Arte e estética

Atos da diferença: trânsitos teatrais entre São Paulo e Nova York no início do século XXI.

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fonseca Machado, Bernardo
Sexo
Homem
Orientador
Moritz Schwarcz, Lilia Katri
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Teatro musical
Diferença
Trânsitos
São Paulo
Nova York
Resumo

Desde a virada do século, espetáculos da Broadway, em Nova York, passaram a ser largamente produzidos em São Paulo. No intervalo de pouco mais de uma década, um sistema organizado de produção de musicais instaurou-se na capital paulista. Esta tese tem como objetivo investigar alguns trânsitos teatrais entre essas cidades no início do novo milênio. A pesquisa analisa as formas de "tradução" e de re-significação presentes em tais rotas a partir da maneira pela qual intérpretes - atrizes e atores - produziam, atualizavam e negociavam a noção de diferença nos bastidores. O trabalho adotou duas grandes estratégias. Primeiro, realizei uma investigação documental - baseada em fontes primárias - capaz de identificar os condicionantes sociais, econômicos e simbólicos que contribuíram para tornar os musicais teatralmente verossímeis, economicamente rentáveis e socialmente desejados em São Paulo. Concomitantemente, desenvolvi uma pesquisa de campo em escolas de teatro musical em São Paulo e Nova York, onde verifiquei que, no dia a dia do aprendizado, a "interpretação" era fundamental para expressar o mundo emotivo "interno" em cena. Além disso, professores ensinavam que artistas precisavam reconhecer os "tipos" que os seus corpos lhes permitem ser: quem teria o "perfil" para ser protagonista em certos espetáculos e quem não teria. Também realizei entrevistas com atrizes e atores brasileiros que viajaram para os estados unidos com a intenção de se especializarem como intérpretes. Aos poucos, ficou evidente como sujeitos adotavam uma gramática que qualificava os musicais ora como "universais" ora como "particulares". Por um lado, as emoções entre as pessoas seriam universalmente compartilhadas nas duas cidades, permitindo o trânsito das peças. Por outro lado, os corpos de artistas eram particularmente diferenciados e nem todos tinham "perfil" para o trabalho. O itinerário dessas peças entre as cidades foi pavimentado por um conjunto intrincado de argumentos que incluía a potencialidade pedagógica das técnicas cênicas, as vantagens econômicas das produções, a comunhão global de emoções e a conquista de um "sonho" individual de artistas. Em paralelo, em São Paulo, os trajetos sofriam deslocamentos, adaptações, contestações e disputas. Dessa forma, investigo como discursos e práticas acerca da "particularidade" e da "universalidade" foram produzidos, reproduzidos, ressignificados, negociados, e, por vezes, recusados pelos sujeitos. As diferenças e semelhanças apareciam nas relações estabelecidas durante as diversas circunstâncias observadas. A pergunta analítica que atravessa toda a tese é: como as diferenças e as semelhanças apareciam nos trânsitos teatrais entre São Paulo e Nova York?

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Estados Unidos
Especificação da Referência Espacial
Nova York
Referência Temporal
2001 - 2018
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-08042019-115104/pt-br.php

União olho vivo e pé ligeiro: estudo etnográfico das memórias e duração das práticas do teatro popular união e olho vivo na cidade de São Paulo/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Parodi Ebernardt, Ana Paula
Sexo
Mulher
Orientador
Da Silva Lucas, Maria Elizabeth
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Porto Alegre
Programa
Antropologia
Instituição
UFRGS
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia Urbana
Memória
Trajetórias Sociais
Teatro Popular
Resumo

Este estudo é o resultado de uma pesquisa etnográfica sobre a memória e duração das praticas teatrais do grupo Teatro Popular União e Olho Vivo/ São Paulo/SP/ Brasil. A pesquisa enfoca as práticas e atividades deste grupo teatral na preparação para a celebração de seus cinquenta anos, privilegiando a histórias de vida de seus principais fundadores. É um grupo que reuniu estudantes universitários nos anos 60, com foco em ações de resistência ao regime militar no Brasil. O grupo Teatro Popular União e Olho Vivo desenvolveu uma estética particular, de teatro popular, mas ao longo do tempo suas práticas passaram por transformações significativas. Neste sentido, este estudo descreve o processo de continuidade e ruptura experimentada pelos membros que participaram da criação do método de trabalho do Teatro União e Olho Vivo, refletindo sua trajetória na cidade de São Paulo/ Brasil. Para atingir seus objetivos, a presente pesquisa situa-se teórica e conceitualmente em um campo disciplinar específico, o da antropologia urbana e das sociedades complexas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/189507/001088464.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Que "afro" é esse no afro Brasil? A concepção curatorial no museu afro Brasil - parque Ibirapuera, São Paulo/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Brito Sousa Ribeiro, Carla
Sexo
Mulher
Orientador
Boaventura Leite, Ilka
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Santa Catarina
Programa
Antropologia
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Museu afro Brasil
Imagem
Afro-brasileiro
Afroidentidade
Resumo

