Modo de vida, imaginário social e cotidiano

As Fronteiras da Liberdade: O Campo Negro como entre-lugar da Identidade Quilombola

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Martins, Cristian Farias
Sexo
Homem
Orientador
Soares, Mireya Suárez de
Código de Publicação (DOI)
53001010029P1
Ano de Publicação
2006
Programa
Estudos comparados sobre as Américas
Instituição
UnB
Idioma
Português
Palavras chave
Liberdade
Identidade
Quilombola
Resumo

O presente estudo estabelece como proposta de trabalho a realização de uma releitura da literatura que situa os quilombos ou mocambos, necessariamente, como grupos étnico-raciais que construíram projetos políticos cuja finalidade última era a derrubada do sistema escravista ou a recriação simbólica da cultura africana no Brasil. Para alcançar esse objetivo, este trabalho foi dividido em três capítulos que, em conjunto, pretendem mostrar que existem fronteiras sociais, não relacionadas apenas à raça ou etnia, mas também dadas pela cultura, que situam imaginariamente determinados sujeitos históricos - como os quilombolas e os nordestinos-, à margem da representação "normal" de nação. Para alcançar esse objetivo, este trabalho foi dividido em três capítulos que, em conjunto, pretendem mostrar que existem fronteiras sociais, não relacionadas apenas à raça ou etnia, mas também dadas pela cultura, que situam imaginariamente determinados sujeitos históricos - como os quilombolas e os nordestinos, à margem da representação "normal" de nação. No primeiro capítulo utilizo a noção de "projeto" (Velho, 1978; 1999a; 1999b) e a idéia de "metanarrativa da emancipação" escrava de Gilroy (2001) para pensar os significados dos projetos de emancipação dos sujeitos históricos que resistiram à escravidão nas Américas e, em especial, no Brasil. No segundo capítulo descrevo o modo como os quilombolas construíram seus projetos de liberdade, servindo-se das regiões imaginadas como periféricas ao Estado-Nação brasileiro, dentre elas, o Grão-Pará. Argumento também que essas regiões marginais e periféricas funcionavam como campos de possibilidades dinâmicos, catalisadores e amalgamadores de significados, idéias, ideologias, práticas e identidades. Nesse contexto sócio-histórico, o "campo negro" emerge como um entre-lugar de múltiplos centros e periferias, que propicia a existência da identidade quilombola como uma identidade sui generis, nem ética, tampouco racial (ainda que racializável). No capítulo terceiro defendo que há uma ligação simbólica entre os campos negros, os cortiços, os sertões e as favelas. Baseio meus argumentos nos trabalhos de Sidney Chalhoub (1990 e 1996) e Licia Valadares (2000) que mostram que os cortiços eram um importante cenário de luta dos escravos das cidades e que as favelas são, ao menos em termos simbólicos, as sucessoras dos cortiços e a migração do sertão para a cidade. Nas considerações finais faço um breve resumo da dissertação e enfatizo a importância da realização de estudos sócio-históricos sobre a trajetória dos escravos emancipados no pós-abolição, haja visto o silencia das ciências sociais sobre essa importante questão.

Autor do Resumo
Cristian Farias Martins
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
http://itinerarios.uw.edu.pl/wp-content/uploads/2014/12/11_Farias.pdf

O Olhar Urbano de Zuenir Ventura: Rio de Janeiro uma Cidade Partida

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alves, Taís de Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Oliveira, Maria de Lourdes Abreu de
Código de Publicação (DOI)
32032013001P9
Ano de Publicação
2006
Programa
Letras
Instituição
CES/CJ
Idioma
Português
Palavras chave
Rio de Janeiro
Violência Urbana
Zuenir Ventura
Resumo

Esta dissertação tem como proposta pesquisar no livro Cidade partida, de Zuenir Ventura, a violência urbana do Rio de Janeiro, caracterizada na primeira metade da década de 90, manifesta na escritura do autor. A partir de um olhar cinematográfico e pós-moderno, esse jornalista/poeta narra sua experiência vivida na favela de Vigário Geral. Pretende-se fazer uma abordagem do surgimento dos fatores que podem ter gerado a eclosão dessa violência, das questões sociais brasileiras que alimentam essa situação, bem como o conceito dessa cidade dividida entre o morro e o asfalto, gerando uma comunidade dos homens de bem e uma comunidade dos bandidos. Tomando-se como ponto de referência a teoria da estética da recepção, faz-se uma leitura do jogo manifesto no texto proposto, verificando-se como o autor trabalha realidade e imaginário, ao transpor para a ficção os fatos vividos em uma experiência real.

