Espaço urbano

Políticas públicas voltadas à população em situação de rua na cidade de São Paulo: Uma análise sobre o segmento LGBTT que vive na rua

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Salgueiro, Flavio Soares Correia
Sexo
Homem
Orientador
Segurado, Rosemary
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
População de rua
População LGBT em situação de rua
Políticas públicas
Políticas sociais
Cidade de São Paulo
Resumo

O morar na rua constitui hoje um dos maiores problemas sociais da atualidade, razão pela qual é de fundamental importância promover estudos que possam conhecer de forma mais aprofundada o quadro de extrema exclusão social vivenciado por inúmeras pessoas. Nesta direção, o presente trabalho partiu do interesse de estudar o segmento LGBTT que se encontra em situação de rua e de extrema vulnerabilidade, sofrendo diversos tipos de violência, principalmente o estigma a que estão sujeitos, inclusive por parte da própria população que vive nas ruas de São Paulo. O foco foi conhecer mais de perto esse grupo, identificar e analisar a efetividade das políticas públicas existentes voltadas para esse segmento social e o acesso a elas. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa, através de entrevistas semiestruturadas, junto aos usuários de alguns serviços analisados, integrantes da população LGBTT, que se encontravam em situação de rua no momento da pesquisa.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/PUC_SP-1_f5f655f8de30c6bd13cc6edfa9617f73

O skate na praça: As gerações, usos e apropriações de espaços públicos de lazer em Vitória-ES

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Viguini, Bruno Kirmes
Sexo
Homem
Orientador
Correa, Diogo Silva
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Vila Velha
Programa
Sociologia política
Instituição
UVV
Idioma
Português
Palavras chave
Skate
Apropriações
Espaços públicos de lazer
Resumo

Os esportes de aventura trazem como característica principal os elementos do desafio, do risco e do transgressor e, por isso, sua associação a contracultura, anarquismo e rebeldia são as marcas registradas desses esportes. Tendo sua origem nos EUA, o skate nasce de uma alternativa aos surfistas em dias sem ondas. Sua chegada ao Brasil preservou a modalidade "downhill", que consistia em descer as ladeiras asfaltadas como se fossem ondas. Desde a década de 1960, o skate vem ganhando novos adeptos, novas modalidades e dinâmicas, atingindo seu ápice, enquanto esporte, a partir do reconhecimento como esporte olímpico nos Jogos Olímpicos de 2020.

Logo, as praças, parques, estacionamentos e áreas abertas com pisos de concreto e/ou asfalto se tornaram áreas de prática de uma nova modalidade "street" que utiliza os equipamentos urbanos. Após a fase da proibição, em 1988, na cidade de São Paulo, sob a alegação de ser uma prática insegura, o skate ganhou espaços públicos e privados destinados à sua prática. Alguns praticantes da modalidade entenderam esses espaços como “prisões” e, com isso, sentiram-se cerceados ao uso dos espaços urbanos públicos. As formas de apropriação desses espaços por parte dos praticantes de skate traziam questionamentos quanto à depredação de equipamentos públicos e/ou privados, bem como à discriminação pelo comportamento expresso pelas linguagens, vestimentas e músicas adotadas pelos mesmos, gerando um conflito entre as gerações de praticantes de skate nas formas de apropriação desses espaços.

Buscando compreender esses conflitos e o quanto eles influenciam nas formas de apropriação dos espaços urbanos públicos e/ou privados destinados ou não à prática do skate na modalidade “street”, esta dissertação utilizou como referencial teórico as discussões sobre as cidades e os espaços urbanos públicos de lazer; o lazer; a história do skate; conceitos de tribos e grupos identitários, bem como trabalhos com temas semelhantes desenvolvidos em outras regiões. Como pesquisa de campo, utilizou-se da etnografia através da observação participante, com a aplicação de questionários semi-estruturados e perguntas abertas, utilizando um recorte geográfico compreendido por um circuito que perpassa o centro histórico de Vitória-ES. Os dados obtidos apontaram para um conflito interno, entre os próprios praticantes de skate, mais expressivo do que os conflitos com outros usuários desses mesmos espaços, levando à compreensão da existência de um conflito de gerações e das diversas formas de se entender a prática do skate, desde um simples hobby, passando por um estilo de vida até sua prática profissional.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
1960-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.uvv.br/handle/123456789/1001

