Memória, preservação e patrimônio

A pichação (tags) em São Paulo: dinâmicas dos agentes e do espaço

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Filardo, Pedro Rangel
Sexo
Homem
Orientador
Mautner, Yvonne Miriam Martha
Ano de Publicação
2015
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Paisagem urbana - São Paulo (SP)
Graffiti - São Paulo (SP)
Antropologia urbana
Geografia urbana
Resumo

A pichação é um fenômeno urbano mundial, que se tornou presença marcante na paisagem da cidade. O trabalho dá enfoque às tags (assinaturas estilizadas), que é a forma de pichação mais disseminada e presente. Surgidas no final da década de 1960 nos Estados Unidos, ligadas às disputas territoriais dos guetos e ao hip-hop, começou a tomar a sua característica formal na cidade de São Paulo e adjacências, principalmente no final da década de 1980. O tag reto (ou pixo reto) é uma solução gráfica e caligráfica que toma as construções como um grid, em uma disputa pelo visual da cidade. Seus autores partilham de um sentimento de identidade com a periferia da cidade, e usam as marcas nas paredes como uma comunicação fechada entre eles, medindo-se e afirmando-se dentro do grupo com ações ousadas (enfrentando perigos como a altura, a polícia, seguranças particulares e moradores enraivecidos com o vandalismo). Eles se apropriam de locais com grande fluxo, o que vai garantir visibilidade. Também procuram marcar paredes que não são pintadas frequentemente, garantindo a durabilidade. Pontes, viadutos, topo de edifícios, muros e fachadas: quase nada escapa. Pichadores são mais um grupo disputando a paisagem da cidade, mas que não são nem os proprietários e nem o poder público.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2851185

CALIGRAFIA MARGINAL: pichação, performance e patrimônio

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Livia Nunes Borges
Sexo
Mulher
Orientador
Tamaso, Izabela Maria
Ano de Publicação
2015
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFG
Idioma
Português
Palavras chave
pichação
performance
patrimônio
transgressão
espaço urbano
Resumo

Esta pesquisa faz uma abordagem geral a respeito das intervenções urbanas, dando prioridade às ações de caráter efêmero (grafite e pichação), como surge cada uma destas práticas, suas disparidades no Brasil, e as medidas tomadas pelo poder público para combatê-las com ênfase na pichação. A pichação é uma prática de caráter marginal e transgressor que se tornou parte integrante das sociedades complexas. Para o poder público, bem como para grande parcela da sociedade brasileira esta ação é tida como crime, mas para aqueles que estão inseridos nesta cultura marginal, o ato de pichar pode ser interpretado como instrumento de socialização, comunicação, lazer, arte, apelo à memória etc. Dentre as várias perspectivas de análise contidas na pichação, esta dissertação buscou explorar como esta ação urbana ofensiva pode ser interpretada sob o viés de ato performativo. Além disso, procurou-se compreender como os pichadores e outros habitantes de Goiânia/GO, lidam com os elementos dispostos no espaço urbano, dando ênfase às construções arquitetônicas de valor social.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Goiânia
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3419023

Parque Zoobotânico Leopoldo Linhares Fernandes e sua Contribuição para o Ensino de Ciências Naturais e Educação Ambiental.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Agda Lemes dos
Sexo
Mulher
Orientador
Macedo, Miramy
Ano de Publicação
2002
Programa
Educação
Instituição
UFMT
Idioma
Português
Palavras chave
Educação Ambiental
Biodiversidade
Ciências biologicas
Conservação da natureza
Parque urbano
Resumo

Este trabalho revela os aspectos históricos, a diversidade biológica e a importância do Parque Zoobotânico "Leopoldo Linhares Fernandes", Município de Alta Floresta, Mato Grosso, para a comunidade altaflorestense, nos aspectos educacionais, científicos e de lazer. Apresenta, de maneira sucinta, a criação das Unidades de Conservação, precipuamente em Mato Grosso, relacionando-as com a recente preocupação acerca da destruição e conservação da Biodiversidade, abordando como sendo fundamentais um currículo pós-moderno e ações de educação ambiental. Utiliza uma abordagem qualitativa com enfoque no Estudo de Caso objetivando a compreensão do pensamento dos professores e acadêmicos de Ciências Biológicas, bem como dos visitantes na conservação deste patrimônio ambiental em perímetro urbano e na melhoria da qualidade de vida.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Alta Floresta
Localidade
Parque Zoobotânico "Leopoldo Linhares Fernandes"
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso
Referência Temporal
2001-2002
Localização Eletrônica
https://www.cedoc.fe.unicamp.br/banco-de-teses/37196

