Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Mulher fiel: as famílias das mulheres dos presos relacionados ao Primeiro Comando da Capital

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Jacqueline Stefanny Ferraz de
Sexo
Mulher
Orientador
Villela, Jorge Luiz Mattar
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
164
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia social
Prisão
Gênero
Resumo

Esta etnografia é sobre as famílias das cunhadas. Mulheres assim denominadas por estabelecerem vínculos afetivos com homens relacionados ao Primeiro Comando da Capital (o PCC). Mais especificamente, as interlocutoras desta pesquisa eram cunhadas que visitavam seus maridos em estabelecimentos prisionais majoritariamente compostos por presos do PCC. A construção desta etnografia parte dos diferentes pontos de vista enunciados pelas cunhadas sobre a noção de família. Dessa maneira, em primeiro lugar, foi favorecido o ponto de vista das cunhadas sobre o ponto de vista do corpo funcional dos complexos penitenciários. Em segundo lugar, foi beneficiado o ponto de vista das cunhadas sobre o ponto de vista dos apenados. E, por último, foi privilegiado o ponto de vista das próprias cunhadas acerca da noção de família. Ser-família, ter-família, família-sagrada, família-imperfectiva, família-manutenção, família-completa e família como sinônimo de visita. Foram estes os variados sentidos conferidos à noção conforme os enunciados das cunhadas. O fio condutor desse texto é a viagem para o dia de visitas nas penitenciárias de Cerejeira. Descrições adensadas pelos acontecimentos vividos com as cunhadas e suas experiências relacionadas ao evento-prisão. Assim, no deslocar de seus pontos de vistas sobre família, veremos uma etnografia sobre mulheres fiéis e insubmissas. Mulheres que valorizavam e eram reconhecidas por enfrentarem os sacrifícios, por conhecerem a disciplina e por terem proceder. Mulheres que assinalavam um ambiente ético que se manifestava como um solo referencial para a produção de moral. Aliás, mais do que isso, para a produção de um pluriverso moral. Mulheres que gostam do preso, as mulheres dos caras, mulheres que gostam do ladrão. Resumidamente, este esforço etnográfico é sobre mulheres fiéis produzidas contrastivamente à existência de mulheres talaricas, recalcadas, mulheres que gostam de cadeia, de ladrão, do crime. Uma etnografia acerca das famílias das cunhadas. Famílias de mulheres fiéis.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/230

Triste sina ser poeta de latrina : um estudo antropológico/artístico dos grafitos de banheiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
SANTOS, Ludmila Helena Rodrigues dos
Sexo
Mulher
Orientador
TOLEDO, Luiz Henrique de
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCAR
Página Inicial
1
Página Final
188
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia urbana
Arte e antropologia
Grafitos
Teoria antropológica
Agência social; Banheiros - intervenção
Resumo

Este trabalho realizou um estudo de grafitos de banheiros públicos da cidade de São Paulo. O foco de análise é a capacidade agentiva destas manifestações, e para acessar estas intencionalidades e significados, buscou-se um diálogo entre antropologia e metodologias artísticas, experimentando significados e interações dos banheiros através de instalações e intervenções, explorando sensorialmente e evocando assim olhares, odores e comunicações. Ressaltar os grafitos, evidenciar os sentidos típicos do banheiro e trazer para este ambiente outras texturas artísticas, para além das suas acepções de caráter anônimo, transgressor na medida em que se utiliza de um espaço de uso e conservação pública, subjetivas e particularizadas, traz uma problematização e trato teórico destas produções e localidades para além de possíveis interpretações de conteúdos e generalizações classificatórias. Buscamos entender como intencionalidades abandonadas em locais altamente significativos ganham autonomia de interação e possibilitam a compreensão de uma teoria de ação calcada em produções e não em produtores humanos.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/223

"No galejo da remada": estudo etnográfico sobre a noção de aventura em Brotas, SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bandeira, Marília Martins
Sexo
Mulher
Orientador
Toledo, Luiz Henrique de
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
199
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia
Sociologia
Corporalidade
Natureza
Esportes de aventura; Rafting; Aventura; Técnica
Resumo

