Processos de urbanização

Chão de estrelas: hotelaria e produção imobiliária em São Paulo, 1995-2005

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Spolon, Ana Paula Garcia
Sexo
Mulher
Orientador
Pereira, Paulo Cesar Xavier
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2006.tde-18092007-134420
Ano de Publicação
2006
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço urbano
Hotelaria
Incorporação imobiliária
Resumo
A indústria hoteleira paulistana experimentou, no período compreendido entre os anos de 1995 e 2005, a maior expansão quantitativa de sua história. Tida como exagerada por muitos especialistas e profissionais do setor, esta expansão teria provocado uma crise generalizada, propalada por investidores, redes administradoras de hotéis e incorporadores, despertando dúvidas sobre a real necessidade de ampliação da rede hoteleira instalada no início da década de 1990, no município de São Paulo. Nesta dissertação, considera-se a hipótese de que esta expansão não tenha sido orientada com base na demanda por novas unidades hoteleiras, mas pela identificação de demanda por novos espaços urbanos. A decisão de se promover a construção de novos hotéis seria, portanto, justificada por interesses mais amplos e complexos. O entendimento desses interesses mostra-se fundamental, portanto, para que se possa compreender a natureza da relação entre a hotelaria e a indústria imobiliária. A análise desta problemática fez-se a partir da investigação da maneira como aconteceu o desenvolvimento da hotelaria paulistana no que diz respeito ao formato do negócio, à natureza administrativa, à estética dos projetos, ao papel de cada um dos agentes envolvidos na tarefa de implantação de novos hotéis e ao movimento de espalhamento dos estabelecimentos hoteleiros no espaço urbano do município de São Paulo. Os resultados desta análise mostram que este crescimento recente do parque hoteleiro paulistano só foi possível graças à constituição de um grupo de agentes sociais em torno de um interesse comum: a produção de novos espaços urbanos, adequados às novas exigências da cidade com características globais. A formatação de um modelo de negócios que transforma a unidade hoteleira em uma unidade autônoma residencial cria a oportunidade de apresentação desta unidade como alternativa de investimento imobiliário e estabelece a associação entre a hotelaria e a indústria da construção civil. A exploração maciça deste modelo ? o flat ? na capital paulista expõe claramente a maneira como a indústria de meios de hospedagem pode participar ativamente deste processo dinâmico e racional de produção de espaços urbanos, típico da indústria imobiliária e da atividade capitalista e mostra como esta associação pode ser conduzida de forma planejada, coordenada e cooperativa.
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
1995 a 2005
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-18092007-134420/pt-br.php

Expansão urbana e meio ambiente nas cidades não-metropolitanas: o caso de Franca-SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Chiquito, Elisângela de Almeida
Sexo
Mulher
Orientador
Feldman, Sarah
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.18.2006.tde-04042007-105925
Ano de Publicação
2006
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Expansão urbana
Loteamento
Meio ambiente
Planejamento urbano
Resumo
O trabalho analisa o processo de expansão urbana de Franca-SP, através dos loteamentos aprovados, do ponto de vista territorial, no período de 1925 a 2004, e no campo das práticas, e sua relação com a questão ambiental. Parte-se da constatação de que, em Franca, o processo de expansão urbana através de loteamentos está intimamente relacionado com o agravamento de seu principal problema ambiental - as voçorocas. Revela o percurso histórico destas questões, suas origens e a constituição dos mecanismos de controle, bem como sua trajetória de conflitos e associações, até sua formulação como questão ambiental urbana. Através do estudo de caso, detecta os principais limites à aplicação prática do controle da expansão urbana e das voçorocas, assim como os conflitos e agentes envolvidos. Os resultados revelam que: o processo de expansão urbana de Franca se diferencia em diversos aspectos dos municípios inseridos em regiões metropolitanas; que a relação entre expansão urbana e voçorocas em Franca é detectada desde o século XIX, antes mesmo de ser formulada como problema ambiental; e por fim, que há uma incorporação lenta e gradual da temática ambiental pelos órgãos de urbanismo da administração municipal e pelos instrumentos de controle da expansão urbana, em que Franca se revela como pioneira tendo como importante contribuição a participação dos geógrafos no processo de planejamento urbano.
Referência Espacial
Cidade/Município
Franca
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
1925 a 2004
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18142/tde-04042007-105925/pt-br.php