Diagnóstico Ambiental da Bacia do Rio da Ordem no Bairro do Tatuquara — Curitiba-PR

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Britto, Dirceu Mendes de
Sexo
Homem
Orientador
Santos, Leonardo José Cordeiro
Ano de Publicação
2002
Programa
Geografia
Instituição
UFPR
Idioma
Português
Palavras chave
Impacto Ambiental
Bacia hidrográfica
Ocupação urbana
Uso do Solo
industrialização
Resumo

A presente dissertação tem como proposta apresentar um estudo sobre as transformações ambientais geradas pela urbanização e industrialização dos grandes centros urbanos, que favorecem a ocupação desordenada dos espaços e comprometem seriamente os recursos hídricos. Para tanto, escolheu-se como objeto de investigação a Bacia do Rio da Ordem, pois, pelo fato de estar próxima a Cidade industrial de Curitiba, essa região, desde a década de 90, vem apresentando um considerável crescimento populacional, causado, principalmente, pela instalação de montadoras no entorno do município. Considerando as características dessa Bacia, determinou-se que o cruzamento entre os dados da legislação ambiental, da ocupação e o uso do solo de 1985 e 1999 e da degradação ambiental deveria ser a metodologia adotada por esta pesquisa. Assim, por meio dos dados obtidos, foi possível gerar o mapa que representa o atual zoneamento ambiental dessa Bacia, classificando-se em diferentes níveis: zona 1 — 11% — com forte degradação; zona 2 — 38% — com moderada degradação; e zona 3 — 51% — com fraca degradação. Com base nesse mapa, fez o diagnóstico necessário para concluir a pesquisa com a apresentação das diretrizes a serem implementadas a fim de promover a recuperação e a conservação do espaço estudado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Região
Bacia do Rio da Ordem
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1985-1999
Localização Eletrônica
https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/handle/1884/100053

A PIXAÇÃO COMO APROPRIAÇÃO DA CIDADE: o pixador como formador do cenário urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pires, Alan Oziel Da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Regina Helena Alves Da
Ano de Publicação
2017
Programa
História
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação
Pixação
Memória
Cidade
Dissenso
Resumo

O presente trabalho é um olhar histórico sobre a pixação na cidade de Belo Horizonte e investiga como tal forma de escrita configurou-se, desde a década de 1980 aos dias atuais. A investigação é dedicada não somente aos escritos nos muros, mas explora a pixação a partir da relação entre sujeito e cidade, verificando como o pixo constituise nessa relação. Desta forma, entendemos que a urbe não é somente o suporte para o pixo, mas seu elemento constituidor e, portanto, analisamos como a pixação apropria-se da cidade, dos seus discursos e espaços instituídos e, a partir da subversão destes, constrói seus próprios lugares de socialização e memória, fazendose presente no cenário urbano. Investigamos, também, as estratégias de formação da memória da pixação e sua função na coesão do grupo. Para este fim, analisamos os dispositivos de memória dos adeptos dessa forma de escrita: folhinhas (coleções de folhas de papel com pixo de diversos praticantes, iniciantes e veteranos), fotografias de agendas (muros que reúnem inscrições de pixadores e de grupos variados), relíquias (muros com pixações antigas de autores que já não atuam mais) e coleções de recortes de jornais e revistas com matérias sobre pixo. Buscando evidenciar o lastro histórico da pixação, inserimo-la em um percurso das escritas não convencionadas em suportes não convencionais e apresentamos, também, um possível caminho percorrido da pichação à pixação, passando pelas modificações formais destas escritas e pela distinção de suas nomenclaturas. Buscamos, ainda, demonstrar as relações existentes entre a dinâmica social, em aspectos demográficos e políticos, e a configuração do pixo. Nesta pesquisa abordamos a pixação como uma ação política e questionamos o entendimento de que a pixação constitua mero rabisco, pois percebemos como ela evidencia uma escolha por uma forma de se apropriar e ressignificar a cidade, não se restringindo à juventude de seus praticantes. Por fim, este trabalho possibilita perceber como a pichação e pixação passam de elemento estratégico nos confrontos políticos e torna-se algo com centralidade em sua própria feitura como ação política.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
1980-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5672580

