Relações étnico-raciais

Intersections in Subaltern Urbanism: The narratives of women in urban occupations in Brazil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Cruz, Mariana de Moura
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Silva, Natália Alves da
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
2399-6544
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1177/2399654419887969o
Título do periódico
Environment & Planning C: Politics & Space
Volume
42
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Londres
Página Inicial
800
Página Final
816
Idioma
Inglês
Palavras chave
Urban occupations
southern theory
feminism
Resumo

In the past decade in Brazil, we have witnessed the rise of a new subaltern space, which has prompted a new theoretical category, incorporated in the contemporary epistemologies of Subaltern Urbanism: Urban Occupations. These new terrains of livelihood and self-organization have prompted a series of new resistance strategies, everyday practices and narratives that must be understood and decodified. The Metropolitan Region of Belo Horizonte —third largest in the country— accounts for over 25 housing occupations in its territory, more than half of which settled in the last five years. Occupation Rosa Leão, established in 2013, is one of them. As it happens in many other occupations, most of its dwellers are black women. They constitute majority in the coordination groups and are often more closely involved in the collective necessities of the community. The present article draws upon the experiences of these women as subjects of their own history to showcase urban occupation as a powerful place for understanding and dismantling the always existing but often overlooked intersection between coloniality and gender. It relies on the activist and academic engagement of both authors in these territories, and specifically in the experience with a women-only self-construction workshop organized in October 2017. Through this workshop, we sought to understand how “usually male” construction knowledge was employed (or not) by women, how it could be used as a tool for domination/emancipation and how gender relations intertwined with such issues in the process.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Bairro/Distrito
Ocupação rosa leão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2013-2023
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/epub/10.1177/2399654419887969

Geographies of missing data: Spatializing counterdata production against feminicide

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
D’Ignazio, Catherine
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Cruxên, Isadora
Cuba, Angeles Martinez
Suárez Val, Helena
Dogan, Amelia
Ansari, Natasha
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1472-3433
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1177/02637758241275
Título do periódico
Environment and Planning D: Society and Space
Volume
43
Ano de Publicação
2025
Local da Publicação
Londres
Página Inicial
29
Página Final
50
Idioma
Inglês
Palavras chave
Feminist geographies
gender violence
data activism
feminism
data justice
Resumo

Feminicide is the gender-related killing of cisgender and transgender women and girls. It reflects patriarchal and racialized systems of oppression and reveals how territories and socio-economic landscapes configure everyday gender-related violence. In recent decades, many grassroots data production initiatives have emerged with the aim of monitoring this extreme but invisibilized phenomenon. We bridge scholarship in feminist and information geographies with data feminism to examine the ways in which space, broadly defined, shapes the counterdata production strategies of feminicide data activists. Drawing on a qualitative study of 33 monitoring efforts led by civil society organizations across 15 countries, primarily in Latin America, we provide a conceptual framework for examining the spatial dimensions of data activism. We show how there are striking transnational patterns related to where feminicide goes unrecorded, resulting in geographies of missing data. In response to these omissions, activists deploy multiple spatialized strategies to make these geographies visible, to situate and contextualize each case of feminicide, to reclaim databases as spaces for memory and witnessing, and to build transnational networks of solidarity. In this sense, we argue that data activism about feminicide constitutes a space of resistance and resignification of everyday forms of gender-related violence.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Londrina
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
País estrangeiro
Costa Rica
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
País estrangeiro
Peru
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Argentina
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
México
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Guatemala
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/02637758241275961

A fratria órfã: o esforço civilizatório do rap na periferia de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Kehl, Maria Rita
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
15
Ano de Publicação
2000
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
145
Página Final
164
Idioma
Português
Palavras chave
Racionais MC's
rap
pobreza urbana
periferia
jovens
Resumo

Meu interesse a respeito do trabalho dos Racionais MC's, um dos mais importantes grupos de rap brasileiros, além da fascinação que o efeito poético das letras do rap produz em mim, refere-se ao que considero como o esforço civilizatório deste grupo em relação às condições de vida e ao apelo ao gozo entre jovens da periferia de São Paulo. Este esforço civilizatório é característica do rap em geral, e mais particularmente do que se produz nos bolsões de pobreza urbana no Brasil - a origem do rap, como se sabe, está nos jovens moradores dos guetos típicos da segregação racial e social da sociedade norte-americana. Os Racionais são, a meu ver, o mais expressivo dentre os grupos que se proliferam, há mais de dez anos, no Brasil.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1990-2000
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/44578

The anti-Blackness of global capital

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Bledsoe, Adam
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Wright, Willie Jamaal
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1472-3433
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1177/0263775818805102
Título do periódico
Environment and Planning D: Society and Space
Volume
37
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Londres
Página Inicial
8
Página Final
26
Idioma
Inglês
Palavras chave
Black geographies
global capitalism
racial capitalism
anti-Blackness
Resumo

