.cl/handle/2250/1317989

Habitar em risco: mobilidade e vulnerabilidade na experiência metropolitana

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Marandola Junior, Eduardo
Sexo
Homem
Orientador
Hogan, Daniel Joseph
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Riscos
Geografia urbana
Migração interna
Fenomenologia
Ontologia
Resumo

O homem sempre conviveu com a incerteza. Na modernidade, ela se manifesta como riscos e perigos que interferem de maneira crescente em todas as facetas da vida social. De um fenômeno circunscrito espaço-temporalmente, o risco passou a permear o mecanismo de reprodução social, gerando incerteza e insegurança cada vez mais generalizadas. No contexto do atual estágio da modernidade, há uma flexibilização nas instituições que se reflete diretamente na vida das pessoas. Chamada de modernidade líquida, a fluidez é tanto a da mobilidade constante (de pessoas, capitais, produtos, padrões, valores, populações) quanto da diluição das certezas e de padrões modernos. As condições próprias desta mobilidade e do viver se transformam, produzindo alterações ontológicas do próprio sentido da existência, reveladas nas diferentes formas de habitar contemporâneas, que são, numa leitura fenomenológica, expressão do próprio ser e estar no mundo. Investigamos essas formas de habitar na Região Metropolitana de Campinas para poder pensar o fenômeno no âmbito das novas morfologias urbanas. A estratégia passa por uma prática fenomenológica de investigação, que coloca a história e os espaços de vida das pessoas no centro do pensar, permitindo uma compreensão das repercussões dos fenômenos macro-sociais (a modernidade líquida) nas interações e envolvimento particulares que as pessoas desenvolvem em suas vidas diárias (a experiência vivida). A tese que defendemos é a de que as transformações descritas acima alteraram o significado da casa e seu papel enquanto promotora de proteção/risco na metrópole contemporânea. O incremento da mobilidade aumenta a distância e o tempo dos deslocamentos, mantendo-nos cada vez mais tempo fora do lugar, da casa, nossa principal fonte de proteção. As relações de vizinhança e de identidade comunitária provocam e são consequências deste processo, haja vista que com a diminuição da permanência na casa, os laços fundamentais de proteção ficam fragilizados e, em conseqüência, estar em casa não é mais estar sempre seguro. O resultado é um espaço de vida mais esgarçado, com os recursos que promovem a proteção dispersos no espaço regional metropolitano, quando oriundos dos sistemas locais, e espalhados pela difusa rede de localidades globais, quando provenientes dos sistemas de peritos. Uma das grandes perdas do atual estágio da modernidade é a casa, lugar da proteção por excelência, ter se tornado, também, um lugar de risco, o que torna o habitar metropolitano um habitar em risco.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Campinas
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672016000200019

O planejamento turistico como instrumento de legitimo cultural em território quilombola

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santana, Ivie Nunes de
Sexo
Mulher
Orientador
Luchiari, Maria Tereza Duarte Paes
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Turismo - Planejamento
Turismo - Aspectos culturais
Território nacional
Resumo

"O planejamento turístico como instrumento de legitimação cultural em território quilombola". Através deste trabalho buscamos identificar se o planejamento turístico pode servir a comunidades quilombolas como instrumento para a gestão territorial das áreas que ocupam, de acordo com sua lógica cultural de apropriação, em um contexto onde o turismo é uma das atividades potenciais para aproveitamento do território. Especificamente, procuramos identificar as possibilidades de conformação de uma prática turística diferenciada, atrelada antes aos preceitos comunitários de uso do território que aos de consumo sobre o território, característica marcante do turismo contemporâneo. Por isso a noção de legitimação cultural, ao considerarmos o uso do território afinado às concepções definidas pelas próprias comunidades frente a formas de intervenção territorial de outras naturezas.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/435151

Urbanização e segregação sócio-espacial em Bauru (SP): um estudo de caso sobre a Bacia hidrográfica do Córrego da Água Comprida

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Corghi, Fernanda Nascimento
Sexo
Mulher
Orientador
Vitte, Antonio Carlos
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Planejamento urbano
Movimentos sociais
Ecologia humana
Resumo

