Psicologia

IDENTIFICAÇÃO DE NARRATIVAS E CARACTERÍSTICAS CRIATIVAS NO JORNALISMO IMPRESSO DIÁRIO BRASILEIRO.

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
CELSO LUIZ FALASCHI
Sexo
Homem
Orientador
SOLANGE WECHSLER
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
PSICOLOGIA
Instituição
PUCCAMP
Página Inicial
1
Página Final
343
Idioma
Português
Palavras chave
JORNALISTA
JORNALISMO LITERÁRIO
CRIATIVIDADE VERBAL
Resumo

Esta tese de doutorado objetivou investigar a presença de narrativas criativas nos jornais impressos de circulação diária do país, assim como tentar identificar se os autores das matérias classificadas como tal também podem ser considerados criativos. Num primeiro momento, foram analisados 16 exemplares de 11 diferentes jornais brasileiros, totalizando 176 edições, colhidas no período de 25 de junho de 2004 a 10 de julho de 2004. Buscou-se caracterizar as reportagens identificadas como criativas nos parâmetros do Jornalismo Literário. A identificação dos autores de 61 reportagens consideradas criativas foi o passo adotado para tentar identificar os níveis de criatividade desses sujeitos. Participaram dessa amostra 79 jornalistas, 57% do sexo masculino e 43% do sexo feminino, na faixa de 20 anos a mais de 60 anos de idade, com experiência profissional oscilando entre 1 ano e mais de 30 anos. Os sujeitos foram divididos em dois segmentos, o Grupo 1 com 41 sujeitos e o Grupo 2 com 38 integrantes, todos eles profissionais de imprensa atuantes nos jornais “Correio Braziliense”, “O Estado de S. Paulo” e “Zero Hora”. Foi aplicado um instrumento com 14 questões, abertas e fechadas. A análise dos resultados permitiu concluir que há níveis de criatividade no jornalismo impresso diário brasileiro, principalmente pela prática das técnicas do Jornalismo Literário, assim como os sujeitos apresentam  indicativos de que possuem características ligadas à Criatividade Verbal, como Curiosidade, Motivação, Fluência Verbal, Flexibilidade de Idéias, Idéias Originais e Inovadoras e Idéias Enriquecidas e Elaboradas.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2004

Representação de Autoridade na Juventude Tropicalista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lustosa, Ferreira Maridulce
Sexo
Mulher
Orientador
Oliveira, Adriana Mara Vaz de
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Goiânia
Programa
História
Instituição
PUC/GO
Página Inicial
1
Página Final
195
Idioma
Português
Palavras chave
autoridade
grupo tropicalista
Resumo

Este estudo trata sobre questões pertinentes à autoridade, com visibilidade específica para o grupo artístico musical conhecido como tropicalista, seu conceito, imagens de negação e seus entrelaçamentos, através de um diálogo em Richard Sennett. A pesquisa investigou as representações da autoridade para grupo tropicalista na década de 1960, com o recorte temporal de 1967 a 1969, período esse que marcou o tempo de juventude da maioria dos atores tropicalistas. Os fatores que dão significado a relação do grupo com a autoridade é tecido historicamente pelos acontecimentos que marcaram o mundo de então e pelas condições sociais e culturais objetivas especialmente no eixo espacial das cidades de São Paulo e Rio de janeiro. O trabalho está estruturado em três capítulos. O primeiro tem como título OS TROPICALISTAS: É PROIBIDO PROIBIR situa o movimento tropicalista no panorama da cultura brasileira, a preocupação que esta juventude tinha na construção de uma imagem própria e a importância do movimento antropofágico para as elaborações intelectuais e artístico- musical deste grupo. O segundo tem como título PANIS ET CIRCENCES: IMAGEM DE UM NOVO TEMPO e desenvolve a descrição e a interpretação das imagens que colaboraram com a análise da relação entre a autoridade e os tropicalistas e o terceiro capítulo, PARA ALÉM DAS FORMAS: O TROPICALISMO E SEUS DISCURSOS têm a atenção voltada para a análise dos discursos, a partir das suas criações musicais e depoimentos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1967-1969
Localização Eletrônica
https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/2259