A Presença indígena nos grafites de Belém: Entre fraturas e resistências

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Camille Nascimento Da
Sexo
Mulher
Orientador
Neves, Ivania Dos Santos
Ano de Publicação
2017
Programa
Comunicação, Cultura e Amazônia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Discurso
Enunciados
Presença Indígena
Grafite
Resumo

A motivação para esta dissertação é o silenciamento das sociedades indígenas. Seja na mídia televisiva, imprensa ou na internet, os discursos produzidos sobre estas sociedades são carregados de estereótipos, dando a elas o lugar do incivilizado, do estranho, do diferente da sociedade ocidental. Começamos a pesquisa a partir da observação do aumento do número de grafites na cidade de Belém nos últimos dez anos, mais precisamente com a figura indígena. Observamos também o deslocamento desta materialiade discursiva, o grafite, para outros espaços além da rua, como as galerias de arte e a internet. Nossa pesquisa busca analisar a construção dos discursos e enunciados sobre as sociedades indígenas nesta intervenção urbana. Como suporte teórico, optamos por aliar ao nosso objeto de estudo o método teórico da Análise do Discurso de vertente Francesa, com conceitos como discurso, enunciado, recorrências e dispersões, propostos por Michel Foucault, Jean-Jaqcques Courtine e Rosário Gregolin. Além disso, outros teóricos que tomam a cidade como seu objeto de pesquisa se fizeram presente em nossa análise, a saber, Massimo Canevacci e Lucrécia D’Aléssio Ferrara, que consideram a cidade como meio comunicativo. Utilizamos também a análise de Walter Mignolo sobre a enunciação fraturada decorrente do processo de colonização.

Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
2007 - 2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5424955

Cantando a própria história

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Vilela, Ivan
Sexo
Homem
Orientador
Bosi, Eclea
Ano de Publicação
2009
Programa
Psicologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Cultura popular
Desenraizamento social
História social
Memória verbal
periferia
Resumo

Este trabalho pretende realizar uma leitura da música caipira, de seus componentes e de sua principal porta-voz: a viola caipira, aqui abordada sob o ponto de vista de sua história social e musical. Nessa reflexão questionaremos alguns conceitos, já elaborados por outros autores, sobre a música caipira e sua relação com o mercado fonográfico. Para isso, nosso olhar se debruçará sobre o homem do campo do Centro-Sudeste do Brasil o caipira, a maneira como era entendido aos olhos da urbanidade e o intenso processo migratório para a grande São Paulo entre o início do século XX e os anos 1970. Ao deixarem seus locais de origem, esses migrantes entraram em um processo de perda de raízes, que chamamos desenraizamento. Por uma série de razões aqui abordadas, essas populações foram compondo as periferias das grandes cidades e sua cultura foi sendo tratada como algo menor, não canônico. Um dos aspectos da cultura dos caipiras é sua expressão musical, que teve como base poemática o romance, o contar uma história. Nessas narrativas musicais, sempre ligadas ao universo da oralidade, registraram fonograficamente a sua saga e transmitiram seus valores de vida. Pelas ondas do rádio a história dos caipiras se fez conhecida por todos fato raro num país onde é contada sempre a história dos vencedores. A radiodifusão da música caipira atuou como um fator de reenraizamento sobre os migrantes preservando seus valores e mantendo a sua história. No intuito de confirmação dessas idéias, foram realizadas entrevistas com migrantes de modo a colher suas impressões acerca da perda e aquisição de novos valores.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XIX
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-14062011-163614/pt-br.html

Bnei anussim: uma experiência de judaísmo na periferia paulistana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gutierrez, Carlos Andrade Rivas
Sexo
Homem
Orientador
Magnani, Jose Guilherme Cantor
Ano de Publicação
2010
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
judaísmo
novas identidades
periferia
Resumo

O objetivo dessa reflexão é realizar a análise acerca da inserção de um novo agente no campo judaico, suas relações dentro desse campo e também com a metrópole. Um ex-pastor da Assembleia de Deus e fiéis de instituições pentecostais e neopentecostais passam a se identificar como bnei anussim, isto é, afirmam-se descendentes dos judeus forçados a se converter na Inquisição. Após as tentativas fracassadas de reconhecimento da identidade judaica perante as autoridades rabínicas, criam a sinagoga Beith Israel, no bairro de São Mateus, periferia de São Paulo. Lá, praticam o judaísmo, conforme seus próprios esquemas de percepção, ortodoxo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
São Mateus
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-23052012-154251/fr.html

Subúrbio, morro e terreiro: a geografia da prática cultural dos negros em meio ao processo de urbanização da cidade do Rio de Janeiro entre 1890 e 1940