Autor do Resumo
Taís de Souza Alves
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Vigário Geral
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 1990

Dinâmica do comportamento reprodutivo no Município do Rio de Janeiro: 1991 – 2000

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
de Melo, Ennio Leite
Sexo
Homem
Orientador
Alves, José Eustáquio Diniz
Código de Publicação (DOI)
31045014001P7
Ano de Publicação
2006
Programa
Estudos populacionais e pesquisas sociais
Instituição
ENCE
Idioma
Português
Palavras chave
Fecundidade-Brasil
Cor da pele-Brasil
Demografia
Resumo

Com base em diversas fontes da literatura demográfica sobre a reprodução humana, procurou-se reunir experiências e conceitos gerais sobre a transição de altos a baixos níveis de fecundidade. Notadamente, tal conjuntura revela que o fenômeno da transição da fecundidade pode variar ou ocorrer em múltiplos contextos sociais, econômicos e culturais inseridos nas diferentes populações estudadas. O Brasil apresentou, nas últimas décadas, uma das transições de fecundidade mais rápidas ocorridas no século vinte quando comparado a outros países em desenvolvimento. Em menos de quarenta anos, a taxa de fecundidade total, que girava em torno de seis filhos, caiu a níveis próximos de reposição (2,4 filhos por mulher em 2000). Dentre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro, tradicionalmente, vem apresentando os mais baixos níveis de fecundidade do país desde o início do século passado, principalmente, a sua capital. A presente dissertação traça um panorama geral dos diferenciais da fecundidade do Município do Rio de Janeiro, levando-se em conta a distribuição de mulheres que estão com o ciclo reprodutivo completo ou "quase completo", segundo o número de filhos tidos nascidos vivos. O estudo leva em consideração os diferentes perfis socioeconômicos das mulheres de 35 a 49 anos de idade por raça/cor, anos de estudo, estado civil, condição de atividade, classes de rendimento nominal mensal familiar e religião. Por conseguinte, o objetivo deste estudo comparativo é medir o efeito dessas variáveis sobre a fecundidade dos segmentos populacionais femininos residentes em favelas e fora delas, utilizando-se os dados dos Censos Demográficos de 1991 e 2000

Autor do Resumo
Ennio Leite de Melo
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1991-2000

Um mar de lutas: memória e mobilização popular na favela Nova Holanda - Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Carvalho, Monique Batista
Sexo
Mulher
Orientador
Santana, Marco Aurélio
Código de Publicação (DOI)
31021018002P4
Ano de Publicação
2006
Programa
Memória Social
Instituição
UNIRIO
Idioma
Português
Palavras chave
Memória Coletiva
Movimentos Sociais
Identidade
Favelas
Complexo da Maré
Resumo

Esta dissertação foi elaborada na perspectiva de efetivar a análise do movimento associativo na favela Nova Holanda, uma das 16 comunidades do Complexo de Favelas da Maré, Rio de Janeiro. Os estudos foram feitos a partir da memória coletiva dos atores que estiveram direta ou indiretamente envolvidos no processo de construção desse movimento durante a década de 1980 e início da década de 1990, tendo como metodologia a história oral. Foi durante esse período que a atuação da Chapa Rosa obteve maior destaque. Essa chapa foi o resultado de um trabalho de mobilização popular que ocorria na favela desde o final da década de 1970, iniciado por um grupo composto principalmente por mulheres e que atuou à frente da Associação de Moradores por nove anos. A Chapa Rosa foi responsável por inúmeras mudanças no espaço da favela e também por uma nova forma de relação dos moradores com aquele espaço. A luta pela transformação de Nova Holanda, através da urbanização, era o pano de fundo das reivindicações dos moradores, por isso a relação entre memória, identidade e espaço são fundamentais na compreensão de todo o processo de formação da Chapa Rosa e de todas as lutas, conquistas e conflitos de Nova Holanda.