Paisagem, Experiência E Representações Sociais: O Olhar Etnográfico Para Um Fenômeno De Cultura

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Margarida do Amaral
Sexo
Mulher
Orientador
Campos, Pedro Humberto Faria
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Goiânia
Programa
Psicologia
Instituição
PUC/GO
Página Inicial
1
Página Final
295
Idioma
Português
Palavras chave
paisagem
experiência
representação social
Resumo

Esta tese tem como principal objetivo a realização de um estudo etnográfico da paisagem segundo experiência e conforme representação social. Com foco para a interpretação do elo entre ação e representação, a paisagem foi apreciada por uma perspectiva multidisciplinar que encaminhou o estudo da paisagem, primeiro, como tema da Antropologia e, depois, pela perspectiva da Geografia Cultural e de algumas outras disciplinas. Em seguida, ao considerarmos que a existência do objeto social é condicionada pela persistência de sua representação, demos ênfase à abordagem estrutural da Psicologia Social para a visualizamos, teórico-metodológicamente, a paisagem conforme experiência social. Em vista disto, observamos esse fenômeno de cultura conforme construção social emergente da experiência direta em estruturas materiais de mediação. A Teoria da Instalação, assim, possibilitou-nos a análise da paisagem de parques urbanos enquanto experiência que aciona a formulação da instalação topográfica e psicossocial do lugar. Nossos estudos de caso deram-se no contexto de fenômenos de cultura como o Parque Ibirapuera, localizado na cidade de São Paulo, e o Lago das Rosas e o Bosque dos Buritis, situados em Goiânia, Goiás. A produção desta tese foi acompanhada pelo exame quanti-qualitativo de evocações coletadas pela aplicação de questionários em dois parques goianienses e no maior parque paulistano. Em seguida, a segunda fase do estudo de caso voltou-se para a interpretação das experiências paisagísticas de dois sujeitos que se apropriaram do Parque Ibirapuera pela captação de imagens fotográficas, videogravadas (subcam), desenhadas e narradas em entrevistas semiestruturadas. Diante dos delineamentos interpretativos desta pesquisa, podemos inferir que, embora a paisagem seja polissêmica, ela também possui um campo de representações sociais limitado, estável e organizado. Compreendemos, então, que a paisagem somente comportou análises mediadas pela Teoria das Representações Sociais e pela Teoria da Instalação porque é construída física, psicológica e socialmente e, portanto, usufrui de estabilidade e organização no contexto dos parques urbanos que foram pesquisados.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Parque Ibirapuera
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Goiânia
Localidade
Lago das Rosas e Bosque dos Buritis
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/1766

Das margens, escritos negros: relações entre literatura periférica e identidade negra

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, Elisabete Figueroa dos
Sexo
Mulher
Orientador
Scopinho, Rosemeire Aparecida
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Psicologia
Instituição
UFSCar
Página Final
247
Idioma
Português
Palavras chave
literatura periférica
identidade negra
representações sociais
ressignificação
conhecimento
Resumo

Este trabalho teve como objetivo geral estudar as manifestações dos saraus de literatura periférica paulistanos, em suas intersecções com a temática racial, visando verificar as relações que poderiam ser estabelecidas entre identidade negra e as articulações desse movimento. Partindo do pressuposto de que os saraus periféricos construiriam significados positivos para as identidades de negros e periféricos, fizemos: um levantamento bibliográfico, com vistas a construir um aporte teórico, bem como obter materiais publicados sobre e pelo movimento; uma pesquisa de inspiração etnográfica nos saraus paulistanos, baseada em observações sistemáticas, cujas informações foram organizadas em diários de campo; entrevistas semiestruturadas com 19 ativistas de três saraus periféricos – Palmarino, Elo da Corrente e Poesia na Brasa –, entrevistas com o autor e poeta Fuzzil e, com dois participantes dos saraus mencionados; e, por fim, foram feitas análises temáticas e triangulação das informações, para elencarmos as unidades de análise. Verificamos que os saraus se inserem numa arena de disputa de poder, onde pleiteiam-se significados. Por meio desse movimento, dá-se visibilidade aos corpos negros e audiência a discursos produzidos para dar vazão às angústias advindas do trânsito pelo não- lugar e ao anseio de ser sujeito em primeira pessoa. A literatura funciona, assim, como veículo para desvelar-se tópicos e elementos suprimidos, bem como para salientar outros sentidos cabíveis a objetos cujos significados atribuídos historicamente foram negativos. Os cabelos crespos, as origens quilombolas, a vinculação com a periferia etc. passam a ser ganhos simbólicos. Forjam-se referências artísticas, intelectuais e políticas orientadas para a contestação dos marcos de exclusão impostos às periferias e aos negros, bem como para a produção de discursos e representações pos itivas de forma endógena. Ao transformar em rimas as artimanhas do racismo, a crespitude dos cabelos, a rejeição em aderir aos padrões socialmente imputados aos negros e, as histórias e os anseios por superações, evidencia-se os protagonistas negros, representando- lhes como detentores e produtores de saber. Nesse contexto, literatura é arma e os poetas passam a produzi- la de maneira engajada com a causa racial. Concluímos, assim, que os dados de pesquisa suportam nossa hipótese. Apontamos a necessidade de estudos que: I) atentem-se para o papel das poetisas negras (minoria) no circuito poético periférico; e II) busquem identificar as diferenças e similaridades entre os movimentos poéticos contemporâneos de países de África e da diáspora negra.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2365216

