Planos diretores estratégicos de São Paulo: nova roupagem, velhos modelos.
Esta tese analisa escolhas e utilizações de variáveis e índices urbanísticos de parcelamento, uso e ocupação do solo (zonas e coeficiente de aproveitamento, por exemplo) do Plano Diretor Estratégico de São Paulo (2002) e dos Planos Regionais Estratégicos das Subprefeituras (2004), comparando-os com o zoneamento e planos anteriores. E, não por acaso, apesar de discursos afirmando ao contrário, a escolha e a forma de utilização das variáveis e dos índices urbanísticos adotados são, na maioria das vezes, idênticos. Estas escolhas e forma de utilização de variáveis e índices urbanísticos fazem parte da característica do planejamento urbano em São Paulo de priorizar a regulação da produção do mercado imobiliário e a proteção dos bairros jardins. Isto ocorre, não somente nas questões gerais, mas em cada mapa, tabela, conceito ou, principalmente, na implementação cotidiana, perpetuando uma visão individualista, lote a lote, da construção do espaço urbano que insiste em não olhar para os problemas da cidade.