Investigar o uso e a elaboração da noção de aventura no contexto esportivo brasileiro foi o objetivo primeiro deste estudo. Devido à imensa variabilidade da experiência contemporânea da aventura, procurei acompanhar os seus desdobramentos concretos em uma versão local de onde surgiram indagações sobre sua especificidade. Parti, então, de como era refletida e racionalizada e, ao mesmo tempo, de sua prática na cidade de Brotas (SP), autodenominada a capital brasileira da aventura. O estudo da aventura neste contexto, empreendimento inegavelmente corporal, me levou a colocar meu próprio corpo a serviço de sua compreensão e a focar o rafting brotense como condição de possibilidade deste experimento. Contudo, durante a sua realização percebi que a aventura apresentava o componente esportivo da prática apenas como um dos tantos elementos possíveis de sua vivência. Ao passo que me esforçava para transportar ao texto, então, as muitas vertentes, objetos em disputa, categorias de acusação e discursos de autoelogio que circunscrevem as matizes da noção de aventura cheguei, sobretudo, ao entendimento de que as principais preocupações da aventura em Brotas dizem respeito não apenas ao amadorismo esportivo, como também à profissionalização do turismo e, antes, a um projeto ambiental. Através do tratamento destes temas a aventura enquanto trabalho aflorou como uma questão imprevista e central à pesquisa etnográfica. E notei que ela está comprometida com uma ideia peculiar de natureza e é produzida em oposição à noção de radicalidade. Mas que, embora a exaltação da natureza produza o afastamento da radicalidade, a última é retomada na medida em que a noção contemporânea de aventura é criada para, e passa a exigir, um certo tipo de turista ou esportista e um tipo específico de trabalhador, o condutor de aventura, cujas práticas estão relacionadas não à evitação, mas ao enfrentamento de certos riscos, matizados pelas noções de segurança e técnica.

Autor do Resumo
Autor
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brotas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/215

"Feita só por mãe!" Sentidos de maternidade e família entre mulheres prostitutas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sganzella, Natália Cristina Marciola
Sexo
Mulher
Orientador
Lanna, Marcos Pazzanese Duarte
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCAR
Página Inicial
1
Página Final
103
Idioma
Português
Palavras chave
Prostituição feminina
Antropologia urbana
Família
Gênero
Relações entre gerações; Rua; Maternidade; Poder
Resumo

Este trabalho é uma análise antropológica sobre as relações afetivas e familiares de mulheres que se prostituem na cidade de Marília, além de outros personagens que se ligam direta ou indiretamente à prática da prostituição. O objetivo da pesquisa é investigar o terreno dos relacionamentos afetivos dessas mulheres, que englobam seus âmbitos familiar, amoroso e profissional. O referencial metodológico deste trabalho é a etnografia, através da qual se estabeleceram o contato e as trocas com as mulheres prostitutas da cidade, elementos que serão apresentados nessa dissertação. O trabalho apresenta duas partes bastante demarcadas espacial e cronologicamente. A primeira parte da etnografia mapeia as relações entre a prostituição feminina e os períodos do dia. O período diurno na Rua Nove de Julho concentra, exclusivamente, a prostituição de mulheres em bares e hotéis. Estas possuem mais tempo de experiência na rua e na profissão, formam um grupo menos hierarquizado e mais coeso, transformando as relações estabelecidas na ocupação em relações familiares . O período noturno, por sua vez, engloba outros tipos de prostituição como a das travestis, o quê faz com que as relações espaciais e de poder sejam mais demarcadas e o ambiente seja mais disputado. Há uma hierarquia de prestígio envolvendo os pontos, que são organizados pelo fluxo da rua, pelos preços cobrados, além dos atributos femininos negociados. A segunda parte da etnografia se volta para as relações familiares que se desdobram nos pontos e nas casas de quatro de minhas interlocutoras, sendo que a maternidade e a relação comadresca são elementos fortes na construção dessas famílias.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Marília
Logradouro
Rua Nove de Julho
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/202

Os Tupi Guarani de Barão de Antonina-SP: migração, território e identidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Almeida, Lígia Rodrigues de
Sexo
Mulher
Orientador
Peggion, Edmundo Antonio
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
111
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia social
Mito
Etnia
Território
Tupi guarani; São Paulo
Resumo

