Fluxos populacionais e migrações

O imigrante espanhol em São Paulo e o voto

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Gallego, Avelina Martinez
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i5.86
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
2
Ano de Publicação
1989
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Voto
Imigrantes espanhóis
Origem
Posicionamento político
Resumo

O presente artigo analisa o voto de imigrantes espanhóis para as eleições do Conselho de Residentes. A autora conclui ter encontrado coerência no voto dos imigrantes, em relação à sua origem e posicionamento político. De acordo com a amostragem, obteve o maior número de votos dos espa­nhóis que no passado estiveram aglutinados numa associação que, embora não se proclamando aber­tamente de esquerda, se posicionava abertamente contrária a qualquer di­tadura. Entre os votantes havia es­panhóis de várias regiões (Galicia, Andaluzia, Catalunha, País Basco etc.); entretanto, sua convicção em votar nos partidos de esquerda ou centro-esquerda para o Parlamento Europeu esteve acima de qualquer regionalismo ou qualquer simpatia. Suas escolhas para o futuro presi­dente do Brasil, caso pudessem vo­tar, seriam também suficientemente seguras, dividindo-se entre dois par­tidos brasileiros por eles identifica­dos como de esquerda e centro-es­querdo.

Os espanhóis que participaram no passado de centros que mantinham relações com a ditadura franquista, embora se apresentando como as­sociações regionais e “apolíticas”, também votaram coerentemente, pois tanto nas eleições para o Con­selho de Residentes como para as eleições do Parlamento Europeu re­jeitaram qualquer candidatura que ti­vesse um caráter de esquerda. Co­mo a maioria desses imigrantes não tiveram no passado a experiência que tiveram os associados de cen­tros mais combativos, sua opção, ao votar para o Conselho de Residen­tes, oscilou entre os amigos e as candidaturas mais simpáticas. Para o Parlamento Europeu, entre parti­dos regionais (de acordo com a re­gião de cada um) e partidos mais ou menos simpáticos, e, caso votassem para presidente do Brasil, escolhe­ríam preferencialmente Fernando Collor de Mello, com alguns votos para Maluf, Jânio Quadros e Ronal­do Caiado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1988
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/86

Migrante vota diferente? O caso da eleição para a Prefeitura de Sâo Paulo em 1988

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Pierucci, Antônio Flávio
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Prandi, Reginaldo
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i5.81
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
2
Ano de Publicação
1989
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Voto
Participação política
Pesquisa eleitoral
Prefeitura
Resumo

Em outubro de 1988, quase ao fi­nal das campanhas eleitorais para as Prefeituras, os editores de Travessia nos solicitaram um artigo a respeito do voto do mi­grante. Nessa ocasião o processo eleitoral vinha sendo aferido, quase semanalmente, por diferentes institutos de pesquisa. As sondagens traziam não apenas as taxas de intenção de voto, mas também grande massa de informações sobre idade, sexo, escolaridade e posição sócio-econômica dos eleitores de cada candidato. Eleições municipais, várias eram as cidades que vi­nham sendo pesquisadas.

Visando exatamente a gerar informações que nos permitissem comparar o voto do eleitor nativo, isto é, nascido no município, com o voto do migrante, fizemos, como professores do Departamento de Sociologia da USP, contato com o Data Folha, depar­tamento de pesquisa do jornal Folha de S. Paulo, dirigido pelo sociólogo Antonio Ma­nuel Teixeira Mendes (também aluno pós-graduando do Departamento de Sociolo­gia), o qual concordou ¡mediatamente, com vivo interesse pelo tema, em incluir, entre os quesitos de uma pesquisa eleitoral do Data Folha, questões sobre o local de ori­gem do eleitor e seu tempo de residência no município a ser pesquisado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1988
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/81

Constância e permanência: as mulheres de um bairro da periferia de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mello, Sylvia Leser de
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i7.165
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
3
Ano de Publicação
1990
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Periferia
Mulheres
Vila Helena
Resumo

O presente artigo toma o bairro da Vila Helena na periferia de São Paulo como unidade de análise. Há pouco mais de vinte anos este bairro era um loteamento popular igual aos outros, uma área devas­tada pelas máquinas, que destróem toda a cobertura vegetal, deixando em seu lugar um deserto de terra. Desde então o bairro vem sendo construído pelos seus habi­tantes, migrantes mineiros, na sua grande maioria, apresentando hoje uma feição pe­culiar, aspectos únicos e próprios, uma identidade. Talvez pelo fato de ser um bair­ro pequeno, cercado por bairros de classe média alta, a Vila Helena permite uma ob­servação do conjunto, tanto do conjunto físico quanto do humano, o que constitui, para o pesquisador, um rico veio para a compreensão do modo de vida das cama­das populares

