Arte e estética

Modernização, modernidade e modernismo: três conceituações para um estudo da nova arquitetura no Rio de Janeiro e em São Paulo até o final da Era Vargas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Michelle Silva Lima
Sexo
Mulher
Orientador
Eduardo Mendes de Vasconcellos
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Modernismo
Vanguardas Artísticas
Modernidade
Resumo

Acreditamos ser necessário, para um aprofundamento do conhecimento da “nova arquitetura” brasileira (seja ela moderna ou modernista) suas manifestações, tendências, peculiaridades e limitações, um estudo mais acurado das manifestações que, conjuntamente, possibilitaram sua existência: modernização, modernidade e modernismo.  Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, com o intuito de conceituar modernização, modernidade e modernismo, associando esta pesquisa a alguns manifestos e programas modernos, nacionais e estrangeiros, e a um breve estudo da formação da sociedade brasileira.  Esta dissertação pressupõe um estudo que vai além da análise dos projetos arquitetônicos produzidos pelos participantes do movimento da nova arquitetura brasileira: o estudo, ainda que incipiente, das questões filosóficas nas quais se enredam as raízes do movimento moderno, contribui para o entendimento das tensões envolvidas na produção do pensamento deste movimento. O aspecto sócio-político constitui a linha divisória entre os arquitetos que podem ser considerados efetivamente modernos e os modernistas, que se aplicaram a produzir uma “nova arquitetura”, mas não tiveram maior envolvimento com as questões sociais pertinentes às massas, à maioria formada pelo “povo” (de maneira geral explorado e vilipendiado). Tanto os arquitetos modernistas quanto os modernos possuíram preocupações formais, técnicas, plásticas, porém, no grupo de arquitetos modernos, somam-se a todas estas questões aquelas preocupações de caráter social. A questão da classificação entre moderno e modernista não diminui a importância ou a qualidade da arquitetura produzida, porém, determina a amplitude, o alcance social de cada proposta. No Brasil adota-se uma versão própria da arquitetura moderna: exuberante, monumental, integradora das artes, mas questionamos: seria uma arquitetura voltada para o “povo”, preocupada com a satisfação das necessidades da maioria? Seria, neste sentido, arquitetura moderna? O desenvolvimento desta dissertação consiste em identificar pontos convergentes e divergentes entre os dados conceitos, os principais programas e manifestos modernos e modernistas brasileiros, alguns fatores sócio-culturais específicos da formação da sociedade brasileira, aplicando-os à análise de exemplares representativos do movimento moderno brasileiro, a nossa “nova arquitetura”.

Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1920-1945

Ocupações de sem-tetos e psicologia do trabalho: como construir origamis interventivos?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Patrícia Tomimura
Sexo
Mulher
Orientador
Helder Pordeus Muniz
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Psicologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Ocupação
Movimentos sociais
Psicologia do trabalho
Resumo

