Pobreza e desigualdade

Desigualdades sociais na saúde da população idosa na Região Metropolitana de Campinas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Simomura, Viviane Lazari
Sexo
Mulher
Orientador
Aidar, Tirza
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Mortalidade
Vulnerabilidade social
Desigualdades sociais
Longevidade
Resumo

O reconhecimento e análise das desigualdades em saúde são fundamentais para compreender o complexo processo saúde, doença, cuidado e morte; para a qualificação das informações em saúde e, consequentemente, o suporte de políticas públicas e intervenções sanitárias em busca de equidade. Embora muitos trabalhos se dediquem a compreender como as desigualdades sociais afetam as condições de saúde e mortalidade da população, na literatura brasileira ainda são escassos estudos desenhados especificamente para a população idosa. Este trabalho busca contribuir para a temática, avaliando diferenciais nos níveis e padrões epidemiológicos da mortalidade da população adulta e idosa no contexto da Região Metropolitana de Campinas (RMC): de alto desenvolvimento econômico e ampla oferta de serviços de saúde - de baixa, média e alta complexidade -, por um lado, mas, por outro lado, de fortes desigualdades sociais. São três as principais perguntas que nortearam a pesquisa: (1) Os diferenciais em favor da menor mortalidade de grupos populacionais que vivem em melhores condições, já amplamente identificada na literatura para a saúde materno infantil e juvenil, se mantêm nas idades adultas e mais avançadas? (2) Caso positivo, tais diferenciais independem das causas de óbito? (3) Há indícios de efeito de sobrevivência refletido na diminuição dos diferenciais nas idades mais avançadas?

Para tanto, foram analisadas estimativas de taxas de mortalidade da população com 45 anos e mais, por sexo, grupos etários e principais causas de morte na RMC, no período de 2003 e 2004. Os dados analisados são do sistema de registros de óbitos, georeferenciados segundo local de residência, considerando quatro áreas diferenciadas segundo indicadores de vulnerabilidade social. Os resultados indicam que, para a população de 45 a 59 e de 60 a 69 anos, as áreas mais nobres e consolidadas da RMC apresentam taxas de mortalidade sempre bem abaixo das demais, independente do sexo e, com raríssimas exceções, dos grandes e principais grupos de causas analisados. Intervalos de confiança calculados para razões entre as taxas mostram que os diferenciais são estatisticamente significativos para a mortalidade em geral e que estes diferenciais diminuem nas idades mais avançadas (de 70 a 79 e 80 anos ou mais), indicando a existência de viés de sobrevivência.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2003-2004
Localização Eletrônica
https://www.oasisbr.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_7744b6660fba6fee0c8a8aa34776003c

Direções da Segregação Socioespacial na Região Metropolitana de Campinas : uma abordagem sociodemográfica a partir dos censos 2000 e 2010

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mello, Camila Canuto Dias de
Sexo
Mulher
Orientador
Jakob, Alberto Augusto Eichman
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Segregação urbana
Distribuição espacial da população
Resumo

Em estudos urbanos o termo "segregação" geralmente é utilizado na tentativa de explicar e verificar a existência da separação e concentração de grupos sociais em determinadas áreas das cidades. Uma maneira usual de abordar a segregação é a que considera o caráter socioeconômico, dos grupos sociais e sua distribuição espacial. Esta forma é a que comumente caracteriza a estruturação das nossas metrópoles. A forma de alocação das camadas populacionais de altos rendimentos acaba por forçar a os grupos populacionais de menor renda a localizar-se em outras áreas dos espaços intraurbanos. Dessa forma, procurou-se conhecer, as direções para onde se expande a região, e de que forma o espaço metropolitano vai sendo apropriado por uns e imposto a outros, criando o que se chama de segregação socioespacial. Parte-se da discussão em torno da relação entre as alterações populacionais e influência nos padrões de segregação socioespacial

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2010

Hip hop e educação: mesma linguagem, múltiplas falas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Tania Maria Ximenes
Sexo
Mulher
Orientador
Guimarães, Áurea M.
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
101
Idioma
Português
Palavras chave
hip-hop
rap
juventude
memória
Resumo
A presente dissertação foi desenvolvida na área ¿Ensino, Avaliação e Formação de Professores¿, com a contribuição de estudos realizados junto ao grupo
de pesquisa VIOLAR - Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário, Práticas Sócio-Culturais e Formação de Professores - da Faculdade de Educação da UNICAMP. A pesquisa
teve como interesse o estudo do hip hop que se constitui como um movimento sócio-cultural e reúne três manifestações artísticas: o rap, o break e o graffiti. Foram abordados
os conflitos e as ambigüidades que permeiam o hip hop em sua trajetória, entrecruzando o ontem e o hoje, a partir do seu surgimento em Campinas (SP), há, aproximadamente,
vinte anos. As relações tecidas entre o hip hop e a educação no processo de sua construção no município de Campinas foram igualmente consideradas
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/359077