Mobilidade urbana: análise da morfologia e das transformações do transporte individual na cidade de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fontes, Ana Paula Correa Vitorino
Sexo
Mulher
Orientador
Bogus, Lucia Maria Machado
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilidade urbana
Transporte individual motorizado
Aplicativos de mobilidade
Resumo

Um dos grandes desafios que se interpõem ao desenvolvimento dos grandes centros urbanos, nas megacidades do século XXI, diz respeito à capacidade de adaptação destas cidades aos enormes fluxos de pessoas, produtos e mercadorias que precisam circular de maneira fluida e eficiente diariamente. O cipoal de fatores que interferem na qualidade do deslocamento urbano perpassa políticas públicas de mobilidade, percepção de segurança, priorização de meios de transportes rápidos, leves, não motorizados e não-poluentes, ênfase no deslocamento coletivo em detrimento do individual, priorização de rotas de pessoas e mercadorias em plataformas multimodais que sejam planejadas previamente de forma a promover inteligência urbana, economicidade e, indispensavelmente, velocidade. O grande número de veículos automotores nas grandes metrópoles mundiais e, de forma específica, no Brasil e em São Paulo, impacta definitivamente a qualidade e eficiência da mobilidade urbana. Muitas soluções vêm sendo apresentadas como forma de suplantação deste desafio, tais como os aplicativos de mobilidade e compartilhamento de viagens sob demanda. O objetivo deste estudo foi verificar e discutir se, e em que medida, o advento do avanço tecnológico e o surgimento de aplicativos de deslocamento individual sob demanda impactaram as formas de mobilidade urbana na cidade de São Paulo. Pesquisa qualitativa indireta caracterizada como revisão de literatura e análise de documentos. A partir da Pesquisa Origem Destino 2017, publicação decenal do Metropolitano de São Paulo, foram analisadas as transformações na morfologia do transporte em geral e, mais precisamente, no transporte individual motorizado. Os resultados encontrados demonstram um aumento (12,4%), entre 2007 e 2017, no uso do transporte individual motorizado em praticamente todas as sub-regiões, exceto o centro de São Paulo. Houve queda da taxa de uso de viagens motorizadas individuais pelo automóvel (2,2%), aumento do uso de motos (31%) e de deslocamentos com táxis sob demanda de (425%). Mudanças estruturais em condições sociais como renda, estabilidade financeira e profissional e precarização do trabalho, localidade de matrícula escolar além do aumento do custo fixo de manutenção do veículo próprio contribuíram para a explosão do uso de táxis sob demanda, mas que ainda não representam nem 2% da mobilidade urbana em São Paulo. No entanto, o ponto mais interessante a ser apresentado é que as formas de locomoção motorizada geral (66% - 67%) coletiva (55% - 54%) e individual (45% - 46%), não motorizada geral (34% - 33%) a pé (98% - 97%) e de bicicleta (2% - 3%) denunciam que não houve alteração significativa na morfologia da mobilidade urbana da cidade de São Paulo entre 2007 e 2017.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/23987

Juventude imigrante: estigma, conflito e circuito de lazer na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pires, Bruno Rafael de Matos
Sexo
Homem
Orientador
Albuquerque, José Lindomar Coelho
Ano de Publicação
2020
Programa
Ciências Sociais
Instituição
Unifesp
Idioma
Português
Palavras chave
Estigma
Juventude
Relações sul-sul
Imigração
Resumo

Esta pesquisa aborda a inserção de jovens imigrantes e filhos de imigrantes bolivianos, peruanos e paraguaios nos espaços de lazer da cidade de São Paulo. Conforme abordado ao longo das análises, os imigrantes das respectivas nacionalidades convivem diariamente com os estigmas criados pela sociedade local. Esses estigmas são passados de pais para filhos e influenciam os modos como estes últimos constroem sua identidade, ocupam os espaços da cidade para atividades de lazer, relacionam-se com brasileiros e outros imigrantes, e ainda como reagem à caracterização negativa produzida pela sociedade de recepção.