Da terra ao mar: um estudo de microtoponímia caiçara em Iguape/SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
SILVEIRA, Roseli de
Sexo
Mulher
Orientador
NEGRÃO, Esmeralda Vailati
Código de Publicação (DOI)
10.11606/T.8.2016.tde-10032016-135517
Ano de Publicação
2015
Programa
Semiótica e Linguística Geral
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Ato de nomear
Estudo do léxico
Iguape-SP/Brasil
Toponímia
Resumo
A Toponímia, o estudo dos nomes de lugar, estuda os nomes próprios que assumem a função de nomear os acidentes físicos ou antropoculturais de uma determinada localidade, constituindo a nomenclatura geográfica do lugar. No caso desta pesquisa, a toponímia estudada é a de Iguape, município do litoral sul paulista. O estudo sistemático dos nomes das ruas, avenidas, praças, rios, córregos, morros, etc, no interior do município, constitui um estudo de microtoponímia. Como tal, o presente estudo se insere no projeto Atlas Toponímico do Estado de São Paulo e este, por sua vez, no projeto maior que é a elaboração do Atlas Toponímico do Brasil. A metodologia empregada, tanto em um como no outro projeto, segue o método das áreas de Dauzat e a classificação dos nomes de lugar de George Stewart, que a Profª Drª Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick, da USP, adaptou à realidade brasileira para a classificação dos topônimos, formulando uma taxionomia composta de vinte e sete taxes. Por meio da pesquisa linguístico-semântica e etimológica dos 412 termosocorrência encontrados em Iguape, pôde-se depreender a intencionalidade do denominador e sua motivação. Constatou se que o maior contingente é de numerotopônimos e que todas as camadas étnico-linguísticas que compõem o Português Brasileiro estão representadas na toponímia de Iguape. Os topônimos de origem portuguesa, concentrados no Centro do município, revelaram a intenção de homenagear figuras importantes da municipalidade - predomínio, portanto, de antropotopônimos e axiotopônimos. O léxico de origem brasílica, disperso nos demais bairros, registrou a presença de uma natureza exuberante, de acordo com os semas ligados a água, vegetação, animais, formas do relevo, entre outros. A contribuição do léxico africano se deu com apenas um topônimo, mas que guarda a memória e a história da escravidão no Brasil. Ou seja, os topônimos em Iguape refletem a interinfluência do homem (branco, negro ou indígena) e do meio (físico e cultural), permeados pela língua.
Referência Espacial
Cidade/Município
Iguape
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-10032016-135517/pt-br.php

Cada nome uma História: dos nomes geográficos de São Bernardo do Campo aos nomes das ruas e vilas do bairro de Rudge Ramos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
ANTIQUEIRA, Virgílio
Sexo
Homem
Orientador
DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.8.2011.tde-28092011-130233
Ano de Publicação
2011
Programa
Semiótica e Linguística Geral
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropotopônimos
Cursos d´água de São Bernardo do Campo
Motivação toponímica
Rudge Ramos
Toponímia
Resumo
O objetivo desta pesquisa é analisar os topônimos referentes à hidrografia do município de São Bernardo do Campo e os referentes aos logradouros do bairro de Rudge Ramos, comparando-os, a fim de que através do nome se possa contar ou recontar diferentes aspectos da história local, considerando, para isso, fatores extralinguísticos presentes no ato da nomeação. Dentre estes aspectos está a observância de dois momentos distintos de nomeação: o primeiro, referente aos cursos dágua, em muitos momentos e juntamente com os principais caminhos e nomes de maior importância, mostra-se reflexo do ambiente físico ou social da época da nomeação; o segundo, acerca dos logradouros, se coloca como reflexo de um momento histórico mais recente, pós-imigração. Diante disso, consegue-se verificar que a ocupação do bairro pelos imigrantes, em especial de origem italiana, favoreceu a motivação toponímica. O desmembramento de antigas chácaras e sítios em loteamentos fez com que nos nomes estivessem refletidos os antropônimos dos proprietários. Na perspectiva de verificar dois momentos de nomeação, os nomes de origem indígena presentes no bairro de Rudge Ramos, traduzidos e catalogados em fichas lexicográfico-toponímicas, demonstram-se desvinculados do ambiente físico motivador. Por isso, verifica-se que são esses nomes indígenas, aqui caracterizados como formadores de um núcleo toponímico, resultado de um modismo. Os demais nomes indígenas, dos cursos dágua, relacionam-se com o ambiente que os motivou, não sendo, por isso, nomes transplantados. São, na verdade, nomes espontâneos e originais da região. A realidade toponímica da região mostra outros núcleos toponímicos. Está demonstrada, com a alta frequência de topônimos de natureza antropo-cultural no bairro e baixa frequência nos cursos dágua, a realidade de nomear os loteamentos com homenagens. Os cursos dágua, cujas nomeações são mais antigas, mostram aspectos históricos mais antigos da região, como a exploração do solo e da madeira. Além disso, este trabalho inscreve-se na linha metodológica de pesquisa do projeto ATESP (Atlas Toponímico do Estado de São Paulo) e em sua variação do Atlas das Cidades, considerando, além da organização dos topônimos em Fichas, a verificação da motivação toponímica dos nomes.
Referência Espacial
Zona
Cidade/Município
São Bernardo do Campo
Bairro/Distrito
Rudge Ramos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-28092011-130233/pt-br.php

