Poder local e gestão urbana

Análise de projetos para reintegração social de presidiários no Estado de São Paulo, com base em critérios extraídos de uma literatura analítico comportamental

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Thais Albernaz Machado do Carmo Guimarães
Sexo
Mulher
Orientador
Luna, Sergio Vasconcelos de
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Psicologia Experimental
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Reintegração social
Sistema prisional
Análise do comportamento
Resumo

Com objetivo de conhecer a política pública do Estado de São Paulo no que se refere à reintegração social de presidiários, esta pesquisa teve como finalidade avaliar projetos com aquele objetivo sob a ótica da análise do comportamento, procurando entender suas propostas e características. Para tanto, tomaram-se como fontes de informações dois documentos oficiais disponíveis: o Relatório de Acompanhamento Mensal e o Manual de Projetos de Reintegração Social (MPRS). O segundo documento tem como objetivo o delineamento de uma política voltada para a reintegração social de presidiários e, por essa razão, constituiu fonte principal da pesquisa. As análises seguiram o trajeto permitido pelos dados e partiram de questões como: Quem é a população-alvo dos programas e que comportamentos dessa população são priorizados pelo mesmo? Quais são os objetivos dessas intervenções? Que procedimentos são utilizados para instalar estes comportamentos e com que recursos? Que relação se estabelece entre as condições empregadas no programa e situações que provavelmente o indivíduo enfrentará uma vez reintegrado à sociedade? Que avaliação vem sendo feita dos programas implantados? O que se pode depreender dessa análise sobre a política de reintegração social adotada pelo Estado? A análise de uma literatura vinculada à análise experimental do comportamento indicou um conjunto de elementos que devem estar presentes no planejamento e intervenção de um programa social. que subsidiou a formulação de categorias que foram empregadas para tratar as informações. Os resultados demonstraram que a ausência de informações nos projetos do MPRS ou a sua precariedade fez com que o roteiro fosse utilizado muito mais para explicitar lacunas e suas implicações em projetos como os aqui analisados, do que propriamente como instrumento de uma análise comportamental. A dificuldade que se teve para organizar o material, de certa forma, já deve sinalizar uma dificuldade do governo para lidar com informações sobre sua política de reintegração de presidiários. Acima de tudo, os resultados e os elevados números de reincidência no Estado de São Paulo (40%) demonstram uma carência na área de reintegração social, e a necessidade, de sociedade, Governo e cientistas se aplicarem ao tema.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/16844

Juventude violenta como categoria: sobre as construções da relação entre pobreza, juventude e violência.

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Luana Motta
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
ISSN: 1806-5627 ISSN-e: 2527-2551
Título do periódico
Revista Argumentos
Volume
v. 14
Ano de Publicação
2018
Página Inicial
157
Página Final
176
Descrição Adicional
MOTTA, Luana. ?Juventude violenta? como categoria: sobre as construções da relação entre pobreza, juventude e violência. Revista Argumentos, v. 14, p. 157-176-176, 2018.
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude
Violência
Pobreza
Gestão estatal
Periferias
Resumo

o: O objeto deste texto é a ?juventude? enquanto categoria.
São apresentados processos que confluíram para emergência da
ideia de jovem violento, fazendo deste não só uma parcela da
população, mas um problema, uma questão social a ser gerido
e através do qual se tem produzido formas de intervenção
estatal junto a territórios e populações pobres. Com efeito, nas
representações correntes, os jovens de periferias são percebidos,
simultaneamente, como as principais vítimas e agentes da
violência. Sinalizo para o fato de como essa representação sobre a
juventude pobre que seria também violenta ganha materialidade
em documentos oficiais de segurança pública. Argumento,
portanto, que a mobilização recorrente e central da categoria ?
juventude? ? com adjetivos como ?vulnerável?, ?violenta? ou ?
pobre? - tem funcionado como um elemento de reconfiguração e
reprodução da lógica, já antiga, que relaciona pobreza e violência
linearmente, exatamente por ser constituída como público alvo
privilegiado tanto das políticas de combate quanto de prevenção
à violência.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Cidade de Deus (CDD)
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Etnografia 2014
Localização Eletrônica
: http://portal.amelica.org/ameli/jatsRepo/363/3631545010/ index.htm

O FRACASSO DAS PRÁTICAS ESTATAIS COMO SUA JUSTIFICATIVA: Projetos de Policiais-Professores na Cidade de Deus.