Trabalho infantil e as experiencias de erradicação

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Candido, Maria Cristina Machado
Sexo
Mulher
Orientador
Sandoval, Salvador Antonio Mireles
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
228
Idioma
Português
Palavras chave
programa de erradicação do trabalho infantil
população jovem
menores
Resumo
O objetivo do presente estudo é desenvolver através de uma pesquisa documental, por meio de relatórios e dados do Projeto Convivência e Cidadania e
do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), crianças, adolescentes e respectivas famílias, visando atualizar dados e redefinir o perfil das crianças/adolescentes
que ainda trabalham nas ruas de Campinas. A hipótese preliminar que orientou a presente pesquisa consiste na seguinte afirmação: ¿Graças à atuação do PETI e outros programas,
o número de crianças, gradativamente, está diminuindo e alterando o perfil das crianças que ainda continuam trabalhando nas ruas e respectivas famílias¿. A expectativa é de
que um dia, num futuro próximo, a curto ou médio prazo, as pesquisas revelarão a inexistência de crianças trabalhando nas ruas de Campinas. A justificativa para a realização
deste estudo apóia-se na triste realidade do trabalho infanto-juvenil que a sociedade em geral luta para erradicar sem muito sucesso. A limitação do tema aos resultados das
ações do PETI no município de Campinas funda-se na importância de se obter um retrato atualizado desse trabalho entre a população infanto-juvenil em uma das cidades mais desenvolvidas
do país, nos aspectos sócio-cultural e econômico. A metodologia do presente estudo orienta-se pela técnica de análise documental, que mais adequadamente atende aos objetivos
propostos. O procedimento teve início com a autorização para a pesquisa e esta prossegue com a análise dos relatórios do Projeto Convivência e Cidadania, do Projeto de Erradicação
do Trabalho Infantil (PETI) e do Mapa de vulnerabilidade Social (MVS) fornecidos pela Secretaria de Assistência Social da Prefeitura Municipal de Campinas. A presente dissertação
faz um resgate histórico sobre o trabalho infantil, apresentando uma abordagem das transformações sócio-econômicas até os dias atuais, o surgimento de no município de Campinas,
além dos dados de abordagens e acompanhamento do Projeto Convivência e Cidadania e do PETI. Os procedimentos metodológicos baseiam-se nos relatórios do PETI fornecido pela
Prefeitura Municipal de Campinas e colaboração dos executores das ações junto à população infanto-juvenil assistida e respectivas famílias, sobre as ações e resultados do
Programa durante o ano de 2004. A seguir, apresenta-se uma análise dos dados obtidos através da pesquisa documental, com destaque para um estudo sobre as crianças que trabalham
nas ruas de Campinas organizações internacionais com o objetivo de defender os direitos das crianças, legislação de proteção a esses direitos e implementação de programas
de combate e erradicação do trabalho infantil. Também apresenta um perfil da cidade de Campinas segundo o MVS e descreve as características do PETI federal, procurando destacar
as mudanças que sofreu em sua implementação e respectivas famílias e como são atendidas pelo PETI. Concluímos que o perfil das crianças/adolescentes que têm sido encontradas
pelas ruas e respectivas famílias continuam apresentando as mesmas características, porque, em sua maioria, são oriundas das mesmas regiões de onde vieram as anteriores. As
que já foram ou estão sendo atendidas pelo PETI, já não são encontradas pelas ruas, pois já estão sendo orientadas e recebendo ajuda. As que estão hoje pelas ruas vendendo
balas já pertencem a novos contingentes de migrantes, a espera de ações dos programas sociais. Conclui-se, então, que será necessário expandir as ações do PETI, visando fazer
com que o número de beneficiados supere o número crescente de crianças/adolescentes e respectivas famílias que ainda esperam ter acesso aos benefícios sociais
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Rap de batom: família, educação e gênero no universo rap

