A Paisagem na Baixada Santista: urbanização, transformação e conservação
Muitas das regiões metropolitanas historicamente localizadas na costa brasileira convivem com importantes remanescentes de florestas tropicais. Na zona costeira do Estado de São Paulo esta condição é verificada pela presença da Mata Atlântica que recobre as escarpas da Serra do Mar e pelos ecossistemas associados de restinga e manguezal que convivem com a Região Metropolitana da Baixada Santista e, ainda, com as extensas áreas de veraneio ali situadas graças à proximidade com a metrópole de São Paulo. Mas a permanência dessas florestas tem sido constantemente ameaçada pelo processo de urbanização, seja através da expansão das áreas urbanas, seja através dos processos de poluição do solo, ar e água. Tomando como área de estudo a Região Metropolitana da Baixada Santista, a análise desenvolve-se fundamentada nos conceitos de espaço, ambiente e paisagem, relacionando padrões urbanos e processos naturais para chegar à identificação do processo de transformação ambiental e paisagística regional e à desconsideração do sistema natural na expansão urbana. Também são estudados os processos de urbanização, identificando-se ainda os problemas de degradação das áreas naturais relacionados com as atividades urbanas regionais. Por fim, analisam-se as possibilidades de conservação para chegar à constatação de que o sistema legal de proteção às áreas naturais é pouco eficaz na prática, mas que a presença de áreas conservadas ainda permite que seja constituído um sistema de conservação.