Arte e estética

A rima na escola, o verso na história: um estudo sobre a criação poética e a afirmação étnico-social em jovens de uma escola pública de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Maíra Soares
Sexo
Mulher
Orientador
Amaral, Monica Guimarães Teixeira do
Ano de Publicação
2010
Programa
Educação
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
adolescência
criação poética
culturas juvenis
preconceito e afirmação étnico-social
periferia
Resumo

Esta dissertação é o resultado de uma pesquisa e intervenção realizada em uma sala de aula com alunos da 7ª série de uma escola pública de São Paulo. Estes jovens, amantes do ritmo e da poesia, são descendentes de famílias afro-brasileiras e indígenas Pankararu, oriundas do sertão de Pernambuco, que se alojaram em São Paulo, a partir da década de 50, período desenvolvimentista, servindo como mão-de-obra da construção civil paulistana. A escola onde se fez a investigação está situada no bairro Morumbi e atende os estudantes, moradores da favela Real Parque, cujas histórias estão vinculadas a esta experiência de migração do sertão pernambucano para a região sudeste. Observou-se que apesar de conhecida a história desta comunidade, esta não se revelou integrada à cultura escolar, cuja tendência parecia ser a de negar a herança afro-indígena nordestina do corpo discente. Neste sentido, o objetivo do estudo foi investigar e propiciar, pela via poéticomusical dos jovens, formas de interlocução com este passado recente. Assim, a partir de uma pesquisa etnográfica" rumo ao sertão nordestino, na região do Brejo dos Padres, de onde veio grande parte dessas famílias, deparamo-nos com as mais ricas produções de poesia popular, que nos forneceu o material para algumas intervenções em sala de aula. O trabalho em classe, que contou com a participação de alunos e professores, foi em torno dos hibridismos culturais com ênfase nos processos de apropriação, recombinação e reinvenção presentes nas manifestações do cordel, do rap e do repente. Entendemos que este processo de mistura de diferentes estilos de produção poética, convertendo-o em algo próprio, foi um modo de os grupos sociais discriminados pela sociedade brasileira responderem às exigências de subjetivação e de afirmação étnico-social.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo
Zona
Sul
Bairro/Distrito
Morumbi
Localidade
Favela Real Parque
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2003
Localização Eletrônica
https://doi.org/10.11606/D.48.2010.tde-30082010-102212

Entre a margem e o culto: graffiti na sociedade contemporânea

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Perdigao Leite, Leonardo
Sexo
Homem
Orientador
Arendt, Ronald João Jacques
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Psicologia Social
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
207
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Entre
Museu
Teoria Ator-Rede
Cidade
Resumo

O presente trabalho pensa a manifestação do graffiti na contemporaneidade como um movimento do entre, ou seja, da encenação e performance dessa atividade nos diversos contextos. Não se trata de identificar o graffiti em polos binários ou opostos, nem de propor uma conceituação precisa e fechada, mas de considerar que há trocas entre os atores humanos, não humanos e ambientes. Para isso, adoto os pressupostos teórico-metodológicos da Teoria Ator-Rede, principalmente de Bruno Latour (2005), na descrição dos trabalhos de campo realizados em três locais da cidade do Rio de Janeiro: o Museu de Favela, localizado no Pavão-Pavãozinho Cantagalo; a Galeria Providência, localizada no Morro da Providência; e o Museu Nami, localizado na comunidade Tavares Bastos. É possível ver através das etnografias que os três espaços têm algumas questões comuns, como o uso do graffiti em corredores a céu aberto, a reafirmação das favelas como parte constituinte das cidades e o uso da arte como forma de gerar afetos e afetações. Mas em cada um dos locais há peculiaridades, particularidades que se dão de acordo com as articulações, conexões e alianças que se compõem, desfazem e recompõem. Nesse sentido, questões como gênero, remoções, direito à cidade, memórias locais, patrimônios, dentre outras, emergem dos vínculos entre os atores e os locais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9153728

Distinção, cultura de consumo e gentrificação: o Centro Cultural Banco do Brasil e o mercado de bens simbólicos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Vieira, Marco Estevão de Mesquita
Sexo
Homem
Orientador
Santos, Mariza Veloso Motta
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Brasília
Programa
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituição
Universidade de Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
centro cultural
cultura
política urbana
Resumo

 

O trabalho analisa as condições de emergência dos centros culturais a partir do estudo de caso sobre o Banco do Brasil, a principal instituição financeira do País, que, por ser pioneira na criação de centros culturais corporativos, estabeleceu o paradigma que passou a conduzir os processos de enobrecimento urbano dos centros metropolitanos brasileiros.