Esta dissertação discute a forma como os Tupi Guarani de Barão de Antonina, sudoeste do estado de São Paulo, concebem seu território em um contexto de demarcação de terras indígenas, considerando, que as terras que esses índios habitam passa atualmente por um processo de demarcação. Reflete ainda, sobre como esses índios repensam, nesse contexto, seus deslocamentos, referidos como definidores de seu território. E discute a maneira como o mito, que trata da busca da Terra sem Males, se (re) significa, localizando o lugar onde essa terra pode ser encontrada. Não a leste, como apresenta a bibliografia clássica, mas em todos aqueles lugares onde viveram seus antepassados, assumindo formas variadas em contextos variados. As investigações realizadas em campo articuladas à revisão bibliográfica me levaram a crer que, se a demarcação de terras não fazia sentido aos grupos Tupi-Guarani, atualmente, se tornou necessária. Ela é uma forma de garantir espaços habitáveis, por onde possam continuar reproduzindo seu modo de vida. Dessa maneira, não se trata de uma limitação do movimento ou de fixação em um determinado território delimitado, mas sim uma forma de garantir que esses grupos continuem se deslocando por um vasto território, circulando entre aldeias e entre terras indígenas demarcadas.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Região
Sudoeste do estado de São Paulo
Cidade/Município
Barão de Antonina
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/201

Linha 11 uma fronteira em movimento: etnografia do uso social cotidiano dos trens da linha 11 da CPTM

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
PICOLOMINI, Pietro Bruno Caetano
Sexo
Homem
Orientador
LANNA, Marcos Pazzanese Duarte
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
174
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia social
Antropologia urbana
Antropologia fílmica
Sociabilidade
Periferia urbana; Trens; Cotidiano
Resumo

Esta pesquisa apresenta uma etnografia do cotidiano de milhares de pessoas que se utilizam dos trens da Linha 11 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para se transportarem de suas residências, nas cidades localizadas a leste da região metropolitana de São Paulo, a diferentes pontos da capital paulista e do Alto Tietê, para o desenvolvimento de diversas atividades. Os arredores da Estação Suzano, trens e plataformas serão analisados como espaços de sociabilidade, contrapondo criticamente visões que os colocam como lugares onde estariam ausentes processos de significação simbólica e relações sociais entre seus ocupantes. Através da polifonia de personagens serão relacionados aspectos entre as múltiplas realidades individuais e coletivas, e os trens serão observados como espaços de (re)significação cultural. Propõe-se uma leitura deste objeto de estudo no sentido oposto a recentes estudos antropológicos das viagens e dos deslocamentos, que tendem a ver espaços como os trens caracterizados como não lugares ou lugares onde não seria possível o estabelecimento de relações mais densas entre seus ocupantes, supostamente fragmentados em suas individualidades, e sem qualquer tipo de subjetividade em suas interações sociais.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Região
Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Região
Alto Tietê
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Localidade
Linha 11 da CPTM
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/222

Andando e parando pelos trechos : uma etnografia das trajetórias de rua em São Carlos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
MARTINEZ, Mariana Medina
Sexo
Mulher
Orientador
COHN, Clarice
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCAR
Página Inicial
1
Página Final
168
Idioma
Português
Palavras chave
Política social
Pessoas desabrigadas
Políticas públicas
Assistência social
Antropologia urbana; Corporalidade; Trajetórias de rua; Antropologia da saúde
Resumo

Esta pesquisa relata as trajetórias de rua em São Carlos. Evitando tratá-los, como faz as políticas públicas e tem feito boa parte dos estudos acadêmicos, por nominações que eles mesmo não reconheceriam, tais como populações ou moradores de rua, elegi o recurso metodológico e analítico de tratar as trajetórias de rua. Isso me permitiu atentar para as segmentações, composições e transformações das trajetórias, que configuram as táticas de preservação da vida desenvolvidas pelas pessoas que estão nessas trajetórias e as possibilidades de percursos percorridos pela população de rua. Dentre as diferenças que se apresentam nas trajetórias, descrevo as transformações corporais que marcam estas mudanças, assim como formam o corpo de rua, marcado pelos percursos em que estes sujeitos vão fazendo. Falar sobre as formas de vidas nas ruas faz necessário que se coloque em perspectiva um conjunto de agentes, discursos e aparatos urbanos que legitimam estas vidas nas ruas aos olhos do Estado e nas políticas públicas. Descrevo o fenômeno sob dois aspectos que me permitiram traçar alguns parâmetros de comparação entre a vida na rua e esta mesma vida nas instituições de assistência à população de rua. A etnografia realizada na rua detalha as formas de apropriação e uso dos espaços públicos e as movimentações e fluxos que emergem neste contexto. Por outro lado, relato a gestão política (e institucional) desta população na cidade. A etnografia nos espaços institucionais foi realizada no CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), cujo atendimento é diretamente voltado às pessoas em situação de rua. Contrasto duas perspectivas diferentes sobre o mesmo fenômeno, já que uma tensão é evidentemente exposta e nela vemos surgir não só as trajetórias de rua como os mecanismos de sua institucionalização, as trajetórias desenvolvidas nas ruas e dentro das instituições, e as intervenções institucionais a que a população de rua é submetida.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/220