Esta dissertação tem como objetivo compreender as abordagens epistemológicas e metodológicas de intervenção encontradas tanto na psicologia do trabalho quanto nas práxis dos movimentos sociais que podem auxiliar no desenvolvimento do poder de ação dos coletivos de duas ocupações do Movimento dos Sem-Teto no Rio de Janeiro: Zumbi dos Palmares e a Chiquinha Gonzaga. Essa questão central foi pesquisada através da pesquisa bibliográfica acerca desses dois domínios, descreveu-se o pensamento de autores brasileiros acerca da conjuntura que possibilitou o surgimento dos movimentos sociais no Brasil e a práxis utilizada pelo clube das mães, movimento social dos anos 80 de São Paulo. Em seguida, analisou-se como a organização do trabalho se dava nas ocupações e enfocou-se o trabalho nas mesmas como atividade coletiva, através de abordagens da psicologia do trabalho francesa, principalmente a psicodinâmica do trabalho e a clínica da atividade. Estabeleceu-se um fio condutor que ligava os movimentos sociais e a psicologia do trabalho: a questão da experiência. De um lado, as metodologias de pesquisa-intervenção derivadas de Oddone e colaboradores (1986) valorizavam a experiência do trabalhador. Essas pesquisas conduzem o trabalhador a um processo de formação, onde o conhecimento sobre o meio visa identificar as novicidades, ou seja, aquilo que adoece no trabalho, e se organizar, planejar e efetivar lutas e ações contra isso. Por outro lado, a experiência de participar de uma ocupação numa metrópole contemporânea, em que há organização e poder popular, é também um processo de formação política. Essa formação produz um certo tipo de conhecimento e ação sobre o meio, que podemos denominar de política, junto com Eder Sader (1988), pois visa a percepção e análise da novicidade do meio social, a organização coletiva e a efetivação de uma luta para transformar essa novicidade. Desse modo, pode-se considerar que o trabalho de apoio nas ocupações deve se basear na colaboração entre a experiência dos ocupantes e o conhecimento formal dos apoiadores, na construção de dispositivos de produção de conhecimento e transformação: as comunidades ampliadas de pesquisa.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Logradouro
Zumbi dos Palmares
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Logradouro
Chiquinha Gonzaga
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1980-2007

Configurações identitárias na arte contemporânea: a Bienal de São Paulo, de 1998

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Luiza Helena Oliveira da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Lucia Teixeira de Siqueira e Oliveira
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Letras
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Semiótica
Bienal de São Paulo
Arte contemporânea
Resumo

Este trabalho analisa textos e obras inseridos nos quatro catálogos da XXIV bienal de São Paulo, realizada em 1998. Tomando como mote o manifesto antropófago, de Oswald de Andrade (1928), os curadores selecionaram obras de diferentes países, organizando-as sob as mais diversas perspectivas suscitadas por múltiplos olhares em torno da antropofagia e do canibalismo. Se, de imediato, a atualização do texto do idealizador da semana de arte moderna remete a questionamentos em torno da afirmação de uma identidade nacional no campo das artes, a curadoria complexifica essas relações. Assim, a exposição problematiza, desde os processos que envolvem a dominação econômica, como no caso dos artistas africanos, que denunciam todo o violento processo de exploração sofrido pelos países daquele continente, até formas de diálogo entre as produções artísticas de distintas origens e momentos históricos, utilizando-se para isso das mais diferentes definições: contágios, contaminações, inserções, pontuações, presenças.  As reflexões suscitadas pela mostra remetem ainda às relações amorosas e às dinâmicas interculturais, à diluição das fronteiras territoriais e ao apagamento dos sujeitos nas grandes cidades, pontuando as complexidades que envolvem as relações entre identidade e alteridade na contemporaneidade. O corpus é composto pelos textos (produzidos por curadores brasileiros e estrangeiros, além de ensaios, poemas e fragmentos de textos de outros autores, selecionados pela curadoria geral) e reproduções das obras, ambos inseridos nos catálogos da mostra. O pressuposto que orienta leitura deste trabalho é o de que a identidade preconizada pelos modernistas brasileiros da primeira metade do século XX ganha novos sentidos quando produções artísticas das últimas décadas a elegem como tema. À medida que discursos em torno da globalização preconizam uma nova ordem mundial, pela reconfiguração do poder e descentralidade dos estados nacionais, as produções e reflexões em torno da arte contemporânea apontam novos sentidos para o nacional, novas conformações identitárias, remetendo o dizer a sua inscrição em diferentes formações discursivas. Como fundamentação teórica, o trabalho emprega a semiótica discursiva. Como teoria de todas as linguagens e sistemas de significação, a semiótica oferece suporte para leitura de textos verbais e não-verbais, proporcionando reflexões, a partir do que compreende como sincretismo, sobre os efeitos de sentido produzidos pelo entrecruzamento de diferentes linguagens. Na medida em que prioriza a análise de discursos sobre a contemporaneidade, privilegiando aspectos relativos à ideologia, o trabalho se vale ainda as contribuições da análise do discurso francesa e de teóricos que se voltam para as temáticas da globalização e da identidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1998