Esta pesquisa se orientou pela abordagem etnográfica do museu afro Brasil, tendo em vista levantar aspectos que permitissem refletir sobre o conceito e as ideias de "afro" da instituição. O conceito, que norteia a concepção curatorial no afro Brasil, se revelou como um imaginário próprio, composto pelo arranjo de objetos de toda a sorte de categorias, que junto a instalações e elementos de cenografia, comunicam o "afro" ao público de uma maneira aberta. O acompanhamento da rotina institucional também possibilitou perceber que este "afro" transcende a narrativa curatorial, pois é evidenciado na visão política dos colaboradores do museu que atuam na comunicação com o público visitante, principalmente através de seus educadores. remontar os percursos, tanto do idealizador e realizador do afro Brasil, Emanoel Araújo, quanto dos conceitos que fizeram parte da concepção do museu no formato das exposições que o precederam, auxiliou a pensar a institucionalização do "afro" e os modos como essa noção vem sendo moldada atualmente através de um processo criativo conjunto.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/189930

Haja vida: teatro à deriva em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Marcela Maria Soares da
Sexo
Mulher
Orientador
Head, Scott Correll
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Florianópolis
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Teatro
São Paulo
Resumo

Partindo da Praça Roosevelt até as bordas de leste a oeste da região do centro expandido da cidade de São Paulo, esta etnografia se desdobra, e se desloca também, procurando analisar aspectos que movimentam o que se convencionou chamar de “lugares históricos” a partir de sua elaboração ou apreensão por práticas que performam, narram e implicam vivências teatrais nos lugares e suas apresentações na deriva da pesquisa. Escalas espaciais e temporais subvertidas, encenações implicadas em aspectos críticos de transformação urbana e interrogações que ultrapassam a junção ou equação somatória entre teatro e rua se tornam alguns lugares em que esta etnografia e as pessoas envolvidas em tais empreendimentos se engajam. Com estes lugares e pessoas partilho algumas das histórias e cenas que se desdobram no percurso para adensar experimentações a respeito do tempo, do espaço e da história pela feitura do teatro na cidade de São Paulo. São artistas que engajam ao fazer teatral o trato com o ambiente ao redor, abaixo e acima, desdobrados a partir de uma ética e uma estética que, em vez de buscar realizar objetivos delimitados e funcionalizados para práticas e vivências urbanas, os testa junto ao público, ao ambiente e à forma crítica do estado atual das coisas. Como proposta, a deriva composta para esta tese acompanha formas possíveis de imaginar e trabalhar com formas teatrais de viver e apresentar espaços, suas reentrâncias, subterrâneos, fendas, brechas e aberturas. A etnografia conta partes de histórias que envolvem esta região da cidade, em imagens e cenas produzidas, relembradas e remontadas no presente em que a pesquisa se desenvolve. Este trabalho vale-se da proximidade encontrada entre antropologia e teatro como um chão de experimentações, reflexões e formas possíveis de habitar que tomam forma em modos diversos de fazer teatral, e procuro assim apresentá-las.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro expandido
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/219575

“Vai buscar jongueiro aonde está, com o jongo temos que continuar”: um estudo da continuidade no jongo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alvarez, Iana Lopes
Sexo
Mulher
Orientador
Andrello, Geraldo Luciano
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Jongo
Práticas Tradicionais
Matriz Africana
Antropologia
Resumo

