Indústria e Habitação: arquitetura fabril no interior de São Paulo
Estuda a construção e a transformação de espaços fabris - plantas industriais e vilas operárias - implantados no interior de São Paulo, mais especificamente na região de Campina: a Fábrica Santa Francisca (1875), em Piracicaba, atual Boyes S/A; a Fábrica Carioba (1875), em Americana; a Fábrica São Martinho (1881), em Tatuí; a Fábrica Cia. Gessy Industrial (1897), em Valinhos, atual Gessy-Lever; a Fábrica Brasital (1904) Unidade Têxtil e de Papel, em Salto, formada pela associação das antigas fábricas Júpiter (1875), Fortuna (1881) e Papel Melchert (1889); a Fábrica Cia. de Fiação e Tecidos Santa Bárbara (1922), em Santa Bárbara d'Oeste, atual Campo Belo; e a Fábrica de Máquinas Agrícolas Romi (1930/1938), atual indústrias Romi S/A, também localizada em Santa Bárbara d'Oeste. O objetivo central é reconhecer, registrar e estudar a construção e transformação desses espaços. Procura-se estudar a arquitetura das fábricas, vilas e núcleos fabris, verificando a organização espacial, implantação e partidos arquitetônicos adotados, a eventual ocorrência de similaridades entre os projetos fabris e os das habitações operárias, bem como os efeitos da reestruturação industrial sobre as plantas industriais e suas vilas. Analisam-se as transformações e os eventuais desmontes das habitações e as alterações, abandono e/ou obsolescência dos edifícios fabris. Discute o sentido das vilas e núcleos fabris objetos desta pesquisa ao longo do período que compreende a sua construção e o seu desmonte. Busca revelar o papel da indústria na reformulação da habitação operária e na configuração das cidades.