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Luana Motta
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.18764/2178-2865.v23n1p171-190
Título do periódico
Revista de Politica Públicas da UFMA,
Volume
v. 23
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/view/11913
Página Inicial
171
Página Final
190
Descrição Adicional
MOTTA, LUANA DIAS. O FRACASSO DAS PRÁTICAS ESTATAIS COMO SUA JUSTIFICATIVA: Projetos de Policiais-Professores na Cidade de Deus. Revista de Politica Públicas da UFMA, v. 23, p. 171, 2019.
Idioma
Português
Palavras chave
Projetos sociais
Policiais militares
Conflito urbano
Pobreza
Violência
Resumo

Este texto problematiza os esforços estatais de conter o conflito contemporâneo nas margens urbanas, a partir de um caso empírico: projetos conduzidos por policiais militares cedidos pela Unidade de Polícia Pacificadora da Cidade de Deus. A partir de etnografia que acompanhou a rotina desses policiais-professores e em diálogo com uma perspectiva desessencializada do Estado, argumento que as explicações para os problemas das favelas estão assentadas no que seriam as características da comunidade. Essas características explicariam a manutenção dos problemas sociais e da violência, a despeito dos projetos. Nessa narrativa, muito comum nas políticas para pobres, oblitera-se uma reflexão sobre a concepção e a implementação da política. A ineficácia dos projetos emerge como um indicador de quão difícil é, à comunidade, fazer do fracasso a justificativa para a manutenção dessas mesmas políticas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Cidade de Deus (CDD)
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Etnografia - 2014 -2016
Localização Eletrônica
http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/view/11913

Conhecer, classificar e intervir: Práticas e discursos de policiais-professores sobre os jovens vulneráveis na Cidade de Deus

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Luana Motta
Sexo
Mulher
Título do periódico
DILEMAS: REVISTA DE ESTUDOS DE CONFLITO E CONTROLE SOCIAL
Volume
v. 12
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/21606/20895
Página Inicial
627
Página Final
646
Descrição Adicional
MOTTA, Luana. Conhecer, classificar e intervir:Práticas e discursos de policiais-professores sobre os jovens vulneráveis na Cidade deDeus. DILEMAS: REVISTA DE ESTUDOS DE CONFLITO E CONTROLE SOCIAL, v. 12, p. 627-646, 2019.
Idioma
Português
Palavras chave
conflito urbano
gestão da pobreza
vulnerabilidade
polícia
projetos sociais
Resumo

Este texto trata dos modos contemporâneos de gestão estatal do conflito urbano. A partir de etnografia da rotina de policiais das UPPs cedidos para conduzirem projetos sociais na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, analiso as classificações produzidas pelos policiais-professores sobre os jovens vulneráveis. Nesse esforço de tornar legível para intervir, a categoria vulnerabilidade emerge com centralidade, permitindo agrupar e individualizar segundos os riscos potenciais dos diferentes tipos de vulnerabilidade. Conforma-se, portanto, um dispositivo de gestão dos pobres que combina intervenções via social e repressão para prevenir e combater a violência.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Cidade de Deus (CDD)
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/21606/20895

OS ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL E A ECONOMIA DE VISIBILIDADES DO DESENVOLVIMENTO

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Raquel Oliveira Santos Teixeira
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Andréa Zhouri
Luana Dias Motta
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/3610501/2020
Título do periódico
REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS SOCIAIS (ONLINE)
Volume
v. 36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/CX94xtKJ5HFt6CWs8psVSXC/?lang=pt
Página Inicial
1
Página Final
18
Descrição Adicional
TEIXEIRA, RAQUEL OLIVEIRA SANTOS ; LASCHEFSKI, ANDRÉA LUISA ZHOURI ; MOTTA, LUANA DIAS . OS ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL E A ECONOMIA DE VISIBILIDADES DO DESENVOLVIMENTO. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS SOCIAIS (ONLINE), v. 36, p. 1-18, 2021.
Idioma
Português
Palavras chave
licenciamento ambiental
impactos
política das afetações
deslocamentos compulsórios
Resumo

A realização de grandes projetos de infraestrutura é fomentada e justificada por meio da retórica do desenvolvimento, categoria que produz efeitos de sentidos que atribuem aos projetos uma inexorabilidade frente às “exigências” do mercado. Contudo, embora tratada sob a rubrica impactos no âmbito do licenciamento ambiental das grandes obras, a produção de violências diversas, e da expropriação em particular, é inerente a tais projetos. A partir de pesquisas de campo que analisam as políticas das afetações provocadas por duas barragens no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, e da análise do EIA-RIMA de um complexo minerário na bacia do Rio Santo Antônio, sub-bacia do rio Doce, este texto aborda os limites e implicações das categorias tradicionalmente mobilizadas nas Avaliações de Impacto Ambiental. Discutimos a economia de visibilidades produzida no âmbito dos licenciamentos e como ela elide a multiplicidade de deslocamentos compulsórios e a violência rotinizada no âmbito da gestão técnica dos impactos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Vale do Jequitinhonha/bacia do Rio Santo Antônio, sub-bacia do rio Doce
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
Licenciamento barragens em Minas Gerais - anos 2000
Localização Eletrônica
https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/CX94xtKJ5HFt6CWs8psVSXC/?lang=pt

