Infraestrutura urbana, serviços urbanos e equipamentos coletivos

Audiências de custódia: percepções morais sobre violência policial e quem é vítima

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bandeira, Ana Luíza Villela de Viana
Sexo
Mulher
Orientador
Schritzmeyer, Ana Lúcia Pastore
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Audiência de custódia
Percepções morais
Violência policial
Vítima
Resumo

Na capital paulista, desde fevereiro de 2015, uma pessoa presa em flagrante deve ser levada, em até 24 horas, a uma audiência de custódia, em que o juiz decidirá se ela permanecerá presa ou terá direito à liberdade provisória durante o processo penal que poderá ser instaurado. Com o objetivo de reduzir o excessivo número de prisões provisórias e permitir a identificação de casos de abuso policial, essas audiências foram criadas pelo Provimento Conjunto nº 03/2015 do Tribunal de Justiça de São Paulo. A partir de uma pesquisa etnográfica, que contou com a observação de 692 pessoas apresentadas em audiências de custódia, entre fevereiro e dezembro de 2015, reflito sobre as percepções morais que os profissionais do sistema de justiça criminal, atuantes em tais audiências, expressaram a respeito de as pessoas custodiadas poderem ter sofrido violência policial. Através do que chamei de mecanismos de silenciamento, discuto como uma nova fase pré-processual, criada para a apuração de maus tratos policiais cometidos durante prisões em flagrante, pode submeter pessoas presas a experiências de humilhação. Também analiso de que forma o conceito de vítima é disputado, uma vez que a pessoa custodiada, ao mesmo tempo que é apresentada como autora de um ou mais delitos, também pode ter sofrido violações de direitos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-19102018-114346/pt-br.php

Allianz Parque e Rua Palestra Itália: práticas torcedoras em uma arena multiuso

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mandelli, Mariana Carolina
Sexo
Mulher
Orientador
Frúgoli Junior, Heitor
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Arenas
Estádios
Futebol
Rua
Torcedores
Resumo

A presente pesquisa teve como principal objetivo compreender quais os efeitos que a transformação de um estádio brasileiro de futebol em uma arena multiuso, à luz das exigências da Federação Internacional de Futebol (FIFA), traz para as formas de torcer. Para tanto, foi realizada uma etnografia nos jogos da Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP) disputados no Allianz Parque, inaugurado em 2014 após quatros anos de reforma no Estádio Palestra Itália, campo pertencente à Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP), considerado um dos clubes de maior relevância no cenário futebolístico de São Paulo e do Brasil. Com base em meses de observações, pôde-se perceber um fluxo de práticas torcedoras entre o que acontece dentro e fora da arena. Isto porque a localização do Allianz Parque, na zona oeste paulistana, possibilita a criação de uma territorialidade palmeirense, onde equipamentos físicos, tais quais bares e sedes de torcidas organizadas, misturam-se a um código moral, regido pelo clubismo, nas ruas do entorno da arena.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-08032019-152307/pt-br.php

Cartografias cruzadas: os caminhos do samba e os traçados do plano de avenidas em São Paulo (1938-1945)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira, Bruno Ribeiro Da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Peixoto, Fernanda Arêas
Ano de Publicação
2017
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Samba
São Paulo
Modernização
Antropologia Histórica
Paisagem
Resumo

Esta pesquisa tem por objetivo mapear as "práticas de espaço" do samba em São Paulo entre os anos de 1938 e 1945. Tal período é marcado pela continuação da implantação do projeto urbanístico plano de avenidas, cujo foco recaia sobre a remodelação do sistema viário da cidade. O mapeamento do cruzamento dessas duas formas de práticas, o caminhar do samba e o traçado da remodelação urbana, nos permite vislumbrar uma certa paisagem cotidiana. Essa paisagem é também dotada de sons, a sua maneira informantes de modos de fazer, de se estar na metrópole, de nela fazer-se presente. Assim, surge entre os barulhos e ruídos característicos da cidade moderna, um samba interessado em constituir-se como moderno e participante de tal universo. Dentro do contexto do estado novo (1937-1945) e da segunda guerra mundial (1938-1945), os praticantes do samba que nos relatam suas práticas, produzem a sua maneira articulações políticas e incursões tático-estratégicas em territórios outros. Dessa forma, relatam uma paisagem cotidiana, produto e produtora de uma nova cidade, sob uma perspectiva bastante específica: a da circulação. Em busca de um lugar em comum para a constituição de uma trajetória individual ou da participação no centro da cidade enquanto habitante de um bairro, as investidas do samba em direção às diferentes centralidades do período são formas de saberes próprios que mais do que valorizados são aqui tomados como ferramentas para compreensão de uma modernização que caminha não apenas do planalto à várzea, mas também da várzea ao planalto.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1938-1945
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-15082018-151443/pt-br.php

