Antropologia

O Mercado Novo: transformações e composições no espaço urbano de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mafra, Nícia Beatriz Monteiro
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Souza, Candice Vidal e
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.6936
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
mercado novo (BH/MG)
mercados públicos
composições urbanas
renovação urbana
consumo cultural
Resumo

Os mercados públicos vêm passando por transformações no espaço urbano pertinentes à constante renovação nas sociedades complexas onde ocorrem processos sociais de dissolução e ressignificação dos espaços públicos. O Mercado Novo de Belo Horizonte congrega diversos grupos sociais, desde os tradicionais comerciantes do mercado de abastecimento a diferentes prestadores de serviços, como pequenas gráficas, luthiers, torneiros, serralheiros, pequenos comércios, que convivem com espaços ocupados por músicos e artistas. O prédio, originalmente criado para suprir o Mercado Central como uma área de abastecimento complementar, passou por modificações ao longo do tempo, as quais envolvem aspectos da propriedade pública e privada de seus ambientes, em um espaço onde ocorrem diversas combinações na convivência entre os vários tipos de atores e atividades. O artigo analisa as composições dos espaços e de redes de interações sociais que os habitam a partir de dados de observação participante, conversas informais e levantamento de informações complementares.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Localidade
Mercado Novo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/6936

Da cracolândia aos nóias: percursos etnográficos no bairro da Luz

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Frúgoli Jr, Heitor
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Spaggiari, Enrico
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1870
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
6
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Bairro da Luz
Territorialidade
Crack
Resumo

Esse artigo tem como objetivo apresentar uma investigação mais sistemática do que se convencionou chamar de cracolândia, para além de uma série de representações estigmatizantes atreladas ao bairro da Luz e ao centro de São Paulo, principalmente pela mídia impressa e televisiva. A partir da observação etnográfica das redes de relações e conexões, procuraremos trabalhar a ideia da cracolândia como uma modalidade de territorialidade itinerante dentro de um contexto multifacetado e marcado por inúmeras variações situacionais. Nesse texto, especificamente, abordaremos nossas interações com o Centro de Convivência É de Lei nas suas relações com o contexto em questão, que se dão através de ações voltadas à redução de danos junto aos usuários de crack - um dentre outros segmentos da população local da Luz que estão sendo abordados numa pesquisa mais ampla (em andamento) -, para assim entender certas mediações estabelecidas com o bairro em questão. Portanto, o artigo traz uma reconstituição etnográfica desse campo de relações sob o prisma do É de Lei, bem como de outros agentes mediadores envolvidos no mesmo, com o desafio de compreender e explicar tal territorialidade frente às recentes dinâmicas políticas e cotidianas que reconfiguram o contexto pesquisado, marcado pela presença do(s) nóia(s), categoria relacional acionada de forma múltipla e recorrente aos usuários de crack.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Luz
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009-2010
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1870

Aparências ímpares: Um estudo sobre os modos de ser e aparecer dos usuários de modificações corporais extremas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Abonizio, Juliana
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1568
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
6
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Modificações corporais
Estilo de vida
Identidade
Resumo

Visando compreender o estilo de vida dos usuários de modificações corporais, geralmente ligadas às subculturas juvenis relacionadas ás dissidências reais ou simbólicas, este artigo apresenta uma reflexão sobre a construção da percepção de si através do uso de marcas corporais, em especial, aquelas consideradas extremas ou extensas. Para tanto, foram realizadas observações participantes e entrevistas com modificados, profissionais de body modification (às vezes encontrados em um mesmo corpo-suporte) e simpatizantes na feira anual de Body Modification em Cuiabá-MT em 2008 e 2009. Os dados coletados apontam para existência de conflitos entre identidade e autenticidade, revelando uma maneira singular de se articular no tecido social urbano.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Cuiabá
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso
Referência Temporal
2008-2009
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1568

A Construção do Centro de São Paulo como Arena Política dos Movimentos de Moradia

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Aquino, Carlos Roberto Filadelfo de
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1556
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
6
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Centro de São Paulo
Moradia popular
Movimentos sociais
Resumo

