Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Desterritorialização e resistências: viajantes forçados colombianos em São Paulo e Barcelona

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Mejía, Rafael Ignacio Estrada
Sexo
Homem
Orientador
Kofes, Suely
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Brasil
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Desterritorialização
Refugiados
Migração forçada
Resistência ao governo
Colômbia - História
Resumo

Esta tese visa analisar o processo de desterritorialização geográfico e existencial, experimentado por viajantes forçados colombianos refugiados nas cidades de São Paulo e Barcelona. A minha hipótese é que este fenômeno obedece a estados de guerra prolongados que na Colômbia se manifestam por meio da existência de domínios territoriais, contra-estatais e paraestatais, que disputam a soberania do Estado e conformam ordens de fato com ambições soberanas. Neles se luta por uma dominação territorial, por uma ordem justa, pela submissão de seus moradores e por uma representação soberana, características que levam a concluir que se trata de guerras pela construção da nação. Desse modo, o encontro com a guerra implica um devir-estrangeiro que emerge ao traspassar as fronteiras nacionais, ao ser submetido a controles migratórios, ao ser contrastado com os cidadãos, ao ser alvo de dispositivos discriminatórios como é caso do uso de estigmas ou estereótipos negativos. Não obstante, a desterritorialização tem provocado as mais variadas resistências, desde as reivindicações ao rebusque. As resistências se expressam de forma impetuosa, sutil, visível ou oculta, configurando o que Scott chama de infrapolítica, Certeau de antidisciplina ou Pécaut de savoir-faire ao qual se recorre em caso de necessidade. Baseado na análise micropolítica proposta por Deleuze e Guattari, sugiro um olhar antropológico que privilegia o occursus (encontro, devir) como via de acesso à alteridade.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Espanha
Especificação da Referência Espacial
Barcelona
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/280700

Caminhando pelas ruas, batendo de porta em porta: dinâmica religiosa e experiância social entre testemunhas de Jeová no campo religioso brasileiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
SILVA, Gleicy Mailly da
Sexo
Mulher
Orientador
ALMEIDA, Ronaldo Romulo Machado de
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Brasil
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Testemunhas de Jeová
Experiência (Religião)
Sociabilidade
Resumo

As Testemunhas de Jeová, representadas juridicamente pela Sociedade Torre de Vigia, se formaram nos Estados Unidos, em 1870, à luz de movimentos protestantes fundamentalistas que emergiram no mesmo período, e se consolidaram a partir de uma doutrina rigorosa, fortemente restritiva. Esta pesquisa busca compreender, considerando a dinâmica interna deste grupo, o que faz com que ele se mantenha coeso numa comunidade aparentemente tão restritiva no contexto do campo religioso brasileiro, cuja característica, como inúmeras análises vêm demonstrando, é a intensa flexibilidade entre doutrinas e práticas religiosas. Ao analisar e dar visibilidade aos meios dos quais lançaram mão para crescerem, se organizarem, se expandirem e se manterem no campo religioso, fica evidente a tensão entre mobilidade e radicalidade. Desse modo, termos redutores como "fundamentalismo" e "proselitismo" são colocados em perspectiva, considerando importantes dimensões de conflito que, por fim, inserem as Testemunhas de Jeová nesta dinâmica. É a capacidade de conviverem, rivalizarem, cooptarem, reinventando suas crenças e práticas quando necessário, que torna o grupo flexível de um modo bastante particular, ainda que pareça rígido, onde as mudanças tornam-se recursos importantes para manterem suas crenças e distinção em meio às transformações pelas quais tem passado o campo religioso.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Boituva
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/279337

Lugares, pessoas e palavras: o estilo das minas do rock na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
CAMARGO, Michelle
Sexo
Mulher
Orientador
KOFES, Suely
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Brasil
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Estilo de vida - São Paulo (Estado)
Gênero
Fanzines
Feminismo
Resumo

Esta dissertação tem o objetivo de construir uma interpretação do processo pelo qual se construiu o estilo das minas do rock, no período de 1995 a 2008, expresso no espaço público, por meio de shows, oficinas e produção de fanzines de papel. As minas do rock, tem um feminismo polifônico como tema central de seu estilo, que se constrói por meio da escrita de fanzines, do comportamento e da estética corporal. Com o transcorrer deste processo, há uma redução da capacidade deste estilo em produzir interferências na cena do underground paulistana, denominado nesta dissertação de deffusion em que o estilo das minas do rock passa a ser um estilo consumido em shows e festas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1995-2008
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/279036

Políticas e performances da diversidade : etnografia de um círculo musical intercultural em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
MULLER, Paulo Ricardo
Sexo
Homem
Orientador
FELDMAN-BIANCO, Bela
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Brasil
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Diversidade cultural
Política cultural
Educação intercultural
Música - História e crítica
Resumo