A partir da história do Banco do Brasil e de sua ambigüidade de atuação, ora como agente de políticas publicas, ora como banco comercial, o trabalho analisa as estratégias desenvolvidas pela empresa para manter posição ante as perdas processadas com a criação do Banco Central e as ameaças de privatização decorrente da reestruturação capitalista da década de 1980 e do domínio do pensamento neoliberal. Identifica a série discursiva que moldou a invenção de suas tradições e as motivações para instalar um centro cultural na sua antiga sede no Rio de Janeiro.

O sucesso do empreendimento possibilitou recuperar o centro histórico da cidade, fato que transformou o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em âncora do Corredor Cultural, projeto de requalifacação urbana do Rio de Janeiro. Sob esse aspecto, o trabalho analisa as afinidades eletivas entre os interesses da empresa e do município e os resultados e as limitações do projeto de reurbanização carioca, suas conseqüências para o surgimento de processos semelhantes nas demais capitais brasileiras e os seus elos com os pressupostos da pós-modernidade.

A bem-sucedida ação da política urbana carioca levou as demais metrópoles brasileiras a exigir do Banco do Brasil igualdade de tratamento, dando início a uma disputa que levou a instituição a criar novos CCBB em São Paulo e Brasília. Nesse tópico, o trabalho analisa o processo de expansão dos CCBB e as novas orientações mercadológicas que o transformaram em moeda de troca. Estuda também a consolidação da era dos museus e centros culturais no Brasil sob o conceito de distinção e do mercado de bens simbólicos e como conseqüência das ações para tornar as cidades elegíveis para investimentos e trânsito dos agentes da globalização econômica.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/A
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5249/4770

ENTRE A CULTURA POPULAR E A ARTE URBANA: A cidade de São Caetano de Odivelas-Pará nos murais contemporâneos de And Santtos e Adriano DK

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Brito Cosme, Priscilla
Sexo
Mulher
Orientador
Dos Santos Neves, Ivania
Ano de Publicação
2020
Programa
Comunicação
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade comunicativa
São Caetano de Odivelas
Interação
Graffiti
Murais Contemporâneos
Resumo

As cidades e seus sujeitos são historicamente construídos, suas memórias são fraturadas e, a depender das condições de possibilidades, visibilizam e silenciam discursos. Nesse sentido, tomamos a cidade não como um espaço neutro, esvaziado de memória, ou ainda um cálculo urbanístico, mas sim como espaço interativo e comunicativo. A partir desta perspectiva, analisamos os murais contemporâneos com a imensidão de cores, pincéis, tintas, spray de graffiti e Boi de Máscaras, desenvolvidos pelos artistas Adriano DK e And Santtos, com a noção de “odivelismo” proposta por ele, um estudo voltado aos valores sociais e culturais da cidade de São Caetano de Odivelas, no estado do Pará. Nosso objetivo é compreender como suas obras traduzem o espaço urbano, interagem com os moradores da cidade e deixam ver a diversidade étnica de seus moradores. Para tanto, o trabalho de campo com base em tonalidades etnográficas, envolve entrevistas semiestruturadas com atores sociais da cidade, mas se pauta, sobretudo, nas experiências vividas na cidade em companhia do artista. Nosso referencial teórico-metodológico se fundamenta na formulação de cidade comunicativa e polifônica, proposta por Lucrécia Ferrara e Canevacci, nos estudos de Foucault sobre saberes sujeitados e na definição de mural contemporâneo de Gitahy e sobre a abordagem antropológica do graffiti por Campos. Esta investigação identificou uma forma de etnomural, constituída como uma expressão pautada no cotidiano do odivelense, na poesia singular, no sentimento do morador às margens do rio Mojuim revelada em ritmos, sons e cultura popular, o olhar do mangue e da pesca, do brincar no cortejo Boi de Máscaras materializada nos muros da urbe.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Caetano de Odivelas
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9784472

ÚTERO URBE: Mulheres, territorialidades e insurgências na paisagem urbana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tiemi Takiya Teixeira, Carolina
Sexo
Mulher
Orientador
Aparecido Jose Cirilo
Ano de Publicação
2020
Programa
Artes
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Corporalidade
Território
Arte
Feminismos
Resumo

