Medicina Social / Saúde Pública

Drogas na adolescência: análise do uso de substância químicas entre adolescentes estudantes de escolas públicas e particulares de Campinas, SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Armani, Maria Alice de Araújo
Sexo
Mulher
Orientador
Martins Filho, José
Ano de Publicação
2007
Programa
Saúde da criança e do adolescente
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Adolescência
Drogas
Anticoncepção
Adolescentes
Escolas públicas
Resumo

Objetivo: Pesquisar, entre adolescentes de diferentes níveis sócio-culturais, estudantes de escolas públicas e privadas, uso de medicações específicas (fórmulas laboratoriais que visam emagrecimento, inibidores do apetite, ¿orlistat¿, anabólicos e esteróides, laxantes, diuréticos), tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, início de vida sexual, prevenção de gestações e DST e utilização de métodos anticoncepcionais. Métodos: Foi realizada uma pesquisa entre adolescentes estudantes do sexo feminino, com idades de 14 a 18 anos, sendo 171 de duas escolas públicas e 105 de três escolas privadas de distintas regiões de Campinas, SP, aplicando-se a elas um questionário elaborado que buscou elucidar as referidas indagações, com prévia entrega de Termos de Consentimento Livre e Esclarecido. As respostas obtidas foram colocadas em banco de dados e submetidas a análise estatística específica. Resultados: No estudo, referiam tabagismo 26,32% (n=45) das alunas de escolas públicas e 28,57% (n=30) das alunas de escolas particulares. Afirmava uso de algum tipo de bebida alcoólica 80,70% (n=138) das alunas de escolas públicas e 94,29% (n=99) das alunas de escolas particulares. Foi relatada influência de amigos e familiares para ambos os hábitos. Em relação ao questionamento sobre modelagem corporal, possuía desejo de emagrecer 29,82% (n=51) de alunas de escolas públicas e 57,14% (n=60) de alunas de escolas particulares, havendo prevalência de uso de laxantes, fórmulas para emagrecer e moderadores de apetite, respectivamente entre 22,86% (n=24), 14,29% (n=15) e 16,19% (n=17) de alunas de escolas particulares. Ao serem interrogadas se utilizavam medicações com prescrição médica, apenas 4,68% das alunas de escolas públicas respondeu afirmativamente, contra 14,29% das alunas de escolas particulares. Já tinha iniciado vida sexual 52,05% (n=89) das alunas de escolas públicas e 23,81% (n=25) das alunas de escolas particulares, sendo que a idade predominante foi de 15 anos para as de escolas públicas e 16 anos para as estudantes de escolas particulares. Das alunas de instituições públicas que haviam iniciado vida sexual, 19,30% e 1,17% tinha, respectivamente, um e dois filhos. Referiram usar pílula anticoncepcional, 43,82% das alunas de escolas públicas e 60% das alunas de escolas particulares sexualmente ativas, respectivamente, 4,62% e 4,76% com receita médica. Apesar de ser o método mais usado entre as estudantes, havia adolescentes sexualmente ativas que negavam a utilização do preservativo (10,11% das estudantes de escolas públicas e 12% das de particulares), não evitando, portanto, gestação indesejada ou doença sexualmente transmissível. Bebiam, fumavam , faziam uso de algum medicamento e anticoncepcional: 41,67% (n=10) das alunas de escolas públicas e 58,33% (n=14) das alunas de escolas particulares. Conclusão: Considerável número de adolescentes, de níveis socioeconômicos e culturais diversos, com pesos adequados, gostariam de ser mais magras e, para tanto, principalmente estudantes de instituições particulares, usavam medicações. Há influência de familiares e amigos nos hábitos de fumar e beber. Havia adolescentes sexualmente ativas que ainda não utilizavam preservativo, não evitando, portanto, gestação indesejada ou doença sexualmente transmissível. O uso de anticoncepcional com prescrição médica foi escasso, tanto entre alunas de escolas públicas como alunas de escolas particulares. A associação do tabagismo e hábito de beber com início de vida sexual foi evidenciado, não se definindo, entretanto, qual hábito foi precursor.

