Antropologia

No Norte, tem Comando”: as maneiras de fazer o crime, a guerra e o domínio das prisões do Amazonas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Siqueira, Ítalo Barbosa Lima
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Paiva, Luiz Fábio Silva
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
2318-0544
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.20336/rbs.486
Título do periódico
Revista Brasileira de Sociologia
Volume
7
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Sergipe
Página Inicial
125
Página Final
154
Descrição Adicional
Dossiê Crime Organizado
Idioma
Português
Palavras chave
Crime
Facção
Prisão
Resumo

Este artigo analisa as maneiras de fazer o crime de um grupo reconhecido como a Família do Norte (FDN). Observa como a FDN conquistou espaço e reconhecimento entre pessoas envolvidas em práticas ilegais, reivindicando para si o controle social do crime no Norte do País. Discute os conflitos e as lutas simbólicas em torno da ideia de uma família que centraliza e estabelece o comando do crime dentro e fora das prisões no Amazonas. Demonstra ainda as nuances de alianças e disputas com o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os resultados apresentados são frutos de pesquisas qualitativas feitas no Estado do Amazonas, em regiões de fronteira, cidades e dentro do sistema prisional. Eles revelam as dinâmicas de um grupo que se consolidou no cenário brasileiro, construindo ações políticas e morais que repercutiram nas maneiras de fazer o crime no Norte do País.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
s/i
Localização Eletrônica
https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/article/view/486/pdf_34

“Todos reunidos pela pixação”: uma abordagem etnográfica do complexo circuito dos pixadores de Belo Horizonte-MG

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Rodrigo Amaro de Carvalho
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.12144
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
1
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
pichadores
galeras
festas
sociabilidade
Belo Horizonte
Resumo

O presente artigo aborda o complexo circuito de jovens no qual os pixadores de Belo Horizonte estão inseridos. Apresentaremos, portanto, dados da pesquisa de campo que resultaram em minha dissertação (CARVALHO 2013), abordando especificamente os elementos relativos à importância dada pelos pixadores da capital mineira às festas e eventos de lançamentos de DVDs produzidos pelos próprios interlocutores da pesquisa. Os elementos etnográficos que serão apresentados foram obtidos da observação participante em tais eventos. Sendo assim, as festas das galeras de pixação e os lançamentos de DVDs demonstram a importância que a sociabilidade tem dentro deste fenômeno, endossando a partir de outros elementos a relevância das relações dentre os pixadores.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Belo Horizonte
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/A
Localização Eletrônica
http://journals.openedition.org/pontourbe/12144

Entendendo a pobreza urbana no Brasil através das pessoas e suas histórias de vida

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Débora de Barros Cavalcanti Fonseca
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.11980
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
1
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Inglês
Palavras chave
pobreza urbana
políticas públicas
histórias de vida
Maceió
Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Maceió
Cidade/Município
Maceió
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Alagoas
Referência Temporal
N/A
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/11980

Mobilidade urbana saudável no cruzamento das avenidas identitárias: experiências móveis de mulheres pretas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Luísa Horn de Castro Silveira
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Bibiana Valiente Umann Borda
Sabrina da Rosa Machry
Julio Celso Borello Vargas
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.12375
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
1
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
mobilidade urbana
raça
gênero
interseccionalidade
saúde
Resumo

A mobilidade é componente essencial da vida nas cidades. Os perfis e as condições de deslocamento são afetados por múltiplas variáveis e têm sido percebidos como pauta importante na promoção da saúde. Uma pesquisa realizada em três capitais brasileiras entre 2016 e 2019 revelou dados importantes que colocam a raça como elemento central da discussão de mobilidade intragênero. As diferenças encontradas nos padrões de deslocamento de mulheres de diferentes raças, em interlocução com os relatos de duas mulheres pretas entrevistadas, operam como disparador de uma discussão sobre as “escolhas” de mobilidade, propondo uma problematização do modelo de "mobilidade saudável" pautado na lógica eurocentrada. Espera-se contribuir para os debates sobre mobilidade urbana e gênero na perspectiva decolonial, apontando para a necessidade de políticas urbanas atentas às particularidades das práticas de mobilidade da mulher preta, reconhecendo as potencialidades das suas formas de transitar, ressaltando a importância de valorizar e favorecer suas experiências.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Porto Alegre
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Região
Região Metropolitana de Florianópolis
Cidade/Município
Florianópolis
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/12375