Ao narrar a história do grafite no Brasil, onde estão as mulheres? Entender sua participação indica-nos como é insuficiente centrar-nos em registros visuais, dado que as nuances da ocupação do espaço público devem ser vistas descortinando, fora da paisagem, camadas da experiência feminina silenciada. Mas como revelar essas camadas? A ocupação urbana das mulheres no grafite será investigada, tendo como lócus analítico o processo criativo impulsionado pelos encontros da residência artística Útero Urbe, realizados entre 2014 e 2019 nas cidades de João Pessoa, São Luís do Maranhão e São Paulo. Nesse percurso, ensejamos disparar processos criativos através de encontros com mulheres e dissidentes de gênero, transpondo a narrativa hegemônica da linguagem e a distribuição desigual de suas inscrições pelo espaço urbano. Nesse sentido, centraremos nossa análise em dois blocos para entender, em um primeiro momento, como vêm se constituindo o campo do grafite, realocando a definição em consonância com uma perspectiva contracolonial e trazendo à tona vozes historicamente silenciadas. Em nossa análise buscamos desvelar os regimes de visibilidades e as diferentes escalas em movimento e disputa através das cidades e dentro do próprio movimento do grafite, em diálogo com a perspectiva de Grada Kilomba, Gloria Anzaldua, Lorena Cabnal, Rita Segato, Beatriz Nascimento, entre outras. Ao mesmo tempo, iremos entrelaçar narrativas de artistas e coletivas que acionam a intervenção urbana, relatando experiências e epistemologias insurgentes em Abya Yala, como o Coletivo Mujeres Creando, Maçãs Podres e Periferia Segue Sangrando. Em um segundo momento, investigaremos as cartografias coletivas realizadas em Útero Urbe, convocando os eixos corpo e território; bem como discorreremos sobre os encontros nas cidades supracitadas. A trama de todas as narrativas e perspectivas reunidas nessa investigação, buscam tornar-se um contraponto reflexivo e estético, ao mesmo tempo que realiza uma mirada tática de ocupação e incorporação das cidades, por mulheres em fuga e anunciação.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
João Pessoa
São Luís
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Maranhão
Referência Temporal
2014-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9255879

UMA CIDADE MUDA NÃO MUDA: Mulheres, Graffitis e Espaços Urbanos Hostis

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Lima Rodrigues de Barros, Erna Raisa
Sexo
Mulher
Orientador
Marcon, Frank Nilton
Ano de Publicação
2020
Programa
Sociologia
Instituição
UFS
Idioma
Português
Palavras chave
graffiti
espaços hostis
mulheres
cidades
gênero
Resumo

“Uma Cidade muda não muda: graffiti e mulheres no espaço público” propõe uma leitura do graffiti enquanto fenômeno urbano em diálogo com a estrutura da cidade como espaço de disputas a partir de uma perspectiva de gênero. Busca contribuir para uma discussão sobre o transitar das mulheres pelo ambiente público “por sobre os ombros” de grafiteiras que ressignificam estes espaços, apoiadas na representação de entendimentos sobre uma cidade pensada e planejada segundo uma ideia de universalidade do humano, ou seja, uma perspectiva hegemônica do masculino em detrimento do feminino. Assim, o objetivo principal da Tese é a identificação dos espaços hostis à presença das mulheres no espaço público da cidade e a reflexão acerca da resistência das grafiteiras a estes espaços através da reinvindicação de uma agência na cidade. Para isso, a metodologia utilizada foi a observação dos usos cotidianos e discursos de grafiteiras na Grande Aracaju – SE, através do registro fotográfico e fílmico de suas intervenções no ambiente urbano, percorrendo diferentes trajetos junto a elas, e também sozinha, a fim de compreender a prática do graffiti como ferramenta de representação, contestação e expressão feminina. Deparei-me durante estes trajetos com uma estrutura urbana que atende por uma lógica masculina de planejamento não sensível ao gênero, que impõe às mulheres um transitar cheio de limitações, que apresentei nesta Tese através de Pranchas Fotográficas, dispostas em montagens das imagens colhidas em campo. A pesquisa teve como resultado a compreensão de que as grafiteiras resignificam e transgridem diferentes espaços hostis às mulheres, guiadas por sentimentos de resistência e sororidade, através da reinvindicação de uma agência estetizada e de dinâmicas particulares de diálogo e atuação na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Aracaju
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Sergipe
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=10362584

