Antropologia

Por trás das fachadas coloridas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Uriarte, Urpi Montoya
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1654
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
7
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
centros históricos
patrimônio
usos do patrimônio
Resumo

Neste artigo, discutimos as mudanças recentes nas políticas de intervenção nos Centros Históricos de Recife e Salvador. Tanto no Bairro do Recife quanto no Pelourinho, as intervenções da década de 1990 se concentraram nas mudanças do uso local: de espaço degradado e pobre para um espaço de ‘cultura e lazer’ destinado às classes médias. Em meados da primeira década dos anos 2000, o que vemos, no entanto, são novas estratégias de re-elitização, na medida em que o uso social do espaço resultou ser mais amplo do que o esperado. O discurso de “devolver a cidade a seus habitantes” está, nesse segundo momento, cada vez menos presente, imperando abertamente a lógica do investimento e retorno financeiro. O que permanece perigosamente adiada é a discussão dos significados dos centros históricos e da memória capaz de ser transmitida por estes espaços singulares.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Bairro do Recife; Pelourinho
Cidade/Município
Recife
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
década de 1990; década de 2000; 1990-2000
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1654

Organizações Indígenas na Amazônia Brasileira: um rápido sobrevôo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Marcio
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1650
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
7
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
organizações indígenas
Amazônia brasileira
políticas públicas
participação
Resumo

A Amazônia brasileira abriga uma paisagem sociológica marcada por uma notável heterogeneidade cultural e linguística e por processos históricos com muitas peculiaridades locais. Neste cenário emergiram nas últimas décadas 347 organizações indígenas, segundo estimativas feitas em 2000. Grande parte dessas organizações está primordialmente voltada à captação de recursos externos para projetos de desenvolvimento, programas de proteção das terras e dos recursos naturais e prestação de serviços de assistência à saúde. No que concerne às suas ambições políticas, muitas se definem como porta-vozes de comunidades, regiões ou povos indígenas específicos, enquanto outras congregam segmentos profissionais ou sociais distintos, tais como professores, agentes de saúde, estudantes, mulheres etc.. Curiosamente, toda essa diversidade não parece refletir-se nas configurações e dinâmicas internas dessas organizações que, com poucas exceções, vieram a adotar fielmente o modelo institucional das associações civis, prescritas na legislação brasileira. Além disso, suas pautas de reivindicação têm revelado uma notável recorrência conceitual e discursiva. Este artigo visa explorar questões que este panorama formula para uma antropologia da ação.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Floresta Amazônica; Amazônia
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1650

Judaísmo na periferia: lazer e formas de sociabilidade

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Gutierrez, Carlos Andrade Rivas
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1644
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
7
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
marranismo urbano
judaísmo
novas identidades
periferia
religiosidade popular
Resumo

Um grupo de pessoas, pertencentes a congregações pentecostais e neopentecostais, passa a se identificar como descendente de cristãos-novos (judeus convertidos ao cristianismo, principalmente à força, durante a Inquisição) e cria a sinagoga Beith Israel, no bairro de São Mateus, periferia de São Paulo. Lá, conforme seus próprios esquemas de percepção, praticam o judaísmo ortodoxo. Mas, ao buscar o reconhecimento da comunidade judaica de São Paulo, são impedidos de retornar à religião. No presente artigo, busco analisar a interação entre os fiéis em seu pedaço e como a sociabilidade específica da periferia influencia a dinâmica da vida religiosa. Dessa forma, podemos observar a formação de um habitus judaico próprio, que resulta em uma vivência particular do judaísmo, diferente da encontrada no circuito Higienópolis-Bom Retiro, bairros que concentram a comunidade judaica considerada oficial.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
São Mateus
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1644

Experimentos teórico-etnográficos na fronteira entre a etnologia indígena e a antropologia urbana

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Andrade, José Agnello Alves Dias de
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1642
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
7
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade
Indigenização
Espaço urbano
Resumo

Esta pesquisa de mestrado  pretende  identificar  os  mecanismos  e  estratégias responsáveis pela “indigenização da cidade” de Manaus/AM a partir da perspectiva dos Sateré-Mawé  citadinos  e   analisar  as  consequências  desse  processo  na  dinâmica da  metrópole  manauara.  Para  realização  deste  intento  coloca-se  como fundamental levar  a  cabo  uma  análise  fluída  de  concepções  a  respeito  do  ambiente  urbano, possibilitando que o material teórico e etnográfico sobre as relações dos Sateré-Mawé moradores da reserva indígena seja tratado de forma uníssona com os dados disponíveis sobre os Sateré-Mawé citadinos. Tendo em mente que a bibliografia consultada e as experiências iniciais de campo mostraram a importância que a relação entre os Sateré- Mawé citadinos e os Sateré-Mawé moradores da reserva indígena possuem mutuamente em sua vida cotidiana, desde a troca de materiais disponíveis na reserva, o acolhimento de  migrantes,  a  participação  em rituais  e   em  instâncias  decisórias  políticas,  é fundamental que a análise considere as relações, circulações e respectivas imaginações a respeito da “aldeia” e da “cidade” como material de reflexão teórica. Esta comunicação pretende explorar reflexões iniciais a respeito da aproximação teórico -etnográfica de segmentos da disciplina antropológica comumente pensados e tratados separadamente, a saber, a “etnologia indígena” e a “antropologia urbana”.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1642

As religiões ayahuasqueiras, patrimônio cultural, Acre e fronteiras geográficas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Labate, Beatriz Caiuby
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1640
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
7
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Ayahuasca
Patrimônio cultural
Religião
Acre
Resumo

