Este trabalho tem como tema o impacto do processo de metropolização sobre os recursos hídricos. Evidencia os impasses que se apresentam à gestão destes recursos, face às peculiaridades político-administrativas das áreas que sofreram este processo. Versa especificamente sobre a atuação dos órgãos públicos na gestão destes recursos na Região Metropolitana de São Paulo - RMSP, e na Zona Metropolitana da Cidade do México - ZMCM, as maiores metrópoles da América Latina. A reflexão sobre o tema cobre as décadas de 70, 80 e 90. Considerando que as questões hídricas são geridas dentro de um contexto mais amplo, que envolve questões conceituais, como meio ambiente e desenvolvimento econômico, o trabalho registra os principais momentos, dentro do período selecionado, no qual estes conceitos sofreram alterações. Ressalta que, hoje, procura-se gerir e planejar o meio ambiente, a partir do conceito de desenvolvimento sustentável; a grande questão que se coloca é como fazê-lo. Introduz informações sobre as áreas de estudo, no que diz respeito às suas características físico-ambientais e urbanas, e apresenta alguns problemas hídricos existentes, que julgamos mais significativos para a compreensão do quadro atual da água. Apresenta também o processo de organização político-administrativa destas áreas que se metropolizaram; sistematiza as informações coletadas referentes à gestão dos recursos hídricos na RMSP e na ZMCM, assim como relaciona as principais instituições ereferências legais, que têm conduzido esta gestão. Para cada um dos aspectos abordados, é estabelecido um paralelo entre a RMSP e a ZMCM, procurando destacar os pontos em comum e as divergências. Por fim, procura apontar as peculiaridades da gestão dos recursos hídricos efetuada, hoje, na RMSP e na ZMCM. levantando alguns problemas que têm dificultado a adoção integral de um modelo de gestão fundamentado nos preceitos do desenvolvimento sustentável - gestão ) descentralizada e participativa, no âmbito da bacia hidrográfica. Entre estes problemas verificados nestas áreas, destacam-se a necessidade de compatibilizar a divisão político-administrativa - estados e municípios -, e a divisão natural do território -bacia hidrográfica -, e a necessidade de criar um ambiente adequado a esta gestão, com arranjos institucionais e leis apropriados