Violência

Mobilidade cotidiana e acidentes de trânsito em Campinas-SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bertho, Ana Carolina Soares
Sexo
Mulher
Orientador
Aidar, Tirza
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Acidentes de trânsito - Campinas (SP)
Segregação urbana
Resumo

Os acidentes de trânsito vêm sendo estudados por pesquisadores e técnicos de diversas áreas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1,24 milhão de pessoas morrem a cada ano vítimas de acidentes de trânsito. Em 2011, mais de 43 mil pessoas morreram em decorrência de acidentes de transporte terrestre no Brasil, o que corresponde a 22,4 óbitos por 100 mil habitantes. Muitos fatores são apontados como causas desse tipo de ocorrência: ausência de leis adequadas e/ou de fiscalização, uso de álcool por motoristas e motociclistas, uso de celular ao volante, falhas no processo de formação dos condutores, falta de atenção ou de respeito para com os demais usuários da via pública, problemas relacionados à infraestrutura ou ao funcionamento do veículo, demora ou deficiência no atendimento às vítimas. Sem negar a importância destes fatores, o objetivo deste estudo foi avaliar como a exposição ao risco de acidentes pode ser potencializada pelas condições de mobilidade dos indivíduos que, por sua vez e, em grande medida, está condicionada pela segregação espacial urbana. Para isso, a pesquisa parte de uma revisão sobre alguns conceitos e definições dados pela literatura nas áreas de geografia, sociologia, antropologia e engenharia de tráfego, além da demografia. Em seguida, é apresentada a análise empírica construída com as seguintes fontes dados: acidentes fatais e não fatais em vias públicas municipais ocorridos no município de Campinas (SP) no ano de 2009, compilados pela EMDEC/Setransp e com informações coletadas especialmente para esta pesquisa; dados do Censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e dados da Pesquisa Origem e Destino 2011, realizada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM). A partir do georreferenciamento dos locais de residência das vítimas, são calculadas taxas de vitimização por Áreas de Ponderação e por zonas da Pesquisa Origem e Destino (O/D). As taxas de vitimização são confrontadas com informações socioeconômicas, demográficas e de mobilidade através de análises de correlação. Embora as conclusões não possam ser inferidas para o nível individual, observa-se que em áreas com maiores percentuais de pessoas com baixa renda há menor posse de meios próprios de transporte e menores taxas de acidentes. A condição que "propicia" a vitimização é intermediária. Talvez porque essas pessoas tenham condições de escolher como realizarão sua mobilidade e a escolha da moto seja sempre uma escolha arriscada. Talvez porque elas tenham um emprego, mas não tenham condições de morar perto deste emprego, o que as obriga a realizar os deslocamentos de maneira insegura. Aqueles com as piores condições socioeconômicas e, consequentemente, com pouquíssimas oportunidades de mobilidade cotidiana, não estão expostos ao risco de acidentalidade. De outro lado, aqueles que se localizam no outro extremo na pirâmide social tem possibilidades de escolhas quanto à intensidade e formas seguras de se locomoverem para realização das atividades cotidianas. Entretanto, nenhum dos dois extremos mostra um "ideal" de mobilidade ou de segurança no trânsito, apenas reforçam o uso desigual das vias públicas, onde quem pode se desloca muitas vezes e com segurança e quem não pode se desloca pouco e, quando tem condições econômicas mínimas, o faz com pouca segurança.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2014.937817

Orientação de futuro de jovens moradores de uma comunidade na cidade do Rio de Janeiro submetida a políticas públicas de segurança: relação com variáveis psicológicas e socioculturais

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Victor, Tania Abreu da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Moura, Maria Lucia Seidl de
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Psicologia Social
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Estratégias Adaptativas
Rocinha
Desconto do Futuro
Jovens
Politicas Públicas de Segurança
Resumo