ASSERTIVIDADE: ESCALA MULTIDIMENSIONAL E CARACTERIZAÇÃO DO REPERTÓRIO DE MULHERES INSERIDAS NO MERCADO DE TRABALHO

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Teixeira, Catarina Malcher
Sexo
Mulher
Orientador
Zilda Aparecida Pereira Del Prette
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Psicologia
Instituição
UFSCar
Página Final
175
Idioma
Português
Palavras chave
assertividade
instrumentos de avaliação
mulher
mercado de trabalho
Resumo

A literatura acerca da assertividade feminina tem indicado mudanças expressivas no repertório das mulheres ao longo dos anos, e tem discutido a influência das variáveis sociodemográficas nessas mudanças. Assim, é pertinente analisar o papel da mulher nos diversos contextos da sociedade contemporânea, já que se verifica uma longa história de coerção sobre o sexo feminino. Aliada a essa situação, pode-se afirmar que os estudos brasileiros sobre habilidades sociais, das quais a assertividade é uma classe, encontram-se em ascensão. Contudo, os que discutem especificamente a assertividade ainda são escassos, em particular sob o enfoque analítico-comportamental. Adicionalmente, pouco tem se discutido sobre essa questão na Psicologia e se verifica que faltam instrumentos de avaliação específicos para assertividade, produzidos no Brasil. Essas considerações estão na base dos objetivos de pesquisa desta tese, que está organizada em quatro manuscritos. O primeiro teve como objetivo identificar e caracterizar a produção acadêmica de estudos nacionais acerca da assertividade, buscando-se determinar o “estado da arte‟ e descrever o desenvolvimento dessa área de pesquisa. No segundo, buscou-se compreender as mudanças na assertividade feminina, a partir da análise de contingências históricas e atuais. O terceiro manuscrito teve como objetivos construir e validar uma escala multimodal para avaliar assertividade, englobando indicadores de frequência, contexto cultural e variáveis encobertas enquanto fatores associados a esse construto. Como resultado foi produzido o Inventário de Habilidades Assertivas - IHA, unifatorial, constituído de 16 itens, que apresentou, para o indicador de frequência alta validade aferida pela consistência interna (α= 0,82). O quarto manuscrito teve como objetivos caracterizar o repertório assertivo de mulheres e verificar a associação de variáveis sociodemográficas com o escore geral de assertividade. Participaram 190 mulheres, do Estado do Maranhão, com nível de escolaridade superior e inseridas no mercado de trabalho. A análise de todos os indicadores apontou maiores médias para as habilidades assertivas Defender outrem em grupo e Pedir ajuda a amigos em todos os indicadores, à exceção do indicador desconforto, cuja maior média foi para a habilidade Abordar para relacionamento sexual. As menores médias dos demais indicadores se concentraram na habilidade de Abordar para relacionamento sexual. Os dados alinham-se com os achados da literatura que apontam que quanto maior o repertório de habilidades sociais, menor o nível de desconforto e vice-versa. Quanto às variáveis sociodemográficas, foi encontrada uma correlação positiva para a quantidade de cursos de graduação e uma correlação negativa para o tempo de migração do interior para a capital. O que significa dizer que mais cursos superiores e menor tempo de migração do meio rural para o meio urbano estão associados com maior frequência de autorrelato de habilidade assertiva. Discute-se a influência de variáveis culturais e escolaridade para explicar a assertividade dessa amostra. Indica-se a necessidade de novas investigações com essa população, mas com características sociodemográficas e culturais variadas. Destaca-se como principal contribuição do presente estudo, o encaminhamento metodológico e empírico para a análise da assertividade feminina em nosso país.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Maranhão
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2471187