A pesquisa se justifica pelo fato de evitar a tendência de visualizar os imigrantes unicamente como força de trabalho (Sayad, 1998). As metodologias adotadas foram a observação de campo nos lugares frequentados pelos jovens imigrantes bolivianos, peruanos, paraguaios e outros sul-americanos, como a Rua Coimbra e a Praça Kantuta, a realização de entrevistas semiestruturadas com os jovens imigrantes e seus familiares, bem como conversas informais, realizadas em diferentes momentos com interlocutores brasileiros e imigrantes.

Pode-se dizer que a Rua Coimbra não é o único lugar frequentado pela juventude imigrante, pois outros espaços vêm se consolidando na região metropolitana de São Paulo. Dentre eles, se destacam as baladas localizadas na Vila Maria, Pari e Centro, como também a batalha de rap batizada por seus organizadores como "Batalla Callejera".

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/items/111a2da8-f692-4941-a80f-d862f31559ea

Jogando meu corpo no mundo: relações entre "conflito urbano" e "acumulação social da diferença"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cunha, Janaina Maldonado Guerra
Sexo
Mulher
Orientador
Feltran, Gabriel de Santis
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Conflito urbano
Diferença
Regimes normativos
Periferia
Sociologia urbana
Resumo

Este trabalho tem como objetivo compreender as relações entre conflito urbano e diferença na São Paulo contemporânea. A partir do estudo etnográfico conduzido em uma periferia da zona leste de São Paulo, discuto as gramáticas e os regimes normativos que emergem dos processos de diferenciação em operação nas cidades. Parto da ideia de que as categorias marcadoras da diferença balizam a constituição das gramáticas mobilizadas pelos sujeitos para a compreensão dos problemas sociais em cada situação cotidiana. Considero que os sentidos dessas categorias são disputados através das relações sociais e se relacionam com a produção de ordenamentos e formações de soberania nos espaços urbanos. Teoricamente, proponho um diálogo entre dois campos de estudos distintos: a sociologia urbana e os estudos da diferença. A partir disso, sugiro que o conflito urbano é atravessado por um processo de ‘acumulação social da diferença’ do qual emergem posições de sujeito mais ou menos reificadas.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/13727?show=full

Atores sociais em disputa: o conflito em torno dos vazios urbanos industriais na Zona Leste de São Paulo - Brás e Mooca

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gonçalves, Felipe de Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Gomes Júnior, Guilherme Simões
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Concentração industrial - São Paulo (cidade)
Indústrias - Localização - São Paulo (cidade)
Conflito social
Vazios urbanos
Desconcentração industrial
Resumo

A cidade de São Paulo sofreu diversas transformações devido às novas dinâmicas impostas pela desconcentração industrial e pela globalização econômica. Essas mudanças modificaram a base produtiva da cidade e o modo como o espaço urbano é produzido. Os polos industriais, anteriormente localizados nos centros urbanos, foram progressivamente deslocadas para regiões que pudessem obter melhores vantagens competitivas e, consequentemente, esse movimento contribuiu para a conformação de vazios urbanos nas áreas que abrigavam a atividade industrial da cidade. Tal processo pode ser visto na Zona Leste de São Paulo, principalmente entre os bairros contíguos à região central, como a Mooca e o Brás, pois eles possuem diversas edificações da época industrial – como galpões, depósitos, fábricas e terrenos em condição de subutilização. Esses espaços são frequentemente alvo de novos usos, dado a sua importância e posição de centralidade na cidade. Dessa forma, esse território apresenta-se como um importante campo de pesquisa, pois nele materializam-se conflitos acerca da reconversão dos vazios industriais. Em um território marcado pela migração industrial, atores sociais que detinham centralidade na estruturação do espaço encontram-se em declínio, enquanto outros surgem em seu lugar. Na escala da vida cotidiana, as consequências desse processo não se limitam às disputas em torno da reativação desses espaços, são também disputas pelas concepções de cidade que surgem durante os movimentos de transformação urbana.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brás; Mooca
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018-2020
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/PUC_SP-1_56651ac093c5e428ddba852d7dc6a19e/Description