Autor do Resumo
Autor
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/310097

A inclusão social pelo trabalho em Campinas: um debate sobre o direito, o desejo e a necessidade de acesso ao trabalho para as pessoas com transtornos mentais

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Ana Paula Donizete da
Sexo
Mulher
Orientador
Ferigato, Sabrina Helena
Ano de Publicação
2015
Programa
Saúde Coletiva: Políticas e Gestão em Saúde
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Trabalho
Reabilitação psicossocial
Inclusão social
Saúde mental
Desejo
Resumo

A presente pesquisa busca explorar a experiência de inclusão social de pessoas com transtornos mentais em Campinas-SP. Importa aqui, relacionar as questões de acesso ao trabalho desses sujeitos com as dimensões de seus direitos, desejos e necessidades em desenvolver uma atividade laborativa. Trata-se uma pesquisa de natureza qualitativa que se desenvolve na perspectiva de um estudo interventivo e participativo, que incluiu pesquisa de campo, revisão bibliográfica de artigos, livros e teses dentro do campo da clínica psicossocial, da saúde coletiva, entre outros aportes teóricos. O campo investigado, circunscreveu os espaços deliberativos e de tomada de decisões, pertencentes ao conjunto de iniciativas de geração de renda desenvolvidas no município de Campinas-SP, tal seleção se deu em razão destes espaços serem elucidativos da temática aqui tratada. Posto isto, a assembleia do Núcleo de Oficinas e Trabalho (NOT) e as rodas de conversas de três oficinas passaram a integrar o campo de pesquisa. Por meio de ferramentas de produção de dados como a observação participante, diário de campo e grupos focais, este estudo apresenta o material produzido a partir da participação de oficineiros e seus monitores. Com isso pudemos nos aprofundar na análise de como as dimensões supracitadas compareceram nesse espaço. Como resultados identificamos que a necessidade pelo trabalho, bem como o direito e o desejo de trabalhar são categorias que expressam não apenas importantes movimentos de constituição do sujeito em suas relações com trabalho, mas que também podem nortear processos emancipatórios, que confluem para a produção de uma sociedade mais justa e solidária.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/313049

Construção e consolidação de uma política de saúde: O SUS em Campinas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Farias, Roberto Mardem Soares
Sexo
Homem
Orientador
Vilela, Maria Filomena de Gouveia
Ano de Publicação
2015
Programa
Saúde Coletiva: Políticas e Gestão em Saúde
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Sistema Único de Saúde
Saúde Pública
Campinas (SP)
Resumo