A presente tese baseia-se na perspectiva Evolucionista da Psicologia e centra-se nas estratégias que orientam o comportamento humano e nossas expectativas de futuro. De acordo com esta perspectiva, os processos e mecanismos que compõem a mente humana foram selecionados para responder de maneira adaptativa às variáveis contextuais. Considerando o processo ontogenético, os jovens podem assumir riscos de acordo com a imprevisibilidade do ambiente em que vivem. Este comportamento pode variar também de acordo o sexo e com a experiência individual, dentre outras variáveis do ambiente. Este estudo se propõe a analisar como as transformações ocorridas em uma favela podem influenciar nas expectativas de futuro e nos comportamentos dos jovens inseridos neste contexto. O alvo desta investigação foi a Rocinha, pacificada em novembro de 2011 e que recebeu uma Unidade de Policia Pacificadora (UPP) em 2012. Os objetivos desse estudo são: analisar como os jovens da Rocinha percebem a comunidade antes e após o processo de pacificação e implantação da UPP; à avaliação de segurança e satisfação no contexto, à experiência de violência e a relação dessa percepção com sua orientação para o futuro. Participaram do estudo, 120 jovens de ambos os sexos, todos com idade variando entre 16 e 30 anos completos. Quarenta dos participantes foram recrutados antes do processo de pacificação e implantação da UPP e os outros 80 depois. A hipótese desse estudo é que diferenças serão encontradas antes e após a UPP para as variáveis: desconto do futuro, exposição a violência e avaliação do contexto em relação a violência e disponibilidade de recursos. Os resultados encontrados mostraram que não houve diferanças significativas quando comparados os dois grupos para as variáveis citadas, antes e após a UPP na Rocinha. Apenas para a satisfação com o contexto, quanto a disponibilidade de recursos, houve diferença significativa, indicando que após o processo de Pacificação o contexto foi melhor avaliado pelos jovens. Apesar dessa diferença, as transformações esperadas com o processo da UPP, não parecem ter atingido o objetivo idealizado pelo programa. Com isso, a percepção dos jovens sobre o contexto não mudou em relação a outros aspectos além da disponibilidade de recursos. Não foram observadas diferenças em relação ao desconto do futuro. É necessária a continuação do processo de UPP para que seus objetivos possam ser plenamente atingidos, o contexto possa ser mais favoravelmente percebido pelos jovens moradores da Rocinha e esses possam usar mais estratégias a longo prazo em suas vidas. Espera-se que as informações obtidas através do presente projeto de tese possam beneficiar profissionais voltados para políticas públicas e à promoção de saúde, sugerindo direcionamentos importantes que viabilizem aos jovens o acesso a melhores condições de vida.

Referência Espacial
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
seculo xxi; década 1990; década 2000; década 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5511201

"Meu destino tá traçado. vou ser marginal": a construção de sentidos-e-significados sobre a violência em escola pública

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Miriam Márcia de Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Lessa, Angela Brambila Cavenaghi Themudo
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Programa de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Sentido
Significado
Violência
Escola
Família
Resumo

Esta pesquisa buscou investigar a compreensão dos sentidos-e-significados de certas vivências de alunos de uma escola pública, localizada na zona leste de São Paulo, cujo cotidiano é marcado pela violência. Mais especificamente, estudamos como as vivências em contextos de violência permeiam o cotidiano da escola, tornando-se constitutiva de atitudes e comportamentos agressivos dos alunos entre si e destes em relação aos agentes escolares. Buscou-se caracterizar o ambiente escolar como espaço de interação, no qual a violência simbólica e a agressão física se cruzam. Participam da pesquisa 7 professores, o professor coordenador pedagógico e a pesquisadora-formadora, mais 6 alunos da 6ª e 7ª série do Ensino Fundamental. Assim, a investigação abriu possibilidades para se pensar na escola e na família como espaços de mediação de conflitos e de convivência da diversidade cultural e social. Centrado em uma metodologia de pesquisa interpretativista crítica (Moita Lopes, 1994), este estudo permitiu aprofundar questões referentes à educação e à afetividade, ancorado na Teoria Sócio-Histórico-Cultural e discute os seguintes pressupostos teóricos centrais: a mediação no ensino-aprendizagem e desenvolvimento (Vygotsky,1934/2003; Newman e Holzman,2002; entre outros), os sentidos e os significados (Vygotsky, 1934/2001; González Rey, 2000; Aguiar, 2000; Bakhtin; 1929-30/1992; entre outros) e as emoções e os sentimentos (Vygotsky, 1930/2004; Aguiar, 2006; González Rey, 2005; entre outros); para constatar quais são os sentidos-e-significados, os participantes foram analisados pela organização topical ( Koch,1998). Os dados revelam que há fortes indícios de que comportamentos agressivos presentes na escola, na maioria das vezes está vinculado à carência afetiva dos alunos