This paper seeks to offer a new perspective on the interrelated questions of globalized capitalism and anti-Blackness. We engage with current geographical work on the question of Blackness, highlighting the ways in which prevailing forms of global capital accumulation—which take shape in numerous spatial and political practices around the world—coincide with acts of anti-Blackness. In recognizing the connections between capitalism and anti-Black violence, however, we choose not to frame anti-Blackness as an effect of capitalist relations. Rather, we insist that anti-Blackness remains a necessary precondition for the perpetuation of capitalism, as the perpetual expansion of capitalist practices requires “empty” spaces open for appropriation—a condition made possible through the modern assumption of Black a-spatiality. Drawing on theoretical discussions of both global capital and anti-Blackness, empirical examples of shifting global spatial-racial regimes, and the discursive and material practices of Black Lives Matter, the Movement for Black Lives, and the Afro-Brazilian community Ilha de Maré, this paper attempts to forge new geographical conversations regarding current capitalist practices and the matter of Black lives.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Bairro/Distrito
Ilha de Maré
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
País estrangeiro
Estados Unidos
Referência Temporal
2013-2018
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0263775818805102

The coloniality of infrastructure: Engineering, landscape and modernity in Recife

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Davies, Archie
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1472-3433
Título do periódico
Environment and Planning D: Society and Space
Volume
39
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Londres
Página Inicial
740
Página Final
757
Idioma
Inglês
Palavras chave
Coloniality of infrastructure
coloniality of power
urban political ecology
infrastructure
Recife
Resumo

Geographical scholarship has, since the late 1990s, shown how infrastructure was central to the making of urban modernity and the metabolic transformation of socio-natures. Meanwhile, the work of Latin American scholars including Aníbal Quijano and Maria Lugones has focussed attention on the imbrications between modernity and coloniality, in particular through the international racial division of labour. Moving between these ideas, I argue that there is intellectual and political ground to be gained by specifically accounting for the coloniality of infrastructure, in both its material and epistemic dimensions. I ground the analysis in the history of Recife, Northeast of Brazil, analyzing the role of British engineering in the production of the city's landscape and infrastructure, and address the epistemic dimensions of the coloniality of infrastructural by exploring infrastructural spectacle in 1920s Recife. Finally, I explore how the coloniality of infrastructure directs our attention to race, labour and finance.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
1920-1930
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/02637758211018706

Women and the coloniality of urban atmospheres of terror in Rio de Janeiro’s favelas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Veillette, Anne-Marie
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1472-3433
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1177/02637758251334335
Título do periódico
Environment and Planning D: Society and Space
Volume
43
Ano de Publicação
2025
Local da Publicação
Londres
Página Inicial
770
Página Final
788
Idioma
Inglês
Palavras chave
Affective atmosphere
terror
women
coloniality
favelas
Resumo

This essay examines the urban atmospheres of terror in the favelas of Rio de Janeiro, Brazil, from the perspective of women residents. Drawing on two ethnographic projects conducted in various favelas in 2016 and 2019, I argue that terror, as an urban atmosphere, is deeply rooted in a long history of racialized and gendered violence, and that its persistence in the contemporary urban landscape is a consequence of the coloniality of power. The analysis begins by exploring the layers, textures, and complexities of urban atmospheres of terror, providing a deeper understanding of their racialized and gendered nature. It further examines the transformative power of the body in reshaping these urban atmospheres, focusing on how favela women cultivate alternative affective atmospheres within their communities. Drawing on Afrodiasporic and decolonial feminist thinking, I show how Afrodescendant women in the favelas resist and transform these atmospheres, creating spaces that challenge the coloniality of power and its spatial manifestations, such as urban borders. I conclude that a key aspect of favela women's urban politics and resistance to coloniality is rooted in the body and the affective dimensions of urban life.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Lagartixa
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/02637758251334335

Cheapness and (labor-)power: The role of early modern Brazilian sugar plantations in the racializing Capitalocene

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Eichen, Joshua R.
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1472-3433
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1177/0263775818798035
Título do periódico
Environment and Planning D: Society and Space
Volume
38
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Londres
Página Inicial
35
Página Final
52
Idioma
Inglês
Palavras chave
Race
Anthropocene
Capitalocene
world-ecology
plantations
Resumo

This essay looks at the historical geography of sugar plantations in Northeast Brazil during the 16th- and 17th-centuries to critique the spatio-temporality of the discourse of the Anthropocene. I argue that sugar plantations were key places in early systemic cycles of capital accumulation with their grim calculus of cheap labor-power and acceptable deaths. Sugar plantations were simultaneously prototypical racializing state actors and part of the emergent relations of capital changing the climate. With their rationalized, time-disciplined labor for processing cane into sugar, plantations were not only fundamentally proto-industrial sites, but also one of capital’s laboratories of modernity. They were primordial sites of proletarianization, of spatio-temporal patterns that repopulated the Americas and central in the production not of the Anthropocene but of the racializing Capitalocene.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
séculos XVI e XVII
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0263775818798035