Autor do Resumo
Monique Batista Carvalho
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Favela da Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 1980 - Década de 2000
Localização Eletrônica
http://www.memoriasocial.pro.br/documentos/Disserta%C3%A7%C3%B5es/Diss186.pdf

Territorialidades no Mundo Globalizado: outras leituras de Cidade a partir da cultura Hip Hop

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Denilson Araújo de
Sexo
Homem
Orientador
Barbosa, Jorge Luiz
Código de Publicação (DOI)
31003010041P2
Ano de Publicação
2006
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Hip Hop
Estratégias territoriais
Resumo

No mundo contemporâneo, as grandes cidades vêm se tornando, por excelência, espaços da territorialização de culturas mundializadas de forma intensa. Estes múltiplos processos de territorialização vêm sendo acompanhados da tradução e reelaboração destas culturas às novas realidades em que elas se inserem. A territorialização da Cultura Hip-Hop no Rio de Janeiro é um exemplo de uma cultura mundializada, que é traduzida e reelaborada à realidade carioca. A cultura Hip-Hop se constituiu nos guetos das cidades americanas nos anos 70 como uma cultura que já emerge globalizada, fruto do encontro de culturas migratórias e em diáspora, como os mexicanos, haitianos, jamaicanos, brasileiros, porto-riquenhos e afroamericanos segregados nos guetos americanos. A criação do Hip-Hop buscará romper com os conflitos entre as gangues nos guetos por domínio territoriais, isto é, o Hip-Hop é fruto da negação da violência e da afirmação de uma arena política, ao buscar transferir a violência da guerra de gangues para disputas culturais pela música, pela dança e pela expressão visual, nascendo aí seus elementos: o rap (a música), o break (a dança) e o grafite (os desenhos nos muros). O Hip-Hop ganhará dimensão espacial pelo mundo com a difusão de filmes e da música negra americana, a partir dos anos 70 e 80. O Hip-Hop no Rio de Janeiro e em todo o Brasil vem sendo apropriado majoritariamente por sujeitos das periferias sociais (morros, favelas, comunidades), que vêm ressignificando os seus espaços cotidianos a partir desta cultura, buscando romper com os estereótipos sobre os negros, sobre os pobres e seus espaços de vivências. Ele vem se tornando no Rio de Janeiro, de forma tensa e contraditória, um instrumento na construção de uma cidadania insurgente dos sujeitos das periferias sociais como forma de negar o lugar sócio-espacial imposto aos negros e pobres, criando territórios como forma de luta. Nossa proposta neste trabalho visa analisar os impactos territoriais deste fenômeno mundializado na cidade do Rio de Janeiro e os significados políticos que vem sendo produzidos pelas suas estratégias territoriais.

Autor do Resumo
de Oliveira, Denilson Araújo
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 1970 - Década de 2000
Localização Eletrônica
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=157838

Insegurança pública e conflitos urbanos no Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Câmara, Breno Pimentel
Sexo
Homem
Orientador
Vainer, Carlos Bernardo
Código de Publicação (DOI)
31001017065P2
Ano de Publicação
2006
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Insegurança pública
Conflitos
Resumo

Os eventos conflituosos que reivindicaram segurança pública na cidade do Rio de Janeiro entre os anos de 1993 e 2003 se constituíram enquanto objeto de análise do presente trabalho. A hipótese que orientou a análise foi se haveria um padrão na conflitualidade da violência na cidade pelo modo como a sociedade reage ao crime violento. Os dados empíricos utilizados foram os registros de eventos conflituosos organizados no Mapa dos Conflitos Urbanos na cidade do Rio de Janeiro, que utilizou como fontes os três jornais diários de maior circulação na cidade e os arquivos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. As recorrências observadas nas opções de forma de luta, nas motivações desencadeantes das manifestações públicas coletivas, na caracterização dos agentes mobilizados ou reclamados e na espacialização das ocorrências registradas apontaram para um duplo padrão de reações sociais. Na "favela" ou no "asfalto" os conflitos apresentaram semelhanças e recorrências, se ocorridos em um mesmo tipo de espaço, mas diferenças profundas, se contrastados os espaços de origem das motivações. As formulações de um movimento social acerca dos conflitos por segurança nas "favelas" complementaram as descrições de tais conflitos, que embora mais numerosas, apareceram com menos detalhes nos registros. Tenta-se demonstrar, através das lutas coletivas, como um processo de criminalização dos moradores de favelas foi desenvolvido enquanto mecanismo de controle social.