Mas professora, isso é arte? : uma abordagem antropológica da arte na sala de aula

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
TRAGANTE, Christiane Aparecida
Sexo
Mulher
Orientador
COHN, Clarice
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
148
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia social
Arte e educação
Estética
Antropologia educacional
Arte e antropologia; Antropologia da criança
Resumo

Essa dissertação é um estudo antropológico sobre as relações que as crianças constroem com a arte e seus objetos em sala de aula. Partindo de inquietações advindas de minhas experiências enquanto professora, constatei, em uma pesquisa etnográfica, diferenças na definição, classificação e fruição dos objetos artísticos entre alunos e professores nas aulas de Arte. Por meio da etnografia realizada em duas 5as séries de escolas da cidade de São Carlos SP, foi possível perceber que os processos de produção do conhecimento apontam para as crianças, além de professores, objetos de arte e outros agentes do campo artístico, como sujeitos ativos nas relações de aprendizagem. Os desenhos realizados por elas contribuíram para evidenciar que as relações construídas no processo de ensino e aprendizagem interferem nas formas de conhecer, apreciar e fazer arte, mas também mostraram que as crianças agem de forma particularizada, frente aos objetos artísticos, nos contextos dessas três ações. Por fim, a etnografia levou a reflexões sobre a educação em arte com as crianças, bem como, sobre nosso próprio sistema artístico.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/210

A medida das coisas: japonesidades e parentesco entre associados da Nipo em Araraquara

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
HATUGAI, Érica Rosa
Sexo
Mulher
Orientador
MACHADO, Igor José de Renó
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCAR
Página Inicial
1
Página Final
152
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia social
Japonesidade
Família
Tradição
Substância (Filosofia); Associativismo
Resumo

Esta pesquisa faz uma análise antropológica de uma japonesidade formulada no interior das famílias que compõem um contexto associativo de imigrantes japoneses, e seus descendentes, na cidade de Araraquara (SP). A compreensão dessa japonesidade veio por meio de uma etnografia que perseguiu as elaborações que compunham a categoria nativa "japoneses" e as classificações mobilizadas a partir delas. Percorrendo os entendimentos nativos, acerca dessa categoria, foi possível compreender e analisar que as relações sociais entre as famílias e as percepções individuais e coletivas sobre as especificidades do "japonês" não constituíam crises nem manipulações identitárias para os indivíduos. As teorias nativas explanavam entendimentos acerca das diferenças "japonesas" que constituíam um modo "brasileiro japonês", ou "japonês brasileiro"; e expunham um idioma associativo articulado com base na família e em noções de substâncias.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Araraquara
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/204

Construindo pontes: o ingresso de estudantes indígenas na UFSCar: uma discussão sobre cultura e conhecimento tradicional

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
BÓ, Talita Lazarin Dal'
Sexo
Mulher
Orientador
COHN, Clarice
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCAR
Página Inicial
1
Página Final
106
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia
Programas de ação afirmativa
Estudantes indígenas
Interculturalidade
Conhecimento tradicional; Modos de saber indígena; Ações afirmativas
Resumo

A presença de estudantes indígenas nas universidades tem sido potencializada por programas de inclusão e aumentado significativamente, demonstrando o crescente interesse dessas populações pela educação escolar e pela continuidade de seus estudos. Esta presença tem levantado diversas questões nas Universidades, na sociedade mais ampla, no Estado, na academia, e por parte das populações indígenas que debatem o tema das políticas públicas de inclusão e também o tema dos saberes e dos processos de ensino e de aprendizagem diferenciados. Esta dissertação apresenta o processo de inclusão de estudantes indígenas na Universidade Federal de São Carlos, analisando a formulação e a implantação da proposta de ações afirmativas nessa universidade e, sobretudo, parte das experiências dos estudantes indígenas que nela ingressaram no ano de 2008 e das questões por eles apresentadas. Para tanto, propõe uma reflexão sobre temas como interculturalidade , conhecimento tradicional e cultura , já presentes há bastante tempo na discussão a respeito da educação escolar indígena diferenciada e, recentemente, potencializados no debate sobre o ingresso de índios no Ensino Superior. Procurou-se demonstrar o quanto do debate está presente (ou não) nas experiências desses estudantes indígenas e como eles respondem a esses processos, construindo seus próprios caminhos e mostrando-nos as possíveis pontes de conexão.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Localidade
Universidade Federal de São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/203