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Helena
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1980
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/165

O retorno para a festa

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Menezes, Marilda Ap. de
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Pereira, Socorro
Soares, Jaldete
José, Hermano
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i7.170
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
3
Ano de Publicação
1990
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Festividades
Festejo junino
Migração
Resumo

Neste artigo, analisaremos como os migrantes ainda preservam, embora transformados, os traços culturais de sua terra de origem. Tomaremos o fenômeno da volta massiva do Sudeste para o Nor­deste, por ocasião dos festejos juninos. A pesquisa baseou-se em entrevistas realizadas com migrantes que vieram de São Paulo e Rio de Janeiro para os feste­jos juninos em 1989, e se dirigiram às áreas rurais de Campina Grande e municí­pios vizinhos: Puxinanã, Queimadas e Remigio, no Estado da Paraíba.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1989
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/170

O lazer da população de origem migrante na metrópole

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Magnani, José Guilherme Cantor
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i7.169
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
3
Ano de Publicação
1990
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Lazer
Cultura
Identidades
Resumo

Existe, na cidade de São Paulo, um es­paço comumente associado a migrantes de origem nordestina, que fazem dele, pre­ferencialmente, um ponto de encontro e lu­gar de desfrute de diversas formas de la­zer com características regionais: é a Pra­ça da Sé. Com efeito, uma rápida obser­vação dos objetos ali vendidos, das atrações oferecidas e do inconfundível so­taque mostra a veracidade da afirmação. Mas é verdade, também, que migrantes de outras regiões, e pessoas nascidas em São Paulo frequentam a Praça da Sé, as­sim como é verdade que os próprios mi­grantes nordestinos têm outros lugares de encontro, não tão badalados como esse, mas igualmente importantes para o estabe­lecimento e manutenção de seus laços de sociabilidade e referência.

O que se quer ressaltar, com essas constatações, é a necessidade de relativizar vinculações excessivamente rápidas e fáceis entre “ lazer” e "migrante” e buscar uma correta interpretação do significado do lazer para a população trabalhadora. Se, de um lado, se insiste na tentativa de cata­logar lugares, formas de expressão, etc., exclusivamente ligados à condição de mi­grante, corre-se o risco de “folclorizar” a questão, ou seja, de associar essas for­mas de entretenimento e cultura com um modo de vida que já não corresponde àquele que constitui a realidade do dia-a- dia dos seus usuários, na cidade. É preci­so associar as modalidades de lazer, os lugares de encontro e as regras de socia­bilidade às reais condições de vida da po­pulação. Ainda é fundamental identificar que é na troca, no intercâmbio, no contato - e no conflito - que se dá a dinâmica cultural da cidade, e não na tentativa de resguar­dar uma suposta autenticidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/169

Trabalho por conta própria: sonho dos migrantes?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Menezes, Marilda Ap. de
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i8.180
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
3
Ano de Publicação
1990
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Trabalho
Migração
São Paulo
Resumo

Este artigo tem como base uma pesquisa realizada com migrantes residentes em São Paulo nos anos de 1982-84. Nesse período, verificamos que o desejo de trabalho por con­ta própria estava presente na maioria deles. Em geral atribuíam a esta atividade à possibilidade de ga­nho maior do que o salário fixo, além de lhes permitir liberdade, tendo em vista ser esta uma relação de trabalho sem a presença do patrão e/ou chefe, sem horários fixos e outras regras próprias da relação de trabalho assala­riada. Constatamos que este desejo não representa algo abstrato, que só se ex­pressa no pensamento do migrante, mas a importância do trabalho por conta própria é evidente na realidade urbana, seja em capitais do Nordeste ou nas grandes metrópoles do Sudes­te, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1982-1984
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/180

Paraíbas e bahianos: órfãos do campo, filhos legítimos da cidade

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Albuquerque Júnior, Durval Muniz de
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i8.176
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
3
Ano de Publicação
1990
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Migração interna
Migração laboral
Classe
Resumo

Neste artigo abordaremos um dos aspectos até hoje ne­gligenciados pela literatura que trata da história do mi­grante nordestino nas cida­des de São Paulo e Rio de Janeiro, ou seja, como entender histo­ricamente a formação de estereótipos os mais contraditórios em tomo destes migrantes na região Sudeste e como estes contribuíram ou não para a in­serção do trabalhador de origem nor­destina no mundo do trabalho, mais particularmente como contribuíram para estes se identificarem ou não com a classe operária destas cidades. Faremos pois, muito mais uma dis­cussão com a historiografia sobre a formação da classe operária no Brasil após 1930, que também foi responsá­vel pela veiculação de uma série de estereótipos sobre o trabalhador de origem rural e migrante e ao mesmo tempo negligenciou em seus trabalhos os conflitos internos à própria classe, ao seu processo de formação, entre es­tes, os provocados por preconceitos quanto a origem regional, étnica e social dos elementos recém incorporados ao mercado de trabalho.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1930-1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/176