Assim na Terra como no céu: um estudo sobre as percepções dos evangélicos pentecostais nas periferias de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Rafael Rodrigues da
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Carlos Alberto Bello e
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Pentecostalismo
Periferias
São Paulo
Religião
Classes Sociais
Resumo

O presente trabalho busca compreender as influências recíprocas entre religião e classe social, notadamente na relação entre pentecostalismo e as periferias de São Paulo. Utilizando as entrevistas da pesquisa Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo da Fundação Perseu Abramo (2017), analisamos de que maneiras os evangélicos pentecostais apresentam afinidades de sentido com a realidade social vivida e percebida nas periferias paulistanas. Em nossa pesquisa, essas afinidades se apresentaram sob duas formas. De um lado, ao considerar a religião enquanto experiência de classe: quando nossa pesquisa observou como os pentecostais expressam as vivências e percepções das classes populares em São Paulo, mostrando de que formas o discurso e a prática religiosas procuram responder aos imperativos da vida material. De outro lado, procura-se observar a condição de classe justificada pela religião: tendo em vista que a religiosidade não apenas busca adaptar suas crenças e ritos a uma dada situação econômica, mas também cria, a partir dela mesma, estímulos morais e justificativas compartilhadas que procuram atribuir sentido para uma dada condição de vida, nossa pesquisa constatou como a experiência pentecostal acaba por desenvolver uma racionalidade que, para além dos seus efeitos religiosos, acaba por produzir uma ética econômica para as demais esferas da vida cotidiana.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/items/71bd7eb6-0e8a-4855-82fb-8fe7e66f042a

As praças sob a praça: usos concebidos, percebidos e vividos da Estação Sé do Metrô de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Cristiana Periscinotto Martin dos
Sexo
Mulher
Orientador
Frehse, Fraya
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Metrô
São Paulo
Estação
Produção do Espaço
Usos do espaço
Resumo

Tendo em conta que infraestruturas de mobilidade urbana há muito extrapolam sua função de locais para embarque e desembarque de meios específicos de transporte público, é discussão frequente nos estudos urbanos como se dão outros usos de estações de trem e metrô, terminais de ônibus, aeroportos, etc. Aqui, concentro-me nos usos da Estação Sé do Metrô de São Paulo entre os anos de 2017 e 2019 para entender como a referida estação é usada no dia a dia por frequentadores que denomino não-passageiros, pois habitualmente frequentam a estação para fins outros que o de ser passageiro de metrô. Para explicar os usos desse espaço, recorro a um referencial teórico que define usos relativos a espaços como padrões de comportamento corporal e de interação social (FREHSE, [2009] 2017). Quanto ao espaço, é Henri Lefebvre ([1974] 2000) que me permite apreender o espaço socialmente produzido da estação em seus três momentos dialéticos: o espaço concebido (racional e tecnicamente por arquitetos e engenheiros), percebido (sensorial e corporalmente) e vivido (simbolicamente através de imagens). A tríade de Lefebvre orienta as técnicas de pesquisa aqui empregadas e também a divisão de capítulos desta dissertação. Para apreender o “concebido” a pesquisa documental é mister, e contemplei documentos de uso interno do Metrô de São Paulo sobre os projetos e o planejamento da construção da estação, bem como os que refletem sobre como a estação foi concebida durante o período abarcado pela pesquisa que embasa esta dissertação. O “percebido” foi apreendido por meio de observação direta dos não-passageiros, seguida de registro gráfico com desenhos da disposição física de seus corpos. Para o “vivido”, observação participante e entrevistas semiestruturadas revelaram, da perspectiva de não-passageiros e de funcionários da estação, os símbolos e imagens relacionados ao espaço e aos usos que os não-passageiros fazem da estação. A partir de características comuns que pude identificar nos usos revelados pela análise respectivamente do espaço concebido, percebido e vivido, foi possível verificar que a estação Sé é usada pelos não-passageiros investigados como uma praça pública.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Localidade
Estação Sé
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-24062020-173530/pt-br.php