O desvendar do crime sob a ótica da ciência: a perícia criminal em São Paulo, um estudo de caso

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Roselle Adriane Soglio
Sexo
Mulher
Orientador
Priven, Silvia Irene Waisse de
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Criminalística
Perícia criminal
Polícia técnica de São Paulo
Resumo

O objetivo do presente estudo foi analisar o processo de incorporação da criminalística em São Paulo, na primeira metade do século XX, até sua cristalização na adoção formal da prova técnica na legislação Código de Processo Penal, de 1941. A pesquisa indicou que a criminalística, como área específica de teorias e práticas visando a formulação de inferências confiáveis acerca da identidade do autor de um crime, com base em indícios materiais deixados no local do crime, teve início na Europa, a partir de finais do século XIX. O operador fundamental no processo de constituição da criminalística foi a ciência, na medida em que supriu não só conceitos e técnicas de investigação e de inferência, mas os métodos da pesquisa pericial. A incipiente criminalística foi introduzida no Brasil no início da década de 1910, por meio de um curso ministrado pelo criminalista suíço R.A. Reiss (1875-1929), que serviria como estopim para a criação da Policia Technica paulista. O trabalho é baseado em documentação de arquivo, pouco estudada até o presente

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Séc XX
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/13307

Orville Adelbert Derby e o mapeamento de São Paulo ( 1886 - 1905 )

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Djalma Pedro da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Beltran, Maria Helena Roxo
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência
Instituição
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo
Mapas
História da Geografia no Brasil
esboços
triangulação
Resumo

Esta dissertação investiga alguns trabalhos da Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo, tendo como foco as idéias do geólogo norte americano Orville Adelbert Derby (1851-1915), que foi o primeiro chefe dessa Comissão. A pesquisa aborda os levantamentos geográficos através do método de triangulação geodésica, realizados por essa comissão, entre 1886 e 1905, com intuito de aproveitar os recursos naturais, desenvolver o conhecimento científico e utilizá-lo no planejamento a longo prazo causando menos danos à natureza, analisam-se algumas idéias que eram discutidas em relação à forma de exploração do território paulista. Procurando-se, verificar como estas eram utilizadas por Derby para embasar seu pensamento e fundamentar seu trabalho de acordo com teorias que julgava serem mais avançadas. A análise das dificuldades para um melhor aproveitamento dos recursos naturais a longo prazo permeou essa pesquisa, permitindo ressaltar a importância da cartografia, dos relatórios, mapas, cartas e esboços para História da Ciência no Brasil

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1886 - 1905
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/13345

Não vou bater palmas para maluco dançar: participação social nas favelas de manguinhos (Rio de Janeiro, 1993-2011)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
André Luiz da SIlva Lima
Sexo
Homem
Orientador
Tania Maria Dias Fernandes
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Porgrama de Pós Graduação em História das Ciências e da Saúde
Instituição
Casa de Oswaldo Cruz
Idioma
Português
Palavras chave
Participação Social
Favela
Manguinhos
Fiocruz
Resumo