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Mariana Semião de
Sexo
Mulher
Orientador
Kossovitch, Elisa Angotti
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
117
Idioma
Português
Palavras chave
hip-hop
mulheres
identidade
etnia
cultura
Resumo
 A presente dissertação discute a aventura de mulheres no território masculino do gênero musical rap, bem como procura contribuir para a reflexão do
que nossa sociedade e o Hip Hop estão dizendo sobre si mesmos quando falam e atuam sobre a diferença de gênero. O trabalho que aqui apresento, mostra que apesar da rara presença
dessa questão nos trabalhos acadêmicos que discutem esse tema, as mulheres estão na cultura Hip Hop desde seu início, fazendo música, dançando break, grafitando ou como simples
fruidoras que consomem a produção cultural dos ¿manos¿ indo a festas e eventos. Há também a participação ¿indireta¿ das mulheres no papel de mães, irmãs, companheiras atuantes
dos bastidores da vida dos homens rappers. Essa presença, em especial a das mães, é bastante enfatizada em algumas composições. As experiências familiares de matrifocalidade
vivenciada pelos jovens rappers e a ausência da figura paterna, fazem com que a mulher seja idealizada por grande parte dos homens não só no Hip Hop, mas na sociedade em geral
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/366506

Infancias nas brincadeiras : um estudo em creche publica e em creche privada de Campinas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dias, Lara Simone
Sexo
Mulher
Orientador
Faria, Ana Lúcia Goulart de
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
202
Idioma
Português
Palavras chave
educação infantil
creches
brincadeiras
pedagogia das relações
Resumo
A presente pesquisa elege o brincar como recorte empírico no apontamento das relações adulto-criança dentro de uma creche pública e de uma creche privada
do município de Campinas. Buscando contribuir para a desconstrução de uma categoria unitária de criança, abstrata e universal, é que se procede à investigação de duas creches
de naturezas distintas como forma de delinear contextos sócio-culturais diferentes. Através da análise das brincadeiras nestas instituições, pretende-se desvelar as expectativas
e os valores atribuídos à educação infantil em realidades heterogêneas, favorecendo a compreensão das infâncias brasileiras em suas construções sociais. Parte-se do pressuposto
de que as crianças entendidas como atrizes e atores sociais - vivenciam realidades distintas e constroem, não uma infância única, mas infâncias no plural. A análise dos dados
busca estabelecer uma interface, sobretudo entre a Pedagogia e as Ciências Sociais, através de autores que, sob a ótica do materialismo histórico, compreendem o ser humano
tanto como produtor de história quanto como produto histórico-social, abordando-o a partir de suas vinculações sociais. Para tratar das peculiaridades da creche pública e
da creche privada, este estudo destaca três aspectos principais: os objetivos com os quais são disponibilizadas as condições para as crianças brincarem, o tratamento do corpo
em ambas as instituições pesquisadas e sua relação com o brincar; os elementos presentes nas brincadeiras das crianças, dessas diferentes instituições, que se apresentam como
insígnias de classe. As conclusões desta pesquisa revelam uma "iniciação" das crianças que freqüentam as creches observadas para o modelo capitalista de produção, além de
um aprendizado precoce de suas posições sociais para a vida adulta
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2005
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/349622

Avaliação da qualidade ambiental da bacia hidrografica do corrego do Piçarrão (Campinas-SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mattos, Sergio Henrique Vannucchi Leme de
Sexo
Homem
Orientador
Perez Filho, Archimedes; Filho, Archimedes Perez
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Água - Qualidade de vida
Campinas (SP)
Política ambiental
Bacias hidrográficas
Proteção ambiental
Resumo

