Paulística: a poética do precário paisagem, crônicas e imaginário
A dissertação tem como escopo a aproximação metodológica entre as ciências geográficas e as literárias explora-se a assim a percepção da paisagem enquanto um fenômeno complexo e propício a submeter-se a análises interdisciplinares. Da mesma maneira que para Blanchot um narrador é aquele que conhece a arte de comover, parte-se do conceito de que o espaço geográfico também pode comover o homem e estar, ao mesmo tempo, no âmbito da estruturação de comportamentos simbólicos complexos, como é caso do imaginário coletivo. Para tanto, defendemos a relevância e a importância das crônicas enquanto meio literário profícuo, penetrante e abrangente no que tange a apreensão das sensações e intelecções que circundam o cotidiano e a modernidade contemporânea. Assim sendo, constitui-se uma seleção de crônicas que lidam com uma espacialidade urbana considerada de alta entropia. Com intenção de promover uma análises das imagens literárias mescladas à paisagem paulistana, procurando-se, através do contato com narradores comprometidos com o seu tempo e com o seu espaço, eleger um temário que pudesse caracterizar subjetivamente a paisagem da cidade de São Paulo nas últimas décadas do século XX.