Serviços, espaços e padrões de consumo

"Diga xis": A cobertura fotográfica dos Jogos Paralímpicos de 2012 nos jornais impressos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Hilgemberg, Tatiane
Sexo
Mulher
Título do periódico
Esporte e Sociedade
Volume
29
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Idioma
Português
Palavras chave
Atletas Paralímpicos
Imagem
Mídia
Resumo

Apesar da maior espetacularização e maior cobertura midiática do esporte para pessoas com deficiência, está claro para nós que há pouca literatura científica nas ciências sociais relacionada diretamente à análise da “midiatização dos atletas com deficiência”. Nosso estudo tem como objetivo tentar dar um panorama de como esses atletas foram representados fotograficamente e discutir as possíveis diferenças entre a representação de homens e mulheres em quatro jornais brasileiros durante os Jogos Paralímpicos de 2012. Foi possível determinar que o atleta com maior visibilidade na imprensa é do sexo masculino com uma deficiência física, e cujo corpo é apresentado em sua totalidade nas páginas dos jornais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://periodicos.uff.br/esportesociedade/article/view/48478

Em busca do ouro: narrativas d’O Globo sobre a performance do futebol brasileiro nas Olimpíadas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mostaro, Filipe
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Brinati, Francisco Angelo
Sexo:
Homem
Título do periódico
Esporte e Sociedade
Volume
28
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Idioma
Português
Palavras chave
Performance
Jogos Olímpicos
Futebol
Narrativas
Mídia
Resumo

A performance do futebol nacional é constantemente exaltada nas narrativas midiáticas como a “melhor do mundo”. As cinco conquistas na Copa do Mundo são indicadas como a confirmação desse pensamento. Entretanto, quais seriam as narrativas da imprensa nacional sobre a performance da equipe masculina de futebol nos Jogos Olímpicos? Nossa intenção neste trabalho é demonstrar os mecanismos utilizados pelas narrativas do jornal O Globo que procuraram manter a representação de “melhores do mundo”, mesmo a seleção não conseguindo a medalha de ouro nas 12 vezes em que participou do evento.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1952-2012
Localização Eletrônica
https://periodicos.uff.br/esportesociedade/article/view/49567

O Corredor Pipoca: Para além do problema econômico

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Santana, João Marcelo dos Santos
Sexo
Homem
Título do periódico
Esporte e Sociedade
Volume
28
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Idioma
Português
Palavras chave
Corredor pipoca
Corrida de rua
Gestão esportiva
Free-rider
Resumo

As corridas de rua estão se tornando cada vez mais comuns no calendário de esportes do Brasil e o número de corredores oficialmente inscritos tem se elevado ao longo dos anos. Existe um corredor, entretanto, que não faz parte desta conta: o Corredor Pipoca - aquele que participa da corrida de rua mesmo sem estar inscrito para o evento. Argumenta-se que esta prática prejudica o evento esportivo como um todo. Atrás de revisão bibliográfica sobre o tema na teoria econômica, pesquisa de campo com corredores e entrevistas com as empresas organizadoras de corridas de rua, este trabalho tem por objetivo compreender melhor o problema e trazer possibilidade de estudos futuros.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1996-2015
Localização Eletrônica
https://periodicos.uff.br/esportesociedade/article/view/48475

Mercantilização do futebol e movimentos de resistência dos torcedores: histórico, abordagens e experiências brasileiras

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Santos, Irlan Simões
Sexo
Homem
Título do periódico
Esporte e Sociedade
Volume
27
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Idioma
Português
Palavras chave
Futebol
Torcida
Mercantilização
Arena
Resumo

Dado o novo momento de desenvolvimento da indústria o futebol no Brasil, inaugurado pelas novas Arenas decorrentes da Copa do Mundo 2014, detectam-se experiências de movimentos de contestação e resistência impulsionados por torcedores. O objetivo desse artigo é apresentar um panorama da pesquisa nesse sentido, a partir do resgate histórico da produção relacionada ao tema, em especial na Inglaterra após a década de 1970, avaliando então as abordagens mais recentes que nelas se referenciam, nas cinco grandes ligas europeias, já na década de 2010. Por fim serão expostas quatro experiências brasileiras vivas em 2015: o Povo do Clube, do Internacional, de Porto Alegre; a Resistência Azul Popular do Cruzeiro, de Belo Horizonte; a Frente 1899 do Vitória, de Salvador; e o grupo Dissidenti, do Palmeiras, de São Paulo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
2010-2016
Localização Eletrônica
https://periodicos.uff.br/esportesociedade/article/view/48465

