O aproveitamento dos espaços livres urbanos para os lazeres: estudo de caso
No presente estudo tentaremos comprovar que os espaços livres, espalhados na malha urbana de São Paulo, são passíveis de serem transformados em áreas de lazer, proporcionando desse modo a possibilidade de uma melhoria da qualidade de vida do megalopolitano. Em primeiro lugar, analisamos o espaço em seu significado, não só como condição necessária à sobrevivência, mas também como um aspecto direcionante do bem-estar psicológico e social do homem. Para tanto, abordamos alguns aspectos da Etologia, na tentativa de detectar situações em que o espaço interfira negativamente no "viver". A seguir, tratamos da transformação do meio ambiente, levando em consideração que o homem contemporâneo vive, sobretudo, num espaço social; a transformação do meio - através da ferramenta e, depois, da máquina - fez com que surgissem novas maneiras de se perceber o mundo, ocasionando uma nova configuração do espaço habitado: as cidades. Numa análise rápida da megalópole São Paulo, procuramos enfocar os aspectos teóricos concretizados, ou seja, a formação da megalópole de São Paulo, sua constituição física e os elementos que modificam a vida de seus habitantes (violência no trânsito, criminalidade, densidade demográfica), tornando-a cada vez mais estressante. Dentro dessa problemática, tentamos detectar em que medida a busca de espaços abertos para o exercício de atividades de lazer, seria uma maneira de superar esse estilo de vida conturbado. São Paulo, como a maioria das megalópoles, oferece uma grande variedade de alternativas de lazer. Analisamos particularmente os parques e praças porque neles ocorre a predominância de atividades de lazer não-consuntivas. A proposta de utilização dos espaços livres na malha urbana surgiu de pesquisas efetuadas, nas quais pudemos observar a expectativa da população de que se deveria proporcionar um maior número de espaços destinados ao lazer.