Movimentos sociais

"Espírito geral de uma manifestação pacífica, uma verdadeira festa": uma análise da narrativa do jornal nacional sobre as manifestações de junho de 2013 em São Paulo - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Albuquerque, Thiago Leite Kramer
Sexo
Homem
Orientador
Lima, Elizabeth Christina de Andrade
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Campina Grande
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UFCG
Idioma
Português
Palavras chave
Manifestações de Junho de 2013
Jornal Nacional
Espetáculo
Resumo

Essa dissertação procura desvendar o que levou a grande mídia hegemônica a transformar a sua narrativa na cobertura das manifestações de junho de 2013. O objetivo central busca reconstituir na trajetória das reportagens do Jornal Nacional as manifestações na cidade de São Paulo e, assim, especificamente estabelecer o percurso da narrativa do telejornal Jornal Nacional sobre as manifestações e identificar como a narrativa do Jornal constrói os atores sociais que participaram das manifestações de junho de 2013 em São Paulo, bem como analisar as características que sobressaltam da narrativa das manifestações feitas pelo programa jornalístico. A partir de um aspecto metodológico qualitativo, essa pesquisa foi desenvolvida por meios diferentes, mas que se correlacionam metodologicamente. O primeiro, de natureza documental, procurou analisar vídeos das manifestações de junho disponíveis no próprio site do Jornal Nacional. Já o segundo, relativo à natureza bibliográfica, buscou reunir artigos relacionados ao tema central da pesquisa, bem como conceitos utilizados pelas Ciências Sociais para analisar a realidade que se pesquisou. Assim, observou a aplicação do conceito de circulação circular da informação categorizado por Pierre Bourdieu e o conceito de sociedade do espetáculo, mais precisamente de espetáculo, elaborado por Guy Debord. Verificou-se nessa pesquisa, que as manifestações de junho de 2013 passaram por três etapas que se distinguem, mas também se correlacionam. A primeira fase é vista uma narrativa pautada no uso excessivo da força policial e não aceitação social sobre os protestos que aconteceram em São Paulo. Isso fez com que se formasse um círculo de informação onde toda a causa das manifestações até então era voltada à violência. Já na segunda fase, um espetáculo é constituído a partir da aceitação social das manifestações, bem como adesão de outras pautas e ao mesmo tempo uma rejeição pela presença de partidos de esquerda nas manifestações. Por fim, a terceira fase é composta por um esvaziamento das pessoas nas ruas, visto que a revogação do aumento das passagens do transporte público foi conseguida e uma percepção de manifestações pontuais e de causa distintas, o começo do fim do espetáculo e o fim da informação sobre as manifestações. Portanto, alguns fatores possibilitaram a transformação de narrativa do Jornal Nacional, dentre os quais destacamos a produção e legitimação de uma verdade sobre as manifestações de junho de 2013.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Junho de 2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8419851

"Bradando contra todas as opressões!": uma etnografia sobre teias e trocas entre ativismos LGBT, negros, populares e periféricos (Campinas, 1998-2018)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Zanoli, Vinícius Pedro Correia
Sexo
Homem
Orientador
Facchini, Regina
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Movimentos Sociais - Brasil
Antropologia política - Brasil
Redes de relações sociais
Grupo ativista "Aos Brados!!"
Ações coletivas brasileiras
Resumo

Esta pesquisa contribui para o conhecimento acerca de ações coletivas no Brasil contemporâneo a partir da análise das articulações entre estruturas de oportunidades, enquadramentos políticos, redes de relações e repertórios de atuação de ativistas. A etnografia focaliza as relações estabelecidas ao longo de 20 anos por um grupo ativista, o Aos Brados!!. Desde Campinas, metrópole situada no interior do estado de São Paulo, o grupo atua na intersecção entre movimentos LGBT, negros, populares e de periferia. Esse olhar para as relações situa a trajetória do grupo e a dos atores com os quais se relaciona frente a mudanças que se dão, em âmbito nacional, na estrutura de oportunidades – permeabilidade do Estado a demandas oriundas de movimentos sociais e desenvolvimento de ferramentas de participação socioestatal, reconhecimento estatal, democratização da internet e do acesso ao ensino superior – e nos enquadramentos produzidos no interior dos campos discursivos de ação que articulam diversos movimentos sociais. Além disso, analisa, por meio da trajetória do grupo Aos Brados!! e de sua principal liderança, o modo como tais atores produzem, no cotidiano da política em âmbito municipal, apostas políticas que acionam determinados repertórios de atuação. A etnografia mostra os vínculos entre estruturas de oportunidades, repertórios e enquadramentos, mas salienta a importância das redes de relações em fazer circular convenções e repertórios que resultam nas apostas políticas efetivamente empreendidas pelo grupo. A metodologia articula observação participante, análise documental e entrevistas em profundidade. A fim de evitar delimitações arbitrárias da rede de relações, o procedimento adotado foi seguir as relações da mais antiga e conhecida liderança do grupo, o que possibilitou atravessar fronteiras entre porções de uma teia constituída por relações entre atores políticos tão variados quanto gestores de políticas públicas, vereadores, sindicatos, partidos políticos, casas de cultura, clubes sociais, coletivos jovens, terreiros de umbanda e candomblé e ONGs, e que atuam em temáticas diversas, mobilizando repertórios distintos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1998-2018
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7731027