As marcas do nosso tempo - os limites entre o novo e o antigo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Martins, Gustavo de Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Vasconcellos, Eduardo Mendes de
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Edifícios históricos
Conservação e restauração
Resumo

Em consequência de minha experiência pessoal no projeto pra o Centro Cultural Telemar, este trabalho tem como objetivo identificar, em três estudos de caso (o Centro Cultural Telemar, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e a Sala São Paulo de Concertos), a graduação do limiar que uma edificação contemporânea, na condição de um anexo ou ampliação, exerce quando inserida a uma edificação histórica. Para isso, foi necessário entender a idéia de arquitetura como consequência de nossa existência e da nossa vida em sociedade, com o objetivo de identificar na leitura de suas permanências físicas a sua memória estética. O entendimento da forma como estrutura, permitiu confirmar, através da análise dos estudos de casos e de sua compração com outros exemplos nacionais e também internacionais, que é possível utilizar as permanências do passado como referência projetual, a fim de direcionar futuras intervenções sem desqualificar o edifício antigo e sem fazer da nova intervenção desqualificadora.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Centro Cultural Telemar
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Localidade
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Brasil
Habilitado
Localidade
Sala São Paulo de Concertos
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1905-2006
Localização Eletrônica
https://www.escavador.com/sobre/8758190/gustavo-de-oliveira-martins

O cangaço no cordel e a constituição de uma identidade regionalista pelo migrante nordestino (1950-1980)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Garcia, Peter de Góes
Sexo
Homem
Orientador
Gonçalves, Márcia de Almeida; Fernandes, Rui Aniceto Nascimento
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Gonçalo
Programa
História Social do Território
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
154
Descrição Adicional
GARCIA, Peter de Góes. O cangaço no cordel e a constituição de uma identidade regionalista pelo migrante nordestino (1950-1980). 2015. 154 f. Dissertação (Mestrado em História Social do Território) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2015.
Idioma
Português
Palavras chave
Cordel
Cangaço
Regionalismo
Migração
Nordeste
Resumo

Neste trabalho, a partir da recorrência à literatura de cordel como fonte histórica, será apresentada de que forma a reprodução da temática do cangaço nesses folhetos permitem que os migrantes nordestinos constituam uma identidade regionalista baseada no apego aos valores tradicionais da sua região natal. Dentro desse contexto, relacionamos o processo migratório dos nordestinos para as grandes metrópoles situadas no Sudeste, sobretudo Rio de Janeiro e São Paulo, com a difusão e recepção dos cordéis nesses estados entre as décadas de 1950 e 1980. No que concerne a abordagem do cangaço nos versos da literatura de cordel, na qual atribui aos cangaceiros o papel de símbolos regionais, serão pontuadas as principais estratégias adotadas pelos cordelistas que possibilitam a identificação e a empatia dos migrantes vindos do Nordeste com os personagens do cangaço narrados nos folhetos, contribuindo para um maior estreitamento entre Nordeste e nordestino. Nesse sentido, vale ressaltar a ressignificação da imagem dos cangaceiros, deslocando sua representação de homens cruéis e bárbaros para a reprodução de heróis-vilãos, isto é, protagonistas de personalidades ambíguas e contraditórias.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1950-1980
Localização Eletrônica
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13586