A Paixão como Confronto: disputas discursivas sobre o ato de torcer

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Oliveira, Eric Monné Fraga de
Sexo
Homem
Orientador
Machado da Silva, Luiz Antonio
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Torcidas organizadas
Futebol
Discurso
Ideologias
Violência
Resumo
Desde o começo do século XX, torcer por um time de futebol se tornou um hábito comum para muitos brasileiros. Todavia, as formas de torcer se transformaram diversas vezes desde então, envolvendo diferentes agentes e produzindo novas identidades torcedoras. A partir de meados dos anos 1960, começaram a se formar as torcidas organizadas atuais, que mudavam as formas de associativismo torcedor predominantes até então, gerando novas práticas torcedoras e relações sociais. Esses grupos passaram por um significativo processo de burocratização de suas atividades e estruturas internas, ao mesmo tempo em que se desenvolveu uma dinâmica de confrontos violentos entre eles, o que assumiu um papel central nas representações coletivas a seu respeito. A imprensa e outros setores da sociedade civil passaram a exigir o controle dessa violência, ao que o Estado respondeu com a lei 10.671, de 2003, conhecida como o Estatuto de Defesa do Torcedor. Com a realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo em 2014 no Brasil, a Fédération Internationale de Football Association (FIFA) passou a se inserir no debate, lançando códigos de normas para guiar o comportamento torcedor durante as competições. Nessa discussão, emergiram disputas pelo próprio significado do torcer, como palavra e como prática social. Essas disputas constituem o objeto de presente tese, e serão abordadas a partir da Análise do Discurso de linha francesa, da teoria dos processos civilizadores de Norbert Elias e da analítica do poder de Michel Foucault, contando também com contribuições da Teoria dos Atos de Fala desenvolvida por John L. Austin e John Searle e da teoria da estruturação de Anthony Giddens. Foram analisados os discursos do Estatuto do Torcedor, dos Códigos de Conduta da FIFA, da Carta de Brasília, do Relatório final da Comissão Paz no Esporte, de três cartilhas de divulgação do conteúdo do Estatuto do Torcedor, de 124 artigos de opinião, de 170 reportagens de jornal, de 23 sites de torcidas organizadas, dos sites do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, do portal virtual Jusbrasil, dos sites do Instituto Nacional do Torcedor e da Associação Nacional das Torcidas Organizadas. O propósito é compreender como tais discursos estruturam essas disputas atualmente, como eles produzem e transformam significados, legitimam e contestam relações de poder e formas de torcer. Conclui-se que existem duas ideologias principais em conflito, que atribuem significados distintos aos termos-chave da formação discursiva (torcer, torcedor, torcida, estádio, futebol etc.) e às transformações atuais do público de futebol. Essas modificações aliam mecanismos biopolíticos e disciplinares a um processo de civilização dos comportamentos de torcedores, fazendo parte de uma nova fase da institucionalização do esporte, capaz de produzir novos espectadores mais orientados para o consumo, em detrimento dos fãs associados às formas de torcer consideradas mais tradicionais.
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2003-2014
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/15526

Castelo de cartas: perícia, esportivização e profissionalização do jogo de poker

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mangabeira, Clark
Sexo
Homem
Título do periódico
Esporte e Sociedade
Volume
26
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Idioma
Português
Palavras chave
Pôquer
Jogadores
Esporte
Profissão
Perícia
Resumo

Este estudo tenta elucidar a lógica que jogadores profissionais e semiprofissionais constroem no sentido de profissionalizar a carreira de jogador de poker e no de classificá-lo como um esporte, contraposto aos jogos de azar. Focando-se na análise dos discursos de um jogador brasileiro, em paralelo aos de uma jogadora americana, busca-se entender, primeiro, como a noção de "esporte" é construída para abarcar e qualificar o poker profissional, distanciando-o dos jogos de azar; segundo, como a noção de "profissão" se enquadra como causa e consequência do movimento de "esportivização" do poker; e, terceiro, como a categoria "perícia" desenvolve-se para caracterizar não apenas o jogo - esporte - em si, mas também a identidade do jogador, em um movimento classificatório cíclico.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Estados Unidos
Referência Temporal
2010-2015
Localização Eletrônica
https://periodicos.uff.br/esportesociedade/article/view/48461

Do luxo ao lixo: a valorização de objetos a partir da feira de antiguidades da Praça XV

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tavares, Pricila Loretti
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Luiz Antonio Machado da
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Antiguidades
Feira de Antiguidades da Praça XV
Mercadorias
Resumo

Uma vez fora da esfera econômica, uma grande quantidade de produtos e utensílios domésticos ocupam ao espaço público. Sem perder de vista as variadas formas de classificação, que um objeto é capaz de assumir em diferentes mercados, a etnografia de uma feira sazonal pretende trazer à reflexão as implicações sobre o retorno de objetos a um mercado complexo e duvidoso – a saber, o de “antiguidades”. Entretanto, essa forma de classificação escorregadia e de difícil definição, que dá nome a feira, não é alcançada por qualquer objeto. De maneira que, o conhecimento de narrativas sobre a trajetória das coisas comercializada no âmbito da feira pode contribuir para compreensão do processo de valorização/desvalorização de mercadorias e seus diferentes modos de classificação através da relação entre vendedores e compradores da feira. O processo de valorização desses objetos a partir da Feira de Antiguidades da Praça XV é o assunto principal desta pesquisa de campo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Localidade
Praça XV
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008-2010
Localização Eletrônica
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=193995