Quando a leste vira centro: o desenvolvimento econômico da Zona Leste na perspectiva dos atores do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Soares, Elizangela Teixeira
Sexo
Mulher
Orientador
Carvalho, Monica Muniz Pinto de
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Zona Leste de São Paulo
Movimentos sociais
Redes Sociais
Resumo

A Zona Leste de São Paulo ganhou evidência nos noticiários nacionais e internacionais, principalmente a partir de 2010, quando Itaquera foi o distrito escolhido para sediar o estádio de abertura da Copa do Mundo de 2014. A história da região demonstra que ela tem sido relegada à condição de cidade dormitório por oposição à Zona Oeste, a mais desenvolvida da cidade de São Paulo e para onde têm sido destinados os investimentos públicos e privados. Sediar o estádio de abertura da Copa não impulsionou apenas as intervenções viárias e urbanas e a implantação de equipamentos sociais, mas também recolocou em evidência a disputa pelo desenvolvimento da Zona Leste. Assim, o presente estudo foi elaborado com o objetivo de identificar como os atores sociais dessa região se organizaram diante desse processo de desenvolvimento e como se mobilizaram para dele se apropriarem. Optou-se por iniciar o estudo por meio do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste (FDZL) e, a partir da metodologia de análise de redes, questionar que tipo de desenvolvimento desejam para a região. A hipótese inicial indicava que o Fórum era grupo articulador coeso, articulado em função do desenvolvimento da ZL. No entanto, o estudo demonstrou que o Fórum é uma rede heterogênea que, no momento em que a disputa pelo desenvolvimento foi recolada em evidência, estava desarticulada. A reorganização da rede pretendeu, portanto, localizar os atores e identificar, exatamente, se ela consegue demonstrar aquilo que evidenciei em relação às redes, ou seja, que são atores distintos em disputa pelo mesmo espaço social. A rede mostra que sim. Desse modo, o estudo revelou que o conflito presente em torno do desenvolvimento da Zona Leste é uma disputa entre organizações como os movimentos sociais e organizações como o Fórum, e o que está em disputa é constituir ou não a Zona Leste uma centralidade.

Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4417684

Militares militantes: a militância comunista na Casa do Sargento do Brasil e na Casa do Sargento de São Paulo 1947-1952

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Mauricio Gomes da
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Gilberto Maringoni de
Ano de Publicação
2017
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Comunismo
Partido Comunista do Brasil
Forças armadas
Esquerda militar
Resumo

O Brasil assistiu a várias intervenções militares na esfera da política desde a proclamação da república. Elas perduraram ao longo do Século XX. Essas ações políticas tiveram múltiplos sentidos, ocupando posições que vão da estrema direita à estrema esquerda, com sérias consequências na vida nacional. A presente pesquisa analisará uma dessas ações: a militância comunista que se deu na Casa do Sargento do Brasil e na Casa do Sargento de São Paulo, entre os anos de 1947 a 1952, no auge da guerra fria e de forte campanha anticomunista por parte de setores conservadores. Essas duas associações de classe militares localizavam-se, respectivamente, nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. O trabalho de militância foi encabeçado pelo setor militar do PCB (Antimil), um setor deste partido - então na clandestinidade - que atuou entre os anos de 1929 e 1992 no meio militar. No processo reivindicativo, foram trabalhadas demandas históricas dos sargentos por melhores condições de trabalho e cidadania, que lhes foram historicamente negados, assim como questões que foram discutidas na sociedade brasileira após o fim do estado novo e nos primeiros anos da década de 1950, como a questão do monopólio estatal da exploração do petróleo nacional e do envio de tropas militares brasileira para Guerra da Coréia (1950-53). Todo esse processo reivindicativo foi severamente reprimido, a partir de 1952, por autoridades civis e militares com os mais variados tipos de abusos e torturas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Localidade
Casa do Sargento do Brasil
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Casa do Sargento de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1947-1952
Localização Eletrônica
https://oasisbr.ibict.br/vufind/Record/UFBC_9d3118d52c935d7ab599ca7e1aacc2d0