O regressismo e o conservadorismo no periódico "O Brasil" (1840-1843)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Queiroz, Tatiane Rocha de
Sexo
Mulher
Orientador
Gonçalves, Marcia de Almeida
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Programa de Pós-Graduação em História Social
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
96
Descrição Adicional
QUEIROZ, Tatiane Rocha de. O regressismo e o conservadorismo no periódico O Brasil. 2011. 96 f. Dissertação (Mestrado em História Social do Território) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2011.
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade Politica
Imprensa
Partido
Brasil História 1840-1843
Partidos políticos Minas Gerais e São Paulo 1840-1843
Resumo
O presente trabalho consiste no estudo e na analise de algumas matérias do periódico ''O Brasil'', nos anos de 1840 a 1843, a fim de estabelecer como que se deu a conformação da identidade política dos regressistas, futuros conservadores, frente a de seus antagonistas políticos, os progressistas, futuros liberais. Essa identidade foi sendo definida através do embate politico estabelecida na imprensa do século XIX entre os principais representantes dos grupos políticos. A imprensa foi sendo utilizada não só para divulgar suas ideias e ideais, mas como um espaço possível de produção de conhecimento e significados. Dessa feita, a fim de se perceber em que base a identidade politica partidária regressista / conservadora foi sendo conformada e divulgada, abordam-se dois temas: a antecipação da maioridade de D. Pedro II e a Revolta Liberal de 1842; acrescidos pela análise de um Dicionário Crítico da Língua Politica, que foi divulgado e problematizado nas páginas do ''O Brasil'' em 1843. A discussão sobre a maioridade do jovem monarca e depois a sua concretização exigiu de ambos os grupos políticos em maior definição de seus projetos de ação e de seus posicionamentos, a ponto de suas identidades irem sendo delimitadas e rearanjadas. A análise dos conflitos armados de São Paulo e Minas Gerais, em 1842, possibilitou visualizar um desenho mais polarizado das identidades politicas partidárias que passaram a ser denominados de liberais e conservadores. O dicionário político publicado e problematizado nas páginas do ''O Brasil'' retratou em palavras a dinâmica de conformação e re-significação dessas identidades politicas.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
1840-1843
Localização Eletrônica
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13563

Aubevilliers e Cooperifa: o olhar Pós-urbano da periferia sobre a cidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Miranda, Claudia de Azevedo
Sexo
Mulher
Orientador
Gomes, Renato Cordeiro
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Literatura, Cultura e Contemporaneidade
Instituição
PUC/RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Slam
Poetry Slam
Saraus – Cooperifa
Literatura marginal - literatura periférica
Performance - vozes subalternas
Resumo

O desdobramento do encontro e diálogo entre representantes de duas periferias que tem o hip hop (rap) como referência discursiva: Aubervilliers, uma banlieue de Paris, e a zona sul - periferia de São Paulo. A poesia falada nos bares, em desafios do poetry slam, ou nos saraus paulistas, onde as vozes subalternas oriundas das periferias das cidades/ metrópoles se expressam sem a mediação de intelectuais ou agenciadores culturais. Intervenção no espaço urbano e utilização de dispositivos informacionais digitais - que funcionam como amplificadores de seus territórios, criando fraturas em paradigmas canônicos da produção cultural. Uma produção literária que questiona padrões e cria novos olhares sobre a cidade. Com base na teoria de Michel de Certeau sobre as estratégicas e táticas utilizadas nos jogos de poder, a dissertação reconhece nos discursos periféricos e nas performances poéticas, táticas utilizadas pela subalternidade para dar visibilidade e afirmar sua identidade. Sob a inspiração de Jacques Rancière, discute-se como o regime estético da arte acontece na periferia, originando um novo movimento de partilha do sensível: da periferia para a própria periferia, em que os saraus e os slams funcionam como espaços agenciadores ou catalizadores desta partilha. Os produtores culturais emergentes da periferia se transformam em produtores de suas próprias narrativas, muitas vezes autobiográficas, literárias ou midiáticas, propondo uma subversão das estruturas de controle das classes dominantes sobre o imaginário da cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
França
Especificação da Referência Espacial
Aubervilliers e banlieue de paris
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/26467/26467.PDF

Figuras da invasão: reflexões sobre o incômodo classista na cidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tomas Duque Estrada Rosati
Sexo
Homem
Orientador
Renato Cordeiro Gomes
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Literatura, cultura e contemporaneidade
Instituição
PUC-Rio
Página Inicial
1
Página Final
132
Idioma
Português
Palavras chave
Literatura e experiência urbana
Produção do espaço
Modernidade e Pós-modernidade
Cultura e capitalismo
Segregação espacial
Resumo