Cultos afro-brasileiros e fluxos migratórios

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Negrão, Lísias Nogueira
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i10.193
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
4
Ano de Publicação
1991
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Religiosidade
Umbanda
Fluxos Migratórios
Resumo

O presente artigo traz um panorama da história dos cultos afro-brasileiros no país, assim como analisa a fundo o crescimento da Umbanda em São Paulo com relação aos fluxos migratórios com dados demográficos. Nesse sentido, o fluxo migratório interno, composto por interioranos paulistas, mi­neiros, baianos e nordestinos em geral, foi relevante para o crescimento vertiginoso da Umbanda na década de 1950 - contingentes populacionais de distintas origens mas relativamente homoge­neizados do ponto de vista cultural em geral mas especialmente religioso.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1940-1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/193

O migrante encortiçado e sua consciência religiosa

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Almeida, Maria Angela V. M. Furquim de
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i10.195
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
4
Ano de Publicação
1991
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Religiosidade
Representações religiosas
Cortiços
Resumo

Este artigo sobre representações reli­giosas de migrantes encortiçados procu­ra, a partir das con­dições materiais e sócio-culturais de existência, compre­ender e demonstrar o processo de for­mação da consciên­cia religiosa. O con­junto dessas representações não é en­tendido como isolado e autônomo em relação à totalidade das representações socialmente construídas e verificadas. Ou seja, guarda íntima e inseparável re­lação com as demais representações e práticas sociais, políticas e econômicas. Neste sentido, os conteúdos da cons­ciência religiosa estão relacionados à maneira pela qual o migrante encortiçado apreende, interpreta e representa as condições materiais de existência, a si próprio, a sua vida, a vida de outros mi­grantes encortiçados, a vida dos demais grupos sociais e suas inter-relações tan­to no local de origem como em São Pau­lo. O campo de nossas investigações e pesquisas se restringe ao bairro do Bexiga. Este bairro se localiza na zona central de São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bixiga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/195

Lugares, desigualdades e (i)mobilidades: reflexões em diálogo com o audiovisual "periférico" paulista

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Aderaldo, Guilhermo André
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Peralta, Diego Edmilson
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
2179-7331
Código de Publicação (DOI)
http://dx.doi.org/10.22409/antropolitica2024.v56.i2.a60094
Título do periódico
Antropolítica: Revista Contemporânea de Antropologia
Volume
56
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Niterói, RJ
Página Inicial
60094
Idioma
Português
Palavras chave
Audiovisual
Periferias
Cidade
Mobilidades
Epistemologia
Resumo

Tomando como plano de referência experiências compartilhadas de pesquisa a respeito da cena audiovisual protagonizada por coletivos, produtoras independentes e jovens realizadores autônomos autodesignados “periféricos” em São Paulo, a proposta do artigo é refletir a respeito das convenções socioespaciais que vêm sendo produzidas e compartilhadas por uma leva recente de obras realizadas por tais interlocutores, com a finalidade de evidenciar como a interpelação crítica que essas obras têm feito às interpretações “sedentárias” e dualistas da fronteira centro/periferia desdobram-se em formas renovadas de interpretar e representar a paisagem desigual da metrópole paulista. A partir da pesquisa etnográfica e da análise fílmica, o artigo reflete sobre o contexto de produção de duas obras audiovisuais recentes, a saber, o filme documentário Até onde a gente vai?, produzido pelo Coletivo da Quebrada, em 2020, e Oxente, Bixiga!, realizado pela produtora independente Caramuja: pesquisa, memória, audiovisual, lançado em 2021. Na observação participante dessas produções, concluiu-se que, mais do que filmes interessados em abastecer os circuitos audiovisuais hegemônicos ou alternativos, tais obras são, no fundo, resultado de uma investigação intelectual profunda acerca das dinâmicas socioespaciais contemporâneas, por parte de seus e suas realizadores/as, todos/as pertencentes a setores populares. A partir do roteiro, a construção das personagens e a montagem de seus relatos, essas duas obras selecionadas tensionam discursos hegemônicos sobre os territórios urbanos, produzem alteridade e propõem interpretações sensíveis sobre a cidade, se tornando verdadeiros experimentos epistemológicos voltados à descolonização do imaginário urbano, que não apenas “representam”, mas, efetivamente, “produzem” territorialidades insurgentes.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bixiga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Mombaça
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2020-2021
Localização Eletrônica
http://dx.doi.org/10.22409/antropolitica2024.v56.i2.a60094