Brás, Bexiga/ Bela Vista, Barra Funda: estudo antropotoponímico

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
CIRRINCIONE, Alessandra
Sexo
Mulher
Orientador
DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.8.2011.tde-28062011-154750
Ano de Publicação
2011
Programa
Semiótica e Linguística Geral
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Cosmovisão
Cultura
Identidade
Língua
Toponímia
Resumo

Este trabalho se insere no projeto Atlas das Cidades da Profa. Dra. Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick. A pesquisa visa identificar as motivações dos denominadores dos logradouros públicos do Brás, do Bexiga/Bela Vista e da Barra Funda da proclamação da Primeira República (1889) até 1926. A análise dos topônimos no período indicado comporta inúmeras referências aos anos anteriores a 1889, que ajudam na reconstrução, em retrospectiva, da história do progressivo desenvolvimento de antigas sesmarias, chácaras, sítios e várzeas alagadiças, localizadas em áreas periféricas em relação ao centro histórico antigo, nos quais se desenvolveu a malha viária da área em exame. Da análise do inventário toponímico da República, emerge o novo perfil da identidade do povo brasileiro, desenhado pelos intelectuais republicanos, que atuaram mais como agentes políticos propriamente ditos que como intelectuais mediadores da identidade simbólica da nação. No final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX os imigrantes europeus, pessoas de poucos recursos financeiros, tendiam a fixar-se na capital do Estado de São Paulo, em áreas dotadas de meios de transporte coletivo, próximas a seus locais de trabalho, nas quais o terreno tivesse custos accessíveis. O Brás, o Bexiga/Bela Vista e a Barra Funda, possuindo esses requisitos, atraíram os italianos, que, amalgamados a outros grupos etnolinguísticos, também residentes nestes três bairros, foram co-autores na construção do registro sociolinguístico-cultural da comunidade, processo do qual a toponímia é parte integrante. A participação dos imigrantes italianos foi significativa na composição étnica da população dos três bairros: introduziu traços culturais novos na arquitetura, nos hábitos, na culinária e na língua, mas foi numericamente pouco expressiva nas denominações dos logradouros. A pesquisa baseia-se na conferência de Sapir, Língua e Ambiente. O trabalho é documental e vale-se de documentação cartográfica, de documentos oficiais do acervo do Arquivo Municipal Washington Luiz e de literatura especializada. A metodologia utilizada é o método indutivo/dedutivo de Dick e vale-se dos instrumentos de pesquisa criados por ela, isto é, a ficha de levantamento de dados e as taxionomias toponímicas. O emprego das taxionomias permitiu analisar a distribuição qualitativa dos topônimos no território em apreço e formular as conclusões finais do trabalho.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brás
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bexiga / Bela Vista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Barra Funda
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1889-1926
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-28062011-154750/pt-br.php

A rede ferroviária e a urbanização da freguesia do Brás: estudo onomástico contrastivo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
ANTUNES, Alessandra Martins
Sexo
Mulher
Orientador
DICK, Maria Vicentina de Paula do Amaral
Código de Publicação (DOI)
10.11606/T.8.2007.tde-27112009-142750
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Semiótica e Linguística Geral
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Freguesia do Brás
Onomástica
Toponímia urbana
Resumo