O jongo é uma dança comum na região sudeste do Brasil e realizada por grupos ou comunidades negras - urbanas ou rurais. É reconhecido como uma prática tradicional ao manter o toque dos tambores, o modo de dançar, vestimentas, a forma e articulação dos cantos, e também o vínculo com antepassados - tanto para apropriar-se do conhecimento deles, quanto para saudá-los. O jongo foi tornado patrimônio cultural imaterial do Brasil por possuir as características de "manifestação cultural afro-brasileira, que compreende os elementos: dança de roda ao som de tambores e cantoria com elementos mágico-poéticos" (IPHAN, 2007). A partir de materiais elaborados sobre o jongo, com o dossiê produzido pelo IPHAN, a bibliografia historiográfica e antropológica, retomo alguns temas elaborados, como a aculturação africana e da mestiçagem. Esses estudos trouxeram contribuições importantes para as abordagens da cultura negra no Brasil, e, em geral formularam análises sobre as origens do jongo e de sua relação com a sociedade. Apoiada na comunidade do jongo de piquete, localizada em Piquete - município do estado de São Paulo, proponho colocar em evidência outros agenciamentos dos jongueiros para manutenção do jongo, as relações intrínsecas à sua prática e quais os desencontros com a literatura de referência. Ao longo da reflexão, sugiro que a continuidade é um propósito que conecta famílias, ancestrais e tambores, tão relevantes quanto o vínculo que produzem com o seu entorno. Este trabalho procura contribuir para os debates antropológicos acerca de práticas e comunidades tradicionais. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Piquete
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/12693

Hôxwa e palhaças - o riso e o humor nas relações de alteridade Krahô

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Maurício Caetano da
Sexo
Homem
Orientador
Cohn, Clarice
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Hôxwa
Hotxuá
Humor Indígena
Krahô
Resumo

Esse trabalho é uma etnografia sobre a manifestação do humor entre os Krahô-(TO). Serão apresentados alguns momentos da pesquisa realizada nas aldeias Krahô Pedra Branca e Manuel Alves onde o riso se fez presente revelando momentos de alteridade tanto dentro quanto fora do ritual Yetyopj, também conhecido como festa da batata. A figura dos hôxwa tomam o lugar central dessa etnografia por ser a prerrogativa que organiza esse ritual, por serem eles quem fazem a dança cômica em torno da fogueira e por eles despertarem o interesse de artistas cômicos não-indígenas (palhaças). Reconhecendo o humor como uma técnica de compartilhamento de conhecimentos e manutenção da alteridade para os Krahô, serão expostos o ritual Yetyopi de Manuel Alves em 2018, onde estavam presentes palhaças da caravana do povo Parrir, e algumas apresentações cômicas realizadas em unidades do SESC-SP que contou com a presença de alguns hôxwa

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Itacajá
Localidade
Aldeia Pedra Branca; Aldeia Manuel Alves
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Tocantins
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/13200

Entre o Kalunga grande e o Kalunga pequeno: territórios invisíveis, imagens arquétipas e artes da escuridão

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Lucinea Dos Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Olschewski, Luisa Elvira Belaunde
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Ser/Estar Kalunga
Afroindígena
Autodeterminação
Família Negra
Arte Afro-brasileira
Resumo

O presente trabalho busca compreender o cenário das artes plásticas e artes visuais afro e afroindígena contemporânea, a partir do estudo dos trabalhos artísticos de Josafá Neves (Brasília/DF), Miguel dos Santos (João Pessoa/PB), Dalton Paula (Goiânia/GO) e Rosana Paulino (São Paulo/SP). Para isso, torna-se necessário observar o deslocamento do aspecto religioso da arte afro-brasileira para questionamentos sobre o cotidiano, suas origens o lugar do negro na sociedade brasileira, e a autodenominação afroindígena. Desta forma, pensar a produção das artes negra e afroindígena como instrumento político, como movimento de resistência, mas também como movimento artístico contemporâneo com sua estética e suas entrelinhas sem deixar de ser mágica, crítica e sensível. A ideia é pensar como Josafá Neves, Dalton Paula, Miguel dos Santos e Rosana Paulino, apesar de não se conhecerem e serem oriundos de cidades distintas formam um tripé, em que, o imaginário, a estética e o conhecimento institucional, se fundem à suas experiências de vida como afro ou não, reconstruindo a história diaspórica na cultura brasileira. E não menos importante, compreender a importância da cidade de São Paulo como centro irradiador da arte negra, e tendo, como grande relevância para este acontecimento, Roseane Paulino, ao expor seus objetos e instalações de arte que dão relevo à questões sobre a família negra e o papel da mulher negra na sociedade brasileira: arte Kalunga, arte com Kalunga. 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
João Pessoa
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Paraíba
Cidade/Município
Goiâna
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7591864

Guerreiros da avenida: música e competição na escola de samba

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sierra, Eduardo Guilherme Moraes Ferreira
Sexo
Homem
Orientador
Hikiji, Rose Satiko Gitirana
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2019.tde-19112019-172648
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia da música
Antropologia da performance
Escola de samba
Vai-Vai
Competição
Resumo