'A várzea é imortal': abnegação, memória, disputas e sentidos em uma prática esportiva urbana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Favero, Raphael Piva Favalli
Sexo
Homem
Orientador
Magnani, José Guilherme Cantor
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2019.tde-16052019-134542
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia do esporte
Antropologia urbana
Autoconstrução
Futebol de várzea
São Paulo
Resumo
Essa pesquisa teve como ponto de partida a ameaça de extinção de um espaço que reúne seis campos de futebol de várzea na cidade de São Paulo. Trata-se do Complexo de Campos de Futebol do Campo de Marte, instalado em um terreno que há décadas é disputado pela Aeronáutica (União) e pela Prefeitura da cidade. Inicialmente, buscou-se articular esse conflito específico a uma questão mais ampla: o que fazia com que o futebol de várzea, prática cuja trajetória é marcada pelo fim de vários de seus espaços, continuasse ocupando um papel relevante como modalidade de lazer e associativismo popular na cidade de São Paulo? Partindo da perspectiva dos varzeanos que construíram os seus campos nesse terreno a partir dos anos 1960 e que, desde então, lidam com a possibilidade de terem que deixar esse espaço, chegou-se a apreensão de uma lógica interna que rege essa prática e sua profunda conexão com o contexto social em que se inserem. O futebol de várzea, para esses varzeanos, só seria viável pela abnegação de seus personagens, uma postura necessária para a conquista e manutenção de um universo que se constrói, sobretudo, a partir de ações de autoconstrução e de constantes negociações. Tanto em sua dimensão espacial, onde a figura do abnegado ocupa um papel central por resolver, dentro de seu clube e no campo varzeano como um todo, muitas das questões impostas pela política do Estado de não proporcionar o direito ao lazer e ao esporte, assumindo, por um lado, as vezes de instância auto reguladora, e por outro, de provedor de infraestrutura e mediador de interesses. Como em sua dimensão esportiva, onde sem a presença de uma instituição ou entidade que tenha se estabelecido ao longo de sua trajetória como organizadora e reguladora dessa prática, essa tarefa foi levada a cabo pelos próprios varzeanos a partir de múltiplas alianças e referências.

 

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Norte
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Casa Verde
Logradouro
Rua Marambaia, 802
Localidade
Complexo de Campos de Futebol do Campo de Marte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2018
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-16052019-134542/en.php

Más allá de la duda razonable. Radiografía de la muerte violenta y no violenta en São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Muñoz, Linda Guadalupe Reyes
Sexo
Mulher
Orientador
Durão, Susana Soares Branco; Villalón, Adriana María
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Espanhol
Palavras chave
pessoas desaparecidas
mortes violentas
medicina legal
documentos oficiais
anatomia patológica
Resumo

A partir de uma etnografia realizada no Programa de Localização e Identificação de Pessoas Desaparecidas (PLID) de São Paulo, o qual tem como foco processo de identificação humana dos corpos e suas partes. Essa dissertação tem como objetivo examinar e refletir entre várias comunicações burocráticas inscritas em documentos oficiais responsáveis por gerenciar a morte violenta e não violenta do Estado. Em particular, analisar um caso de desaparecimento de pessoa e de um Inquérito Policial de Encontro de Cadáver iniciado pela Polícia Civil, com o intuito de aprofundar nas dinâmicas internas do Estado sobre o conceito de evidência e das ciências forenses envolvidas e, ao mesmo tempo, conformar uma evidência própria que revele como os efeitos retóricos na produção das práticas burocráticas e periciais provocam indiferença social, bem como são identificadas as diferentes maneiras de gerir as mortes e o desaparecimento de pessoas se relacionam no impacto das baixas taxas de resolução de casos de homicídio pela polícia estadual em São Paulo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2020
Localização Eletrônica
https://www.repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1395718

A ferrovia é uma cachaça: a construção social de valores morais e o saber de ofício dos trabalhadores ferroviários de Barra do Piraí-RJ

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Barbosa, Gabriel Ferreira
Sexo
Homem
Orientador
Neves, Delma Pessanha
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Antropologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Ferrovia
Saber de Ofício
Trabalhadores
Ferroviários
Barra do Piraí-RJ
Resumo