Experimentações drag nos espaços urbanos e nos ambientes digitais: notas sobre o trabalho etnográfico desenvolvido em um circuito de práticas on-offline

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Rafaela Oliveira Borges
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Débora Krischke Leitão
Monalisa Dias de Siqueira
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.12267
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
1
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
etnografia na cidade
etnografia na internet
circuito
mídias digitais
drag
Resumo

Neste artigo discutimos o trabalho etnográfico desenvolvido em um contínuo de espaços urbanos e de ambientes digitais a partir da cidade de Santa Maria (RS/Brasil), e analisamos nosso percurso teórico-metodológico e seus desdobramentos. Entre os anos de 2017 e 2021, mapeamos espaços urbanos reconhecidos como pontos de encontros de artistas Drag perscrutando práticas em torno das suas corporalidades, identificações e dos seus arranjos de sociabilidades. Além disso, direcionadas pelas práticas online des Drags, enfocamos nas suas interações e nas suas experimentações nas mídias digitais, pois esses ambientes se mostraram como laboratórios de experimentações e espaços de performatividades que constituem e configuram as práticas des artistas e a própria cena drag da cidade. Argumentamos, assim, sobre as possibilidades de observação e investigação etnográfica articulando distintos lócus de pesquisa e sugerimos, portanto, a constituição de um circuito de práticas drag materializado nas tramas da cidade, bem como nas mídias digitais.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Santa Maria
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
2017-2021
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/12267

Os patinetes elétricos no Largo da Batata: entre guardiões, meninos e farialimers

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Elisa Rosas
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.12090
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
1
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
patinete
patinete elétrico
mobilidade urbana
mobilidade compartilhada
smart city
Resumo

Este trabalho tem como tema o serviço de aluguel de patinetes elétricos disponibilizado em algumas grandes cidades brasileiras entre 2018 e 2020. A partir da proposta de seguir o patinete em uma área central urbana, são apresentados no artigo a história recente do veículo e sua chegada no Brasil, e um breve recorrido pela região na qual ele é inserido primeiramente, o Largo da Batata, em São Paulo. Os patinetes passam a ser parte de composições urbanas com diferentes atores, como pessoas de classe alta, trabalhadores das empresas e meninos de classe baixa. Nesse encontro, são gerados sociabilidades, conflitos, contradições, discursos, e alguns deslocamentos pela cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Zona
Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pinheiros
Localidade
Largo da Batata
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018-2020
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/12090

“A melhor vista da felicidade”: o consumo visual da paisagem da Orla Conde como legado do Porto Maravilha na cidade do Rio de Janeiro

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Antônio Agenor Barbosa
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Luz Stella Rodríguez Cáceres
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.12029
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
1
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
porto maravilha
orla conde / boulevard olímpico
paisagem de consumo
encantamento
fantasia
Resumo

Este artigo pretende enfocar a paisagem do percurso da “Orla Conde” que margeia o renovado porto da cidade do Rio de Janeiro. A partir da observação participante, análises de discursos, retóricas publicitárias e imagéticas, nos permitimos analisar a enorme distância entre conceitos usados no contexto das reformas urbanas empreendidas e o que de fato há para se experienciar na paisagem circundante. Tal percurso tem como ponto de chegada uma recém inaugurada roda-gigante, cujo slogan publicitário nos convida para apreciar "a melhor vista da felicidade". Nosso recurso analítico é a descrição e a prática do percurso proposto e, ao fazê-lo, nos interrogamos sobre as possibilidades de flanar e de se encantar no espaço linear que propõe o trajeto fixo, apoiado numa linha projetual que não nos convida a desvios nem encruzilhadas e que nos conduz para um artefato de fantasia e de entretenimento direcionado apenas para o consumo visual da paisagem.