De um extremo a outro, entende-se a toponímia de regiões urbanizadas como resultante de homenagens ou como resquícios da história de formação da comunidade. No primeiro caso, a denominação é entendida como retribuição a uma ação realizada em prol do local, dedicada àqueles que se empenharam em sua consolidação, ou impostas por autoridades políticas e como reflexos de mudanças históricas e sociais. No segundo caso, interpreta-se a fixação de designativos como testemunhos da passagem de determinados indivíduos na região ou como a descrição de características inerentes ao local, em geral perdidas com a sua ocupação maciça. Ignora-se, em ambos os casos, a pesquisa do processo de formação, de cristalização e de ressemantização do topônimo, gerando, muitas vezes, conclusões equivocadas. No presente trabalho, aplicamos a metodologia de recuperação de causas denominativas do Projeto Atlas das Cidades, coordenado por Dick (1996), à freguesia do Brás, região a leste do antigo núcleo paulistano. Após o levantamento dos designativos e dos referencializadores utilizados entre os anos de 1850 e 1914, analisamos o desenvolvimento da maneira de singularizar os espaços em contraste à ocupação da região e à mudança do perfil do morador. Constatamos três fases de engendramento de topônimos: na primeira, até a década de 1870, enquanto a freguesia do Brás mantém-se isolada do restante de São Paulo, os designativos são formados pela descrição do espaço; entre as décadas de 1880 e 1900, período em que os antigos chacareiros loteiam suas propriedades, a denominação sistemática é visível na região, mas a fixação dos designativos atende antes à referencialização, no caso de antropotopônimos indicados, e ao desejo de atribuir topônimos que remetessem a regiões prósperas, no caso dos corotopônimos, do que à escolha aleatória e à homenagem propriamente dita; é após a Proclamação da República e a ocupação da freguesia do Brás por imigrantes e migrantes pobres, quando se evidencia a urbanização, que a homenagem a autoridades políticas e a indicação de topônimos a partir de motivações toponímicas pré-estabelecidas tornam-se tendências denominativas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brás
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-27112009-142750/pt-br.php

"Itaquera para quem?" Projetos urbanos e mudanças socioespaciais na periferia de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
OLIVEIRA, Filipe Vieira de
Sexo
Homem
Orientador
ZANIRATO, Silvia Helena
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.100.2016.tde-18112015-152039
Ano de Publicação
2015
Programa
Mudança Social e Participação Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Itaquera (São Paulo)
Megaeventos
Mudanças socioespaciais
Projetos urbanos
Resumo

A presente dissertação de mestrado tem como objetivo analisar as mudanças socioespaciais ocorridas no bairro de Itaquera localizado na Zona Leste do Município de São Paulo a partir de uma série de intervenções no espaço urbano da região entre os anos de 2010 e 2014. Consideramos que tal processo é decorrente de determinadas ações provenientes dos diversos agentes sociais que influem na dinâmica de produção e reprodução do espaço por meio da elaboração de Grandes Projetos Urbanos e da realização do megaevento esportivo Copa do Mundo FIFA de futebol 2014 na região. Para tanto, o texto aborda primeiramente uma discussão teórica sobre o espaço urbano, a produção do espaço no sistema capitalista e o processo de urbanização da sociedade, que no caso particular da cidade de São Paulo deu origem a uma organização socioespacial fragmentada e desigual. A pesquisa busca demonstrar também, tal qual um objetivo secundário, o processo de formação socioespacial de Itaquera ao longo do século XX, bem como suas características atuais por meio da apresentação de dados socioeconômicos. Num segundo momento, o texto aborda o atual modelo de planejamento urbano (estratégico) na elaboração de grandes projetos urbanos e dos megaeventos. E por fim, a pesquisa analisa o projeto denominado Polo Institucional Itaquera e as consequentes mudanças socioespaciais observadas no espaço urbano de Itaquera. Avaliamos que a prática desse modelo de planejamento urbano recentemente tem como finalidade a expansão do capital imobiliário e a construção de novas centralidades na cidade. A pesquisa é de caráter documental e analítico qualitativo e propõe um exame interdisciplinar acerca da problemática exposta na elaboração de um grande projeto urbano em uma região de periferia e confirma a hipótese da expansão do capital imobiliário que neste caso persiste em reproduzir grandes desigualdades socioespaciais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Itaquera
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-18112015-152039/pt-br.php

Dimensão social da participação comunitária no processo de urbanização nos bairros cota da Serra do Mar em Cubatão