A partir de trabalho de campo realizado com ferroviários e ex-ferroviários na cidade de Barra do Piraí-RJ, o presente trabalho busca compreender as formas através das quais o trabalhador ferroviário constitui relações baseadas em um sistema de representações e categorias forjadas no ofício ferroviário. Situada no médio Vale Paraíba Fluminense e convergência ferroviária entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, Barra do Piraí desenvolveu-se a partir de um empreendimento empresarial de grande vulto de meados do século XIX. Esta cidade ferroviária torna-se lugar de residência para parte dos trabalhadores ferroviários, relativamente imobilizados pelas associação de princípios de pertencimento social referenciados à relação casa e trabalho. Este texto também busca apresentar as formas através das quais esse sistema de representações é baseado em conflitos e hierarquizações construídas no âmbito das relações entre as diversas funções do trabalho ferroviário. Tais representações constituem um universo de significados e valores morais comum àqueles que ingressam no ferrovia . A construção do prestígio e do respeito derivados da atribuição de certas atitudes no ambiente de trabalho instauram um ciclo de trocas que podem ser interpretados pela perspectiva metodológica do fato social total. 

Disciplina
Referência Espacial
Região
Zona Sul
Cidade/Município
Barra do Piraí
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
Meados do século XIX
Localização Eletrônica
http://ppgantropologia.sites.uff.br/?page_id=4235

Jornadas de visita e de luta: tensões, relações e movimentos de familiares nos arredores da prisão

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Lago, Natália Bouças do
Sexo
Mulher
Orientador
Simões, Júlio Assis
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2019.tde-20122019-174339
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Agência
Ativismo
Família
Gênero
Prisão
Resumo

Esta tese trata de mulheres que circulam pela prisão como familiares de presos, que vivem suas vidas e desenvolvem seus projetos em meio a encomendas de múltiplas ordens que têm a prisão como seu fulcro. Abordo a prisão através das possibilidades imaginadas a partir dela e dos limites pela instituição prisional em regras, relações e disposições. Seguimos os agenciamentos dessas mulheres, assim como seus limites, as desigualdades e a produção de diferenças entre mulheres marcadas pela prisão. Essas articulações articulam três contextos etnográficos diferentes: i) uma fila de visitas da prisão e uma hospedaria para mulheres de presídio em uma cidade do interior paulista aqui chamada de Tamara; ii) as atividades da associação de familiares de presos Amparar, localizada em São Paulo-SP; e iii) os debates sobre a prática da revista íntima, a denúncia de seu caráter vexatório e as disputas em torno de sua proibição que envolveram ONGs, movimentos de Direitos Humanos, legisladores, defensores públicos, familiares de presos e os próprios prisioneiros. Os contextos etnográficos foram desvelados a partir de narrativas de mulheres de preso e de mães e familiares de preso que descrevem descobertos e descobertos que atravessam suas vidas e corpos nas relações com a prisão e que também dão ensinamento aos seus esforços de caminhada por entre as tensões. Seus agenciamentos e as regulamentações nos arredores da prisão operam a partir de convenções de gênero que fazem emergir modos de ser mulher de preso, de ser mãe de preso e de ser movimento de familiares.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-20122019-174339/en.php

Escolhas possíveis: narrativas de classe e gênero no ensino superior privado

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Macedo, Renata Guedes Mourão
Sexo
Mulher
Orientador
Almeida, Heloisa Buarque de
Código de Publicação (DOI)
Escolhas possíveis: narrativas de classe e gênero no ensino superior privado
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Ensino superior
Classe
Gênero
Mobilidade social
Estudantes
Resumo

Esta tese analisa as relações entre estudantes universitárias, mercado de ensino superior e marcadores sociais da diferença (classe e gênero em especial). A pesquisa de campo foi realizada entre 2015 e 2018 em duas faculdades privadas de caráter lucrativo na cidade de São Paulo, acompanhando estudantes matriculadas em três diferentes cursos (Pedagogia, Enfermagem e Administração) e que são a primeira geração de suas famílias a ingressar no ensino superior. A análise do mercado de ensino superior por meio feiras do setor, relatórios de mercado e sites institucionais, além da publicidade amplamente divulgada na cidade, complementaram a análise. Após período de expansão do setor educacional, seguido por importante crise político-econômica, a tese focaliza três processos de escolhas entre as estudantes a decisão de ingressar no ensino superior, a opção pelo curso e pela instituição -, refletindo de maneira matizada como tais decisões são negociadas no cotidiano, constituindo escolhas possíveis. A pesquisa mobiliza duas questões principais. A primeira considera como a expansão recente do ensino superior no Brasil (principalmente do início dos anos 2010) introduziu essa etapa de ensino no campo de possibilidades de mulheres jovens e adultas de baixa renda, constituindo novos imaginários sobre educação, trabalho e mobilidade social. Nesse contexto, o setor privado de caráter lucrativo, por seu forte investimento em publicidade e por sua distribuição geográfica na cidade de São Paulo, tornou-se uma referência importante, ainda que ambivalente, na busca pelo diploma. A segunda se refere ao modo como tais escolhas no ensino superior (de curso e de instituição) são realizadas. Analiso como nesse processo estudantes mobilizam percepções sobre suas próprias posições sociais (negociadas em função de visões de mundo e estilos de vida, para além de categorias de estratificação social) mas também mobilizam sonhos, vocações e afinidades, muitas vezes num exercício de resistência aos caminhos que possivelmente levariam a uma mobilidade social mais efetiva. Trata-se, assim, de visibilizar as narrativas dessas estudantes ao refletir sobre a experiência universitária, as expectativas de mobilidade social (em especial, o desejo de trabalhar na área) e a polissemia do diploma.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015 - 2018
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-16122019-182552/pt-br.php