 

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/A
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/12029

Choro e samba na Luz: etnografia de práticas de lazer e trabalho na R. Gal. Osório

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Aderaldo, Guilhermo
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Fazzioni, Natália
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
11
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
trabalho etnográfico
Idioma
Português
Palavras chave
usos do espaço
samba
sociabilidade
Resumo

O artigo busca analisar relações existentes em uma mancha de trabalho e lazer situada na região da Luz, no centro de São Paulo, considerando para tanto o atual contexto da região e o conjunto de intervenções públicas que ali tiveram lugar nos últimos anos, bem como as diferentes apropriações deste processo e suas representações no cotidiano local. A etnografia foi realizada em dois eventos musicais de choro e samba que ocorrem aos sábados na R. Gal. Osório, sendo o primeiro deles em uma loja de instrumentos musicais e o segundo em um bar e restaurante. Ao analisar certas dinâmicas presentes nestes eventos e enunciadas por seus agentes, foi possível alcançar uma compreensão menos normativa e mais alargada da região da Luz e até da própria cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Região
RMSP
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)

O espaço público e os citadinos na Virada Cultural

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Moreno, Gilberto Geribola
Sexo
Homem
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
10
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
trabalho etnográfico
Idioma
Português
Palavras chave
eventos públicos
espaço urbano
cotidiano
Resumo

Esse fragmento me soa como um sentimento um pouco generalizado entre aqueles – jovens, e adultos - que passaram pela Virada. Um dia especial... A tomada do centro da cidade de São Paulo por milhares de pessoas, de diferentes orientações políticas, culturais, sexuais e outras só pode ser um dia especial. Se pensarmos na apropriação do espaço público, das ruas e praças tomadas pela multidão que aflui ao centro em um ritmo crescente desde o início do evento até alcançar seu pico na madrugado do domingo, esse dia é mais do que especial. É um dia impar na vida da cidade e de seus moradores que mudam de ritmo. Abandona-se o ritmo frenético característico do centro urbano; o andar apressado próprio do paulistano e volta-se para uma passada contemplativa e relaxada, uma passada lenta, de fruição e vivência do espaço urbano. Para mim fica a impressão de que os espectadores não são apenas espectadores da grande festa que é a Virada. Todos fazem efetivamente parte ativa da festa. São todos um pouco atores encenando performances variadas de acordo com seu grupo de estilo ou seguindo a onda da festa e interagindo com os demais no clima de ocupação da cidade. Nesse momento toda a dinâmica da cidade e seus agentes vivem outro ritmo, vive “um dia especial”.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Região
RMSP
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1405?lang=es

Skate na cidade, imagens da cidade notas etnográficas sobre a conquista de picos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Giancarlo Marques Carraro Machado
Sexo
Homem
Título do periódico
Ponto Urbe
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
espaço urbano
prática de skate
Resumo

Apesar da existência de dezenas de pistas de skate na cidade de São Paulo – espaços considerados “próprios” para o skate -, a maioria dos skatistas da modalidade street skate confere maior importância à prática feita nas ruas, onde, para muitos, se “anda de skate de verdade”. A atração que elas exercem é a possibilidade de encontrar diferentes tipos de picos, ou seja, equipamentos urbanos (bancos, corrimãos, escadas, canteiros) obstáculos onde se realizam as manobras. Este artigo busca analisar como os skatistas usam e se apropriam de certos espaços da cidade que não foram planejados para a prática do skate. De um modo geral, por meio do trabalho de campo realizado vislumbra-se relativizar o espaço urbano como algo fixo e com práticas determinadas.

Disciplina
Referência Espacial
Região
RMSP
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)