Representações sociais em disputa: o movimento pela humanização do parto e do nascimento em São Carlos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rocha, Carolina Neves da
Sexo
Mulher
Orientador
Scopinho, Rosemeire Aparecida
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Psicologia
Instituição
UFSCar
Página Final
78
Idioma
Português
Palavras chave
representações sociais
humanização do parto
políticas públicas em saúde
movimentos sociais em saúde
Resumo

O parto e o nascimento não são somente eventos físicos e biológicos, mas, também, sociais e culturais que, tradicionalmente, envolviam toda a comunidade. Com a institucionalização e a apropriação do processo de parto pela Medicina, também foram apropriados os corpos das mulheres, submetidas a protocolos que desconsideravam seus aspectos individuais, emocionais e culturais. Em oposição a este modelo, que se tornou hegemônico no mundo ocidental pós-industrial, surgiram movimentos de profissionais da saúde e mulheres que clamavam a humanização do parto. No Brasil, este movimento teve início na década de 1980 e, juntamente com órgãos internacionais como a OMS, influenciaram as proposições do Ministério da Saúde nas décadas seguintes. É intensa, também, a produção científica sobre o tema a partir dos anos 2000, constituindo-se um relevante campo interdisciplinar. O presente estudo teve como objetivo conhecer as representações sociais dos agentes envolvidos no movimento pela humanização do parto na cidade de São Carlos, onde existia um importante acúmulo de experiências e avanços no sentido proposto pela humanização. Para atingir este objetivo, foram trianguladas informações oriundas de levantamento bibliográfico sobre o tema, análise documental das políticas públicas, entrevistas semiestruturadas e observações participantes entre os anos de 2013 e 2014. As representações sociais foram analisadas por meio de um quadro referencial teórico formado a partir da Teoria das Representações Sociais, em sua abordagem processual, e de conceitos oriundos do levantamento bibliográfico, tendo como pano de fundo o levantamento das políticas públicas e o histórico do Movimento. Como resultados, apreendeu-se um consenso do grupo em relação ao conceito de humanização, sendo este a articulação do respeito à mulher e o direito à escolha informada com uma nova prática em obstetrícia, embasada em evidências científicas. Também foram consensuais as principais bandeiras do Movimento identificadas, a saber, o acesso e a disseminação de informação baseada em evidência e a luta contra a violência obstétrica. Por fim, foram encontrados importantes dissensos. Um destes dissensos foi a questão da luta pela universalidade ser ou não uma bandeira do Movimento. Além disso, importantes contradições e disputas foram reveladas nos discursos, que disseram respeito, principalmente, às relações internas e externas estabelecidas pelo Movimento. Percebeu-se, como principais conclusões, a falta de articulação deste Movimento e sua despolitização, fatores que limitavam a sua atuação no sentido da mudança do modelo obstétrico vigente.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013-2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2471204

TRAUMA E HISTÓRICO DE VITIMIZAÇÃO NA ESCOLA: UM ESTUDO RETROSPECTIVO COM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
De Albuquerque, Paloma Pegolo
Sexo
Mulher
Orientador
Lucia Cavalcanti de Albuquerque Willams
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Psicologia
Instituição
UFSCAR
Página Final
253
Idioma
Português
Palavras chave
violência escolar
experiências escolares
trauma
transtorno de estresse pós-traumático
validação de instrumentos
Resumo

