Monitoramento e modelagem hidrológica de plano de infiltração construído em escala real
A intensa urbanização gerada a partir do século XX e o surgimento dos grandes centros urbanos ocasionou uma considerável mudança no uso e ocupação do solo; este passou a ser muito impermeabilizado, resultando em um aumento do escoamento superficial. Entre os problemas decorrentes do crescimento desse escoamento, podemos citar as inundações, alterações climáticas, interferência no ciclo hidrológico e balanço hídrico. Dessa problemática, com o decorrer do tempo, foi-se aprimorando a drenagem urbana sustentável, analisando que o controle desse escoamento tem que ser feito na fonte com infiltração, percolação e armazenamento. A importância deste trabalho é conhecer as técnicas compensatórias para que estas possam ser aplicadas no campus da UFSCar - São Carlos - SP. Objetivou-se projetar, construir, monitorar e modelar um plano de infiltração, construído em escala real, para manejo de águas pluviais do prédio com área de 3.001,3 m². Os recursos vieram do projeto MCT/FINEP/AÇÃO TRANSVERSAL SANEAMENTO AMBIENTAL E HABITAÇÃO 07/2009 – MAPLU2 – MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS 2. A caracterização do solo foi realizada considerando seus índices físicos, granulometria, permeabilidade, grau de compactação e perfil desse solo. O levantamento da infiltração da água no solo realizou-se com ensaios de duplo anel. Verificou-se se a técnica compensatória plano de infiltração atendia aos seis aspectos físicos, três aspectos urbanísticos e de infraestrutura, dois aspectos sanitários e ambientais e dois aspectos socioeconômicos. O método adotado para o dimensionamento foi o da curva-envelope, utilizando um período de retorno de 10 anos. Através de equipamentos eletrônicos e de medidas das precipitações foram monitorados 32 eventos de chuvas reais. Neste período não ocorreu nenhum extravasamento do plano de infiltração, representando, nesses eventos, uma eficiência de 100% na redução do volume escoado. A modelagem da técnica foi utilizando-se o método de PULS. Esse modelo, entretanto, foi considerado difícil de ser aplicado nesta técnica, isso devido às incertezas em relação às áreas de infiltração pela alta capacidade de infiltração inicial do solo e ao fato da água ter áreas preferenciais no plano de infiltração.