A Lei Geral da Copa e a imperatividade jurídica: análise das relações consumeristas do megaevento

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Lucas do Monte
Sexo
Homem
Título do periódico
Esporte e Sociedade
Volume
26
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Idioma
Português
Palavras chave
Lei Geral da Copa
Relações Consumeristas
Código de Defesa do Consumidor
Proibição de proteção deficiente
Resumo

Objetiva-se analisar a possibilidade da aplicação da teoria do princípio da proibição de proteção deficiente (Untermassverbot) nas relações consumeristas regidas pela Lei Geral da Copa. Por meio de pesquisa bibliográfica e do método hipotético-dedutivo, analisa-se, de forma geral, a Lei Geral da Copa e os preceitos normativos e teóricos do princípio da proteção deficiente, com fulcro nos princípios da proibição do retrocesso e no princípio da proporcionalidade e, especificamente, a ligação entre ambos no tocante às relações consumeristas relacionadas ao megaevento. Investiga-se a hipótese de inconstitucionalidade do art. 27 da Lei Geral da Copa, partindo do pressuposto de que esse artigo subverte princípios e direitos fundamentais da CF/88, mormente, os relacionados com a defesa e tutela dos direitos dos cidadãos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2007-2016
Localização Eletrônica
https://periodicos.uff.br/esportesociedade/article/view/48457

Migrações e deslocamentos de jogadoras de futebol: mercadoria que ninguém compra?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Pisani, Mariane da Silva
Sexo
Mulher
Título do periódico
Esporte e Sociedade
Volume
23
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Idioma
Português
Palavras chave
Futebol
Migração
Mulheres
Resumo

Assim como os homens jogadores de futebol que passam pelos grandes centros de negócio do sistema futebolístico, as mulheres jogadoras de futebol também saem do Brasil em busca de novas oportunidades na carreira. E apesar das migrações das mulheres possuírem um fluxo reduzido, se comparado ao fluxo migratório dos homens, o número de jogadoras que sai do país em busca de novas oportunidades de trabalho cresce expressivamente a cada ano. Mesmo que no Brasil a mulher jogadora de futebol seja uma “mercadoria sem valor”, conforme declara uma atleta da modalidade, no exterior, as brasileiras são lembradas e contratadas quase sempre como primeira opção. Este paper busca levantar questões sobre mercado, redes de contato, deslocamento e migrações de mulheres jogadoras de futebol.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1979-2014
Localização Eletrônica
https://periodicos.uff.br/esportesociedade/article/view/49207

Preliminares iconotextuais da Copa de 2014: Marcas da disseminação

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Almeida, Júlia
Sexo
Mulher
Título do periódico
Esporte e Sociedade
Volume
23
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Idioma
Português
Palavras chave
Copa Fifa 2014
Emblemas
Ethos
Brasil
Resumo

Com a realização da Copa do Mundo no Brasil, estamos na iminência de viver de perto um cenário de tematização do país a partir das questões do futebol, essa grande fonte de identificação cultural para os brasileiros. Em realização no âmbito do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-UFRJ), o projeto Discursos e imagens do Brasil na Copa 2014 – cujo objetivo é flagrar no entorno discursivo da Copa no Brasil modos de ver e dizer o país – toma como corpus de pesquisa a produção textual e imagética disseminada na internet em torno dos emblemas oficiais da Copa, inicialmente da logomarca, para proceder a uma análise discursiva dessa produção com base na noção de ethos discursivo. Nossa atenção se coloca entre a representação oficial – e um ethos de país pretendido pelas instâncias protagonistas (Fifa e governo) – e a produção contradiscursiva que dissemina em blogs e comentários na internet desenhos e imagens críticos ao emblema oficial e à imagem do país que pretende instituir. Seguiremos os rastros de uma teorização contemporânea do nacional (HALL, BHABHA), que libera as figuras do heterogêneo, da ambivalência e da disseminação para pensar as múltiplas dimensões das nações contemporâneas, e veremos que o dispositivo discursivo da síntese das diferenças à unificação, reiteradamente convocado para interpretar o Brasil e seu futebol, tende a ser desconstruído nessa discursivização na internet em torno da logomarca: o desenho oficialmente apto a exibir uma nação vitoriosa deriva numa flutuação contradiscursiva que expõe, ao contrário, as diferenças, contradições, impropriedades que a escolha da imagem, que o processo de realização da Copa no Brasil e que o próprio país encerram.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://periodicos.uff.br/esportesociedade/article/view/49204