A bacia hidrográfica é um sistema ambiental complexo, resultante das inter-relações entre os subsistemas fisico-natural (natureza) e socioeconômico (sociedade). A compatibilidade entre as dinâmicas destes subsistemas - de modo a conciliar qualidade de vida e respeito aos limites e potencialidades do meio fisico - é a meta de um processo sustentável de desenvolvimento urbano. Grandes centros urbanos, como Campinas (SP), impõem ao paradigma da sustentabilidade seu maior desafio, já que se caracterizam por uma urbanização marcada por exclusão social e degradação ambiental. O planejamento e implantação de políticas visando a reversão deste quadro têm como importante instrumento de auxílio à tomada de decisões os indicadores de qualidade ambiental. Se apoiados em conceitos derivados do paradigma da complexidade, tais indicadores permitem a sistematização de informações sobre a dinâmica do sistema ambiental avaliado, facilitando a modelagem e o entendimento de sua organização espacial. Assim, tendo como embasamento teórico os paradigmas da complexidade e sustentabilidade e como procedimento metodológico a utilização de indicadores, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a qualidade ambiental da bacia hidrográfica do córrego do Piçarrão (Campinas-SP). Com base principalmente em critérios geomorfológicos, foram identificadas 9 unidades ambientais presentes na bacia e, para cada uma, avaliada sua qualidade ambiental por meio da aplicação de indicadores. Foram utilizados 11 indicadores, divididos nas categorias de: a) pressão: densidade demográfica, domicílios improvisados/em favelas, coleta de lixo e esgoto; b) estado: declividade, densidade de drenagem, impermeabilização/exposição do solo e renda dos chefes de família; e c) resposta: diretrizes do Plano Diretor ligadas à qualidade ambiental, participação popular no Orçamento Participativo e prioridades relativas à qualidade ambiental definidas no Orçamento Participativo. Convertendo-se os indicadores para uma escala única de valores, foram obtidos, para cada unidade, Índices parciais (relativos a cada categoria) e final de qualidade ambiental. A avaliação comparativa das unidades ambientais evidenciou situações bastante heterogêneas, diversidade esta decorrente das particularidades de cada unidade em relação às características e processos dos subsistemas fisico-natural e socioeconômico e à dinâmica de inter-relações estabelecida entre eles na organização do sistema ambiental. Em comum, as unidades compartilham o fato de que - em diferentes graus e por motivos diferenciados, mas complementares - estão todas distantes de um desenvolvimento urbano sustentável. Assim, a avaliação da qualidade ambiental da bacia do Piçarrão revela as conseqüências de um modo de urbanização regido por interesses econômicos privados em detrimento ao bem-estar da coletividade, processo que gera e reforça desigualdade e exclusão sociais (refletindo-se em segregação socioespacial e vulnerabilidades diferenciadas aos riscos naturais) e degrada o meio fisiconatural. Como faces opostas e complementares desta forma de urbanização, verifica-se na bacia do Piçarrão, de um lado, a saturação da capacidade de sustentação do subsistema fisico-natural nas áreas em que este favorece a ocupação urbana - situação provocada principalmente pela impermeabilização elevada do solo e alta concentração populacional; do outro lado, constata-se que as áreas de maior fragilidade natural tendem a ser ocupadas pela população socialmente excluída e mais vulnerável aos riscos ambientais, alimentando uma dinâmica em que baixa qualidade de vida e baixa qualidade ambiental se reforçam mutuamente.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Logradouro
Bacia Hidrográfica do Córrego do Piçarrão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/download/1422/3516/#:~:text=Assim%2C%20a%20avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20qualidade,em%20segrega%C3%A7%C3%A3o%20socioespacial%20e%20vulnerabilidades

Da praia ao morro : peculiaridades no processo de segregação socio-territorial em Ilhabela-SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moura, Geraldo Jose Calmon de
Sexo
Homem
Orientador
Luchiari, Maria Tereza Duarte Paes
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanização
Aspectos Sociais
Ilhabela (SP)
Ilhabela (SP) - Geografia
Resumo

O presente trabalho busca resgatar as formas que se apresenta a segregação sócio territorial no município de Ilhabela-SP e suas particularidades enquanto município costeiro paulista. Na primeira parte da dissertação, parte-se da demonstração de alguns traços que foram presentes na dinâmica de desenvolvimento das cidades brasileiras em geral e como esse processo encontrou amparo na produção da legislação urbanística. Demonstra-se como essa dinâmica esteve submetida à lógica mercantil e como suas regras organizadoras pautaram-se em padrões de diferenciação. Em uma segunda parte, percebe-se as especificidades desse processo nos municípios costeiros e a influência da atividade turística nesse contexto. São verificadas como o histórico da ocupação e, posteriormente, a indústria turística, influenciaram a apropriação das áreas costeiras brasileiras. Sobre Ilhabela, foco da terceira parte dessa dissertação, a questão da segregação sócio territorial é abordada a partir da análise de três eixos. No primeiro, a partir de dados do IBGE, PNUD-ONU, Fundação SEADE e Ministério do Trabalho, analisa-se a evolução dos parâmetros referentes à qualidade de vida e seus impactos no processo de inclusão/ exclusão no município. No segundo, analisa-se a influência da componente territorial no processo de exclusão, ou seja, avaliando desde a precariedade da legalidade urbanística até influência que o Parque Estadual tem na distribuição e na ocupação do solo no município. Finamente, no terceiro eixo, é feita uma análise de como a legislação influi nesse processo, sendo estudados tanto a legislação em vigor (98/80), como o Plano Diretor em elaboração e sua relação com o Estatuto da Cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Ilha Bela
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/335083