Este trabalho procura compreender o fazer musical de uma escola de samba através da lógica da competição que permeia suas atividades. Baseado em uma etnografia de dois anos na escola de samba Vai-Vai a maior campeã da história do carnaval paulista que, em 2019, enfrentou seu primeiro rebaixamento , reflito sobre a forma como a busca pelo título interfere nas práticas musicais da agremiação. A pesquisa se estabelece a partir de uma aproximação teórica entre a antropologia da performance e a antropologia da música e se divide em três capítulos: O Desfile, O Samba e A Comunidade. No primeiro, reflito sobre o momento do desfile e os ensaios, observando de que forma a competição interfere na performance. No segundo, reflito sobre o processo de composição e escolha do samba-enredo, que também ocorre em um contexto competitivo: as eliminatórias. Por fim, mobilizo as discussões dos capítulos anteriores para entender como a vitória e a derrota na competição influenciam na própria constituição da comunidade musical e analiso a crise política que se estabeleceu na escola em função do descenso inédito. Questões recorrentes em estudos sobre as escolas de samba, como a oposição entre a tradição e a modernidade e a capacidade ou incapacidade da festa de promover uma inversão da ordem social são atualizadas neste trabalho ao serem observadas sob o viés da competição.
 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017 - 2019
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-19112019-172648/pt-br.php

Cabelo armado, em 'legítima defesa': performance e diferença no teatro negro da Cia. Os Crespos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Terra, João Paulo Possa
Sexo
Homem
Orientador
Schwarcz, Lilia Katri Moritz
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2019.tde-06112019-184443
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Atlântico negro
Cia. Os Crespos
Performance
Teatro negro
Diferença
Resumo

Neste trabalho, meu objetivo é investigar como as práticas de teatro negro produzem noções de diferença através da performance. Dialogo com a produção intelectual da Cia. Os crespos, grupo de atores formado em 2005 na escola de artes dramáticas da Universidade de São Paulo. Para tanto, realizei entrevistas com os atores; um estudo da revista legítima defesa, publicada pela companhia; e etnografia de intervenções urbanas e apresentações do espetáculo alguma coisa a ver com uma missão (2016). Em minha análise, procuro compreender os processos de pesquisa cênica do grupo, destacando perspectivas teóricas e procedimentos estéticos. Em seguida, proponho uma discussão sobre uma história negra do teatro, como sugere Evani Tavares Lima (2015). Por fim, argumento que, em alguma coisa a ver com uma missão, a performance tece uma reflexão sobre múltiplas práticas de resistência e formas de sujeito, desafiando os lugares impostos aos negros pelo racismo. Subjazem essa construção noções particulares de espaço, tempo e liberdade, as quais traduzem visões de mundo e modos de relação transcriados na diáspora afro-atlântica. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-06112019-184443/pt-br.php

A construção da bailarina de dança do ventre em Teresina: entre os discursos e práticas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sá, Alice Maria Almeida e
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Mônica Araújo da
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Teresina
Programa
Antropologia
Instituição
UFPI
Idioma
Português
Palavras chave
Dança do Ventre
Bailarinas
Legitimidade
Resumo

O presente estudo se propõe a refletir sobre o processo de construção da bailarina de dança do ventre em Teresina, tendo em vista os elementos que se tornam importantes nesse percurso. Desta forma, o estudo versa, fundamentalmente, sobre a análise das práticas, discursos e representações na busca pela legitimidade na dança do ventre desenvolvida no espaço Farah de dança árabe em referência aos grandes centros, a cidade de São Paulo no Brasil e o Egito. Nesse sentido, com o intuito de uma melhor compreensão dessa prática faz-se importante uma reflexão acerca do conjunto de princípios e referências nos quais as bailarinas se apoiam para legitimar a sua própria prática de dança do ventre como o "modo correto", em detrimento de outros modelos. A construção desse trabalho foi realizada a partir da observação das vivências e narrativas das minhas interlocutoras que me permitiram conhecer o cotidiano da dança do ventre. Assim, o foco etnográfico desta pesquisa está no processo de construção da bailarina de dança do ventre em Teresina, sobretudo no espaço Farah de dança árabe lócus desta pesquisa, através das experiências dos sujeitos ocupantes desse espaço. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Teresinha
Bairro/Distrito
Fátima
Logradouro
Av. Nossa Senhora de Fátima, 2211
Localidade
Espaço Farah de Dança Árabe
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Piauí
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
http://repositorio.ufpi.br:8080/xmlui/handle/123456789/2139