Esta dissertação tem como objetivo analisar a constituição de um circuito de produção e consumo de "músicas do mundo" na cidade de São Paulo a partir da formação de uma rede de músicos e grupos musicais dedicados à prática de instrumentos e linguagens musicais de "outras culturas", assim definidas em relação ao mainstream do mercado musical internacional e brasileiro. Esta rede é composta tanto por grupos especializados em linguagens musicais, cujo produto musical é classificado largamente como "música étnica", quanto por grupos de abordagem generalista, cujo produto musical é classificado como "encontro" ou "fusão" de diferentes linguagens musicais. O trabalho de campo que subsidia as interpretações aqui presentes combina o acompanhamento do circuito de performances comerciais dos grupos desta rede com minha participação como cantor em um coral destinado à participação de migrantes transnacionais residentes em São Paulo, além de entrevistas formais e informais com músicos e produtores. Com estas observações presentes, busco explicitar a lógica de produção e incorporação de "músicas do mundo" aos repertórios locais atentando para o uso da noção de diversidade cultural como um princípio do fazer musical.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/281718

Poética versão: a construção da periferia no rap

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
GIMENO, Patricia Curi
Sexo
Mulher
Orientador
FELDMAN-BIANCO, Bela
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Brasil
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia social
Rap (Música)
Resumo

O objetivo desta dissertação foi o de apresentar alguns aspectos fundamentais para a compreensão do processo de construção da relação entre o rap, os rappers e a periferia. Tal relação é entendida como o resultado de um processo bastante abrangente de diálogo e, por vezes, de conflito, entre alguns rappers paulistanos e outros sujeitos e instituições no tocante à própria conceituação da periferia, à ocupação de territórios da cidade de São Paulo, às visões mais comuns sobre a violência e à criminalidade e, por fim, ao papel desempenhado por estes artistas na cena pública. Tomando como base as trajetórias e as letras de músicas dos integrantes dos grupos Racionais MC's, RZO e dos rappers Rappin Hood, Xis e Sabotage, procurou-se mostrar que, ao defenderem a legitimidade do olhar construído a partir do interior da periferia, assim como de seus papéis públicos de representantes autorizados dos moradores, os artistas tornaram-se mediadores entre esse mesmo território e o restante da sociedade. E, mais importante, transformaram o rap em um veículo de expressão e de formulação de demandas sociais e políticas de uma parcela bastante significa de jovens pobres e negros que, assim como eles, nasceram e cresceram nas periferias da cidade de São Paulo a partir dos anos 1970.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
A partir dos anos 1970
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/281717

Das ruas a tela : a representação da violência na mídia eletrônica

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
ADERALDO, Guilhermo Andre
Sexo
Homem
Orientador
GREGORI, Maria Filomena
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Brasil
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Telejornalismo
Violência
Violência na televisão
Televisão - Aspectos sociais
Mídia - Aspectos sociais
Resumo

De que maneira as lutas internas ligadas ao campo da televisão sustentam os modos através dos quais o tema da violência é representado em seu interior? Partindo do princípio de que, enxergar a televisão como uma simples transmissora dos "fatos" encontrados no mundo social, ou ainda, como um meio de "manipulação" desses fatos, significa ignorar a luta por uma melhor condição nos processos de distribuição das chances de poder por parte dos agentes no interior do veículo, esta pesquisa visa a um esforço de compreensão das ligações estabelecidas entre o modo através do qual a violência é representada na televisão e as trajetórias individuais dos agentes, cuja notoriedade foi ganha a partir da exploração do tema, no interior dos processos de mudança aos quais se encontram inscritos, de acordo com suas respectivas posições. Proponho que a análise das diferenças nos modos de representar a violência ao longo do tempo por parte dos agentes ligados ao campo da televisão pode nos indicar caminhos mais complexos para pensarmos uma questão consensual em relação aos estudos sobre a representação da violência ne~se veículo, bem como em outros meios de comunicação: a distorção entre os dados comumente aceitos pelas ciências sociais para a retratação "objetiva" do problema da criminalidade no país e a maneira como a violência acaba sendo apresentada na mídia, que costuma privilegiar os traços mais dramáticos de casos isolados ligados às ocorrências policiais.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/278989

Narrativas do Espólio: Uma etnografia sobre o Fandango e a "perda" cultural caiçara (Cananéia - SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bertolo, Gabriel
Sexo
Homem
Orientador
Toledo, Luiz Henrique de
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
167
Idioma
Português
Palavras chave
Fandango Caiçara
Etnografia
Cultura popular
"Perda" cultural
Patrimônio imaterial
Resumo