Do estádio do Pacaembu para a Arena Corinthians: etnografia de um processo de 'atualização'

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bocchi, Gabriel Moreira Monteiro
Sexo
Homem
Orientador
Frúgoli Junior, Heitor
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Espaços urbanos
Estádios
Futebol
Sociabilidade
Torcedores
Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo principal investigar práticas de torcedores de futebol com relação aos novos estádios brasileiros, inaugurados para a Copa do Mundo de 2014. Para tanto, analisa-se o período compreendido como de mudança no local dos jogos da equipe do Sport Club Corinthians Paulista na cidade de São Paulo: o Estádio do Pacaembu e a Arena Corinthians. A realização da pesquisa de campo centralizou-se no acompanhamento das atividades dos torcedores em dias de jogos, situações em que as diferenças entre os locais puderam ser observadas a partir da ação. Destaca-se a circulação dos atores pela cidade com o intuito de problematizar não só aspectos da atuação destes no interior das praças esportivas, como implicações decorrentes nos usos de espaços e equipamentos urbanos. A partir das situações observadas, temas como representações da cidade, formas de torcer e consumos específicos foram entrecruzados ao longo da etnografia e, por meio do acompanhamento de distintos agrupamentos de torcedores, em diferentes estádios e locais da cidade, foi possível classificar dicotomias: torcedor organizado/sócio torcedor, transporte público/veículo particular, estádio/arena, Pacaembu/Itaquera. Pode-se, desta maneira, averiguar regularidades na atuação dos sujeitos que passaram por impactos decorrentes da mudança de estádios, bem como, entremeios que despolarizam tais noções dicotômicas. Trata-se, por fim, de investigar mudanças mais amplas no modo de conceber o espectador do futebol de espetáculo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pacaembu
Logradouro
R. Capivari
Localidade
Estádio do Pacaembu
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Carmosina
Logradouro
Av. Miguel Ignácio Curi, 111
Localidade
Arena Corinthians
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-10032017-152856/pt-br.php

Anatomia da saúde pública. Epidemias e enfermidades na São Paulo dos imigrantes, na passagem para o século XX: o caso dos espanhóis

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Cánovas, Marília Dalva Klaumann
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i84.915
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Imigração em massa
Imigração espanhola
Saúde Pública
Epidemias
Associações Beneficentes
Resumo

Concebido, em parte, como decorrência do processo de imigração em massa, o modelo sanitário adotado pelo Estado de São Paulo refletiu o vínculo que associava o imigrante  exclusivamente aos interesses da economia do café. O impacto da chegada da massa  estrangeira e a complexa dinâmica populacional observada após a entrada daqueles largos  contingentes, se, por um lado, provocou um desequilíbrio motivado pelo aparecimento de  inúmeras moléstias trazidas por eles, por outro, os fez defrontar-se com as doenças tropicais,  exóticas aos seus corpos, causando, conseqüentemente, um choque entre populações  imunológica e culturalmente distintas. Diante disso, e dada a carência da assistência prestada  aos imigrantes pobres e enfermos, e a negligência das oligarquias estaduais com respeito a  medidas sanitárias, este artigo pretende discutir como soluções alternativas germinaram no  seio da colônia espanhola radicada em São Paulo, quer sejam as originadas pelas associações  de beneficência e ajuda mútua ou as de cárater filantrópico exercidas por membros da colônia,  destacando, ainda, como o uso de antigas práticas caseiras populares de cura proliferaram  junto às tradições terapeuticas dos imigrantes, enquanto crescia, estimulado pelos reclames  nas publicações semanais, o uso de medicamentos, elixires e preparados, a quem se atribuíam  propriedades miraculosas. 

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/915