Uma Previsão do Desenvolvimento da Indústria Paulista
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O objeto de estudo é a Bacia do Ribeirão Vidoca e seus processos de urbanização e transformação. Foram avaliadas as transformações físico-ambientais da áreas da bacia que impedem a renovação dos recursos hídricos e comprometem a qualidade da água. As principais transformações analisadas foram: retificação do curso da Bacia do Ribeirão Vidoca e seus afluentes; assoreamento, canalização, aterramento de áreas de Várzea; desmatamento de matas ciliares e das nascentes; impermeabilização na área da bacia e lançameto de efluentes domésticos e industriais. Determinou-se como agente de transformação o processo de urbanização, enfocando-se os aspectos de infra-estrurura urbana. Selecionou-se a Bacia do Ribeirão Vidoca por estar densamente urbanizada, sofrer uma forte transformação e, conforme a proposta da nova Lei de Zoneamento Urbano de São José dos Campos, localizar-se em zona de expansão urbana. A análise das relações entre urbanização e as transformações ocorridas na Bacia do Ribeirão Vidoca é fundamental para ações de planejamento urbano e regional, assim como para a conservação dos recursos hídricos.
Este trabalho trata do processo de urbanização no Estado de São Paulo, dentro de um período histórico determinado. A sua principal atenção está voltada para a gênese do processo de urbanização nas transição de uma sociedade agrária exportadora do tipo colonial, para uma sociedade de relações capitalista. Partimos da proposição teórica proposta por Déak, segundo a qual a sociedade brasileira conformou-se em uma sociedade de elite, distinta da burguesa e que ao longo de sua história soube assegurar as condições de sua própria reprodução, seja por meio do poder político e seus arranjos internos, seja por poder econômico, ou quase sempre por ambos. De tal forma que na sua incessante reimposição enquanto classe dominante, veio a produzir, ou propiciou o surgimento da dialética da acumulação entravada, por oposição as acumulação desimpedida, livre, nos moldes de uma economia capitalista.
A dissertação analisa as características fundamentais do processo de urbanização e desenvolvimento da Baixada Santista relevantes para a compreensão dos condicionantes do planejamento da Área Continental de Santos: - aspectos físico-territoriais; - a interação da Baixada Santista com a Metrópole de São Paulo; - aspectos sócio-econômicos da Baixada Santista a partir dos anos 1970; - análise ambiental regional; - história da ocupação urbana de Santos; - influência do quadro natural e a evolução urbana da Ilha de São Vicente; - e interferência da urbanização no meio ambiente. Trata também dos aspectos positivos e negativos, resultados, participação da população e a preocupação com aspectos ambientais desses planos e propostas.
Pretende analisar a História da empresa The San Paulo (Brazilian) Railway Company Ltd, através da arquitetura das edificações que a constituiu, observando sua inserção no contexto histórico nas transformações ocorridas ao longo do período abordado para análise. A primeira parte do trabalho trata da criação do modelo ferroviário britânico a partir da Revolução Industrial, sendo abordadas as primeiras manifestações desta política e sua inserção no cenário internacional, concluindo com as primeiras manifestações sobre a implantação de uma política nacional brasileira voltada para as estradas de ferro. A segunda aborda a implantação da San Paulo (Brazilian) Railway Company Ltd. em todas as suas fases, concluindo com a análise das técnicas construtivas empregadas, dos estilos arquitetônicos adotados, da mão de obra e dos profissionais envolvidos na constituição e desenvolvimento da empresa. Estes pontos determinam como as relações entre as necessidades operacionais da Companhia interferiram na adoção dos partidos arquitetônicos, incluindo-se neste ponto a determinação dos tipos de materiais e técnicas empregadas. A terceira parte consiste na cronologia da San Paulo (Brazilian) Railway Company Ltd. durante o período adotado e na transcrição de textos e relatórios sobre duas das etapas de operação da linha. Apresenta também um álbum com as principais imagens da linha no período analisado pela dissertação.
Este trabalho estuda a verticalização da planta residencial em um período de amplo favorecimento econômico, social e político, durante as décadas de 1960 e 1970. No primeiro capítulo abordamos os antecedentes da modernização urbano-industrial ocorrida nas décadas 1960-1970 na cidade de São Paulo, para melhor compreender seus efeitos na produção da habitação da cidade. O segundo capítulo analisa os aspectos históricos da verticalização em São Paulo, bem como os bairros residenciais que se caracterizavam pelo uso predominantemente residencial verticalizado. Indaga-se sobre qual o motivo desses bairros se caracterizarem com esse tipo de uso e sobre a relação deles com as legislações vigentes de uso e com as legislações vigentes de uso e ocupação do solo. No terceiro capítulo, o autor procura entender como se processou a produção da arquitetura de apartamentos residenciais (análises de casos), construídos pelas construtoras na cidade de São Paulo, nas décadas de 1960-1970 para uma faixa da sociedade dita como classe média, e o que esse desenvolvimento industrial repercutiu no modo de pensar dos arquitetos dessas construtoras. Devido a todo esse conjunto de modernização denominado de "milagre brasileiro", procurava compreender como os arquitetos conceituavam este tal "homem industrial" que estava surgindo, e qual a repercussão de tudo isso na produção do programa de necessidades, do partido arquitetônico e do sistema construtivo por eles adotados.