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/13480

Dia de rebelião: as margens do Estado no cotidiano civil-prisional da Ilha Anchieta (1942-1955)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Horta, Felipe Moreno
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Luiz Antonio Machado da
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
162
Idioma
Português
Palavras chave
Rebelião
Prisão
Margem
Estado
Ilha Anchieta
Resumo

A Ilha Anchieta está localizada no litoral norte do Estado de São Paulo, no município de Ubatuba. Um importante sítio que apresenta em seu passado a presença de uma prisão, que perpassou múltiplas formas de encarceramento entre 1908-1955. O escopo da presente dissertação restringe-se ao período entre 1942-1955, quando era denominada Instituto Correcional da Ilha Anchieta (ICIA), tendo como momento de inflexão e reflexão uma grande rebelião prisional ocorrida em 20 de junho de 1952. A partir das pesquisas etnográfica, documental e bibliográfica realizadas, procurei entender, principalmente, como eram organizadas as redes de sociabilidade entre militares, funcionários civis, mulheres, crianças e os indivíduos privados da liberdade, que lá se encontravam encarcerados e ilhados. Durante o percurso historiográfico e micro sociológico, as relações foram sendo reveladas no plano das práticas cotidianas em escalas e perspectivas distintas, mas congruentes, que passaram a ser descritas, revelando uma intrincada malha de sociabilidade que misturava interesses e agentes variados, uma minuciosa trama de conflitos e dinâmicas sociais. O que está em voga são as fronteiras que operam nos momentos de interação social, subdivididas em cotidiano e rebelião, de como as dinâmicas sociais de um sujeito denominado Ilha Anchieta operam com a população residente e observar, principalmente, a dicotomia entre margens e Estado. A pesquisa permitiu ver como os indivíduos e as categorias operavam tanto no cotidiano, quanto no momento de evento crítico, de rebelião, levando-me a afirmar que, em momentos de ruptura, há um “deslaçamento” das dinâmicas previamente construídas para, no momento da ruptura, os indivíduos retornarem discursiva e praticamente às suas esferas categóricas de pertencimento, levando-me a crer que é no cotidiano e nas dinâmicas do dia a dia que as formas de nomeação e conceitualização, usualmente marginalizadas, entrelaçam-se tanto para dentro, como para fora do Estado. Desse choque surgem possibilidades de análise dos conflitos, contextos políticos e seus desdobramentos na história do sistema prisional paulista.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Litoral Norte de São Pulo
Zona
Ilha Anchieta
Cidade/Município
Ubatuba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1942-1955
Localização Eletrônica
http://www.iesp.uerj.br/wp-content/uploads/2017/06/Dissertacao_Filipe-Horta.pdf

Sentidos e significados sobre educação em sistema prisional: o olhar de um preso-aluno

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Matsumoto, Adriana Eiko
Sexo
Mulher
Orientador
Antunes, Mitsuko Aparecida Makino
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Psicologia da Educação
Instituição
PUC/SP
Página Inicial
1
Página Final
206
Idioma
Português
Palavras chave
psicologia sócio-histórica
sistema prisional
educação no sistema prisional
psicologia da educação
sistema carcerário
Resumo