Este estudo assume como objetivo analisar as condições de possibilidade da participação social dos moradores das favelas de Manguinhos, em perspectiva histórica, com foco no tema saúde, entre os anos de 1993 e 2011. A participação social tem sido enunciada sob diversos sentidos e entendimentos, que neste estudo, arbitrou-se pela compreensão desta como um fenômeno social e histórico no qual indivíduos em suas coletividades buscam interferir na concepção, planejamento, implementação e avaliação de políticas públicas, tanto a partir de espaços institucionalizados pelo Poder Público, como por aqueles constituídos pela Sociedade Civil organizada. Ponderada a situação de extrema vulnerabilidade (ambiental, política, econômica e social) da população de Manguinhos e seus impactos nas condições de possibilidade do exercício coletivo da participação, argumenta-se, a partir deste estudo, que alguns atores do território preteriram os espaços de participação institucionalizados (Conselho e a Conferência Distrital de Saúde). Estes alinharam-se às oportunidades participativas ocasionais, principalmente diante da avaliação dos ‘custos da participação’ e do tempo/eficácia de resolutividade dos diversos problemas que colocavam em risco, não apenas a saúde, mas o viver como um todo em Manguinhos. Neste caso, está implícito um acúmen na atuação dos ativistas sociais, avaliando e racionalizando os espaços e as estratégias de enfretamento a serem adotadas frente às dificuldades vivenciadas, justificando assim, a presença potencializada em certos espaços de participação, e o esvaziamento em outros, pois não queriam ‘bater palmas para maluco dançar!”. Cabe também destaque a algumas questões desenvolvidas diante da relação da Fiocruz com os moradores de Manguinhos que se processou por meio de projetos de pesquisa, em ações de cooperação social e na prestação de serviços de saúde CSEGSF). O arcabouço de fontes históricas foi formado com os diversos documentos como: periódicos difundidos por organizações populares; matérias publicadas em jornais de grande circulação; sítios de internet de diversos órgãos governamentais envolvidos na área de saúde; legislação e diplomas legais referentes à participação institucionalizada e à participação ocasional; manuais, relatórios e compêndios; depoimentos orais, inclusive, daqueles arquivados na Casa de Oswaldo Cruz, referentes a outras investigações.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1993-2011

Governança Democrática Territorial na Promoção de Territórios Urbanos Saudáveis: Apontamentos preliminares

Tipo de material
Capítulo de Livro
Autor Principal
André Luiz da Silva Lima
Sexo
Homem
Autor Organizador
André Luiz da Silva Lima, Alex B. Vargas & Leonardo Brasil Bueno
Código de Publicação (ISBN)
978-65-5939-175-2
Edição (nome da editora)
Pimenta Cultural
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
21
Página Final
44
Idioma
Português
Palavras chave
Favela
Cooperação Social
Manguinhos
Governança Territorial Democrática
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Zona
Norte
Cidade/Município
RIO DE JANEIRO
Bairro/Distrito
Manguinhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2010-2020

Processo participativo como instrumento de moradia digna: uma avaliação dos projetos da área central de São Paulo - (1990 a 2012)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Sanches, Débora
Sexo
Mulher
Orientador
Angélica Aparecida Tanus Benatti Alvim
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Idioma
Português
Palavras chave
habitação social
área central de são paulo
movimentos sociais
assessoria técnica
processo participativo
Resumo

Esta pesquisa busca compreender a importância do processo participativo na produção da habitação social na área central do município de São Paulo realizada pelo poder público e sua contribuição à conquista da moradia digna. Para tanto aborda conceitos de moradia digna, processo participativo e assessorias técnicas no contexto do projeto de habitação social. Defende-se que projetos habitacionais para a área central de São Paulo, implantados, entre os anos de 1990 e 2012, que incorporaram o processo participativo, de forma tripartite - poder público, assessoria técnica e moradores - em suas diferentes fases, desde a sua concepção ao pós morar, contribuíram para maior apropriação pelos moradores e consequente na conquista da moradia digna. O trabalho estrutura-se em seis capítulos, além da introdução e considerações finais: 1. O debate internacional e experiências inovadoras de Projeto participativo no contexto de crítica aos preceitos do Movimento Moderno nas décadas de 1960 e 1970. 2. O Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL) em Portugal, implementado em 1974, como importante referência internacional para o contexto brasileiro. 3. A comunidade, o arquiteto e a moradia digna no Brasil, com destaque para o contexto político de Reforma Urbana, do início da década de 1960, e as origens e experiências de assessorias técnicas e projetos participativos. 4. A política habitacional de São Paulo a partir de 1989, e o papel dos movimentos sociais com destaque ao Programa de Produção de Habitação por Mutirão e Autogestão realizados na gestão da prefeita Luiza Erundina (1989-1992) e seus desdobramentos. 5. Inventário dos empreendimentos de habitação social da área central de São Paulo no período de 1990 a 2012. Nesta etapa buscou aplicar um método exploratório de avaliação da participação social nos empreendimentos. 6. Estudos de caso: para maior aprofundamento foram analisados 04 empreendimentos, sendo 02 realizados de forma participativa e 02 sem a participação dos futuros moradores, onde se efetivou entrevistas qualitativas com os principais atores, tendo a finalidade de comprovar a tese. Conclui-se que os projetos que tiveram os movimentos sociais em articulação com as assessorias técnicas apresentam melhores resultados quanto à apropriação dos moradores nas diversas fases do processo de projeto. O processo participativo é um importante caminho para a conquista da moradia digna.

Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1990-2012
Localização Eletrônica
http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/25830