Políticas públicas
O Saneamento no Brasil: políticas e interfaces
Gestão Pública em Busca de Cidadania: experiências de inovação em Salvador
Indicadores Sociais: potencialidades e limites como instrumentos de gestão urbana e formulação de políticas públicas
A Municipalização do Verde Público na Cidade de São Paulo: da administração dos jardins públicos e arborização (1900) à subdivisão de parques, jardins e cemitérios (1935)
Este artigo trata da ação da municipalidade de São Paulo, no provimento de áreas verdes de recreação no primeiro período da existência do órgão administrativo, especialmente criado para essa finalidade. Cobre o intervalo de 1893, quando foi instituída a Inspetoria dos Jardins Públicos, em 1935, quando se criou a Subdivisão de Parques, Jardins e Cemitérios. Esse período foi marcado pela atuação de Antonio Etzel à frente da administração dos jardins públicos e da arborização urbana de São Paulo, de 1900 até sua aposentadoria em 1930. No entanto, as decisões sobre o projeto e sobre a criação ou supressão das mais importantes áreas verdes de recreação escapavam do controle daquele órgão. Na tentativa de avaliar a ação da municipalidade no cumprimento desta atribuição foram analisados os seguintes tópicos: organização administrativa municipal e quadro técnico para os assuntos de áreas verdes; formas usuais de lazer ao ar livre (demanda) e as áreas verdes implantadas e mantidas pela prefeitura (oferta).
Urbanização e Lazer: a contribuição lúdico-pedagógica dos parques infantis de São Paulo nas primeiras décadas do século 20
Este artigo pretende resgatar a contribuição dos parques infantis para o processo de urbanização de São Paulo. Previstos pelos reformadores sociais nas primeiras décadas do século 20 como uma forma branda de controle social, os parques foram posteriormente instituídos durante a gestão inovadora de Mário de Andrade no Departamento de Cultura da administração municipal paulistana. Descreve o caráter lúdico e pedagógico deste notável equipamento urbano, atualmente extinto, associado a uma ampla política cultural adotada pela municipalidade durante os anos de 1935-1938, como forma de inclusão da população trabalhadora. Resgata os objetivos e os paradigmas inspiradores desta tipologia arquitetônica, segundo a visão social de seus idealizadores induzidos pela necessidade de expandir lazer, cultura e padrões de higiene a uma classe trabalhadora em formação.