Estudo de Pre-Viabilidade da Reestruturação Urbana, Geopolítica e Econômica da Metrópole da Grande São Paulo
O trabalho procura romper a estrutura caótica e concêntrica da metrópole, herdada da colônia, que afasta a casa da cidade, a cidade da casa e as casas das próprias casas. Propõe uma forma urbana única, uma totalidade transparente, ligando cada casa a um centro linear metropolitano situado na grande várzea do Tietê, desde Mogi até Barueri, e que seja ao mesmo tempo a grande praia proposta por Oscar Niemeyer para o trecho paulistano da várzea. Nessa várzea, estendida para toda a metrópole, propõe-se uma sucessão de centros urbanos, criados no encontro com trinta eixos norte-sul, aproximadamente paralelos, articuladores de trechos de afluentes do Tietê. Têm-se aí trinta novas bacias metropolitanas como base de uma reestruturação e subversão da geografia do planalto. O projeto pretende, através dessa reestruturação, restabelecer a unidade entre a forma urbana e a forma política. Esse processo seria gradativo, ao longo de uma história a ser definida pela viabilidade econômica. O trabalho envolve também uma análise de pré-viabilidade que inclui não só o estudo das formas econômicas para gerar o espaço pretendido, mas também as relações dialéticas, entre um projeto de longo prazo e uma primeira etapa de consolidação, que tornem o processo irreversível. Faz reflexões, então, sobre reformulações no uso do FGTS e sobre os recursos adicionais gerados pela própria implantação. Verifica-se que a estrutura proposta tem a potencialidade de gerar condições materiais para a criação de 500 milhões de metros quadrados de parques e mil quilômetros de metrô.