Trata-se de um estudo de caso em que se buscou investigar os sentidos e significados produzidos por um preso-aluno sobre a educação no sistema prisional. Tem como elemento fundamental a análise crítica do sistema penitenciário e a compreensão sócio-histórica do desenvolvimento humano. As instituições prisionais, com suas contraditórias características punitivas e reabilitadoras, presentes desde o surgimento das prisões no século XIX, abarcam hoje diversas atividades de cunho sócio-educativo, as quais, por sua vez, são também determinadas pela gestão penitenciária (controle, vigilância e punição com vistas à reabilitação). A metodologia e as bases teóricas que subsidiaram o presente trabalho têm como pressuposto o materialismo histórico-dialético marxiano e os autores marxistas, mais precisamente da psicologia sócio-histórica (Vigotski, Leontiev, Luria). Foram realizadas entrevistas (de caráter aberto e não estruturado) com um preso-aluno de estabelecimentos penitenciários do Estado de São Paulo. Tais entrevistas pautaram-se pela história de vida do preso-aluno, a fim de poder abarcar, do momento de institucionalização até o atual, sua participação em atividades educativas. A análise realizada buscou articular as categorias atividade e consciência e personalidade com vistas a desvelar a significação produzida sobre o processo específico de escolarização em questão. Esta pesquisa sobre o fenômeno da educação em presídios buscou produzir um saber comprometido com a possibilidade de uma ação intencional, que vise uma transformação gradativa das condições desumanas e alienantes a que estão submetidos os presidiários atualmente.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/16374

Um olhar fenomenológico para desvelar a condição feminina no plantão psicoeducativo numa comunidade de periferia de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Belardi Neto, Vera Lucia Lotufo
Sexo
Mulher
Orientador
Szymanski, Heloisa
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Psicologia da Educação
Instituição
PUC/SP
Página Inicial
1
Página Final
144
Idioma
Português
Palavras chave
fenomenologia existencial
plantão psicoeducativo
hermenêutica
comunidade de baixa renda
condição feminina
Resumo

Este trabalho propõe-se a compreender a condição feminina numa perspectiva fenomenológica existencial, a partir do plantão psicoeducativo. Pretendeu-se discutir como a condição feminina é vivida pelas mulheres de uma comunidade de baixa renda da periferia de São Paulo e os significados que são atribuídos por elas. A condição feminina desvelada no plantão psicoeducativo pela narrativa das experiências vividas, foi abordada através do método qualitativo e hermenêutico. O plantão psicoeducativo, como um espaço de escuta especializada e de atenção, revelou-se um locus de acolhimento e busca de reflexão para as mulheres que o procuraram. O foco nas práticas educativas referentes aos processos de socialização, criação e educação, teve como eixo a proposta dialógica de Paulo Freire e a orientação fenomenológica de Hanna Arendt. De modo geral, o oferecimento dessa nova proposta de prática educativa, o plantão psicoeducativo, como um espaço de escuta especializada por meio das narrativas de histórias de vida, contribuiu para revelar a condição feminina e o contexto de pobreza e violência no qual se encontram essas mulheres. Por outro lado, mostrou que se pode encontrar saídas contando com ações de outras pessoas e não no silêncio e isolamento da esfera privada. Oportunizou, também, emergir significados e sentidos devido à compreensão, pela reflexividade da situação dialógica, nas trocas intersubjetivas entre as pessoas que trouxeram suas experiências e a pesquisadora plantonista.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/16333

Sentido e significado de violência na escola para o aluno de 8ª série

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Malavolta, Letícia Zavitoski
Sexo
Mulher
Orientador
Aguiar, Wanda Maria Junqueira de
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Psicologia da Educação
Instituição
PUC/SP
Página Inicial
1
Página Final
154
Idioma
Português
Palavras chave
escola
violência
adolescência
violência nas escolas
Resumo