Descreve-se a história da Saúde Pública em Campinas desde o final dos anos 1960 até o momento (2014). Confunde-se com a história da Secretaria de Saúde, pois é ela a condutora oficial dessa política. Como pano de fundo, conta-se, sinteticamente, a história do Sistema Único de Saúde (SUS), pois Campinas tanto a influenciou como sofreu sua influência, num movimento dialético. Aqui se forjaram lideranças, na própria secretaria, no movimento popular de saúde e nas suas universidades, que tiveram papel ativo no movimento da reforma sanitária. Por outro lado, a conformação da política de saúde pública do munícipio sofrerá influências do que acontece no mundo e no país. Portanto, faz-se uma breve descrição de como se construíram as políticas públicas, particularmente a de saúde, no estado capitalista. Reconhece a existência de um sistema dual de saúde pública no Brasil, um público o SUS e outro privado, prévio à constituição e assim mantido após ela. A força do mercado é tal que o sistema privado tem a maior parcela dos recursos investidos em saúde e, ainda, recebe enormes subsídios por parte do Estado Brasileiro. E sua força se amplia após os anos 1990, sob a onda neoliberal. O trabalho assume que o conceito de saúde-doença é fruto de contextos políticos, sociais e culturais, podendo ser ampliado ou reduzido conforme a sociedade é mais ou menos conservadora ou mais ou menos progressista. Por sua vez, esse conceito contribui para formular modelos de atenção e gestão mais ou menos democráticos, cuidadores e de responsabilização pela saúde coletiva. Portanto, ao descrever a história de Campinas, em cada década, faz-se uma análise do contexto político local e nacional, tentando desvelar o conceito de saúde que orienta a política local e que modelos de atenção e gestão estão sendo implementados. São consultados documentos da Secretaria de Saúde, entrevistas de ex-secretários de saúde, bem como realizada uma ampla revisão bibliográfica. Campinas, de rica história, foi fonte de propostas formuladas em parceria com as universidades, ao mesmo tempo em que contribuía, como efeito demonstração, para a construção do SUS nacional. Mesmo após a promulgação da Constituição, continuaram-se experimentando arranjos e dispositivos, tais como os Colegiados de Gestão, os Projetos Terapêuticos Singulares, a Clínica Ampliada, o Acolhimento, os Núcleos de Saúde Coletiva, Apoio Institucional e Matricial que, posteriormente, se difundiram por todo o Brasil, apoiados pelo Ministério da Saúde. Após a implementação do Neoliberalismo no Brasil, como todo o SUS, vai assumindo características de um sistema de universalidade restrita aos pobres. Sofre, por consequência, retrocessos desde os meados dos 2000 e se distancia dos ideais daqueles que conclamam por uma política de saúde sob gestão pública, deixando à iniciativa privada um papel suplementar. Por outro lado, a rica experiência municipal, e concordando com vários autores que o peso de políticas passadas ajudam a conformar o presente, faz com que os vários dispositivos do passado subsistam ainda que de forma canhestra. Aliado a um forte movimento sanitário existente no munícipio, concluo com a possibilidade de retomada dos rumos iniciais do SUS campineiro e, quiçá, possa novamente influenciar nos rumos do nacional.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/322062

Análise da desigualdade racial entre negros e brancos no cuidado da hipertensão arterial sistêmica no município de Campinas em 2008 e 2009

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Garcia, Ana Paula Vasconcellos
Sexo
Mulher
Orientador
Santiago, Silva Maria
Ano de Publicação
2015
Programa
Saúde Coletiva: Políticas e Gestão em Saúde
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Desigualdades em saúde
Hipertensão
Equidade
Resumo

O princípio fundamental que articula o conjunto de leis e normas que constituem a base jurídica da política de saúde e do processo de organização do Sistema Único de Saúde no Brasil, explicitado no artigo 196 da Constituição Federal (1988) afirma: "A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação." (Lei n° 8080, de 19 de setembro de 1990). Além da universalidade e integralidade, o princípio da equidade é sempre muito debatido no aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde, visto nem sempre ser observado nas ações de saúde país afora. Esse princípio diz respeito à necessidade de se "tratar desigualmente os desiguais" de modo a se alcançar a igualdade de oportunidades de sobrevivência, de desenvolvimento pessoal e social entre os membros de uma dada sociedade. As características sociodemográficas, tais como renda per capita, escolaridade, condições de moradia, atividade remunerada, estão diretamente relacionadas com as situações de iniquidade existentes na população brasileira, particularmente, quando comparamos os negros e brancos. Além disso, as condições de adoecimento entre esses grupos são diferentes, pois algumas doenças acometem mais uns do que outros. Um exemplo é a Hipertensão Arterial Sistêmica, cuja prevalência é maior nos negros. Esse trabalho objetivou estudar as situações de desigualdade social entre brancos e negros hipertensos do município de Campinas-SP, analisando suas condições sociodemográficas, acesso aos serviços de saúde, bem como cuidados no controle da doença e uso de medicamentos. O estudo foi realizado a partir de dados coletados do ISACAMP 2008-2009. Foram estudados comparativamente hipertensos brancos e negros entre 18 a 64 anos. A pesquisa apontou a difícil realidade enfrentada pela população negra brasileira para obter cuidados em saúde, que se associa a outras dificuldades apresentadas sobre as características socioeconômicas. As iniquidades socioeconômicas expressam-se nas condições de vida mais precárias dos negros, percebidas através dos domicílios menores, com mais moradores e em locais com menos condições sanitárias. Além disso, a renda per capita é menor do que dos brancos, o que leva a um consumo de bens também menor, deixando esta população em piores condições de acesso às informações e outros bens, incluindo possivelmente a mobilidade urbana. O estudo apontou, também, que a grande maioria dos negros é usuária do SUS. Quanto ao controle da HAS, os negros em geral fazem maior consumo de alimentos ricos em sódio e tomam medicamento de forma mais irregular que os brancos, utilizando-os mais frequentemente quando apresentam problemas, o que aponta para uma possibilidade maior de intercorrências de saúde e risco de morte. Nos cuidados da hipertensão mais uma iniquidade se apresentou, que foi a da escolha de medicamentos de classes farmacológicas não adequadas para hipertensos negros, conforme consensos internacionais e brasileiros. O estudo buscou trazer à luz iniquidades sociais e raciais que interferem no cuidado em saúde e é importante lembrar que a busca pela equidade é uma das principais diretrizes do SUS, portanto, as políticas públicas em saúde devem ser direcionadas à redução da discriminação racial e social.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008-2009
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/313084