Esta pesquisa se fundamenta na hipótese de que a produção do espaço urbano de Bauru é produto da relação complexa entre características do meio natural e interações antrópicas em sítio urbano. Por isso, este projeto vem de encontro aos processos de disputa territorial que emergem do espaço urbano desigual na cabeceira da bacia hidrográfica do Córrego da Água Comprida, sobre a qual se objetiva analisar o processo de formação desigual, de acordo com a lógica de urbanização do município e do Brasil. Bauru é um centro sub-regional do Estado de São Paulo, e como tal, reproduz em seu território o modo de produção capitalista segregador, o que o torna palco de constantes lutas de classes. Os debates sobre a reforma urbana se acentuam no espaço urbano contemporâneo, pois os enclaves fortificados e as favelas, como expressão da concentração do capital são, expressão da lógica de divisão territorial e da (re)produção do complexo social. A área estudada chama atenção por apresentar uma complexa fragmentação territorial e um histórico de degradação ambiental, onde uma relativa concentração de condomínios fechados se dá em meio a um assentamento de baixa renda não regularizado e a remanescentes florestais com vistas a serem loteados, apesar do interesse contrário da comunidade. A ocupação irregular, denominada Jardim Nicéia, teve origem durante o governo militar (1964-1988), governo que busca desenvolver o capitalismo, porém não investe em política social. O processo de favelização surgiu como sintoma de parte dos migrantes que não tinha condição de financiar uma casa pelo sistema de financiamento da habitação e invadiu áreas institucionais. O Nicéia se enquadra neste processo e, atualmente se encontra em contraste fronteiriço e temporal aos loteamentos fechados que surgiram depois da década de 90, ligados às novas centralidades, cuja idealização se encontra no modelo de cidade que surgiu a partir da intensificação da globalização. A relação centro periferia muda. As novas periferias urbanas são formadas por condomínios, loteamentos, shopping centers, e o Nicéia surgem como resquício da ditadura em meio a essa nova lógica processual. Para a constituição do presente projeto procurou-se participar do processo de luta dos ativistas da bacia, observando, fornecendo dados, e registrando sob a forma de entrevistas a atuação dos envolvidos. As alterações físicas foram registradas sob a forma de fotografias. A cartografia se baseou em fotos aéreas e mapas de altimetria, clinografia e geotécnica para analisar como o processo de urbanização se desenvolveu no sítio urbano. A bibliografia permitiu contextualizar os movimentos no processo de urbanização brasileira e compreender a luta pela racionalidade socioambiental no mundo contemporâneo. Os movimentos sociais estudados lutam por interesses, aquém da mera racionalidade econômica e graças a eles, a mata que já poderia estar loteada, hoje continua preservada, e a ocupação irregular em meio aos condomínios, que já poderia ter sido removida, encontra-se em franco processo de usucapião especial. Os movimentos socioambientais se pautam nas diretrizes do Plano Diretor Participativo e continuam dispostos a lutar pela reapropriação social da natureza, mesmo sem a aprovação da Câmara Municipal.

Referência Espacial
Região
Bacia hidrográfica do Córrego da Agua Comprida
Cidade/Município
Bauru
Bairro/Distrito
Jardim Nicéia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI; 1964-1988; década de 1990
Localização Eletrônica
https://bv.fapesp.br/pt/dissertacoes-teses/74448/urbanizacao-e-segregacao-socio-espacial-em-bauru-sp-um-es

Análise espacial da endemia de leptospirose na cidade de São Paulo, uma abordagem baseada em geoprocessamento

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Duarte, Gustavo Garcia Fontes
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Leptospirose
Análise espacial
Sistemas de informação geográfica
Resumo

Este trabalho trata das endemias de leptospirose que ocorreram na cidade de São Paulo em 2006. Através de um viés geográfico, amparado nas facilidades proporcionadas pelos Sistemas de Informação Geográfica, busca-se enumerar e hierarquizar feições espaciais das áreas mais acometidas, para assim estabelecer uma relação entre o espaço geográfico e a doença, para então posteriormente elaborar um mapa de áreas de risco. Após uma breve apresentação da paisagem das áreas endêmicas, a zona leste da cidade de São Paulo torna-se objeto para aplicação do método geográfico. Aspectos físicos e sociais são analisados conjuntamente por uma de uma matriz geográfica, portanto, através das abordagens cronológica e espacial do espaço geográfico. No ambiente computacional, os Sistemas de Informação Geográfica tornam possível um estudo através dos pesos de evidência, que consiste na elaboração de probabilidades do acontecimento de um fenômeno a priori, sem intervenções, e a posteriori, com novas probabilidades de chance de acontecimento após a inserção de novas informações. Tais informações recebem neste trabalho o rótulo de planos de Informação. Para lidar com as endemias na zona leste os seguintes planos de informação foram utilizados no modelo: uso do solo, declividade, rede hidrográfica e setores censitários com residências que depositam seu lixo nos rios ou em terrenos baldios. Estes planos de informação são trabalhados no software ArcSDM3.1 para se identificar, através dos pesos de evidência, quais mais contribuem para a espacialização da doença. Após a enumeração dos constituintes desses planos de informação mais importantes para o fenômeno, elaborasse o mapa de probabilidades posterior, que identifica na zona leste de São Paulo as áreas que apresentam o maior risco para o contágio da doença.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2006
Localização Eletrônica
https://core.ac.uk/download/pdf/296849133.pdf