A sociedade contemporânea tem se defrontado, cada vez mais, com os problemas da violência no seu cotidiano. O aumento dos casos de violência tem levado algumas pessoas a desenvolver alguns padrões de comportamento. Entre esses padrões percebe-se que os jovens têm inspirado medo na sociedade e vêem sendo culpabilizados pela crescente onda de violência. Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo geral de contribuir em parte para a compreensão da violência, questão tão complexa e presente em todos os espaço. Neste sentido, o foco deste trabalho é a violência dentro do espaço escolar. A escola, instituição, que apesar de ainda ser conhecida como um lugar protegido, tem se preocupado, cada vez mais com a indisciplina e a violência de seus alunos. O referencial teórico-metodológico utilizado neste estudo é o da Psicologia Sócio-Histórica, baseado em Lev S. Vigotski, que compreende o homem historicamente inserido na cultura, ou seja, produto e produtor da sociedade em que vive. Especificamente, esta pesquisa se propôs a investigar o sentido e o significado da violência dentro da escola, a partir do olhar dos alunos. Dar voz a esses jovens, saber deles o que pensam sobre esta situação. Realizamos, então, um grupo focal com 12 alunos das 7ª e 8ª series do ensino fundamental de uma escola municipal em Pirituba, bairro periférico da cidade de São Paulo. Escolhemos um sujeito, entre os alunos do grupo focal para entrevistar. Efetuamos uma entrevista semi-dirigida, pautada nos objetivos da pesquisa de recuperar a história de vida de uma adolescente aluna da 8ª serie de uma escola municipal. Os resultados da análise da entrevista, bem como as informações trazidas pelo grupo focal nos possibilitam compreender uma pequena parte desta questão. A percepção de que os jovens estão imersos em violências em quase todas das esferas da sua vida, além da própria escola. Estão imersos em violência nas relações familiares, nos relacionamentos amorosos e de amizade, no cotidiano de preconceito por sua classe social e etnia.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pirituba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/16100

Encontros e confrontos na escola: um estudo sobre as relações sociais entre alunos brasileiros e bolivianos em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Lis Régia Pontedeiro
Sexo
Mulher
Orientador
Silveira Bueno, José Geraldo
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Educação
Instituição
PUC-SP
Página Inicial
1
Página Final
108
Idioma
Português
Palavras chave
alunos bolivianos
discriminação
configurações
classificação e desclassificação
Resumo

A presente pesquisa tem o objetivo de investigar, por meio da observação das relações estabelecidas entre alunos brasileiros e bolivianos em uma escola pública do município de São Paulo, as configurações intrínsecas à dinâmica das interações sociais entre estes dois grupos. A partir da mencionada observação em campo, constatou-se a ocorrência de práticas de preconceito contra discentes bolivianos. A justificativa corrente para este fenômeno como sendo resultado do choque de culturas, não nos parece ser suficiente para a compreensão destes comportamentos. Isto porque, no ambiente escolar apreciado, bem como em configurações semelhantes, os alunos bolivianos e brasileiros demonstram não possuir diferenças sociais e, principalmente, econômicas significativas (ELIAS, 2000). Em outros termos, passou-se a compreender essas relações inseridas num processo de concorrência por posições sociais, ou seja, em uma luta pela conquista e manutenção da própria classificação e para se evitar a desclassificação (BOURDIEU, 2012). Vale ressaltar que a referida compreensão é elaborada sem ignorar ou minimizar as diferenças linguísticas, culturais, religiosas e étnicas que existem e devem ser consideradas, mas que não explicam em toda sua complexidade as práticas de manifestações explícitas de discriminação contra o alunado boliviano por parte dos seus colegas brasileiros. Em síntese, a intenção fulcral desse estudo é a de oferecer mais elementos aos já produzidos no campo acadêmico para uma compreensão mais aprofundada acerca das relações de sociabilidade entre o corpo discente boliviano e o brasileiro, por meio da análise de comportamentos, reações, posturas e discursos, sem, entretanto, atribuir juízos de valor, como certo e errado, bom e mau, vítima e algoz etc. Intenciona-se, por fim, compreender que em uma sociedade marcada pela desigualdade social e econômica, como a brasileira, a luta de classes não acontece apenas entre classes sociais distintas, mas pode manifestar-se, de forma bastante cruel e contundente, no interior de uma mesma classe social

