Arte e estética

Grafite/Pixação: circuito e territórios na arte de rua

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rosane dos Santos Cantanhede Kaplan
Sexo
Homem
Orientador
Luciano Vinhosa Simão
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências da Arte
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Artes visuais
Arte urbana
Grafite
Pichação
Resumo

Este estudo tem como objetivo contribuir para a compreensão da origem das intervenções urbanas através do graffiti contemporâneo, sua expansão no Brasil e de que forma aporta ao circuito das instituições oficiais da arte. Orientamos o escopo de nossa pesquisa no sentido de acompanhar a expansão do fenômeno do graffiti como arte de rua no Brasil desde anos 1970 até o presente momento; o processo de crescimento dos dois vieses do graffiti (pichação e grafite) nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro; de que forma o graffiti se consagra como um novo gênero artístico junto ao circuito institucional; e como o ensino do graffiti vem sendo vinculado à projetos sociais. Partindo desse recorte recorremos à análise da origem desse movimento nos estados unidos; a expansão da pichação nas grandes cidades brasileiras a partir de um contexto urbano, e o graffiti como uma expressão juvenil que se impõe nesse cenário; assim como, aspectos e características da pichação em São Paulo e os processos de midiatização e hibridação cultural. Partindo de uma pesquisa documental, bibliográfica e de campo, buscou-se verificar as diferenças e contrastes entre a pichação e o grafite; quais os métodos de intervenção, técnicas, materiais e estilos; a análise histórica dos artistas pioneiros no graffiti na década de 1970 em São Paulo; assim como, o início do graffiti no Rio de Janeiro nos anos 1980. Por fim, procurou-se entender o propósito de iniciativas que visam a oferta de cursos e oficinas de grafite em projetos destinado aos jovens de comunidades de baixa renda no estado do Rio de Janeiro.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1970-2012

Cosmologias paulistanas do contato: uma etnografia

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Junqueira, Joana Benetton
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Laymert Garcia dos
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2013.927668
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Cinema
Estética
Técnica
Resumo

Este estudo é uma etnografia do contato. Os cineastas, produtores culturais, paulistanos localizados na zona centro-oeste da cidade, com as pessoas, lugares e histórias que escolhem abordar em seus filmes. Direcionado principalmente pela análise, observação e escuta sobre três filmes produzidos na cidade, como também por uma pesquisa de campo intensa e extensa da cena cultural de São Paulo, revela como os parâmetros técnicos envolvidos na produção audiovisual e na elaboração de uma narrativa mediam as relações que os moradores da zona centro-oeste estabelecem com outros mundos possíveis. Relações que são necessariamente mediadas pelas máquinas de sons e imagens com capacidade mimética de reprodução e revelação de um mundo. Que mundo potencializam em seus filmes? Como são afetados por esses mundos? O que fica da experiência do contato nos filmes que assistimos nas grandes telas da cidade? E o que transborda para o seu cotidiano na zona oeste paulistana? São algumas das perguntas que procuramos abordar.

Referência Espacial
Zona
Centro-Oeste; Zona Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/927668?guid=1665795610548&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665795610548%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d927668%23927668&i=1

Rapensando discursivamente o imaginário sobre a resistência em a Marcha Fúnebre Prossegue

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Resende, Mariana Linhares Pereira
Sexo
Mulher
Orientador
Mariani, Bethania Sampaio Corrêa
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Estudos de Linguagem
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Análise de discurso
Resistência
Imaginário
Hip Hop
Língua
Resumo

