Projetos para o Parque do Ibirapuera: de Manequinho Lopes a Niemeyer (1926-1954)
Estudo relativo às propostas desenvolvidas para a área do Ibirapuera, em São Paulo, entre 1926 a 1954, no sentido de transformá-la em grande parque público. As concepções de modernidade envolvidas em cada trabalho são enfatizadas, bem como as linguagens utilizadas e os efetivos papéis dos atores individuais nas discussões e práticas urbanísticas, paisagísticas e arquitetônicas do período. Inicialmente, trabalhamos sobre uma primeira fase em que se pensam e se propõem ações no sentido de transformar a área em um parque urbano de extensas dimensões, que vai de 1926 a 1950, nos focando mais especificamente, nos trabalhos de Manequinho Lopes (1926-8), de Prestes Maia (1930 e 1945), Reynaldo Dierberger (1930) e de Robert Moses (1950). Na seqüência, nos detemos em como, a partir da iniciativa de se comemorar os quatrocentos anos de fundação da cidade de São Paulo, o projeto para o parque do Ibirapuera passa a ser visto como momento privilegiado de demonstração do progresso e modernização paulistana, e como distintos ideários se manifestavam tanto nas propostas para a área quanto nos próprios eventos comemorativos. Analisamos as propostas de Christiano Stockler das Neves (1951) e sua visão de um projeto realizado pela Prefeitura Municipal; o estudo de Sercelli (s/d) e os projetos complementares realizados pela Comissão (1954). Por fim, tratamos do processo projetual da equipe de Niemeyer (1952-4), suas alterações e execução, bem como dos projetos paisagísticos de Burle Marx (1953) e de Otávio Augusto Teixeira Mendes (1953). Examinamos, também, o projeto e construção do monumento às Bandeiras e as críticas e situação do parque em seus anos inaugurais