O Grafite como discurso de (Re)Existência na Ladeira da Preguiça

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Reis, Isabela Assunção
Sexo
Mulher
Orientador
Teixeira, Maria da Conceição Reis
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Salvador
Programa
Estudo de linguagens
Instituição
UNEB
Página Inicial
1
Página Final
93
Idioma
Português
Palavras chave
Análise de Discurso
Memória
Contradiscurso
Ladeira da Preguiça
Grafite
Resumo

Trata-se da Análise do Discurso de re(existência) na Ladeira da Preguiça sob a ótica da linha francesa, filiada á Teoria Pêcheutiana. Tomaram-se como operador de análise os conceitos de memória, sujeito discursivo e forma de silêncio, para investigar quais discursos são materializados pelos grafites elaborados para eventos políticos-culturais na localidade da Ladeira da Preguiça em Salvador/Ba. Fundada no século XVI, é a segunda ladeira da primeira capital do Brasil, atualmente classificada como uma das “cracolândias” da metrópole baiana, pelo grande número de dependentes químicos e/ou pessoas em situação de rua, um dos motivos para ser marginalizada e sofrer com o preconceito social. Um dos mecanismos encontrados pela comunidade, para alterar está realidade, foi através dos grafites, produzidos nas fachadas das casas e nas faixas que compõem as manifestações culturais promovidas pelos “preguiçosos”, com intuito de resgatar a cidadania e identidade local. Constitui-se assim, discursivamente como uma comunidade que emerge sentidos no espaço urbano. O grafite, linguagem que era repudiada pela organização da cidade - por revelar o que o discurso dominante por muito tempo tentou silenciar – faz retomar o sentido histórico através de seu interdiscurso e, hoje, é utilizado pelos moradores para romper o silêncio social e institucional ao qual são submetidos. Discutem-se os possíveis efeitos de sentidos gerados pelos grafites, destacando seu papel como linguagem, e sua importância como testemunho histórico e social, consequentemente, como operador da memória discursiva. Sua leitura forneceu elementos para uma análise contemporânea, que o concebeu como objeto simbólico, produtor de sentido, com características conceptuais e estéticas próprias, apontando questões sobre o contexto sócio-histórico-ideológico no qual foi produzido. Deste modo, o grafite contribui com a memória social como um contradiscurso, que rompe o silenciamento e a relação do público e do privado, de forma subversiva. Materializa-se como prática contra hegemônica, dos lugares de produções dos dizeres. Por conseguinte, o material aqui analisado apontou para as condições de produção, dos dizeres nele contidos, revelando a realidade social da comunidade da Ladeira da Preguiça, bem como a posição dos sujeitos dos dizeres, frente à problemática social na que estão submetidos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Bairro/Distrito
Ladeira da Preguiça
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9365726

"A rua sabe quem e quem": A comunicação do graffiti por meio da trajetória da VTS Crew na periferia de fortaleza

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
De Facanha e Campos, Fernanda
Sexo
Mulher
Orientador
Farias De Oliveira, Catarina Tereza
Ano de Publicação
2020
Programa
Comunicação
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Etnografia virtual
Etnografia
Comunicação na cidade
VTS Crew
Resumo

