Pobreza e desigualdade
Circulando – Diálogo e Comunicação na Favela: a favela em busca de cidadania
A UPP e o processo de urbanização da favela Santa Marta: notas de campo
De uma perspectiva etnográfica, o artigo aborda a atual política de pacificação das favelas, porém, a partir de uma pesquisa empírica realizada numa favela da zona sul da cidade. Acompanhando a implantação e as ações da UPP na localidade, os autores privilegiam em sua análise a dimensão dos conflitos gerados pela regularização urbanística e pela substituição gradativa de práticas informais de acesso aos serviços, chamando a atenção para as implicações dessas ações sobre os processos de formalização e reconhecimento de um endereço na cidade. Num primeiro momento, discutem o significado desse novo modelo de política de segurança pública, cujo próprio nome traz em seu bojo a metáfora de guerra ao crime, e apresentam as ações da chamada UPP Social, que vão muito além do policiamento comunitário. Em seguida, analisam os primeiros efeitos dessas ações no contexto específico da favela Santa Marta, transformando-a em modelo e laboratório de implantação dos projetos sociais que acompanhavam a política de segurança pública. Ao descreverem as primeiras iniciativas de um intenso processo de reordenação da favela, os autores ressaltam os desafios para se inserir as edificações no sistema legal que regula as propriedades urbanas na cidade e a complexidade que caracteriza a formalização e o reconhecimento do endereço dos moradores.
As Unidades Policiais Pacificadoras e os novos desafios para as favelas cariocas
Direito de laje: a invisibilidade do direito fundamental de morar nas favelas cariocas
Da política de “contenção” à remoção: aspectos jurídicos das favelas cariocas
O autor mostra que muitos dos avanços conceituais e políticos, hoje expressamente manifestados pela função social da propriedade da Constituição de 1988, tiveram origem nas proposições feitas pela pesquisa da SAGMACS, com efeitos evidentes em nossa democracia urbana e social. Contudo, o autor considera que a visão patrimonialista do direito brasileiro desponta como um obstáculo ainda considerável, talvez o maior a ser vencido, para a consolidação efetiva dos direitos dos moradores das favelas nos dias de hoje. Isto porque os conflitos fundiários e imobiliários que marcaram a construção jurídica da favela, ao longo de todo o século XX, continuam a pesar, obscurecendo e inviabilizando a compreensão dos inúmeros esforços feitos pelos moradores – através, sobretudo, de suas associações – na formalização da propriedade em favelas. O relatório SAGMACS já mostrava a viabilidade de uma política que levasse em conta todos os investimentos até então feitos pelos próprios moradores na construção de suas casas, dos acessos e vias existentes nas favelas. Proposta que demoraria algumas décadas para ser assumida em forma de um programa do município, tendo como princípio a integração das favelas à cidade em vez de sua erradicação.
Favelas ontem e hoje (1969-2009)
O assistente social e as favelas (1945/64)
A cidade nas fronteiras do legal e ilegal
Longe de negar as desigualdades ou clivagens do mundo urbano, o que emerge do livro, amparado na melhor tradição da sociologia francesa, é a descrição de uma cidade repleta de conexões e interdependências. Aquele que se aventurar por suas páginas encontrará uma São Paulo descrita não a partir de seus muros altos, congestionamentos intransponíveis, grades e arames farpados, mas de categorias a princípio improváveis, tais como fluxos, mobilidades, mediações, dobras, redes e agenciamento.
Gringos no Santa Marta: quem são, o que pensam e como avaliam a experiência turística na favela
Neste artigo analisamos a experiência turística de visitantes estrangeiros na favela Santa Marta, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. Buscamos identificar o perfil do turista, os agentes envolvidos na realização dos tours, as impressções a respeito da visitação e o modo como os turistas avaliaram não apenas os equipamentos turísticos presentes na localidade, mas também a própria experiência no reality tour. O artigo dialoga com reflexões apresentadas em oportunidades prévias por dois dos autores.