Este é um trabalho que mostra um processo de modificação na paisagem e meio-ambiente de uma área litorânea, notado no decorrer das últimas décadas, por sucessivas ações antrópicas sobre o meio natural, sobretudo as que dizem respeito aos procedimentos de urbanização. Trata-se da área correspondente ao Município de Ubatuba, inserida na região do litoral Norte do Estado de São Paulo, que apresenta dentro de seus limites territoriais um recorte significativo, para a elaboração de um estudo dessa natureza, principalmente por: a) estabelecer um trecho preciso de Zona Costeira quanto à sua delimitação; b) ser uma área ambientalmente sensível ao manejo em geral, mas, sobretudo aos processos de ocupação; c) apresentar um quadro natural diversificado, seja pela beleza cênica e riqueza de sua paisagem, seja pela complexidade e biodiversidade de seus ecossistemas; d) por ser um pólo de atração turística (estância balneária), que demanda conservação da qualidade do ambiente, principalmente nos períodos de alta estação; e) por estar sujeita a um processo de especulação imobiliária- dada a grande procura por segundas residências; enfim, f) apresentar atualmente um perfil urbanístico de grandes contrastes,alternando situações extremamente processadas a outras muito pouco (ou nada) processadas. Parte-se do pressuposto de que a terra litorânea tem sido explorada ao máximo e sem planejamento adequado, em função de uma indústria turístico/imobiliária, que só tem como expectativa os lucros imediatos, e estabelece práticas de um urbanismo padronizado através do uso de velhas fórmulas, acarretando sérios danos à paisagem e ao meio ambiente. Sob este prisma, tem-se como objetivo mostrar, através de estudos comparativos, os impactos da urbanização sobre o meio cultural (paisagem/meio ambiente) e os procedimentos urbanísticos do município, na última década, visando a um posicionamento ético/crítico sobre uma situação já estabelecida e/ou em estabelecimento, segundo a óptica de um arquiteto e urbanista, que busca alternativas para um manejo sustentável, quanto ao desenvolvimento urbano (incorporando o elemento natural, a conservação da paisagem e a manutenção da dinâmica ambientar).
Mostrou-se que, do ponto de vista dos habitantes, há falhas nos processos de individualização de regiões que se reproduzem nas ações do governo sobre territórios e os transportes. Para isso analisou-se o conceito de região, sua evolução e técnicas da análise locacional para obter um arcabouço teórico que permite o desenvolvimento de propostas de hierarquização de localidades e estudo de relações entre cidades, regiões, habitantes, durante a aquisição ou fornecimento de bens, ou serviços. Os principais produtos dessa análise foram dois processos: um para a delimitação de regiões de relacionamento de cidades, através de informações obtidas por entrevistas a habitantes da região, e outro, para estimativa das distâncias que os habitantes percorreriam para comercialização de bens. A teoria da história foi usada para introduzir conceitos acerca da formação de relações nas regiões, dos pontos de vista do governo, e em separado dos habitantes. A teoria sobre o conhecimento foi usada para dirigir a argumentação utilizada. De outro lado, através de exemplos e discussão de seus fundamentos teóricos, são apresentados e refutados métodos de delimitação de região usados pelo governo.
Por lei, as áreas mineradas devem ser recuperadas e reutilizadas seja para fins de preservação ambiental, seja para fins econômicos e/ou sociais. Muitos são os usos futuros que podem ser dados a área minerada, porem, a definição de qual e o mais adequado esta condicionada a fatores ambientais, legais, econômicos, técnicos, políticos, sociais e de localização. A reutilização, atualmente, não se da apenas por cobranças legais, mas também pela valorização da área como imóvel, devido a escassez e necessidade de locais para fins públicos, industriais e comerciais. Este e o caso da pedreira Itaquera, que se encontra dentro da mancha urbana paulistana, no bairro de Itaquera, no município de São Paulo/SP, apresentando todo o seu entorno comprometido com a urbanização (conjunto habitacional, vila, favela, terminal metroviário). Sua localização ao mesmo tempo em que força o empreendedor a recuperar a área, devido as exigências legais e cobranças locais, faz com que haja uma valorização da área como imóvel, principalmente, por se encontrar numa cidade do porte de São Paulo, que tem problemas de falta de locais para disposição de resíduos, para recreação (áreas verdes, para lazer e cultural), além de escassez de áreas para fins comerciais, industriais e residenciais. A utilização da área de Itaquera para disposição de resíduos inertes e uso residencial são as alternativas mais atraentes.
A tese procura interpretar o efeito da crise econômica ocorrida no início dos anos oitenta sobre as cidades brasileiras. Apresenta-se também uma discussão da espacialidade dos fenômenos sociais, com destaque para o papel dos centros urbanos como articuladores e definidores de regiões, o que permite utilizá-los como elementos de análise para a explicação dos ciclos regionais.