Esta pesquisa investigou graffiti e os projetos produzidos pela VTS Crew na periferia de Fortaleza, procurando compreender essas intervenções que são elaboradas no Parque Dois Irmãos. O objetivo central foi analisar como ocorre a comunicação na cidade por meio dos graffitis feitos pela VTS Crew, com a realização do projeto Negras Raízes e os graffitis realizados nos anos de 2018 e 2019 pelo grupo. Para isso, apresentamos a VTS Crew, grupo composto por seis grafiteiros (Mils, Vivi, Ane, Tubarão, Edi e Baga), criado no ano de 2005, que fazem intervenções no Parque Dois irmãos, bairro localizado na periferia de Fortaleza e em outros bairros da cidade. A questão central desse trabalho buscou responder o que o graffiti em Fortaleza comunica por meio da produção dos graffitis e projetos desenvolvidos pela VTS Crew na periferia da cidade, especialmente no bairro Parque Dois Irmãos. Problematizamos como a crew vem construindo sua relação com o graffiti desde a sua origem e contemplamos o conceito de crew com os autores Avramidis e Drakopoulou (2012). Trazemos uma contextualização histórica do graffiti no contexto contemporâneo, no Brasil e da VTS Crew. Em termos teóricos, problematizamos ainda a relação dessa expressão com a comunicação por meio dos autores Campos (2010), Gitahy (2011) e Júnior (2014). Além disso, também refletimos sobre o conceito de identidade, utilizando os autores Hall (2006) e Bauman (2005). A metodologia do trabalho possui como inspiração a etnografia em que utilizamos Geertz (2008) e Malinowski (1976) como as principais referências. Além disso, também fizemos uso da etnografia na internet através do acompanhamento das redes sociais, principalmente do Instagram da crew e de seus participantes, em que temos como principal referência Hine (2004; 2016). Essa investigação concluiu sobre a importância da documentação fotográfica e escrita diante da história do graffiti em Fortaleza que possui poucos registros e a percepção das práticas sociais e culturais que essa linguagem permite abordar. Em relação à VTS Crew, o grupo se mantém como uma das principais referências no pioneirismo do graffiti em Fortaleza e mostram que a cada ano buscam abordar novas temáticas e técnicas utilizando o graffiti.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Bairro/Distrito
Parque Dois Irmãos
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2018-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=10215153

TRANSGRESSAO E SALVAGUARDA: Olhares sobre a pixação e as edificações históricas do Bairro de Jaraguá - Maceió/AL

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lemos Pessoa, Eloisa
Sexo
Mulher
Orientador
De Oliveira Rodrigues, Rafael
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Maceió
Programa
Antropologia
Instituição
UFAL
Página Inicial
1
Página Final
157
Idioma
Português
Palavras chave
Jaraguá
Pixação
Patrimônio Edificado
Maceió
Resumo

Esse trabalho consiste em um estudo voltado a pixação na cidade de Maceió, em especial aquelas encontradas no bairro histórico de Jaraguá. O bairro se configura como um dos primeiros núcleos de formação da cidade de Maceió e, portanto, apresenta elementos históricos institucionalmente preservados. Entretanto, como a maioria dos centros históricos brasileiros, Jaraguá está cercado por diversos conflitos que envolvem a forma como as edificações e monumentos são preservados, a escolha dos bens patrimonializados e um longo processo de segregação social e mercantilização do espaço. Em meio a esse cenário, as pixações são realizadas nos muros, portões e demais superfícies do bairro, à revelia do que o poder hegemônico considera ideal e agradável. Diante disso, surge o interesse em buscar compreender como a pixação se insere na paisagem de Jaraguá, em especial no entorno da Rua Sá e Albuquerque. Para tanto, fez-se necessário um levantamento da forma como o patrimônio cultural brasileiro foi construído e as leis que o regem e quais os bens patrimoniais do Estado e do Município, compreendendo o perfil do que é considerado patrimônio; uma análise física e da dinâmica de ocupação do recorte de estudo, atentando para a maneira como a sua paisagem foi sendo moldada ao longo dos anos; bem como uma contextualização sobre a pixação em Maceió, refletindo sobre algumas características do movimento local. Por fim, reflito sobre os contextos físicos, sociais e políticos que envolvem a pixação na paisagem do bairro de Jaraguá considerando seu potencial político, questionador, inclusivo e ressignificativo do espaço

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Maceió
Bairro/Distrito
Jaraguá
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Alagoas
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9776804

A fratria órfã: o esforço civilizatório do rap na periferia de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Kehl, Maria Rita
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
15
Ano de Publicação
2000
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
145
Página Final
164
Idioma
Português
Palavras chave
Racionais MC's
rap
pobreza urbana
periferia
jovens
Resumo

Meu interesse a respeito do trabalho dos Racionais MC's, um dos mais importantes grupos de rap brasileiros, além da fascinação que o efeito poético das letras do rap produz em mim, refere-se ao que considero como o esforço civilizatório deste grupo em relação às condições de vida e ao apelo ao gozo entre jovens da periferia de São Paulo. Este esforço civilizatório é característica do rap em geral, e mais particularmente do que se produz nos bolsões de pobreza urbana no Brasil - a origem do rap, como se sabe, está nos jovens moradores dos guetos típicos da segregação racial e social da sociedade norte-americana. Os Racionais são, a meu ver, o mais expressivo dentre os grupos que se proliferam, há mais de dez anos, no Brasil.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1990-2000
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/44578