O presente projeto propõe uma reflexão sobre o incômodo classista na cidade através de um diálogo entre a Buenos Aires da década de 40 e a São Paulo da década de 90. A ideia é investigar vínculos entre literatura e experiência urbana a partir da sugestão de duas ficções que tematizam relações problemáticas com a alteridade: Casa Tomada (1946), de Julio Cortázar, e O importado vermelho de Noé (1999), de André Sant’Anna; ambas entendidas como estetizações do estranhamento entre as elites e as massas na metrópole latino-americana. Parte-se da hipótese de que cada conto pode ser lido como lugar teórico para se pensar os paradigmas moderno e pós-moderno. Tendo como fio condutor a figura da invasão, o diálogo entre eles identifica nexos de correspondência que permitem enxergá-los como capítulos de uma possível “narrativa da cidade”. Dessa forma, as configurações urbanas particulares e os contextos culturais específicos passam a ser vistos como indissociavelmente relacionados. Valendo-se de conceitos ligados à tradição marxista, como fetichismo da mercadoria, materialismo cultural e produção do espaço, o trabalho busca uma articulação dialética entre regimes de acumulação do capital, práticas de distinção social e fenômenos de segregação espacial. Por meio desse recorte, é esboçado um modelo de compreensão das transformações culturais e epistemológicas interessado nos vínculos entre a experiência da modernidade e a lógica do modo de produção capitalista.

 

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Argentina
Especificação da Referência Espacial
Buenos Aires
Referência Temporal
1946-1990
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/22153/22153.PDF

Carmela Gross em seus territórios poéticos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Adriana Pereira Da Silva Fontes
Sexo
Mulher
Orientador
Cecília Martins de Mello
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História Social da Cultura
Instituição
PUC/RJ
Página Inicial
1
Página Final
183
Idioma
Português
Palavras chave
Carmela Gross
Arte e poéticas contemporâneas
Centros urbanos
Resumo

Esta dissertação pretende contribuir para uma maior compreensão da poética da artista Carmela Gross através de uma abordagem que identifica relações plásticas, históricas e conceituais em seus territórios poéticos. Na diversidade das suas obras, a artista ativa territórios móveis, em constante definição subjetiva de um lugar poético, onde a multiplicidade simbólica desses territórios atua no espaço urbano e nos museus como jogos estéticos a serem experimentados. A artista constrói por meio de um conjunto de experiências e ações poéticas um vocabulário plástico próprio, em uma trajetória artística que revela a pesquisa constante em busca de novas descobertas e experiências no universo plástico. Do ambiente artístico da formação de Gross, em meados dos anos 1960, em São Paulo, surgiram questões que permearam suas pesquisas ao longo de seu percurso plástico, trazendo problemáticas estéticas que instigam o experimentar e o vivenciar de um território artístico singular. A poética de Gross articula discursos [potentes e singelos] sobre a arte e a sociedade contemporânea, expandindo e contaminando tanto os ambientes dos museus [e galerias de arte] como os espaços das cidades. Portanto, a presente pesquisa teve como finalidade ao explorar seus territórios poéticos, num recorte de sua trajetória, construir uma cartografia que contribuísse para expor a diversidade de olhares e reflexões, como entendimentos [provisórios], das forças que atuam na poética de Gross.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/21835/21835.PDF

Cinemas pornôs da cidade de São Paulo

Tipo de material
Texto na Web
Autor Principal
Rosa, Alexandre Juliete
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Anderson Vallerini
Cleber Alves Fabio
Danilo Sales do Nascimento França
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Autor Organizador
Alexandre Juliete Rosa
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Online
Instituição
Universidade de São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Cinemas pornôs
São Paulo
Etnografia
Redes de sociabilidade
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo (cidade)
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Praça da República, Largo do Paissandu e a região conhecida como “Boca do Lixo”
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Especificação da Referência Espacial
Cinemas
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1785