Jovens de partido: práticas políticas no Partido dos Trabalhadores de São Paulo - 2012 e 2013

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Victal, Maria Imaculada Fernandes
Sexo
Mulher
Orientador
Borelli, Silvia Helena Simões
Ano de Publicação
2017
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Jovens
Juventude
Juventude do Partido dos Trabalhadores (Brasil)
Participação Política
Atividades Políticas
Resumo

Esta tese insere-se no emergente campo de estudos sobre as juventudes no Brasil e na América Latina. Tem como tema central as práticas políticas de jovens militantes político-partidários que se configuram como um grupo de atuação dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), na cidade de São Paulo, entre os anos 2012 e 2013. Seu problema de investigação está orientado para a busca da caracterização da participação juvenil em partidos políticos nesse momento da contemporaneidade, momento de questionamento das institucionalidades políticas e partidárias. Tomando por base uma discussão que articula antropologia, sociologia e política, o que se põe em evidência, na análise dessas práticas, são os valores e os sentidos do que é vivido no espaço político-partidário e a forma como os modos particulares de ver o mundo atuam na consciência política desta juventude contemporânea, que, neste momento, é parte da força política hegemônica no Brasil. A perspectiva qualitativa etnográfica – baseada em observação participante, convivência prolongada com o objeto de estudos e imersão no universo cultural investigado – é tomada como marco metodológico privilegiado para a pesquisa de campo. O quadro teórico de referências ancora-se em Gramsci (1999), Martín-Barbero (1978, 1998, 2004), Williams (1969, 1979, 1992, 2011) e em autores brasileiros e latino-americanos contemporâneos que têm legitimidade no debate sobre jovens e juventudes: Alvorado (2012, 2014), Borelli (2008, 2009, 2012), Vommaro (2012, 2013, 2015)

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2012-2013
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/19995

Existência e resistência: o teatro militante paulistano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Aoki, Thiago Barbosa
Sexo
Homem
Orientador
Netto, Michel Nicolau
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Teatro Militante de São Paulo (grupos teatrais Engenho teatral, Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, Buraco d’Oráculo e Brava Companhia)
Teatro de grupo
Arte na periferia
Teatro periférico
Arte engajada
Resumo

O projeto investiga o florescimento do teatro militante e as novas configurações do artista engajado na Cidade de São Paulo nas duas últimas décadas, tendo como referência a atuação e organização dos grupos teatrais Engenho teatral, Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, Buraco d’Oráculo e Brava Companhia. Deste modo, essas companhias e seus integrantes são entendidos como agentes que compartilham de determinados discursos e opções políticas que os colocam como parte de uma série de grupos teatrais militantes que estão em posições semelhantes na cena teatral brasileira, aliando a dramaturgia contestadora ao questionamento acerca do modo pelo qual a produção teatral está estruturada. O desafio do projeto, portanto, é compreender como as condições estruturais (objetivas e simbólicas) desse contexto de produção, por um lado, e a organização, posicionamento e discurso político das companhias, por outro, se articulam de maneira a criar um contexto de possibilidade de existência e difusão dessas companhias, bem como esboçar os traços desse artista engajado.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 2000
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/Busca/Download?codigoArquivo=496501

Desvendando nó: a experiência de auto-organização das mulheres catadoras de materiais recicláveis do estado de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Motta, Daniele Cordeiro
Sexo
Mulher
Orientador
Araujo, Angela Maria Carneiro
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Relações de gênero
Raça-Brasil
Classe Social
Catadores de material reciclável
Resumo

Este trabalho se propõe a analisar a recente experiência de auto-organização das mulheres catadoras de materiais recicláveis do estado de São Paulo, com a criação da Secretaria Estadual das Mulheres Catadoras (SEMUC-SP), no ano de 2014. A partir do olhar para as mulheres, que compõem maioria numérica nas cooperativas visitadas, focaremos para as diferentes demandas e reivindicações da categoria organizada, bem como as alterações produzidas pela iniciativa de organização das mulheres. Através das ideias da interseccionalidade, consubstancialidade e do nó, nos propomos a analisar as interações entre raça, classe e gênero nas experiências relatadas, na intenção de contribuir com a reflexão articulada das categorias.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5036867

As metamorfoses do marxismo no Brasil

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira, Ailton Teodoro de Souza
Sexo
Homem
Orientador
Hirano, Sedi
Ano de Publicação
2017
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Comunismo
Marxismo acadêmico
Antropofagia
Caio Prado
Universidade
Resumo