Entre garotos e suas equipes: consumo tecnocultural e dinamicidade ético-estética na cena black brasiliense

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Araújo, Saulo Nepomuceno Furtado de
Sexo
Homem
Orientador
Farias, Edson Silva de
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Brasília
Programa
Pós Graduação em Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Consumo Tecnocultural
Black Music
Tecnicidade
Cena Black Brasiliense
Processo Narrativo
Resumo

Este trabalho tem por objetivo a compreensão de específicos processos transitados entre os anos 1970, 1980 e 1990, relativos às manifestações culturais identificadas à música popular negra norte-americana, ou black music, no contexto da cidade de Brasília. Tomando por base metodológica um modelo de análise configuracional, interes-sa-nos a articulação interdependente entre dinâmicas de caráter técnico e rede-finições nos protocolos éticos de consumo de bens tecnoculturais, produção e participações de eventos black, redefinições estas tomadas enquanto indisso-ciáveis de outro conjunto de transformações no que diz respeito ao plano das estéticas black, sobretudo as musicais, em circulação no contexto investigado.Com base nos recursos técnicos da observação participante e da entrevista não estruturada, foi dada especial atenção, neste processo de pesquisa, à interlocu-ção com os produtores culturais, disc jockeys (DJs) e donos de equipes de sono-rização participantes de diferentes momentos do conjunto de expressões que dão corpo às tramas sociais às quais nos referimos por cena black brasiliense ou candanga, na exata medida em que esses interlocutores dispõem de posições e saberes privilegiados relativos às distintas formas de articulação entre dinâmi-cas de caráter técnico e novas possibilidades de vivências, ou expressões ético-estéticas relacionadas à black music.Busca-se assim, construir um processo narrativo em que se articulem as falas de diferentes interlocutores, autores e do próprio pesquisador na compreensão de alguns dos processos que levariam a região metropolitana do Distrito Federal a constituir, no plano nacional, um dos principais mercados de produção e consu-mo de estéticas black, tais como o rap e o funk.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
1970-1990
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5700

Prisões em flagrante por crimes de drogas: análise da questão racial em duas metrópoles brasileiras

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sinhoretto, Jacqueline
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Zilli, Luís Felipe
Couto, Vinícius Assis
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-20243902e48073
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
39
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
1
Página Final
28
Idioma
Português
Palavras chave
Segurança pública
Polícia
Drogas
Política de Drogas
Racismo Institucional
Resumo

Este artigo discute a atuação das organizações policiais nos chamados “crimes de drogas”. A partir de análise de dados sobre prisões em flagrante nas cidades de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), buscou-se mensurar o quanto dimensões socioespaciais (território onde ocorreram as prisões, bem como sexo, idade e raça/cor das pessoas presas) afetam a decisão policial de classificar os casos como “porte de drogas para uso pessoal” ou “tráfico de drogas”. Por serem o que a legislação define como “crimes sem vítimas”, as “ocorrências de drogas” evidenciam processos de suspeição racializada e territorializada que orientam o policiamento ostensivo no Brasil. Em São Paulo, parece haver uma diretriz institucional para que quase todos os casos sejam classificados como “tráfico”. Já em Belo Horizonte, prisões feitas em favelas possuem chances desproporcionalmente mais altas de receber a tipificação mais gravosa. Em ambas as capitais, o perfil racial das pessoas presas influencia a tipificação criminal.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2013-2017
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/48073

As narrativas sobre as facções criminosas em Alagoas: polícias, juventudes, territorialidades, criminalidades e racismo institucional

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, Sérgio da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Caruso, Haydée Glória Cruz
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Facções criminosas
Juventudes
Violências
Resumo

Os processos que orientaram a formação social, política e cultural de Alagoas são marcados pelas violências. É a partir da integração e interação desses processos que a violência se torna uma importante narrativa comum e institucional para explicar problemas relacionados aos conflitos sociais. Na vida urbana alagoana, especificamente maceioense, se refletiu processos históricos de orientação colonial. É por isso que as desigualdades sociais e raciais são latentes, expondo feridas e reproduzindo dinâmicas de exclusão. As narrativas captadas através das experiências sociais de atores e atrizes da vida cotidiana apresentam inúmeras questões que tornam pertinentes as reflexões sobre as violências. Dentre essas narrativas as Facções Criminosas se apresentam de forma central. Seus modos de operar na vida cotidiana, sua presença no contexto institucional e sua influência nos processos de mediação em torno das territorialidades, políticas públicas e no comportamento juvenil, seja nos seus bairros, ou nos ambientes virtuais, são destacados. Os papéis das Facções Criminosas nas narrativas da violência reverberam e legitimam políticas de segurança pública e do racismo institucional. Esse último torna-se mola mestra desse cenário de mortes e encarceramento.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Maceió
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Alagoas
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
http://repositorio2.unb.br/handle/10482/44588