Perfil sociodemográfico, estilo de vida, condições de saúde e transtorno mental comum de trabalhadores de uma penitenciária feminina do estado de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Heloísa Maris Martins
Sexo
Mulher
Orientador
Santiago, Silva Maria
Ano de Publicação
2014
Programa
Saúde Coletiva: Políticas e Gestão em Saúde
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde do trabalhador
Prisão
Inquéritos demográficos
Estilo de vida
Transtornos mentais - Epidemiologia
Resumo

O presente trabalho tem como principal objetivo descrever o perfil dos trabalhadores de uma penitenciária feminina do estado de São Paulo de forma a conhecer suas necessidades e desenvolver ações de promoção à saúde e prevenção de doenças. Para atingir este objetivo serão abordadas características sociodemográficas, estilo de vida, condições de saúde e transtorno mental comum. Trata-se de um estudo descritivo transversal que faz parte do Projeto Atenção Integral à Saúde da Mulher no Cárcere e dos Servidores da Penitenciária Feminina de Campinas - SP, desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-UNICAMP). Os dados foram obtidos através de questionário. O hábito de fumar, o consumo de bebidas alcoólicas e o transtorno mental comum foram avaliados a partir da aplicação de instrumentos validados que são respectivamente, Teste de Fagerström, AUDIT e SQR 20. Foram entrevistados 127 servidores envolvidos tanto na área administrativa quanto na área de segurança. A maioria dos trabalhadores é do sexo feminino (57,9%), a média de idade foi 41,3 anos (DP 10,2). Vivem em união conjugal 63,5% dos entrevistados e 75,4% tem filhos. Quanto à escolaridade, 50% dos servidores já cursou ou está cursando o curso superior. Foi encontrado que 63,5% trabalham na área de segurança, carga horária média de 38,6 horas por semana (DP=5,1), tempo de trabalho nesta unidade prisional de 10 anos ou mais em 48,7% dos casos, sendo que 68,2% tem renda de até 4 salários mínimos.Não foi encontrada prevalência de doenças crônicas estatisticamente diferente da população geral e de outros estudos. O transtorno mental comum foi encontrado em 15.2% da amostra.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/313085

O trabalho de uma equipe de atenção básica no cuidado aos portadores de doenças crônicas não transmissíveis: percepções sobre a experiência da 'gestão clínica' em Campinas - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moraes, Erika Fernanda Viana de
Sexo
Mulher
Orientador
Iguti, Aparecida Mari
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Saúde Coletiva: Políticas e Gestão em Saúde
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Atenção primária à saúde
Governança clínica
Doença crônica
Resumo