O Movimento Sem-Teto do Centro (MSTC) é um movimento de moradia a partir do qual são articuladas famílias de baixa renda com o objetivo de obter atendimento por programas habitacionais públicos, principalmente no centro de São Paulo. Este artigo propõe uma discussão etnográfica a partir da rede de relações e de conexões entre questões em torno da “luta por moradia” a fim de perceber o acionamento do Centro enquanto espacialidade onde se inscrevem as práticas do MSTC. Assim, a análise aqui proposta não toma as espacialidades como apriorísticas, o que poderia empobrecer a percepção do alcance dessas redes e conexões. A territorialidade do Centro é, portanto, construída simbolicamente, do ponto de vista nativo, a partir das redes que o significam como objetivo pretendido da “luta por moradia”.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009-2010
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1556

Breve história e etnografia do grupo Novo Fazendinha: o São João Da Parnaíba (PI), seus artistas e bois rivais.

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Frota, Weslley Fontenele
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7008
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
bumba-meu-boi
São João da Parnaíba
Piauí
Parnaíba
Cultura Popular
Resumo

Este artigo discute a atividade dos grupos de Bumba-meu-boi de Parnaíba (Piauí), em diálogo com a história da cidade. O São João da Parnaíba é a maior festa popular do município piauiense, com seus grupos de boi, quadrilhas e apresentações de bandas musicais. Os comentários apresentados partem da prática do Novo Fazendinha, que é um dos grupos que mais se destaca no Concurso de Bois do São João da Parnaíba. É resultado do trabalho de campo desenvolvido em janeiro/2017 e abril/2017 e da análise de entrevistas produzidas com artistas que atuam no Bumba-meu-boi desde os anos 1950. Conclui-se que alguns paradigmas da história da colonização do Piauí – como a miscigenação - influenciam a forma como os artistas veem suas práticas e que os discursos da tradição e modernidade são muitas vezes instrumentalizados para valorar o trabalho dos artistas perante os grupos considerados rivais e os jurados do Concurso de Bois.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Parnaíba
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Piauí
Referência Temporal
2017
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7008

A queda do céu: um pas-de-deux entre um xamã e um antropólogo

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Brumana, Fernando Giobellina
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Oliveira, Rosenilton Silva de
Labañino, Yumei de Isabel Morales
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7544
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Artigo publicado originalmente na Revista de Dialectología y Tradicones Populares. Vol LXXII, nº 1, pp 147-170, janeiro-junho 2017. Tradução realizada por Rosenilton Silva de Oliveira e Yumei de Isabel Morales Labañino e revisão técnica por Diana Paola Gomes Mateus.
Idioma
Português
Palavras chave
Amazônia
Yanomami
Etnografia
Resumo

Este artigo é resultado da leitura de um livro publicado há pouco tempo e que tem sido celebrado por alguns importantes antropólogos como um marco na literatura da disciplina. Se trata da mensagem, da grande mensagem de um xamã yanomami que, a partir de seu reduto amazônico, fala conosco, os brancos; o faz por intermédio de um antropólogo francês com o qual havia mantido até então, luma larga relação etnográfica. A mensagem se articula em vários planos: uma cosmologia de um barroquismo assustador, uma história de vida de grande riqueza, uma etnografia selvagem do mundo dos brancos e um ato de acusação contra o risco de aniquilação universal que a carrega a presença dos brancos na vida amazônica. A partir de uma apresentação acurada do livro, o artigo se interroga sobre a relação xamã-etnólogo que subjaz esta obra tão ambiciosa e sobre a não tão surpreendente equivalência entre a acusação do primeiro e a ideologia do repúdio de nós mesmo tão frequente em nossos meios.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Floresta Amazônica; Amazônia
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7544#ftn1

Abre a roda, chegou Madureira! Imagens, afetos e tradições em um bairro carioca

Tipo de Material
Resenha
Autor Principal
Souza, Carlos Eduardo Dias
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7416
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Referência: SANTOS, Myrian Sepúlveda (org). Nos quintais do samba da grande Madureira. Memória, história e imagens de ontem e hoje. São Paulo: Olhares, 2016, 160pp.
Idioma
Português
Palavras chave
samba
roda de samba
Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela
religiões afro-brasileiras
Madureira/RJ
Disciplina
Referência Espacial
Zona
Norte
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Madureira
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7416

