Fluxos populacionais e migrações

Estar aqui, estar lá... o retorno dos emigrantes valadarenses ou a construção de uma identidade transnacional?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Assis, Gláucia de Oliveira
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i22.438
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
8
Ano de Publicação
1995
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
valadarenses
identidade
migração transnacional
Resumo

Este artigo analisa um movimento específico de migração verificado particularmente na cidade de Governador Valadares (MG) - conhecida nacionalmente pelo significativo número de valadarenses nos EUA - procurando problematizar um dos aspectos deste fluxo de grande impacto na vida cotidiana da cidade: o caráter temporário da migração. O projeto do emigrante valadarense de “Fazer a América”, em geral, consiste em trabalhar de 02 a 05 anos para conse­guir capital para comprar uma casa, um carro, ou montar um negócio e retornar ao país de origem. Para executá-lo, estes emigrantes contam com aqueles que fica­ram para financiar a viagem, cuidar dos filhos, fazer os investimentos na terra natal e esperar pelo retorno. O projeto toma-se, portanto, familiar, afetivo e econômico envolvendo aqueles que não migraram nesse processo. Neste sentido, analiso como é comple­xo classificar os fluxos migratórios con­temporâneos utilizando categorias como: “temporários”, “permanentes”, “retor­no de emigrantes”. O que pretendo de­monstrar é que, dadas as características dos recentes fluxos internacionais de po­pulação, o migrante contemporâneo vivencia um singular campo social que vem sendo denominado transnacional.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Governador Valadares
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
Anos 1980-1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/438

A mobilidade intra-regional na metrópole: consolida-se uma questão

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Cunha, José Marcos Pinto da
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i23.493
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
8
Ano de Publicação
1995
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
mobilidade
metrópole
censo
demografia
Resumo

O presente arti­go busca analisar alguns dos dados censitários disponíveis de forma a mostrar a importância crescente destes novos mo­vimentos populacionais na dinâmica demográfica das Regiões Metropolitanas, em detrimento das históricas migrações interestaduais. Além disso, pretende-se apresentar algumas de suas características mais marcantes, para o que se recorre às informações da década de 1970 já que até o momento (1995) não se dispõe de dados mais recentes. Também como forma de situar esta discussão, apresenta-se preliminarmente alguns antecedentes sobre a história mi­gratória nacional, da qual o tema abordado é uma decorrência.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Anos 1970-1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/493

Uma face desconhecida da metrópole: os bolivianos em São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Sidney Antonio da
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
8
Ano de Publicação
1995
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
14
Página Final
19
Idioma
Português
Palavras chave
migrantes bolivianos
costura
clandestinidade
identidade
Resumo

A capital paulista é conhecida em geral como uma cidade de migrantes, onde vários grupos ét­nicos se fazem presentes. Os motivos que os atrai a esta metrópo­le são os mais variados possíveis e seria um tanto quanto difícil enumerá-los sem cair no risco de empobrecer a rica experiência que a migração representa para cada indi­víduo ou grupo social. Mais recentemente, a metrópole passa a ser o lugar privilegiado onde é possível se viver uma variada gama de identidades, desenvolver capacidades profissionais, con­sumir uma variedade de produtos de alta tecnologia, estabelecendo relações dentro do amplo espectro do pluralismo étnico-cultural e religioso. No entanto, a metrópole também apre­senta o seu lado ambíguo, uma vez que, se por um lado, ela permite a realização de inúmeras possibilidades humanas, por outro, ela engendra um processo de desen­volvimento denominado por Marshall Berman (1994) de “faustico”, semelhante a um trator incontrolável que passa por cima de tudo, destruindo memórias, iden­tidades e segregando econômica, social e culturalmente grupos inteiros.