O aumento da carga de doença relacionado às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), decorrente do envelhecimento e da exposição a fatores de risco relacionados ao estilo de vida da população, tem sido motivo de iniciativas de reorganização dos Sistemas de Saúde de vários países, visando tornar a Atenção Básica à Saúde mais resolutiva. Em 2009, o Ministério da Saúde, inspirado na experiência britânica, propôs o Projeto Territórios: Estratégia de qualificação da Atenção Primária para ampliação dos limites da resolubilidade na atenção das doenças crônicas não transmissíveis: um eixo de reestruturação da Atenção Especializada no seu papel complementar, introduzindo os conceitos e ferramentas da Gestão Clínica para microgestão dos processos de trabalho e a construção de Linhas de Cuidado como indutores da articulação de redes de Saúde. O Projeto Territórios foi implantado em três municípios brasileiros, entre os quais Campinas (SP), onde ficou conhecido como "Projeto de Gestão da Clínica". Esta pesquisa, de natureza qualitativa, tem como objetivo analisar como os trabalhadores de um Centro de Saúde do Distrito de Saúde Norte de Campinas, partícipe do Projeto Territórios, percebem o próprio trabalho, e como os dispositivos de Gestão Clínica aplicados ao cuidado às DCNT interferiram na organização do trabalho desta equipe. Para tanto, após uma discussão teórica sobre a questão das Redes de Atenção à Saúde e um estudo documental sobre as experiências britânica e brasileira, foi realizado um grupo focal com trabalhadores de uma unidade da Atenção Básica de Campinas-SP. Uma narrativa foi produzida para expressar o resultado da discussão no grupo focal, à maneira como propõem Onocko-Campos e Furtado (2008) e Ricoeur (1997). Após ser apresentada e validada pelo grupo de trabalhadores, a narrativa foi analisada de forma a apresentar as percepções dos trabalhadores acerca de três pontos críticos no remodelamento proposto para os serviços de saúde: (1) a tensão entre programação das ações de saúde e a organização do trabalho para dar respostas à demanda espontânea; (2) a fragilidade das relações entre as pessoas e serviços constituintes das redes de saúde e; (3) a relação entre os trabalhadores da saúde e a gestão, marcada pela assimetria de poder. De modo geral, os trabalhadores percebem positivamente as ações do Projeto Territórios e as identificam com um modelo de trabalho em saúde assemelhado à lógica da Programação em Saúde, localizam que esta proposição não dialoga com a necessidade de estarem organizados para dar respostas à demanda espontânea, mantendo `porta aberta¿ às necessidade de saúde da população, observam que entre a Atenção Básica e outros serviços de saúde do município existe uma relação distante e percebem-se frágeis e pouco potentes diante da necessidade de mudanças no processo de trabalho. Uma conclusão possível é a de que o fortalecimento da Atenção Básica deve conter estratégias de empoderamento e organização do trabalho que legitimem este nível de Atenção para produção de saúde frente a maior parte dos problemas de saúde da população e a lógica da programação em saúde não é potente para a organização das mudanças necessárias.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312513

Apoio institucional e cogestão: uma reflexão sobre o trabalho dos Apoiadores do SUS Campinas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Fernandes, Juliana Azevedo
Sexo
Mulher
Orientador
Figueiredo, Mariana Dorsa
Ano de Publicação
2014
Programa
Saúde Coletiva: Políticas e Gestão em Saúde
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Políticas, planejamento e administração em saúde
Gestão em saúde
Método paideia, prática profissional
Sistema Único de Saúde
Resumo