Amor sob telas: um olhar sobre a vivência amorosa na era digital

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nepomucena, Kelly Cristina Pereira
Sexo
Mulher
Orientador
Pereira, Lucas de Almeida
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Bernardo do Campo
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
cibercultura
sexualidade
aplicativos de relacionamento
amor contemporâneo
vivências afetivas
Resumo

Esta dissertação tem como principal objetivo entender como os aplicativos de relacionamento influenciam as vivências amorosas e de sexualidade entre jovens heteroafetivos, na contemporaneidade. Por meio do Happn – um dos aplicativos mais utilizados pelos jovens brasileiros, pretendemos analisar como este mercado de apps está transformando as relações íntimas, sobretudo entre a população jovem adulta na cidade de São Paulo. Nos basearemos na óptica do discurso da sexualidade de Michel Foucault e dos pensadores contemporâneos que se empenham em entender os afetos, seja na forma da mudança de costumes, seja no amor como proposta de consumo social aos tempos atuais dos aplicativos, com a cibercultura. Fazem parte destas experiências os relatos pessoais de entrevistados que compõem a subjetividade dos indivíduos, e também discussões sobre questões de privacidade e compartilhamento de dados pessoais, que nos levam a refletir sobre uma nova significação social da segurança.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018-2020
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFBC_e2b9af679a408ba7b00f195699da8f15

A mediação extrajudicial de conflitos na cidade de juiz de 2018

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Mariana Fernandes Fayer e
Sexo
Mulher
Orientador
Paula, Christiane Jalles de
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Juiz de Fora
Programa
Sociologia
Instituição
UFJF
Idioma
Português
Palavras chave
Justiça
Diálogo
Profissionais do Direito
Mediação extrajudicial de conflitos
Resumo

O presente texto trata da expansão da mediação extrajudicial de conflitos na cidade de Juiz de fora/MG que em 2011 contava com apenas dois núcleos e que, atualmente (2018) conta com oito núcleos. O que se observa é que a mediação extrajudicial de conflitos entra no cenário através da resolução nº125 do conselho nacional de justiça de 2010, como um novo mecanismo de resolução de conflitos, fazendo parte então de uma das ondas de acesso à justiça, como forma de oferecer meios mais adequados para a resolução dos conflitos. Foram realizadas entrevistas com os responsáveis pelos núcleos de mediação. Os entrevistados levantaram a necessidade de mudança de uma cultura voltada para o litígio para uma cultura promotora do diálogo. Dessa forma, a mediação prevê então uma nova forma de se ver o conflito, que passa a ser considerado como algo comum e próprio da sociedade e do convívio entre os indivíduos em sociedade. O que se observa é que na cidade de Juiz de Fora a mediação extrajudicial é um campo dominado pelos profissionais do direito, que acharam nela a oportunidade para ampliar o seu campo de atuação. A mediação de conflitos é considerada como um conjunto de técnicas e um saber que deve ser aprendido pelos seus profissionais através de cursos, além da prática supervisionada. Conforme observado nas entrevistas, por ser algo muito novo e recente, as pessoas que utilizam desse serviço ainda tem um pouco de receio na utilização do mesmo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Juiz de Fora
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010-2011
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/8272