Neste arti­go, a partir dos dados etnográficos coletados na cidade de São Paulo, propomo-nos a penetrar o nosso olhar para além do apa­rente brilho que caracteriza a metrópole paulista, na tentativa de apreendermos o vivido por um grupo de imigrantes, os quais, por um lado, não são reconhecidos socialmente, em razão dos vários estigmas que lhes são atribuídos pela sociedade local, e por outro, não existem enquanto cidadãos, porque são indocumentados ou clandestinos. Trata-se dos imigrantes bolivianos, mais específicamente dos bolivi­anos indocumentados que trabalham no ramo da costura. A partir da experiência de clandestinidade, estes imigrantes constró­em estratégias de sobrevivência, e ao mes­mo tempo, organizam-se socialmente, re­criando os seus valores culturais em vista da construção de uma nova imagem social de si mesmos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/535

De como “chegar a ser gente”: etnicidade e hierarquia entre migrantes indígenas em Manaus

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Romano, Jorge Osvaldo
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
9
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
10
Página Final
12
Idioma
Português
Palavras chave
etnicidade
migração
povos indígenas
urbanização
Resumo

Os efeitos do crescente processo de urbanização, que se tem manifes­tado nos últimos cinquenta anos com o crescimento da migração das popula­ções rurais e das pequenas cidades para os pólos urbanos regionais de desenvolvimen­to industrial e comercial, também expressam-se entre os povos indígenas que man­têm contatos antigos com a sociedade naci­onal. A cidade de Manaus, no coração da Amazônia, é um desses pólos, apresentando durante muito tempo um dos maiores ritmos de crescimento demográfico do país, con­centrando um alto fluxo de migração extra e intra-regional, incluindo populações indí­genas originárias de várias nações ou grupos como, por exemplo, Tukano, Apurina, Mura, Munduruku e Sateré-Mawé.

Os problemas que se manifestam em Manaus, em tomo dos conflitos que sofrem os migrantes indígenas, remetem-nos aos fenômenos de "etnicidade” em áreas urba­nas. A etnicidade é entendida como um conceito que cobre uma gama de fenômenos relativos a comportamentos e crenças de agentes condicionados pela situação de membros de povos ou etnias inseridas em sociedades receptoras.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
Segunda metade do século XX
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/543

Os albergues dos migrantes no interior do estado de São Paulo: programas de ação social ou políticas de circulação de população?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Aranha, Valmir
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
9
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
25
Página Final
29
Idioma
Português
Palavras chave
albergue
acolhimento
migração
Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar os programas de Assistência aos Migrantes não apenas para demostrar que estes não atingem o seu objetivo assistencial, mas sobretudo como suas práticas institucionais enquanto políticas de migração isoladas ao nível muni­cipal criaram uma rede de controle sem saídas que disciplina e circunscreve um fluxo migratório “que não tem mais ori­gem nem destino, que é fluir permanente, circulação interminável” (Vainer, 1987:24); ao mesm o tempo, definem as possibi­lidades de circulação em tempos e espaços urbanos bem demarcados nas cidades do Interior Paulista.

Esta nova forma de mobilidade espaci­al é induzida e perpetuada pelas ações municipais a partir de mecanismos de controle que desterritorializando os migrantes acaba por reforçar o poder de instituições - os albergues - que passam a existir exclusivamente para administrar os efeitos produzidos pela sua própria ação, ou seja a circulação permanente dos itinerantes. Como resultado deste proces­so tem-se que estes migrantes, longe da liberdade de ir e vir, permanecem constan­temente em movimento, paradoxalmente em lugar nenhum, mas concomitantemente em todos os lugares.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1980-1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/570

Entre o nomadismo e o sedentarismo: os ciganos circenses

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Lima, Heloisa Pires
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Fernandes, Rosana
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
10
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
12
Página Final
14
Idioma
Português
Palavras chave
nomadismo
povos ciganos
circo
Resumo

Tendo como base o depoimento de um cigano circense, este artigo propõe-se levantar, para reflexão, algumas questões sobre o nomadismo no contexto urbano. Para entender a relação ciganos/circenses em São Paulo, entre 1994 e 1996 foi acompanhado o cotidiano do patriarca de uma família que afirma ser de origem cigana e cujo círculo familiar mantem vínculos estreitos com atividades circen­ses. Fomos encontrá-lo pela primeira vez num espaço à beira da marginal Tietê, perto do prédio do jornal "O Estado de São Paulo” , tão paulistano e corriqueiro como as cantoneiras que se formam às margens da cidade. Trata-se de José Antônio Sbano, viúvo, 73 anos e cinco filhos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1994-1996
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/589