Autor do Resumo
Breno Pimentel Câmara
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1993-2003
Localização Eletrônica
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=46878

Favela uma cidade invisibilizada: memórias históricas, lutas e resitência dos moradores da Favela do Jacarezinho

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ignácio, Jocelene de Assis
Sexo
Homem
Orientador
Moraes, Nilson Alves de
Código de Publicação (DOI)
31021018002P4
Ano de Publicação
2005
Programa
Memória Social
Instituição
UNIRIO
Idioma
Português
Palavras chave
Memória
Favela
Luta
Resumo

O objetivo deste trabalho é apresentar a maneira pela qual o estigma atribuído à favela acabou por orientar as relações sociais, os desempenhos individuais e coletivos de seus moradores. A análise teve como ponto de partida a vivência dos moradores da favela do Jacarezinho, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, envolvidos pela ação do Movimento de Pré-vestibulares Para Negros e Carentes. Observamos e destacamos nesta experiência alguns momentos em que esta marca negativa se constituiu como um limite na mobilidade social do grupo sob nossa observação. Baseado nesta problemática demonstramos como os moradores em questão transformaram a identidade negativa que lhe foi atribuída em um projeto, compreendido por eles como um importante meio de resistência aos processos gradativos de inclusão subordinada, ao qual foram permanentemente submetidos. Traremos alguns exemplos que mostram como a imagem negativa das favelas projetada pelo Estado e pelas elites urbanas, ao longo da segunda metade do século XX, tem afetado, produzido e permitido a produção e veiculação de novas ou outras memórias coletivas, ao mesmo tempo em que redefinem as fronteiras identitárias dos moradores da localidade.

Autor do Resumo
Jocelene de Assis Ignácio
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona norte
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Jacarézinho
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1950-2000

Nós no Morro - Percurso, Impacto e Transformação. O Grupo de Teatro da Favela do Vidigal

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Coutinho, Marina Henriques
Sexo
Mulher
Orientador
Coelho, José Luiz Ligiéro
Código de Publicação (DOI)
31021018003P0
Ano de Publicação
2005
Programa
Teatro
Instituição
UNIRIO
Idioma
Português
Palavras chave
Teatro
Comunidade
Educação
Resumo

A dissertação investiga a contribuição do grupo teatral "Nós no Morro" na vida dos seus integrantes e da comunidade do Vidigal. Trata-se de uma das mais importantes iniciativas no âmbito de trabalhos artísticos e sociais desenvolvidos em favelas do Rio de Janeiro e do Brasil. A primeira parte do estudo dedica-se ao seu histórico, procurando destacar os aspectos que garantiram a continuidade de sua ação dentro de sua comunidade-mãe, a favela do Vidigal, bem como a sua projeção e reconhecimento fora dela. Além disso, a pesquisa de campo realizada no ano de 2003, nos permitiu fazer uma reflexão sobre a prática do grupo em dois campos de ação: o da sala de aula (ensinando teatro a crianças e adolescentes do Vidigal) e o da companhia profissional de atores, através do acompanhamento da montagem do espetáculo "Burro sem Rabo". O estudo mostra que o grupo através do diálogo com seus indivíduos e com a sua comunidade, fortaleceu sua identidade, tornando-se capaz de desafiar a fronteira que separa o morro do "asfalto". Atualmente o "Nós do Morro" representa um movimento artístico e social que extravasa os limites do Vidigal.