A vitimização escolar pode favorecer a ocorrência de sintomas traumáticos, como de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). A presente Tese de Doutorado teve os seguintes objetivos: buscar evidências de validade de conteúdo e de constructo do instrumento retrospectivo norte-americano Student Alienation and Trauma Survey – R (SATS-R), para o Brasil; caracterizar como a violência se expressa na escola, identificando os principais tipos de violência, as piores experiências escolares vivenciadas por estudantes, a frequência e a duração desses eventos, os agressores principais, bem como as características das vítimas (idade, série e tipo de escola); investigar a ocorrência de sintomas traumáticos, principalmente TEPT, nos estudantes, após a vivência da pior experiência escolar; analisar a associação dos sintomas de TEPT a variáveis relacionadas à pior experiência escolar; e investigar o relacionamento de variáveis explicativas (características do indivíduo e das experiências escolares aversivas vivenciadas) e o desenvolvimento de sintomas de TEPT, por meio de um modelo de regressão logística ordinal. Participaram do estudo 691 estudantes (54,8% do sexo feminino e 45,2% do masculino), de uma universidade pública do interior do estado de São Paulo, que responderam a versões brasileiras dos instrumentos Student Alienation and Trauma Survey e Post-Traumatic Stress Disorder Checklist – Civilian Version (PCL-C). Para a validação de conteúdo, foram feitas: tradução, retrotradução, equivalência semântica, análise do instrumento por profissionais da área e avaliação por amostra da população alvo; para a validação de constructo foi realizada análise fatorial exploratória e cálculo do alfa de Cronbach do instrumento. Os resultados do estudo apontaram para a viabilidade da utilização do instrumento no contexto brasileiro para fins de pesquisa. A frequência dos tipos de vitimização relatados pelos participantes foi: violência relacional (ao menos um item relatado por 85,2%), violência verbal (77,7%) violência física (50,8%), disciplina injusta (43,1%), violência contra o patrimônio (33,4%), presenciar violência (27,9%) e violência sexual (21,4%). Os tipos de piores experiências mais frequentes descritos foram violência relacional (35,7%) e verbal (27,4%). As meninas sofreram mais episódios de violência verbal, relacional e sexual e os meninos violência física e disciplina injusta, sendo que os agressores foram, em sua maioria, estudantes e do sexo masculino. A idade média de ocorrência das piores experiências foi 12,3 anos e, embora a maior parte dos eventos tenha ocorrido em baixa 14 frequência e com curta duração, porcentagem considerável dos participantes apontou duração de “anos” nos casos de vitimização verbal e relacional, principalmente. A maior parte dos participantes apontou ter se incomodado muito com a pior experiência escolar, sendo que 7,8% apresentaram indicação de TEPT após a vivência dessa experiência. A porcentagem de participantes com escores clinicamente significativos nas subescalas variou de 4,7% (sintomas somáticos) a 20% (hipervigilância), sendo frequentes sintomas comumente descritos na literatura como depressão, desesperança, dificuldades cognitivas e rememoração do evento traumático. As variáveis significativas para o modelo de regressão realizado foram: idade, duração e incômodo após a pior experiência, violência relacional e violência verbal. De forma geral, quanto maior o incômodo do estudante, maior a duração da experiência, maior a idade e quanto mais eventos vivenciados de vitimização relacional e verbal, maior a possibilidade de apresentação de sintomas clinicamente significativos de TEPT. Apesar das limitações da metodologia retrospectiva, foram obtidos resultados interessantes que coincidem com a literatura, chamando a atenção para os efeitos a longo prazo da vitimização escolar. Além disso, o estudo pode contribuir para o desenvolvimento de novas pesquisas sobre o tema, bem como oferecer parâmetros de tratamento às vítimas que apresentem sintomas decorrentes de experiências traumáticas na escola, podendo aprimorar, também, programas de prevenção à violência escolar.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=215568

Regulamentar para que(m)? As representações sociais de prostitutas sobre a regulamentação da "profissão"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Afonso, Mariana Luciano
Sexo
Mulher
Orientador
Scopinho, Rosemeire Aparecida
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Psicologia
Instituição
UFSCar
Página Final
159
Idioma
Português
Palavras chave
prostituição
regulamentação
representações sociais
psicologia social
Sorocaba
Resumo