Este estudo buscou compreender as práticas de Apoio Institucional e Cogestão desenvolvidas no Sistema Único de Saúde de Campinas/SP pelos Apoiadores Institucionais dos Distritos Sanitários do município, caracterizando o contexto institucional e identificando o perfil dos mesmos e um conjunto de aspectos relacionados à sua prática de trabalho cotidiana. O Apoio Institucional é a aplicação metodológica do Método Paideia, que aposta no modelo de cogestão para interferir nos processos de gestão, compreendendo que os sujeitos envolvidos no trabalho, embora com diferentes graus de saber e de poder, são capazes de articular seus projetos e interesses aos compromissos requeridos pelas instituições. Foram aplicados questionários com perguntas abertas e fechadas a todos os Apoiadores do município que consentiram em participar da pesquisa e, num segundo momento, foram realizados grupos focais com aqueles que preencheram os critérios de inclusão. Os dados quantitativos foram compilados com o Programa Microsoft Excel e utilizamos da construção de uma narrativa para compor o discurso dos Apoiadores nos grupos focais, posteriormente validada em um grupo de devolutiva que pretendeu ainda produzir novas reflexões junto ao grupo. A análise de dados foi realizada a partir da abordagem hermenêutica formulada por Gadamer e do referencial interpretativo da narrativa proposto por Ricouer. Observou-se que, no contexto de grave crise instalada na cidade, os Apoiadores Institucionais têm encontrado dificuldade para atuar de acordo com o que eles próprios entendem que deveria ser o trabalho de Apoio e também daquilo que foi proposto pelo Método Paideia. Consideramos relevante dar continuidade ao estudo, explorando a temática sob a ótica dos serviços que são apoiados, dos gestores do nível central e dos usuários do SUS Campinas.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312912

Conselhos gestores de políticas públicas no município de São Paulo: identidade, limitações e potencialidades na perspectiva da promoção da saúde

Tipo de material
Livre Docência
Autor Principal
Bógus, Cláudia Maria
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2009
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Conselhos de planejamento em saúde
Participação comunitária
Políticas públicas
Promoção de saúde
Resumo

Conselhos Gestores de Políticas Públicas no Município de São Paulo: identidade, limitações e potencialidades na perspectiva da Promoção da Saúde Os Conselhos Gestores de Políticas Públicas são instâncias formalizadas e institucionalizadas de participação social, estabelecidps a partir da Constituição Federal de 1988. Foram criados como canais de participação e são indicativos da presença e atuação dos movimentos sociais e outras organizações na sociedade civil. O estudo dessas instâncias participativas tem sido indicado, a partir do pressuposto de que a participação em fóruns desse tipo pode fomentar um círculo virtuoso, desde a mobilização e o envolvimento dos cidadãos até o fortalecimento da democracia, propiciando a construção de uma cultura cívica. O marco conceitual da Promoção da Saúde também serve como referência para a discussão de políticas públicas que repercutam na melhoria das condições de saúde da população, por seus pressupostos de ação intersetorial e participação social. Realizou-se um estudo junto a instâncias participativas, características de diferentes níveis da gestão de políticas públicas municipais de São Paulo: Conselhos Municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Saúde e de Segurança Alimentar e Nutricional; e, no nível local, junto aos Conselhos Gestores das Supervisões Técnicas de Saúde de São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Vila Mariana, com o objetivo de: identificar o perfil sócio-demográfico dos seus membros; identificar as associações e/ou entidades a que pertencem os membros; caracterizar e analisar o perfil das associações e/ou entidades a que pertencem os membros dos referidos Conselhos e as relações existentes entre elas e identificar a percepção dos membros quanto às possibilidades de articulação e integração dos conselhos na formulação de políticas públicas intersetoriais. A coleta de dados foi feita por meio de levantamento documental, realização de entrevistas individuais com 30% dos conselheiros dos seis Conselhos estudados e observação de reuniões. De forma geral, os resultados apontaram para um alto grau de homogeneidade entre os conselheiros entrevistados. Verificou-se que o perfil sócio-demográfico dos conselheiros do segmento da sociedade civil não tem correspondência com as características da maior parte da população a ser representada nesses fóruns porque os conselheiros presentes nos Conselhos têm melhores condições sócio­ econômicas. Identificou-se que a representação vinculada a entidades e/ou associações está presente nos Conselhos Municipais, entretanto, essa vinculação é precariamente estabelecida nos Conselhos Gestores Locais da área de saúde. A partir da análise das entidades e/ou associações presentes nos Conselhos Municipais e as relações que indicaram manter com outras, constatou-se potencialidade quanto à existência de redes entre associações que partilham mesma área de atuação e têm objetivos comuns. Destacam-se como aspectos problemáticos: a parcial representatividade dos Conselhos, o não cumprimento de seu caráter deliberativo e a formação precária dos conselheiros para o exercício de suas atribuições.

Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1988-2008
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/6/tde-31102013-152144/pt-br.php

Não há cura sem anúncio: ciência, medicina e propaganda (São Paulo, 1930-1939)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Gabriel Kenzo
Sexo
Homem
Orientador
Romero, Mariza
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Paulo
Programa
História
Instituição
PUC-SP
Página Inicial
1
Página Final
186
Idioma
Português
Palavras chave
História da saúde
História da ciência
Propaganda e publicidade
História de São Paulo
Resumo

O trabalho busca analisar o momento de transição de um modelo de consumo de cura que abrigava não apenas uma corrente científica considerada ultrapassada, como também todos os tipos de curas populares para um novo modelo reconhecido como científico pelos saberes oficiais, que estava intimamente atrelado não apenas às últimas descobertas no campo farmacêutico, como às novas modalidades de produção decorrentes da Segunda Revolução Industrial, que caminharam contíguas ao capitalismo monopolista internacional da primeira metade do século XX. Para compreender a especificidade deste momento, foi adotada uma postura que buscou relacionar o desenvolvimento deste modelo de cura com elementos que não se encontrassem apenas no âmbito circunscrito da documentação institucional. Assim, o trabalho pretende analisar o percurso de como o espaço da cura, que nos dias atuais é hegemônica, se alargou em diferentes instâncias sociais, para além da comprovação da sua eficácia químico-biológica. Os anúncios farmacêuticos, presentes em grande quantidade nos periódicos, surgiram então como uma documentação capaz de esclarecer como ocorreu esta transição. A partir deles, tornou-se possível adentrar em uma esfera pouco explorada na história da ciência, a saber, como o modelo científico que se pretende hegemônico opera para se firmar no cotidiano da sociedade, utilizando elementos prosaicos para estabelecer uma comunicação com os seus receptores. Utilizando o já existente e, ao mesmo tempo, instituindo o novo, os anúncios mostram claramente as sutilezas da sociedade da época referentes ao corpo doente que não apareceriam nos documentos oficiais, sejam estes tratados médicos, laudos, diagnósticos, etc. O corpo doente aparece então na sua dimensão social, evidenciando o que este perde em termos propriamente sociais: o trabalhador impossibilitado de produzir, o sifilítico que não poderá se casar até convalescer, a mulher que não conseguirá um marido por conta das questões estéticas advindas da falta de saúde etc. Todos estes são elementos habilmente utilizados pelas agências publicitárias, que ao buscar aumentar o lucro dos laboratórios contratantes acabam criando igualmente um espaço de disputa de representações de visões e modelos de cura.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1930-1939
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12875

Street kids in Brazil: An exploratory study of medical status, health knowledge and the self

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Walter De
Sexo
Homem
Orientador
Baizerman, Michael L.
Ano de Publicação
1989
Local da Publicação
Estados Unidos
Programa
Public health
Instituição
University of Minnesota
Idioma
Inglês
Palavras chave
Health and environmental sciences
Social sciences
Resumo

The phenomena of "children in specially difficult situations" (UNICEF) are increasingly national socioeconomic indicators. Societal response has been characterized by inaccurate definitions, poor planning, ineffective and self-serving programs. This also occurs in Brazil: 6,000,000 children are of/on the streets. An innovative field study was one of health of 77 street children, 7-19 years in Sao Paulo and Curitiba, Brazil. Foci included a mental and physical exam, an existential assessment, and selected interviews with professionals. Findings include the children's essential ordinariness; they showed less than expected, mostly situational, health pathologies, consciousness of their life circumstances and the hope necessary for daily life and anticipation of adulthood. In their context, these are healthy children and youth. In general, violence and drug use are endemic and there is AIDS awareness. Many children continue and/or reproduce family relationships, complementing it with strong peer connections. Significantly, prejudicial ideologies seem to prevent professionals from accurate assessment.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1989
Localização Eletrônica
https://search.proquest.com/pqdtglobal/docview/194036786/abstract/CF1CED0D4B774FC6PQ/7?accountid=195669