Café e Cidades em São Paulo: um estudo de caso da urbanização da região de Araraquara e São Carlos 1880/1930
A ocupação do território paulista no período cafeeiro implica na organização e no desenvolvimento de significativas economias urbanas ao longo do interior do Estado. Impulsionadas pela dinâmica de incorporação de terras de uma economia o avanço da frente pioneira requer a estruturação de uma infra-estrutura urbana mínima de suporte e acumulação a natureza progressiva das relações de produção em que se assenta a economia cafeeira no oeste paulista se encontra na origem do desenvolvimento das cidades desse interior. Mesmo passado o auge cafeeiro, esses núcleos não assistiam em geral uma mera decadência e estariam na base do sistema paulista de cidades a parcela mais significativa da rede urbana brasileira. Este foi o caso particular das cidades de Araraquara e São Carlos em que a ocupação do território é contemporâneo da transcrição ao trabalho avaliado. Nestas regiões assiste-se ao desenvolvimento de economias urbanas que não apresentavam um mero retrocesso passado o auge cafeeiro mesmo sendo evidente os sinais de decadência a trajetória e demonstração da diferenciação do trabalho que emerge em função dos estímulos derivados da própria economia cafeeira da mesma terra como salienta as inúmeras diferenças que marcam a vida de cada núcleo urbano.