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
OVANDO, Adilana Goulart Silva
Sexo
Mulher
Orientador
PEREIRA, Diamantino Alves Correia
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.100.2014.tde-15102014-072132
Ano de Publicação
2014
Programa
Mudança Social e Participação Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Bairros cota
Dimensão social
Habitação
Participação comunitária
Urbanização
Resumo
Esta pesquisa versa sobre o processo de urbanização da Serra do Mar ocorrido nos bairros cota na cidade de Cubatão, no Estado de São Paulo, e se propõe analisar as mudanças sociais e a participação da comunidade no processo de intervenção governamental na área. O objeto da pesquisa é a implantação de um programa estadual de intervenção habitacional por meio de remoção de famílias que ocupavam trechos do Parque Estadual da Serra do Mar, áreas de risco de escorregamento e, ainda, por meio de urbanização de áreas que podem ser consolidadas e regularizadas. A urbanização foi proposta sob o amparo da participação comunitária e com a implantação de projetos sociais e analisar as mudanças sociais e a efetiva participação decorrentes desse processo é o objeto deste estudo.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Cubatão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Brasil
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-15102014-072132/pt-br.php

Paisagens paulistanas, memória e patrimônio às margens do rio Tietê

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Morcelli, Danilo da Costa
Sexo
Homem
Orientador
Zanirato, Silvia Helena
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.100.2013.tde-27062013-234621
Ano de Publicação
2013
Programa
Mudança Social e Participação Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Memória
Paisagem
Patrimônio
Rio Tietê
Resumo

Este trabalho possui o objetivo de analisar as mudanças ocorridas ao longo do tempo na paisagem da porção oriental da cidade de São Paulo margeada pelo rio Tietê, resultante das diferentes formas de ocupação do território. O entendimento aqui expresso é o de que os signos de memórias mapeados nesse espaço funcionam como testemunhos das histórias e das transformações humanas no ambiente. Para isso é fundamental o entendimento de três conceitos: paisagem, memória e patrimônio, assim como as relações entre esses. Esses elementos são importantes, pois possibilitam entender e explicar as transformações ocorridas e as marcas desse processo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-27062013-234621/pt-br.php

Os parques da realidade e da ficção: O cenário de criação dos parques públicos municipais, na cidade de São Paulo e suas implicações na Qualidade de Vida dos cidadãos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cardona, Monica Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Almeida Marco Antonio Bettine de
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.100.2013.tde-26102014-180601
Ano de Publicação
2013
Programa
Mudança Social e Participação Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Dominação política
Lazer
Parques
Produção do espaço
Qualidade de vida
Resumo

O trabalho teve por objetivo analisar as formas de tratamento dadas pelo município, a parques públicos de características semelhantes, situados em áreas com perfis socioeconômicos diferenciados, além de contextualizar a estruturação e criação dos parques urbanos na cidade de São Paulo. Buscou-se estabelecer sob uma abordagem histórica e sociológica, como ocorreu a distribuição do espaço e sua apropriação pelos diferentes grupos desde a colonização até a atualidade e as relações estabelecidas em seus entornos. Para a execução deste trabalho foram realizados levantamentos bibliográficos e consultas em órgãos públicos para a obtenção de dados sobre os parques estudados e as regiões onde se localizam os mesmos. O suporte teórico deu-se por meio de bibliografia levantada sobre os temas: qualidade de vida, lazer, urbanização, produção do espaço, parques públicos e dominação política. A partir de uma perspectiva comparativa, foram analisados o Parque do Carmo - Subprefeitura de Itaquera e o Parque Ibirapuera - Subprefeitura da Vila Mariana. A escolha recaiu sobre esses parques, pela semelhança nas suas dimensões, características e funções, bem como por situarem-se em áreas habitadas por moradores de diferentes perfis socioeconômicos. As comparações foram realizadas após visitas de campo, levantamento e organização dos dados, para a caracterização e análise dos parques. Os resultados demonstraram as diferenças de tratamento oferecidas pela prefeitura aos equipamentos pesquisados. A pesquisa também permitiu observar práticas de uso do espaço público visando a dominação política e gerando desigualdades, enraizadas desde os processos de distribuição de terras no Brasil colonial, prosseguindo durante a urbanização da capital paulista.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Parque do Carmo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Parque Ibirapuera
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-26102014-180601/pt-br.php