Em abril de 2010, a Assembleia Legislativa do Acre concedeu os títulos de cidadão do Acre a Raimundo Irineu Serra (fundador do Santo Daime), Daniel Pereira de Mattos (fundador da Barquinha) e José Gabriel da Costa (fundador da União do Vegetal) (ALEAC, 2010). Três anos antes, em abril de 2008, essas três vertentes religiosas haviam entrado com um pedido de reconhecimento da ayahuasca como patrimônio cultural imaterial brasileiro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para o qual ainda aguardam resposta (Queiroz et. al, 2008). Em setembro de 2006, as instalações da vertente do Santo Daime, denominada Centro de Iluminação Cristã Luz Universal – CICLU-Alto Santo foram tombadas como patrimônio histórico e cultural do Acre por um decreto do governador Jorge Viana e do prefeito Raimundo Angelim (Labate & Goldstein 2009). Este processo representa uma importante conquista na história dos grupos ayahuasqueiros, que têm sido, desde a sua origem, frequentemente perseguidos (MacRae 2008 e 2010; Goulart 2004; Labate 2005). A relação destes grupos com o poder público do Acre e a transição da ayahuasca do estigma de droga perigosa para status de patrimônio cultural regional e nacional representam uma importante transformação, e muito pouco foi escrito sobre isto até o momento.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Acre
Referência Temporal
década de 2000; 2000-2010
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1640

As transformações do fazer etnográfico no mundo digital: uma discussão a partir de narrativas midiáticas sobre violência sexual nas universidades paulistas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Piva, Felipe Paes
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7530
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Esta pesquisa contou com financiamento do PIBIC. Orientado pela Doutora e Pós-doutoranda Carolina Parreiras.
Idioma
Português
Palavras chave
Violência sexual
Mídia
Etnografia digital
Universidades paulistas
Narrativa midiática
Resumo

Este relato etnográfico tem como base a pesquisa de iniciação científica, que finalizei em 2018. Proponho entender como os atuais processos de disputa política, em torno da significação de categorias de violência sexual e de gênero, têm sido apropriados e representados pela mídia hegemônica brasileira. Para isso, é analisada a construção da narrativa midiática dos casos de agressão sexual nas faculdades paulistas, que foram alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em 2014. A repercussão midiática desses casos promoveu a nomeação pública de certas práticas como estupro, abuso e violência sexuais, práticas que, até pouco tempo atrás, não eram necessariamente significadas desta forma. Tal processo pode ser visto como resultante da ação política dos movimentos sociais, que visam gerar a transformação das definições de significação da violência sexual socialmente aceitas para que se incorpore uma polissemia de definições sobre violência sexual.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7530#ftn1

Entre o muro de vidro e a grade, corpos estranhos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Fraga, Beatriz Mutter Quinderé
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7509
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
USP
raia olímpica
Universidade de São Paulo
Resumo

A raia olímpica da USP é um local inesperado em São Paulo. De um lado, uma das maiores avenidas da cidade, separada por um mero muro de concreto e, agora, de vidro. Do outro, uma das mais movimentadas e talvez a mais rápida avenida da universidade, separada por uma precária cerca de metal. Apesar de sua movimentada vizinhança, o espaço de quase 220.000 m2 surpreende pela tranquilidade. Quem caminha pela área não se sente em São Paulo. O que mais espanta é o silêncio, todas as centenas de carros passando a altas velocidades ao seu redor parecem quase desaparecer ou são apenas um leve barulho de fundo, baixo demais para atrapalhar a sensação de tranquilidade que inunda o visitante.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Butantã
Localidade
Universidade de São Paulo (USP)
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7509#ndlr

Mulheres que Ficam, Travestis que Voam: Perspectivas e Territórios da Prostituição no Bairro do Butantã em São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Oliveira, Júlio César Ferreira de
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Damasceno, Sabrina Andre
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7454
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
25
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
prostituição
território
mulheres
travestis
Resumo

O bairro do Butantã, localizado na zona oeste de São Paulo, é uma profícua área de atividades laborais, entre elas, a prostituição. Há uma enorme quantidade de mulheres e travestis que fazem do bairro de pista, seu local de trabalho, a grande maioria advinda de locais diferentes da cidade. Essas mulheres e travestis constituem amplas diferenças, a partir das motivações que as trouxeram para aquele local, bem como o modo que essas profissionais do sexo ocupam o território.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Butantã
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7454

Zen in Brazil: The Quest for Cosmopolitan Modernity

Tipo de Material
Resenha
Autor Principal
Stoll, Sandra
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1596
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
6
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1596

Festa na cidade: o circuito bregueiro de Belém do Pará

Tipo de Material
Resenha
Autor Principal
Pereira, Alexandre Barbosa
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1595
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
6
Ano de Publicação
2010
Idioma
Português
Resumo

Em Festa na cidade, Antonio Maurício da Costa apresenta-nos os diferentes agentes que compõem o circuito do brega em Belém do Pará. Logo de início o autor alerta para o fato de que o brega no Pará tem outra designação, diferente da que é mais comum no restante do país, especialmente no sudeste. O Brega paraense não necessariamente se refere a músicas populares que abordariam temas românticos ou que remeteria ao que seria considerado mau gosto. No caso do brega paraense, ainda que contenha de modo acentuado este componente popular, o termo adquire outro significado, pois se trata de uma reinvenção local (ou seria uma invenção?) de um gênero musical e festivo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
Década de 1960-Década de 2000
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1595