A presente pesquisa, que se filia ao escopo teórico da análise de discurso da escola francesa, objetiva analisar o funcionamento do rap underground, a partir de um corpus constituído por letras de músicas do álbum a Marcha Fúnebre Prossegue, produzido no ano de 2001, pelo grupo paulista de rap Facção Central, com base nas noções de língua imaginária e língua fluida (Orlandi, 2002) e de ordem e organização da língua (Orlandi, 1996). Partimos do conceito de resistência proposto por Pêcheux (1980). A hipótese que norteou as análises foi a de que esse sujeito enunciador, o rapper, resiste ao sentido de língua, tal como a gramática procura estabelecer; de trabalho, tal como a formação ideológica capitalista busca sedimentar e de movimento musical, tal como a mídia tenta cristalizar. As pistas com as quais trabalhamos o material foram as formas que, gramatical e linguisticamente, marcam os efeitos de causa, adversidade, condição e negação, chamadas de conjunções coordenativas ou subordinativas e de advérbios. Passamos, ainda, por uma breve análise das denominações, a fim de que pudéssemos ter acesso aos sentidos sobre o outro representado no discurso do rap underground do grupo Facção Central. A análise permitiu que verificássemos a existência de duas matrizes de sentidos, ou formações discursivas, em relação de oposição: a da barbárie e a questionadora. Permitiu também verificar que o sujeito-rapper, embora no fio discursivo se signifique de modo oposto aos sentidos historicamente sustentados como “oficiais”, devido à interpelação ideológica e ao funcionamento do inconsciente, se cole aos sentidos da FD da barbárie, contra a qual deveria se opor. Assim, embora resista a alguns sentidos da FD da barbárie, o discurso do rap underground produzido pelo Facção Central não é capaz de romper com a formação ideológica que domina seus processos de identificação: a ideologia capitalista, na sua realização neoliberal.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1990; 2000-2002
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/riuff/handle/1/11053

A relação/tensão entre arte e capital no Brasil: a atuação de grupos teatrais contra-hegemônicos (1990-2010)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pâmela Peregrino da Cruz
Sexo
Mulher
Orientador
Adriana Facina Gurgel do Amaral
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Companhia do Latão
Manutenção material
Resumo

É possível produzir uma arte contra-hegemônica, comprometida com uma mudança profunda da sociedade brasileira em um contexto de adaptação (à) e valorização da lógica de mercado como o que vivemos? Buscando refletir sobre esta questão, analiso a relação/tensão entre arte e capital manifesta no desenvolvimento histórico de grupos teatrais que buscam transformações profundas, quando não revolucionárias, da realidade. Para tanto, analiso as formas que dois grupos de teatro paulistas procuraram, encontraram e/ou desenvolveram para suprir as necessidades financeiras de sua reprodução, problematizando a mercantilização da arte. Os grupos selecionados para o estudo foram o teatro popular união e olho vivo (tuov) – fundado em 1966 – e a companhia do latão – formada em 1997. A referência para esta pesquisa é o materialismo cultural, desenvolvido por Raymond Williams, bem como conceitos como hegemonia (Gramsci), mercadoria (Marx) e as reflexões de Brecht e Benjamin sobre a produção artística dentro do capitalismo que busca superá-lo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
teatro popular união e olho vivo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Localidade
companhia do latão
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1990-2010
Localização Eletrônica
https://www.historia.uff.br/stricto/td/1534.pdf

Os Emos da Galeria do Rock de São Paulo: cultura juvenil, tribalismo e comunidades estéticas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Livia Pagano Andreozzi Rosa
Sexo
Mulher
Orientador
Wallace de Deus Barbosa
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências da Arte
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Adolescência
Identidade
Comunidades estéticas
Resumo

A presente dissertação tem como tema de pesquisa a cultura juvenil e a interação entre os jovens no interior dos grupos etários. Nossa análise se concentra na observação de universos gregários compostos por adolescentes que se agrupam em função de uma linguagem artística e em decorrência desta assumem para si uma identidade. Estes grupos vêm se multiplicando nas últimas décadas e atualmente estão inseridos no contexto das redes de relacionamento que valorizam o estar junto em torno de uma identidade estética. No caso estudado a manifestação artística é musical, o rock and roll e ritmos dissidentes. A pesquisa teve como foco o movimento emo na cidade de São Paulo, protagonizado por adolescentes frequentadores da galeria do rock. Este estudo registrou ainda a interação de integrantes deste movimento com os outros grupos similares no cenário urbano, revelando as múltiplas relações e pertencimentos estabelecidos entre os jovens e suas tribos.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008-2011

Criação em atos, criação em sentidos: o prometo arte/cidade e seus conceitos em tensão.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Roiffe, Ana Gabriela Dickstein
Sexo
Mulher
Orientador
Lagrou, Elise Maria
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
arte/cidade
São Paulo
arte contemporânea
Resumo