Vulnerabilidade das famílias residentes em áreas de risco de deslizamentos em Cubatão (SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cerqueira, Diomário Coelho
Sexo
Homem
Orientador
D'Antona, Álvaro de Oliveira
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Fatores de risco
Degradação ambiental
Defesa civil
Administração de risco
Ecologia humana
Resumo

Os deslizamentos são perigos ambientais frequentes nas aglomerações urbanas brasileiras. Em Cubatão, município situado no Estado de São Paulo, os deslizamentos sãoperigos ambientais potencializados pela combinação de ocupações em morros com altitudes que variam entre 100 e 700 m e alta pluviosidade na região, chegando a precipitaçõesmédias anuais de 2.240 mm. De acordo com a caracterização sociodemográfica das áreas de risco de deslizamentos realizada em 2007 pelos governos municipal e estadual, há 22.080pessoas que habitam em 7.832 moradias, ou seja, em 21% das moradias do município de Cubatão. O presente estudo partiu inicialmente da caracterização sociodemográfica da populaçãoresidente nessas áreas e, posteriormente, em trabalho de campo, buscou-se evidenciar quais as estratégias de prevenção dos deslizamentos por parte dos moradores em um dosbairros mais atingidos pelos eventos. Foram utilizados dados sociodemográficos sistematizados pelo Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar que prevê, conformediferentes graus de risco de deslizamentos, a remoção e o reassentamento das populações residentes nas áreas de risco. Dentre os dados sociodemográficos apresentados destacam-semaior proporção de domicílios com rendimentos de até 3 salários mínimos e de moradores com mais de 6 anos de idade com ensino fundamental incompleto e responsáveis por domicílioscom até 10 anos de residência no local. Os dados obtidos a partir do trabalho de campo através de entrevistas semi-estruturadas realizadas em domicílios em um área de riscoindicaram que moradores utilizam estratégias diversas para enfrentarem os deslizamentos, tais como ajuda de vizinhos e familiares

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Cubatão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Sergipe
Referência Temporal
(N/I)

População e riscos as mudanças ambientais em zonas costeiras da Baixada Santista = um estudo sociodemográfico sobre os municípios de Bertioga, Guarujá e São Vicente

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, César Augusto Marques da
Sexo
Homem
Orientador
Carmo, Roberto Luiz do
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
IFCH
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Avaliação de riscos ambientas
Gerenciamento costeiro
Mudanças ambientais globais
Dinâmica populacional - Baixada Santista (SP)
Resumo

Durante as últimas décadas a demografia discutiu importantes conceitos ao tratar da relação entre dinâmica populacional e mudança ambiental. Surgiram novos caminhos,buscando compreender essa relação em análises centradas no entendimento do papel do espaço, dos padrões de produção e consumo, do risco e da vulnerabilidade. Recentemente,com a confirmação das estimativas das mudanças climáticas, a demografia é novamente desafiada a elucidar os elementos da dinâmica populacional que afetam o clima e que porela são afetados. Nessa pesquisa objetiva-se compreender elementos desse segundo ponto, analisando riscos ambientais às mudanças climáticas em populações residentes em zonascosteiras. Mais especificamente, analisamos a dinâmica de três municípios costeiros do Estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Baixada Santista: Bertioga, Guarujáe São Vicente. Tais municípios, majoritariamente urbanos, abrigam espaços diferenciados e desiguais, tanto do ponto de vista geográfico como social. Geograficamente, a presençade morros, rios, estuários e do próprio mar, condicionam a formação de riscos ambientais diferenciados. Socialmente, com a ocupação dos espaços para usos diversos (residenciais,turísticos e industriais), e por grupos com perfis sócio-econômicos particulares, cada um desses riscos atinge populações também específicas. A partir desses fatores a hipótesedo trabalho é que populações com características distintas passam por diferentes riscos ambientais. Desse modo, os riscos que selecionamos são relativos às mudanças ambientais:a elevação do nível do mar, as inundações e os deslizamentos. Para cada um desses riscos, e de suas possíveis combinações, foram criadas zonas de risco, utilizando os dadosde setores censitários. Os resultados indicaram a confirmação da nossa hipótese: populações mais pobres estão nas imediações de corpos d'água e morros, áreas onde a possibilidadedas intensificações de inundações e deslizamentos é maior, enquanto as mais ricas localizam-se próximas ao mar, onde o maior risco é o da elevação do nível médio do mar

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Bertioga; Guarujá; São Vicente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)