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/10420

A melhoria da qualidade da educação a partir de ações extracurriculares: política educacional no município de São Paulo e a ampliação da função da escola

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ardito, Lilian Barone Vieira
Sexo
Mulher
Orientador
Giovinazzo Junior, Carlos Antonio
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Educação
Instituição
PUC/SP
Página Inicial
1
Página Final
2009
Idioma
Português
Palavras chave
Política educacional
Qualidade da educação
Programas socioeducacionais
Comunidade e escola
Gestao de qualidade total na educacao
Resumo

Esta dissertação constitui-se da análise do Programa São Paulo é uma Escola, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME), e teve como objetivo investigar os interesses e tendências políticas inerentes a sua criação, implantação e manutenção bem como sua aplicabilidade nas unidades escolares. A hipótese inicial que orientou a coleta e a interpretação dos dados é a de que a intenção do programa está relacionada mais à manutenção da ordem social, à contenção da violência na cidade e às exigências políticas nacionais e internacionais do que com as necessidades educativas e à melhoria da qualidade da educação no município de São Paulo. O referencial teórico utilizado como base para o entendimento do contexto social relacionado à criação do programa e sua influência na escola foi elaborado a partir dos estudos de Bourdieu sobre reprodução cultural e social. Para os dados sobre inclusão e exclusão social na cidade de São Paulo, utilizou-se dos dados do IBGE, do Sistema EOL (Educação On-Line) da própria SME, bem como outros documentos da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria Municipal de Planejamento. Foi realizada a análise dos textos oficiais referentes à formulação do programa estudado e às condições de implementação dessa proposta governamental, bem como sua legislação. Após essa coleta de dados analisou-se as atividades relativas ao programa em uma escola da Zona Leste da cidade de São Paulo. Tal levantamento foi complementado com a reflexão feita a partir de alguns autores, como Patto (1996; 2000) e Sampaio (1998), acerca das temáticas da qualidade da educação, da inclusão/exclusão social e educacional e do sucesso e fracasso escolar. A análise apontou que não há um único motivo para a criação do Programa São Paulo é uma Escola, pois os interesses e as influências políticas e sociais que determinaram sua implantação podem ser identificados na conjuntura política da própria SME, nas tendências internacionais e do ambiente escolar em que está inserido, produzindo resultados segundo a expectativa, concepção e necessidade de cada unidade escolar

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/10762

Periferias na cidade de São Paulo: o caso do Jardim Ângela e do Jardim Riviera

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mendes, Eliston Antonio
Sexo
Homem
Orientador
Souza, Gustavo de Oliveira Coelho de
Ano de Publicação
2011
Programa
Geografia
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
Periferia
Urbano
Território
Cidade
Resumo

Este trabalho analisou a questão do território/territorialidades e suas relações com o poder, o Estado e a criminalidade, que se coloca como parte do poder nas periferias. Por meio de um estudo de caso nos bairros do Jardim Ângela e Jardim Riviera, consideram-se os fatores socioeconômicos para refletir sobre as contradições nas periferias atualmente. Apresentam-se relatos e discussões sobre questões educacionais, culturais e de lazer nos bairros em pauta, de modo a deixar margens para pensar com maior amplitude nesses temas. Para validar as considerações do estudo de caso, examinam-se questões mais especificas sobre o ordenamento da periferia. Trata-se de temas como os condomínios fechados, a lógica do capital, o papel das classes sociais e uma abordagem sobre as favelas por serem componentes importantes da formação urbana atual. Apresenta-se, ainda, olhar específico sobre a geografia da história da Região Metropolitana, de modo a entender a formação das periferias na atualidade e também as implicações do crescimento da cidade e da Região Metropolitana. Assim, explicam-se alguns processos que ocorreram desde as últimas décadas do século XIX até a década de 1990.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Jardim Ângela; Jardim Riviera
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Fim do Século XIX-Década de 1990
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12295