Arte e cidade são os termos que deram nome a um projeto realizado ao longo de quatro edições na cidade de São Paulo, de 1994 a 2002. Efêmeras, essas exibições foram feitas em locais não habituais de exposição, com a participação de uma série de profissionais de diferentes áreas. Com o passar das edições, o projeto foi se transformando e, de uma apresentação de trabalhos de arte contemporânea, acabou buscando uma atividade cada vez mais vinculada a questões especificamente urbanas, como propostas para moradores de rua e catadores de papel. A partir de uma breve trajetória de seu principal organizador, Nelson Brissac Peixoto, e de quatro estudos de caso sobre obras apresentadas, cada uma delas realizada em um desses eventos, esta dissertação analisa de que modo se constituíram os repertórios e os sentidos que estimularam e permearam os variados tipos de atuação identificados nesse projeto.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1994-2002

Literatura da defesa a narrativa da violência e da exclusão da produção literária brasileira a partir dos anos 90

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
de Souza, Ricardo Pinto
Sexo
Homem
Orientador
Coutinho, Eduardo de Faria
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Letras
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
literatura brasileira contemporânea
estudos coloniais
Resumo

Este trabalho estuda a presença do tema da violência urbana e da exclusão na narrativa brasileira a partir da década de 1990 através da produção de cinco autores brasileiros contemporâneos:  Paulo Lins (cidade de deus), Marçal Aquino (famílias terrivelmente felizes, faroestes, etc.), Fernando Bonassi (100 coisas, São Paulo/Brasil, etc.), Férrez (capão pecado e manual prático do ódio) e patrícia melo (inferno e o matador).  Chamamos estas obras de "Literatura da defesa", pois acreditamos que, para além de uma recorrência acidental de temas e imagens nestes textos, temos um esforço coerente e sistemático (embora não necessariamente articulado) de fazer a crítica ao brasil e à identidade brasileira contemporânea.  Questões relacionadas à ideia de "Brasilidade", como a da "Cordialidade" ou a tensão étnica, ou questões relacionadas à existência política, como a do acesso à cidadania, ou ainda a violência, a justiça e a revolta, entre outras, são abordadas por esses autores de forma crítica.  No que designamos de "Literatura da defesa", os autores estão preocupados em fazer uma revisão crítica dos valores tradicionais da vida brasileira, e questionar certas instituições identitárias baseadas em princípios de exclusão.  É um tipo de literatura que defende valores democráticos contra uma tradição autoritária e paternalista.  Em termos formais, a principal característica da "Literatura da defesa" seria a referência irônica a uma série de discursos midiáticos, políticos e identitários responsáveis pela manutenção da tradição autoritária que esses autores se propõem criticar.  O uso desse recurso, junto com a pintura da violência urbana contemporânea e do banditismo, dão origem a um texto altamente crítico, que oferece uma reflexão profunda sobre as causas da ..Violência e suas conseqüências políticas comunitárias e individuais.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
década de 1990
Localização Eletrônica
https://buscaintegrada.ufrj.br/Record/aleph-UFR01-000660300

A vida em risos mazzaropi e o caipira paulista no cinema nacional

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Valvano, Thais
Sexo
Mulher
Orientador
Eli De Fatima Napoleao De Lima
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências Sociais Em Desenvolvimento, Agricultura E Sociedade
Instituição
UFRRJ
Página Inicial
1
Página Final
457
Descrição Adicional
VALVANO, Thaís. A vida em risos: Mazzaropi e o caipira paulista no cinema nacional. 2015. 100 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade) - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.
Idioma
Português
Palavras chave
Mazzaropi
Cinema
Cultura Caipira
Identidade
Ditadura Militar
Resumo

Considerando a complexidade do processo de urbanização no Estado de São Paulo que coexiste com o projeto de uma identidade caipira, propõe-se o resgate da figura de Mazzaropi, representante máximo dessa discussão no Cinema. Nos limites deste trabalho objetiva-se entender, por meio da relação entre história e cinema, a discussão sobre identidades, culturas e comportamentos populares, resgatando temas do cotidiano nacional do mesmo modo que discute questões como modernidade, religião e etnias. Trata-se, ainda, de entender a desvalorização do cinema caipira no período ditatorial por parte dos especialistas e sua reabilitação recente, analisando questões como estética, mercado e política.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://tede.ufrrj.br/jspui/handle/jspui/1915

A contribuição do cinema militante em processos de construção de identidades e territórios: o caso do movimento dos trabalhadores sem teto

