Serviços, espaços e padrões de consumo
O Trabalho gerando Vida, além da Mercadoria: um estudo de práticas socioempresariais na Baixada Fluminense
Planejamento e comércio informal: práticas de apropriação do espaço nas praias do Rio de Janeiro
A Participação da Iniciativa Privada na Produção do Espaço Urbano: São Paulo, 1890-1911
Qu'est-ce qu'une favela?
Constata o crescimento do comércio formal moderno e da oferta de serviços especializados nas favelas do Rio de Janeiro, em especial na Rocinha. Afirma que a imagem da favela que nos chega através da imprensa e do cinema não corresponde a essas transformações. Ambas insistem na birosca, no barraco, na criação de aves e animais, nos becos imundos, nos terreiros de umbanda, na preparação para o carnaval e, mais recentemente, no tráfico, como os traços mais representativos dessas localidades. Chama a atenção para a impossibilidade de manter o velho discurso sobre a favela carioca, no qual ela aparece como o território-mor da pobreza e da cultura popular, um enclave dentro da cidade, excluído dos processos econômicos gerais, a outra metade de uma cidade partida onde a vida local se reduz à violência e à pobreza. E aponta os dogmas que inspiram quem pensa, age e olha as favelas de fora, para tentar entender os motivos da insistência nas representações da antiga favela e da associação entre favela e pobreza: a singularidade da favela; a favela enquanto locus da pobreza; o tratamento político e analítico da favela enquanto unidade. O artigo conclui apontando a necessidade de comparar as favelas com outras áreas da cidade para discutir a especificidade ou não desses espaços, e afirmando que falar da favela como a outra metade da cidade é cair em uma visão dualista, é desconhecer a cidade como uma totalidade, ainda que desigual.
Em busca de um Planejamento Estratégico para um Empresa de Controle de Poluição: Alerta 2 - um estudo de caso
Que Favelas são essas?
Constata o crescimento do comércio formal moderno e da oferta de serviços especializados nas favelas do Rio de Janeiro, em especial na Rocinha. Afirma que a imagem da favela que nos chega através da imprensa e do cinema não corresponde a essas transformações. Ambas insistem na birosca, no barraco, na criação de aves e animais, nos becos imundos, nos terreiros de umbanda, na preparação para o carnaval e, mais recentemente, no tráfico, como os traços mais representativos dessas localidades. Chama a atenção para a impossibilidade de manter o velho discurso sobre a favela carioca, no qual ela aparece como o território-mor da pobreza e da cultura popular, um enclave dentro da cidade, excluído dos processos econômicos gerais, a outra metade de uma cidade partida onde a vida local se reduz à violência e à pobreza. E aponta os dogmas que inspiram quem pensa, age e olha as favelas de fora, para tentar entender os motivos da insistência nas representações da antiga favela e da associação entre favela e pobreza: a singularidade da favela; a favela enquanto locus da pobreza; o tratamento político e analítico da favela enquanto unidade. O artigo conclui apontando a necessidade de comparar as favelas com outras áreas da cidade para discutir a especificidade ou não desses espaços, e afirmando que falar da favela como a outra metade da cidade é cair em uma visão dualista, é desconhecer a cidade como uma totalidade, ainda que desigual.
Os Shoping Centers e suas Relações Físico-Territoriais e Sócio-Negociais no Município de São Paulo
O Templo da Mercadoria: estudo sobre os shopping-centers do Estado de São Paulo
O presente estudo tem como preocupação central mostrar a estratégia de localização dos shopping-centers no estado de São Paulo. Para tanto houve a necessidade de refletir sobre a essência dos shopping-centers, ou seja, identificar as características fundamentais que o determinam como tal. Apesar de úteis, as definições são insuficientes porque não mostram o desenvolvimento do fenômeno, e, sendo assim, dedicamos o segundo e o terceiro capítulos ao estudo desta questão ainda que em diferentes escalas de perspectivas. Mais especificamente, no segundo capítulo, tratamos as condições de surgimento dos Shop Scala do estado de São Paulo, o padrão de localização dos shopping-centers. Os casos estudados nos permitem afirmar, entre outras coisas, que os shopping-centers não se implantam em locais tradicionalmente comerciais, e por isto mesmo significam uma ruptura com o virtual destino do lugar em que se instalam. Em termos mais amplos, o shopping-center e uma expressão da produção monopolista do espaço.