Autor do Resumo
Marina Henriques Coutinho
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Vidigal
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XXI

Tecendo o passado: da memória da Favela - Morro dos Macacos, Zona Norte do Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
de Souza, Rogério Ferreira
Sexo
Homem
Orientador
Marco Aurélio Santana
Código de Publicação (DOI)
31021018002P4
Ano de Publicação
2004
Programa
Memória Social
Instituição
UNIRIO
Idioma
Português
Palavras chave
Teoria da memória
Identidade
Favela
Resumo

O objeto central desta dissertação, desenvolvida no Mestrado em Memória Social e Documento, foi analisar a forma como um grupo de antigos moradores da favela do Morro dos Macacos construiu, utilizou, reorganizou e transmitiu (ou não) às gerações futuras, as suas memórias coletivas no espaço da favela. O processo de recriação de uma memória coletiva envolve estratégias de exclusão e inclusão, tanto espaciais como sociais. Partindo do pressuposto de que o espaço da favela modificou-se profundamente nos últimos dez anos, o trabalho também procurou avaliar como essas modificações influenciaram no processo de transmissão da memória coletiva, em práticas sociais antigas e atuais desenvolvidas como estratégias de preservação da memória. Mesmo sendo o tema da problemática da favela um assunto comum aos trabalhos já desenvolvidos na Academia, este trabalho se diferencia dos demais, por priorizar o estudo da memória coletiva de um pequeno grupo de moradores, que ajudou a fundar a comunidade, com a preocupação em examinar de que forma a favela é vista pelo lado de dentro, isto é, a partir dos relatos orais e da memória de seus próprios habitantes.

Autor do Resumo
Rogério Ferreira de Souza
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Norte
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro do Macaco
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 1990 - Década de 2000

Vila Olímpica da Maré e as Políticas Públicas de Esporte em Favelas no Rio de Janeiro: novas dinâmicas da relação estado e sociedade civil em tempos neoliberais

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
de Melo, Marcelo Paula
Sexo
Homem
Orientador
Paulo Cesar Rodrigues Carrano
Código de Publicação (DOI)
31003010001P0
Ano de Publicação
2004
Programa
Educação
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Políticas públicas
Esporte em favelas
Favela da Maré
Resumo

Apresentar um trabalho, no campo da Educação, sobre políticas públicas de esportes, sem com isso relacioná-lo diretamente com o trato pedagógico destinado ao esporte na aprendizagem; sem abordar, diretamente, a relação professor-aluno, a dimensão socializante do esporte; é uma provocação para ampliar-se o conceito de Educação. Tal ampliação se dá por conta da opção em compreender a dimensão educativa na implementação dessas políticas públicas por organismos na/da sociedade civil, abordando as redefinições das relações entre o Estado e os referidos organismos no contexto do atual momento histórico e na consolidação do projeto de sociabilidade neoliberal. É nesse bojo que se propõe, como tema dessa dissertação, a discussão de todo o processo de idealização, concepção e implementação do projeto de esportes Vila Olímpica da Maré no Rio de Janeiro como expressão concreta dessa redefinição da relação Estado e sociedade civil. O referido projeto passou a funcionar a partir da criação de uma ONG (União Esportiva Vila Olímpica da Maré- UEVOM) especificamente para administrar o projeto, tendo como parceiros a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro (PMRJ) e a Petrobrás. Assim, a implementação de uma política pública de esportes se dava através da relação entre um organismo na/da sociedade civil, a ONG UEVOM, e a PMRJ. Nota-se, a partir da segunda metade dos anos 1990, um verdadeiro pulular de propaganda de políticas públicas e privadas de esporte e artes, sobretudo em bairros pobres e favelas. A tais práticas culturais é credenciada a missão de afastar crianças e jovens pobres tanto do mundo do crime como do consumo de drogas. Essa visão salvacionista grassa em significativa parcela de experiências do gênero pelo Brasil. Por conta disso, o fato da experiência abordada aqui neste trabalho, acontecer numa das maiores favelas do Rio de Janeiro, a Maré, torna a discussão ainda mais desafiadora. Tendo como referencial teórico central o marxista italiano Antonio Gramsci, procedeu-se a análise de diversos documentos tanto da UEVOM, como da PMRJ que versavam sobre a Vila Olímpica da Maré. Não obstante, a partir de entrevistas semi-estruturadas com os principais participantes na concepção e implementação do projeto, possibilitou-se o aprofundamento das questões que a práxis apresentava como desafio na realização da pesquisa.

Autor do Resumo
Marcelo Paula de Melo
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Favela da Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XXI