Habitantes de rua: um caso de nomadismo urbano

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Magni, Claudia Turra
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
10
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
34
Página Final
37
Idioma
Português
Palavras chave
nomadismo urbano
trecheiro
deslocamento urbano
mobilidade
Resumo

A ideia vigente de que a popula­ção que vive na rua é migrante, oriunda da zona rural ou de cidades do interior, buscando adaptar-se ao meio urbano, não é de todo desprovida de razão. No entanto, limita o assunto à temática do êxodo e ainda oculta uma questão mais importante: embora haja algumas  exceções, o sujeito que passa a viver na rua tem que se deslocar constan­temente por pressão ou conveniência, de modo a se adaptar às condições sócio-ecológicas do meio urbano.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
Anos 1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/594

Clandestinidade e intolerância: o caso dos bolivianos em São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Sidney Antonio da
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
11
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
25
Página Final
29
Idioma
Português
Palavras chave
imigração boliviana
clandestinidade
intolerância
redes de imigrantes
Resumo

A crecente presença de imi­grantes vivendo a condição da clandestinidade, seja nos países desenvolvidos, seja naqueles em desenvolvi­mento, como é o caso do Brasil, vem colocar a questão de como esses imigran­tes, em sua maioria oriundos de países pobres, são vistos pela sociedade local e de como tais imagens escondem outra ordem de questões não explicitadas e perceptíveis pelo senso comum.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1990-2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/614

Memórias de trabalhadores rurais na cidade

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Santana, Charles d'Almeida
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
11
Ano de Publicação
1999
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
41
Página Final
43
Idioma
Português
Palavras chave
migração interna
campo-cidade
memória
lembrança
Resumo

Entre os anos de 1960 e 1980 o cotidiano em Salvador modificava-se por força da presença de lavradores expulsos do campo baiano e por conta de diversas facetas do processo de industrialização pelo qual passava. Simultaneamente, a região dos municípios de Conceição do Almeida e Santo Antonio de Jesus, no Recôncavo Baiano, experimentava uma profunda transformação em seus modos de vida e de luta no campo. A concentração de ter­ras, a extinção das roças de café e de fumo, o fechamento de engenhos de açúcar e a ampliação da criação de gado, processos históricos articulados entre si, empurra­vam os trabalhadores rurais para cidades próximas, outras regiões e estados brasi­leiros. Nessas circunstâncias, obviamen­te, a migração foi a alternativa para uma expressiva parcela dos agricultores da re­gião, especialmente para as novas gera­ções que se viram sem perspectiva de en­contrar terras para o trabalho.

A cidade de Salvador foi um dos prin­cipais destinos dessa onda migratória. Esta opção pela capital deve-se à ampliação de oferta de empregos, em toda sua Região Metropolitana, e à proximidade entre as duas regiões. Assim, os trabalhadores dos municípios considerados participaram, por variados caminhos, no processo cultural, no fervilhar da vida tanto rural quanto ur­bana da Bahia. Neste texto, nossos olha­res voltam-se a alguns impasses que sur­gem quando buscamos interpretar, nas di­nâmicas do dia-a-dia na capital baiana, a participação de trabalhadores oriundos da­quela determinada região rural do Estado.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
1960-1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/628

Migração religiosa afro-brasileira: de Porto Alegre para o Mercosul

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Oro, Ari Pedro
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
12
Ano de Publicação
1999
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
15
Página Final
17
Idioma
Português
Palavras chave
migração religiosa afro-brasileira
Mercosul
Umbanda
Batuque
fluxos religiosos transnacionais
Resumo

Muitos anos antes da implementação da políti­ca de integração regional entre os países do sul do continente americano e da constituição do Mercosul, uma outra integração en­volvendo Brasil. Argentina e Uruguai estava ocorrendo. Com efeito, se os es­forços de integração visando a criação do Mercosul remontam ao retomo da demo­cracia nos países mencionados, a partir de 1985, ainda nas décadas de 50 e 60, indivíduos, crenças e valores circulavam entre esses países, configurando uma si­tuação que se acentuou nas décadas pos­teriores. Foram os pais e mães-de-santo do Rio Grande do Sul que desencadearam o pro­cesso de expansão da Umbanda e do Ba­tuque para os países do Prata.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Argentina
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Uruguai
Referência Temporal
1950-1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/676