Processos de urbanização
Vilas do planalto paulista: a criação de municípios na porção meridional da América Portuguesa (séc. XVI-XVIII)
Padrões de riqueza e mobilidade social na economia cafeeira: Campinas, 1870-1940
O comércio nos bairros populares da cidade de São Paulo: os armazéns de secos e molhados (1914-1921)
Este estudo sobre comércio nos bairros populares de São Paulo entre os anos de 1914- 1921 aborda os armazéns de secos e molhados. Apresenta o segmento sob a perspectiva de cinco estudos de caso de negociantes que atuaram em diferentes bairros da cidade. Analisa o perfil desses negociantes a partir dos informes contidos nos processos de inventário das famílias. As fontes permitiram identificar a localização dos estabelecimentos, os vínculos familiares dos comerciantes, as formas de propriedade, o porte dos negócios, as mercadorias vendidas e as relações de crédito praticadas por esses comerciantes. Estas características foram interpretadas e relacionadas com a expansão demográfica e a diversificação econômica vigentes no período.
Cinturão paulistano. Economia e demografia nas vizinhanças da capital de São Paulo (c. 1798 - c. 1830)
Desde que se iniciaram no Brasil há cerca de quatro décadas, os estudos dedicados à demografia histórica, mormente caracterizados por trabalhos monográficos, têm avançado de maneira significativa em seus aspectos quantitativos e qualitativos, especialmente no que tange à interdisciplinaridade. Paralelamente à continuidade desses estudos, o trabalho desenvolvido nessa tese analisa o processo de ocupação agrícola e o evolver demográfico-econômico das localidades paulistas de Jundiaí, Atibaia, Bragança Paulista, Nazaré, Jacareí e Mogi das Cruzes, que compunham o que denominamos de cinturão paulistano, contempladas para o período c.1798 a c.1830. O caminho seguido em nosso trabalho envolveu a busca de padrões e regularidades para referidas localidades, área que ao longo de todo o período estudado esteve vinculada à produção de gêneros de subsistência, em maior ou menor intensidade distanciando-as em alguns de seus caracteres, mas as aproximando em outros, levando aos padrões encontrados para as características demográficas de sua população, para a produção levada a cabo e para as estruturas fundiárias ali existentes.
Poder local e patrimonialismo: a Câmara Municipal e a concessão de terras urbanas na vila de São Paulo (1560-1765)
Essa dissertação pretende compreender as relações entre o grupo político local dominante, representado pelos ocupantes da Câmara Municipal e a concessão de terras urbanas. Para tanto, utilizamos as Atas da Câmara de São Paulo, Registro Geral da Câmara e as Cartas de Datas de Terra de São Paulo. Essas fontes documentais foram cruzadas e tratadas de forma estatística através do aplicativo SPSS. Adotando uma abordagem quantitativa, pudemos melhor compreender a estrutura do poder local em São Paulo, caracterizada por relações de cunho patrimonialista. Relações essas que marcaram o processo de urbanização do núcleo urbano e o povoamento do planalto antes de 1765.
Industrialização e políticas de desenvolvimento regional: o Vale do Paraíba Paulista na segunda metade do século XX
Na história econômica do capitalismo, a busca pelo desenvolvimento econômico sempre esteve associada à industrialização. Os países que fizeram a primeira e a segunda revolução industrial são aqueles considerados desenvolvidos e esse caminho da industrialização passa ser a grande busca dos países em desenvolvimento. Vários deles conseguiram êxito no século XX, entre eles, o Brasil. Entretanto, com a internacionalização da produção e a inovação tecnológica mais intensa, a industrialização não resolveu o problema do subdesenvolvimento. A produtividade econômica não resultou na produtividade social. O objetivo da tese foi analisar essa relação entre industrialização e desenvolvimento econômico e os limites das políticas públicas regionais nesse processo. Em especial, como ocorreu em escala regional no Estado de São Paulo e, sobretudo, no Vale do Paraíba paulista, após a segunda guerra mundial. A partir do levantamento de séries de informações quantitativas históricas, mesmo limitadas em relação ao desenvolvimento, foi possível concluir que as políticas de desenvolvimento econômico no Vale do Paraíba tiveram êxito em relação ao crescimento econômico, mas falharam em relação ao processo de distribuição espacial da renda, com uma concentração ainda maior depois dessas políticas na década de 1970, por conta da redução do efeito de transbordamento para as demais áreas vizinhas. Observou-se também ineficácia dos modelos de desenvolvimento regional reduzindo o efeito multiplicador dos investimentos, como o ocorrido no Vale do Paraíba paulista, onde a industrialização ficou limitada a uma microrregião. As limitações dos indicadores sociais não permitem fazer uma análise mais aprofundada do desenvolvimento econômico resultante da industrialização na região. Conclui-se, portanto, que há necessidade de serem incluídas novas variáveis na busca qualitativa que ultrapassem a barreira econômica já que entendemos que o desenvolvimento econômico envolve variáveis, além das econômicas. A política de desenvolvimento regional deve ser repensada e reclassificada em outras categorias como as realizações feitas com os recursos disponíveis na busca da melhores condições de vida, o estabelecimento de valores conforme a cultura local, nas relações sociais entre os indivíduos da região e, principalmente, a busca dos valores além dos econômicos. Não precisamos de modelos econométricos de desenvolvimento econômico regional, mas de ações que favoreçam as políticas endógenas nesse mundo econômico cada vez mais global e com responsabilidades sociais locais.
Assenhorear-se de terras indígenas: Barueri - sécs. XVI-XIX
Ao chegar ao planalto de Piratininga, o português encontrou uma vasta região de campos, habitada por populações indígenas, despertando o interesse pela região. Os jesuítas implantaram o projeto dos aldeamentos, cuja finalidade relacionava-se a catequese, ao controle da mão-de-obra indígena, e a desobstrução de terras para a expansão da colonização. No decorrer dos séculos os aldeamentos transformaram-se em freguesias ou vilas, e sua população original desapareceu em meio à miscigenação, integrando-se a gama dos livres pobres da capitania. Este trabalho destina uma atenção especial ao aldeamento de Barueri, por ter sido o maior em população, e alvo de longas disputas e contendas, desde o século XVI período de sua fundação até o século XIX quando desfaz-se em decorrência de aforamentos em suas terras.
O movimento sindical metalúrgico na Zona Sul de São Paulo: 1974 a 2000
Esta tese história a implantação e o desenvolvimento do Parque Industrial da Zona Sul de São Paulo, no que tange as indústrias metalúrgicas, a luta dos trabalhadores metalúrgicos desde o regime militar até o ano 2000. História a organização do movimento sindical nas fábricas, as diversas correntes sindicais existentes, os problemas enfrentados. e a atuação do Sindicato. As vitórias e derrotas, e as contradições existentes no seio da categoria e o a transformação do seu Sindicato de pelego agente aberto do capital. A história do Parque Industrial é reconstituída desde o processo de criação da infra-estrutura, na década de 1920, quando Santo Amaro ainda era Município e historia a luta sindical dos metalúrgicos da Região desenvolvida entre 1974 a 2000. O fio condutor é a luta entre o Trabalho e o Capital.