Osasco: 1968. A experiência de um movimento
O objetivo da dissertação é a discussão da greve de julho de 1968 em seus processos geradores, seu desenvolvimento e suas repercussões no contexto da análise do movimento operário na conjuntura dos primeiros anos de ditadura militar. A reflexão sobre a greve foi centrada nas especificidades da história operária local, desde o início do século, mas o período central de análise se localiza entre os anos de 1962-1968, nos quais se gestaram as mais importantes instâncias organizativas intervenientes no desencadeamento do movimento: a comissão de fábrica da Cobrasma, o sindicato dos metalúrgicos, as greves de 1968, de Contagem e, em especial, de Osasco colocam questões inéditas para as lutas dos trabalhadores que tateavam um novo terreno, a partir do término do período populista. Na história do movimento, verifica-se uma tensão entre continuidades e rupturas em meio a qual se destaca a força nucleadora do aparelho sindical. O caráter inédito e específico da greve de Osasco no quadro do movimento sindical e a expressão da resistência e da vontade de autonomia dos trabalhadores forjada pela organicidade entre direção sindical e experiências fabris.