O acidente de trabalho em São Paulo (1890-1919)
A tese considera o acidente de trabalho como uma unidade de medida passível de avaliar as influências do meio-ambiente - no caso, o conjunto ambiente de trabalho/fábrica-ambiente de não-trabalho/cortiço -, sobre o operário fisiológica e psicologicamente. Assume a premissa de que à condição de operário justapõe-se e com ela interage à condição de ser humano, que é básica em matéria de análise do acidente de trabalho. Trata-se de um fenômeno que não é apenas representativo de um simples "mau momento" no dia a dia do trabalhador -, havendo, portanto, a necessidade de penetrar na impessoalidade que reveste cada indivíduo no exercício de sua função, de surpreender e revelar o operário - corpo/mente por oposição ao operário máquina/ferramenta, enfim, de descobrir o universo operário de sentimentos/emoções que fatalmente existe, latente ou não.