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tedesco, Marina Cavalcanti
Sexo
Mulher
Orientador
Barbosa, Jorge Luiz
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade
Território
Cinema Militante
Resumo

No ano de 2005, o movimento dos trabalhadores sem teto (mtst) que atua no estado de São Paulo (existente desde a década de 1990) funda sua brigada de guerrilha cultural. Pertencente ao setor de formação, sua responsabilidade era fomentar, através dos mais diversos tipos de atividade (saraus, místicas, oficinas, produção e exibição de vídeos, etc), uma cultura política própria do movimento, que fosse capaz de funcionar, ao mesmo tempo, como propaganda, instrumento de agitação e expressão dos militantes. A iniciativa dura até o final de 2007. Esta dissertação tem como tema o cinema realizado dentro desse contexto. Seu grande objetivo é investigar como os filmes, inseridos em um projeto político-cultural que vai para muito além do audiovisual, podem contribuir em processos de construção de (novas) identidades e territórios. Para isso, trabalha-se apenas com as obras realizadas durante ocupações, posto que é principalmente embaixo, ao lado, junto aos barracos de lona preta que tais edificações acontecem. Constituem, portanto, o corpus fílmico dessa investigação Chico Mendes – a dignidade não se rende (2005) e Direitos esquecidos (2005) – acampamento Chico Mendes (Taboão da Serra, 2005-2006), Vídeo-informe 1 (2007), Vídeo-informe 2 (2007) e Vídeo-informe 3 (2007) – acampamento João Cândido (Itapecerica da Serra, 2007) – e construindo o poder popular (2008) – acampamento silvério de jesus (Embu das Artes, 2008).

Referência Espacial
Cidade/Município
Embu das Artes
Taboão da Serra
Itapecerica da Serra
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2005-2008
Localização Eletrônica
https://cinemovimento.files.wordpress.com/2017/05/marina-cavalcanti-tedesco-dissert.pdf

O cinema na greve e a greve no cinema: memórias dos metalúrgicos do ABC (1979-1991)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Maria Carolina Granato da
Sexo
Mulher
Orientador
Maciel, Laura Antunes
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Cinema
Greve
Cineasta
Metalúrgicos
Resumo

Este trabalho discute o embate entre visões fílmicas e memórias elaboradas sobre a primeira greve geral metalúrgica do ABC, em março de 1979, que atingiu o setor automotivo, central na economia brasileira naqueles anos e símbolo da atividade industrial do século XX, tentando relacionar a construção da história na tela ao movimento. Três cineastas: o militante da ala vermelha Renato Tapajós e os comunistas Leon Hirszman e João Batista de Andrade, cada qual com sua equipe, realizaram seis filmes de curta e longa-metragem, documentários e de ficção, cinco finalizados e lançados entre 1979 e 1982, enquanto a liderança daquela greve emergia na arena política com a fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) em 1980, em oposição do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Com suas imagens censuradas pela TV, os grevistas “fabulam” (Deleuze, 1985) sobre aquela greve nos documentários. Tapajós e Batista através dos curtas-metragens Greve de Março e Greve!, lançados no calor da hora, dialogaram com os desdobramentos da greve. Batista e Leon, dirigentes de associações de cineastas, financiados pela Embrafilme (1969-1990), rodaram e lançaram respectivamente O homem que virou suco (1980), cuja referência àquela greve é direta, pontual e breve com a inserção de planos do curta-metragem, e Eles não usam Black-tie (1981), a história de uma greve que, todavia, renega o exemplo de São Bernardo; ambos foram exibidos em salas paulistas, cariocas, de outras capitais e, também para os operários do ABC. Tapajós, cuja experiência com os metalúrgicos antecedia à greve de 1979, continuou a filmá-los até 1981 e realizou o longa-metragem linha de montagem (1982), exibido para os protagonistas. Leon, por sua vez, diretor de Black-tie, maior sucesso comercial sobre o tema no cinema brasileiro, não concluiu o documentário ABC da greve que, finalizado pelo fotógrafo Adrian Cooper, estreou em 1991 sem qualquer vínculo com os protagonistas.

Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1979-1991
Localização Eletrônica
https://www.historia.uff.br/stricto/teses/Tese-2008_SILVA_Maria_Carolina_Granato_da-S.pdf