O tema geral desta pesquisa é a prostituição, conhecida pelo senso comum como a “mais antiga profissão do mundo”, e sempre envolta por muita polêmica, tanto nacional como internacionalmente. De modo que, historicamente, os Estados encontram-se divididos entre sua proibição ou regulamentação. Alguns agrupamentos sociais reivindicam que a prostituição seja regulamentada e reconhecida como um trabalho “como outro qualquer”, enquanto outros consideram seu exercício como uma forma de exploração e mercantilização do corpo feminino e de expressão de relações de poder desiguais entre homens e mulheres. Nacionalmente, a prostituição já está inclusa no Código Brasileiro de Ocupações, indexada com o número 5198-05, na categoria de “prestador de serviço”. O Código Penal Brasileiro não criminaliza a pessoa em situação de prostituição, mas pune o lenocínio. Desde 1997 foram apresentados quatro projetos de lei (PLs) de regulamentação da prostituição, após uma série de discussões, contudo, não se chegou a uma conclusão sobre eles, o que parece refletir as divergências existentes na sociedade sobre o assunto. Em 2012, Jean Wyllys propôs o PL 4211/2012 que encontra-se em tramitação atualmente. Neste ínterim, propomo-nos a investigar o que as principais afetadas, as próprias prostitutas, pensam sobre a questão. O referencial teórico metodológico utilizado é a Teoria das Representações Sociais. O campo empírico em que a pesquisa foi realizada é a região central de uma cidade do interior do estado de São Paulo, Sorocaba, a região é historicamente conhecida por abrigar a prostituição de baixa renda. Os sujeitos da pesquisa são sete prostitutas que exercem sua atividade nas ruas desta região. O critério de seleção do número de sujeitos e entrevistas foi o da saturação. Para apreender as representações sociais dos sujeitos foram realizadas observações diretas anotadas em diário de campo e entrevistas em profundidade, com roteiro semiestruturado. A fim de compreender o contexto local de onde emergem estas representações, foram mapeadas as instituições da cidade que tratam da prostituição e têm contato próximo com essas mulheres: Um dos Conselhos de Segurança (CONSEG) de Sorocaba, formado por comerciantes e policiais, uma Associação religiosa, que é uma ala da Igreja católica, e uma Organização Não Governamental (ONG), que trabalha com a política de Redução de Danos. Foram realizadas então entrevistas com representantes destas instituições e análises de documentos produzidos pelas mesmas. Para compreender também o contexto nacional em que a temática está inserida, investigou-se o conteúdo dos PLs sobre a regulamentação, e as forças pró e contra regulamentação, especialmente no âmbito do Estado, da Igreja e de movimentos sociais. Concluímos que as representações sociais das prostitutas entrevistadas distanciam-se desses discursos, ancorando-se em suas próprias vivências. Desconhecem as especificidades de cada PL e posicionam-se de maneira contrária à regulamentação.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
Sorocaba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1474689

Um estudo psicossocial sobre as memórias sociais dos moradores da comunidade do Marujá − Parque Estadual da Ilha do Cardoso

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alvaides, Natalia Kerche
Sexo
Mulher
Orientador
Rosemeire A. Scopinho
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Psicologia
Instituição
UFSCAR
Página Final
178
Idioma
Português
Palavras chave
psicologia social
memória social
identidades
unidade de conservação
comunidade caiçara
Resumo