Neste estudo discutimos as principais metamorfoses do marxismo brasileiro tomando como base três momentos diferentes, enquadrados em três intervalos de tempo. A saber, o de recepção (1917-1930), fomentado principalmente pela intelectualidade ligada ao recém-fundado Comitê Central do Partido Comunista do Brasil; o de tradução (1930-1945) que teve na obra do historiador Caio Prado Júnior seu momento mais decisivo; e o de rotinização (1955-1970), período no qual o marxismo 1) ganha - foro privilegiado - nos espaços acadêmicos da Universidade de São Paulo 2) se rotiniza no campo intelectual e 3) se torna hegemônico na esquerda brasileira a partir da interpretação que lhe conferira a academia USPiana. Ao acompanhar este processo foi possível detectar passo a passo a decadência ideológica do marxismo brasileiro, transformado em discurso, esterilizado de todo o seu conteúdo emancipatório original.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Universidade de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1917-1970
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-07082017-163636/publico/2016_AiltonTeodoroDeSouzaPereira_VCorr.pdf

O Direito à Periferia: Experiências de Mobilidade Social e Luta por Cidadania entre Trabalhadores Periféricos de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fontes, Leonardo de Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Zaluar, Alba Maria
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Cidadania
Mobilidade Social
Periferia
Resumo

O propósito desta tese é discutir a experiência de moradores das periferias de São Paulo em torno da luta pela mobilidade social e pela conquista da cidadania ao longo das três últimas gerações. A pesquisa parte do debate a respeito da ascensão social recente no Brasil e da constatação de que os mais pobres vivenciaram mudanças substanciais em suas condições econômicas e em termos de acesso à escolarização formal, sobretudo entre meados dos anos 2000 e a primeira metade da década de 2010. Contudo, no nível urbano, em especial no caso de São Paulo, essa mobilidade social não significou nem uma mobilidade geográfica para regiões centrais da cidade, nem o acesso imediato a melhores serviços públicos e à infraestrutura urbana, excluindo parcela considerável da população dos direitos consolidados na ideia de "direito à cidade".

Desse modo, por meio de uma pesquisa multimetodológica, que combinou métodos quantitativos com uma pesquisa de viés etnográfico, em duas regiões periféricas da cidade de São Paulo, buscou-se investigar as mudanças e permanências no modo de vida desses sujeitos a partir das modificações em seu padrão de vida. Procurou-se, então, analisar os principais elementos que marcaram as mudanças no modo de vida dessa população periférica e as formas de atuação política que articularam ao longo das últimas décadas. São analisados, portanto, elementos como a migração para a cidade, a luta pela inserção no mercado de trabalho, a constituição de movimentos sociais e a luta por direitos, a violência urbana e as diversas manifestações culturais que esses sujeitos produzem como forma de expressar seus anseios e projetos políticos e de vida.

Ao final, propõe-se a ideia de "direito à periferia" como categoria que seria capaz de compreender as demandas desses sujeitos em torno da luta pelo reconhecimento de sua condição de cidadãos plenos no território urbano, isto é, como portadores do "direito a ter direitos".

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2000 - 2005
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6311345

O Ciclo dos Protestos Anticapitalistas Globais: Dos Zapatistas ao Ocupa Sampa

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Marcelo Netto
Sexo
Homem
Orientador
Maciel, Debora Alves
Ano de Publicação
2018
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Ciclo de Protestos
Zapatismo
Protestos
Resumo

Este trabalho investiga três hipóteses principais. Primeiramente, argumenta-se que desde 1994 estamos imersos em um extenso ciclo de protestos anticapitalistas globais, cujo marco inicial seria o zapatismo, em contraste com a visão que aponta Seattle como o ponto de partida. Segundo, discute-se que a partir do zapatismo surgiram não apenas movimentos antiglobalização, mas também manifestações mais recentes como o 15M-Indignados, Occupy Wall Street e o localmente relevante Ocupa Sampa, que em 2011 ocupou o Vale do Anhangabaú por 41 dias, foco específico desta pesquisa. Terceiro, explora-se a ideia de que esses protestos não apenas incorporam repertórios contraculturais, anarquistas e autônomos, conforme literatura existente, mas também elementos da Teologia da Libertação, diluídos na composição do movimento zapatista. A pesquisa enfatiza o papel crucial da Teologia da Libertação na mudança estratégica do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), que abandonou sua abordagem marxista-maoísta original para adotar uma organização horizontal semelhante às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Argumenta-se que sem a influência inicial da Teologia da Libertação, o zapatismo dificilmente teria conseguido iniciar e sustentar o ciclo de protestos, tampouco teria sido adotado pela "nova esquerda" pós-queda do Muro de Berlim como uma de suas principais inspirações.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6442166