Chão Arranha o Céu: a lógica da (re)produção monopolista da cidade
Através da análise dos dados referentes à produção imobiliária em diversas cidades, sobretudo paulistas, e de pesquisa direta em Ribeirao Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente, esta tese teve como objetivo refletir sobre o processo de reprodução territorial da cidade, analisando a articulação entre as formas de expansão horizontal e vertical, e, portanto, do movimento contraditório entre a reprodução territorial horizontal e sua própria negação, a reprodução territorial vertical. O recorte específico para esta análise foi o da verticalização. Três questões foram suscitadas pelo desenvolver da pesquisa: 1. Quem produz a verticalização?; 2. Quais os signos que se realizam no seu consumo e que dão sustentação a sua identidade?; 3. Como esta produção/consumo - (re)estrutura a cidade?. Tais questões expressam a dialética do processo de (re)produção da cidade, e neste sentido o de (re)produção social. E a partir do caráter contraditório/complementar entre os interesses dos que produzem e dos que consomem, que se (re)estrutura a cidade. E a partir desta (re)estruturação que estes interesses se expressam enquanto possibilidades de realização rentista dos proprietários fundiários, de realização capitalista dos empreendedores, e de satisfações objetivas e subjetivas, concretas e simbólicas dos consumidores.