A desconsideração da existência das comunidades tradicionais na implantação das Unidades de Conservação tem gerado graves problemas sociais, causando a reorganização dos seus modos de vida e, consequentemente, alterações na identidade dos moradores. O objetivo geral desta pesquisa é, a partir da relação existente entre memória e identidade, analisar como elementos da memória social dos moradores da comunidade de Marujá − Parque Estadual da Ilha do Cardoso dialogam com as diretrizes político administrativas no processo de reconstrução de suas identidades. Especificamente pretende-se identificar as mudanças nas diretrizes político administrativas, comparando as diferentes edições do plano de manejo, bem como analisando a atuação do comitê de apoio à gestão; reconstruir as memórias sociais da comunidade e as expectativas vividas atualmente; identificar a influência de experiências passadas sobre determinadas esferas culturais e econômicas da vida do sujeito cotidianas; e, analisar a relação que se estabelece entre a memória social da população local e as diretrizes político-administrativas propostas atualmente. As informações foram obtidas por meio de análise bibliográfica e documental, observação direta, de pré-entrevistas e de entrevistas que combinaram relatos orais de histórias de vida e perguntas exploratórias. As informações foram gravadas, transcritas e analisadas de modo a eleger as categorias: memórias de lugar, memórias de trabalho e memórias de resistência; que permitiram compreender a relação entre memória, diretrizes políticoadministrativas e identidade existente na comunidade da Unidade de Conservação mencionada. A partir dessa análise, concluímos que a memória social serve como instrumento de interpretação do presente, produzindo o ‘novo’ e o ligando ao passado e relaciona-se com as diretrizes político administrativas na medida em que os moradores participem democraticamente da gestão do PEIC e tenham sua permanência assegurada pela recategorização de algumas manchas territoriais da Unidade de Conservação nas quais habitam e desenvolvem suas atividades econômicas. Nestas condições, as Unidades de Conservação tornar-se-iam também lugares onde a identidade tradicional possa viver e aceitar o novo e, assim, traduzir-se.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Ilha do Cardoso
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=294609

Representações sociais de jovens sobre trabalho: uma análise construída a partir da formação profissionalizante e da experiência de primeiro emprego

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Betetto, Mariana de Freitas
Sexo
Mulher
Orientador
Scopinho, Rosemeire Aparecida
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Psicologia
Instituição
UFSCar
Página Final
128
Idioma
Português
Palavras chave
representação social
mercado de trabalho
trabalho juvenil
formação profissional
Resumo

A literatura mostra que a entrada do jovem no mundo do trabalho tem aspectos positivos e negativos para o seu desenvolvimento. Diante da atual crise de emprego e da existência de legislação que prevê a inserção juvenil no trabalho como aprendizes, torna-se importante analisar as representações sociais de jovens cuja entrada no mundo do trabalho é mediada por entidades pré-profissionalizantes, que devem mediar a relação entre o aprendiz e sua primeira experiência de emprego, garantindo-lhe uma  oportunidade temporária de qualificação e de trabalho. O objetivo geral da pesquisa foi compreender as representações sociais de trabalho entre jovens de 14 a 18 anos, inseridos como aprendizes em uma empresa de convênio médico, localizada no interior paulista. Utilizou-se o referencial teórico-metodológico da .Teoria das Representações Sociais, visando analisar como dimensões históricas, sociais e organizacionais dessa modalidade de inserção contribuem para formar nos jovens percepções sobre a realidade do trabalho. Trata-se de um estudo de caso envolvendo a entidade pré-profissionalizante, a empresa de convênio médico e a participação de 10 jovens aprendizes, de 16 e 17 anos, todos estudantes do Ensino Médio de escolas públicas  da cidade onde se localizam as instituições participantes da  pesquisa. As representações sociais foram apreendidas por meio de entrevistas individuais e coletivas, observação participante, investigação documental e bibliográfica. As informações foram analisadas pela construção de categorias analíticas a posteriori, que advêm de leituras exaustivas e repetidas do resultado das entrevistas e dos registros de observações de campo. Em relação à entidade pré-profissionalizante, foi possível constatar que o tipo de qualificação oferecida é disciplinadora e atende a capacitação do operário padrão obediente e pouco flexível. A triangulação das informações permitiu identificar que os jovens representam o trabalho de forma ambígua, evidenciando aspectos positivos e negativos. Os aprendizes consideram a juventude um período de preparação para o trabalho e muito  importante para o futuro profissional. As principais vantagens do trabalho apontadas por eles foram: o provimento para si e a família; a possibilidade de ascensão social; a contribuição social do trabalho (ajudar pessoas); adquirir responsabilidade e experiência; apoio à escola (norteia a  escolha profissional); adquirir qualificação profissional. Os jovens também evidenciaram a negatividade do trabalho em suas representações, apontando principalmente para a falta de tempo para a realização de outras atividades como estudo, lazer, convivência com familiares, entre outras. Concluiu-se que, na visão dos aprendizes, o trabalho contribui mais positivamente do que negativamente para o desenvolvimento profissional e pessoal destes.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/6028