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Marcelo Pereira da
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Bernadete Aparecida Caprioglio de Castro
Ano de Publicação
2009
Programa
Geografia
Instituição
UNESP-RC
Idioma
Português
Palavras chave
Subúrbio
processo de urbanização
periferia
Resumo

Através deste estudo procuramos debater de forma interdisciplinar a respeito do desdobramento sócio-espacial ocasionado pela reforma urbana realizada no início do século XX na cidade do Rio de Janeiro e continuada por gestores municipais ao longo do século, que mantiveram a lógica burguesa de apropriação do espaço, resultando em sérios impactos sobre as camadas mais pobres da população e, por sua vez, sobre a espacialização das manifestações culturais dos negros, seja no campo religioso, cultural ou festivo. Nossa intenção está justamente em ter como foco principal as práticas religiosas e culturais dos negros na cidade do Rio de Janeiro, fazendo o contraponto com a consolidação de uma sociedade burguesa inspirada nos padrões europeus de comportamento, o que por sua vez acarretou em repressão e rearranjos espaciais para os demais setores sociais. Observa-se na atualidade a nítida divisão do espaço no que tange à prática religiosa, pois enquanto os cultos cristãos tais como catolicismo e protestantismo, reconhecidos socialmente, tem livre fixação em qualquer área da cidade, não vemos na mesma proporção a presença de centros de candomblé e umbanda. O presente trabalho busca traçar a relação entre as mudanças dos conceitos comportamentais da sociedade carioca em inícios do século XX e o peso que essas alterações tiveram sobre os hábitos dos negros e brancos pobres. A absorção do conceito europeu de civilização, sobretudo de influência francesa, estava em desacordo com a conduta dos populares que habitavam o centro do Rio de Janeiro. Muitos trabalhos já se debruçaram sobre os aspectos urbanísticos, habitacionais e sociais que a Reforma Pereira Passos e os governos subseqüentes tiveram sobre a população carioca, porém não encontramos até o presente momento estudo que tente fazer a relação entre a citada reforma e a religião.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Madureira; favela Parque Vila Nova; favela R. Pereira Leitão; favela Vila das Torres; favela Morro do Sossego; favela Sanatório; favela São José; favela Groto; favela Serrinha; Morro do Dendê; favela R. Iguaçu e Morro da Serrinha.
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1890–1940
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/entities/publication/6c2ed2db-28c1-4229-955c-edcfbda3d64e

Morro da Conceição: uma etnografia da sociabilidade e do conflito numa metrópole brasileira

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Flávia Carolina da
Sexo
Mulher
Orientador
Toledo, Luiz Henrique de
Ano de Publicação
2010
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Sociabilidade
Conflito
Território
Zona Portuária
periferia
Resumo

O Morro da Conceição está localizado no bairro da Saúde, zona portuária do Rio de Janeiro é um importante sítio histórico da cidade que apresenta atualmente um caso particular de disputa pela terra, travada entre um grupo de moradores que se auto-reconhece como Comunidade Remanescente do Quilombo da Pedra do Sal e um ordem religiosa denominada Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência – VOT. A partir da pesquisa etnográfica realizada no local durante o ano de 2008, procurou-se entender como eram organizadas as redes de sociabilidade entre os outros moradores locais relacionadas à disputa e questão. Durante o percurso etnográfico, outras relações foram sendo reveladas no plano das práticas cotidianas. A partir de uma intrincada malha de sociabilidade que misturava interesses e agentes variados, uma minuciosa trama de conflitos foi sendo descortinada. .A experiência etnográfica permitiu ver que os problemas envolvidos nos discursos e projetos de revitalização da zona portuária problematizavam o território do morro, deixando transparecer lutas que buscavam assegurar sua diversidade espacial e simbólica. Assim, os conflitos apareceram como constitutivos das sociabilidades e encontravam-se misturados nas mais “triviais” relações. Levando-se em conta o cenário político-social brasileiro voltado ao reconhecimento das comunidades quilombolas, buscou-se perceber a construção das redes de sociabilidade e das diversas representações políticas configuradas nas suas variadas formas de organização..As sociabilidades perpassadas por questões mais amplas e mediada por relações não imaginadas no momento em que se desenvolveu o projeto, revelaram o Morro da Conceição como um espaço singular, construído na alternância classificatória entre “ser” cidade e “ser favela”".

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Conceição
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/e5be68e8-7b7a-4180-b5ce-5e12abe56a42