Fotobiografias: Mulheres como guardiãs de memórias na Cidade

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Cristina Maria da
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Santos, Ananda Andrade do Nascimento
Moura, Alana Brandão
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7226
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Fotobiografias
Memoria
Mulheres
Historias de vida
Poço da Draga
Resumo

Buscamos compreender a biografia da cidade de Fortaleza-CE, através dos álbuns fotográficos que seus habitantes guardam em casa, em seus acervos comuns. Partimos da noção de fotobiografias para perceber que as grafias de uma vida (a das mulheres e da cidade) através de fotografias. Abordamos as histórias de três mulheres Ivoneide (53 anos), Iolanda (72 anos) e Ivonilda (80 anos) para compreendermos os vestígios da história de tensões e conflitos do Poço da Draga dentro da cidade. Tomamos como referência as noções de rastros em Benjamin; além de memória (Gagnebin), mundo narrado (Ingold), guardiãs da memória (Estés) e caminhadas na cidade em Certeau. Os álbuns fotográficos aparecem como extensão dos corpos dessas mulheres, ganham força narrativa e traçam suas fabulações sobre suas experiências urbanas. Suas narrativas nos fazem conhecer, para além das cristalizações de uma cidade anunciada como violenta e cruel com seus habitantes, trazendo, então, uma paisagem humana feminina, poética e plena de afetos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Bairro/Distrito
Poço da Draga
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7226

Os bandeirantes ainda estão entre nós: reencarnações entre tempos, espaços e imagens

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Waldman, Thais Chang
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7346
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
O presente artigo é fruto da tese de doutorado "Entre batismos e degolas: (des)caminhos bandeirantes em São Paulo (2018)", financiada pelo CNPq, sob a orientação da Profa. Dra. Fernanda Arêas Peixoto.
Idioma
Português
Palavras chave
memória e imaginário urbano
monumentos públicos
São Paulo
Borba Gato
Julio Guerra
Resumo

Acompanhar as flutuações e os percursos bandeirantes na cidade de São Paulo significa balizar os usos que pessoas e grupos fazem desse personagem para dar sentido a suas experiências em momentos e lugares específicos. Produzido no interior de uma teia de práticas e discursos, o bandeirante não é uma categoria fixa, tampouco tem seu significado dado de antemão. Para além de figura histórica do período colonial brasileiro, trata-se da invenção de uma metrópole que ele mesmo ajuda a produzir, numa operação na qual sobrepõe, cruza, destrói e reinventa discursos, atitudes e miradas, muitas vezes contraditórias. Sensível às transformações da cidade, ele comenta as mudanças urbanas e lhes confere sentido, engendrando-as e produzindo-as. Atenta às reelaborações locais e às tantas historicidades nele impregnadas, sigo neste artigo os itinerários de algumas figurações desse personagem que, ao se recriar no tempo e com o tempo, condensa e articula diferentes embates, temporalidades e sentidos.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7346#ftn1

Proibido roubar na quebrada: território, lei e hierarquia no PCC.

Tipo de Material
Resenha
Autor Principal
Olic, Mauricio Bacic
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.6265
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
24
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Texto de referência: BIONDI, Karina. Proibido roubar na quebrada: território, lei e hierarquia no PCC. 2018. São Paulo: Editora Terceiro Nome/Gramma.
Idioma
Português
Palavras chave
Crime
Hierarquia
Periferia
PCC
Tráfico
Resumo

Uma etnografia em movimento. Esse parece ser o grande desafio que a pesquisa de Karina Biondi busca enfrentar ao seguir as dinâmicas, ou melhor, os ritmos, pelos quais os enunciados do Primeiro Comando da Capital se espraiam por diferentes quebradas e unidades prisionais.

O caminho adotado pela autora para enfrentar o desafio de etnografar um “objeto incorpóreo” foi adotar o movimento como método que conduz a pesquisa. Mais do que uma opção, colocar-se “em movimento no movimento” se apresentou como uma necessidade diante das dificuldades existentes tanto em acessar interlocutores que vivem em torno de atividades consideradas ilegais (a qualquer momento eles podem sair do ar), como pela ausência de uma totalidade coerente ou uma territorialidade fixa que delimitasse os contornos do trabalho de campo, assim como pela própria dinâmica de funcionamento do PCC.

Área Temática
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/6265