Infância, Educação e Direitos Sociais: "Asilo de órfãs"
Esta pesquisa objetivou reconstruir os fatos sociais que culminaram na criação, em 1890, de um "Asylo de Orphãs" em regime de internato na Santa Casa de Misericórdia de Campinas /SP, para acolher as órfãs oriundas da epidemia de febre amarela de 1889, sob a tutela das Irmãs de São José de Chambéry, e tecer sua trajetória em cotejo com a legislação vigente, a oferta e a demanda, as condições de admissão, as práticas institucionais, as regras disciplinares, as mutações dos vínculos familiares e afetivos, a internalização, os direitos sociais da órfã e sua vida pós-instituição, o reflexo no processo educacional bem como na dimensão filantrópica de uma sociedade local oligárquica e elitista. A pesquisa abrangeu o período de 1870 a 1953 e pretendeu oferecer à Educação da infância feminina e ao Direito uma reflexão sobre a orfandade, como uma resposta filantrópica proposta pela Igreja e pela Irmandade de Misericórdia à problemática referente ao atendimento da orfandade e como um braço do próprio Estado na assistência à infância desvalida.