Esta dissertação tem como objetivo empreender uma análise, baseada em etnografia realizada entre fandangueiros do litoral sul do estado de São Paulo, no município de Cananéia, que busque acompanhar o fluxo em que se entremeia o fandango caiçara nas redes estabelecidas pelos agentes que se envolvem com a cultura caiçara em uma forma objetivada, isto é, que se envolvem com a cultura caiçara como um objetivo político e como um objeto, a um só tempo. Dessa maneira, a partir da etnografia, a análise aqui empreendida buscará, em vez de explicar o fandango caiçara em referência a um pano de fundo cultural, mostrar como o próprio fandango transforma e atua sobre a cultura (se transformando reciprocamente), em sua forma objetivada ou não. Será, assim, essencial para o trabalho realizado uma análise sobre o pessimismo que chamamos de estrutural com o qual os fandangueiros encaram as próprias transformações engendradas em sua cultura, alegando (quase) sempre que o fandango se acabará. Estarão também sob escrutínio as ações de órgão públicos e agentes privados que buscam revitalizar e resgatar o fandango, como as políticas de patrimonialização crescentes nas últimas décadas no Brasil, processo pelo qual o fandango foi transformado em Patrimônio Imaterial Cultural do Brasil, em 2011.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Litoral Sul do estado de São Paulo
Cidade/Município
Cananéia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/241

Infâncias possíveis: ser criança na favela do Gonzaga e no condomínio Jardim Paulista

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Begnami, Patricia dos Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Toledo, Luiz Henrique de
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
286
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia urbana
Infância
Crianças
Adultos
Favelas; Condomínios; Favela do Gonzaga; Condomínio Jardim Paulista
Resumo

Esta tese procura contribuir para os debates antropológicos sobre as noções de infância e criança no âmbito da antropologia urbana e da antropologia da criança. Pela etnografia com crianças em dois contextos sociais distintos - a favela do Gonzaga (São Carlos-SP) e no condomínio Jardim Paulista (Araras-SP) -, problematizo as particularidades e a pluralidade dos modos de ser criança através das experiências e das vivências desses agentes em tais espaços urbanos. O objetivo é refletir sobre a multiplicidade de noções de infâncias possíveis, atentando para as formas como tais noções estão articuladas a diferentes ideias de famílias, casa, rua, riscos e agências possíveis.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Bairro/Distrito
Favela do Gonzaga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Araras
Localidade
Condomínio Jardim Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/245

O meu rolê na raça: intersecções entre adolescentes, gênero e raça

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Cassiana Rodrigues Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Lanna, Marcos Pazzanese Duarte
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
117
Idioma
Português
Palavras chave
Adolescentes
Raça
Cor
Escola
Resumo

Essa etnografia tem como objetivo identificar, a partir do convívio com jovens entre 14 e 18 anos, quais noções são acionadas por eles em torno das categorias de raça/cor e de gênero. Para adentrar no cotidiano dos interlocutores optei por acompanhá-los inicialmente na escola onde estudavam. No total, frequentei três escolas da rede estadual de Campinas-SP, mas, descrevo apenas duas delas por perceber ali contrastes etnográficos interessantes para a reflexão antropológica. A partir desses locais, me aproximei de alguns jovens e passei a conviver com eles nos locais por onde circulavam, viviam, namoravam, ficavam... Além de observá-los em suas interações com amigos e/ou familiares. Pude acompanhar alguns jovens na balada , na rua, no parque, em suas casas ou na casa de amigos, em qualquer lugar que permitissem acompanhá-los. Inicialmente, pretendia estabelecer como interlocutores dessa etnografia um grupo formado apenas por meninas negras, pois, assim como indica uma extensa bibliografia, as especificidades em analisar o grupo mulheres negras apresenta uma série de complexidades que, apenas nas últimas décadas, ganharam destaque nas análises acadêmicas. Entretanto, ao longo da pesquisa de campo, percebei a necessidade de considerar um universo de análise mais amplo. Assim, passei a conviver com os adolescentes de forma geral, sem deixar de perceber quais referências eram feitas à raça/cor e ao gênero. Em síntese, essa pesquisa se apresenta como uma etnografia dos rolês.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/239

Quando corpos se fazem arte: uma etnografia sobre o Teatro Oficina

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
SOUSA, Maria Angélica Rodrigues de
Sexo
Mulher
Orientador
LANNA, Marcos Pazzanese Duarte
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
178
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia
Teatro Oficina
Corpo
Resumo

O presente trabalho investiga etnograficamente alguns aspectos da produção artística e organizacional do mais antigo grupo de teatro em atividade do Brasil: o Teatro Oficina. A análise tem como objetivo ponderar sobre as relações entre arte e corpo desenvolvidas no grupo, que se fez famoso, em parte, por seu trabalho corporal diferenciado. Para tal, fez-se necessária uma imersão profunda na lógica de produção do Oficina, destacando, por conseguinte, seu uso do espaço, seus mecanismos internos de organização, sua história e sua historicidade, sua ideia de arte e seus operadores estéticos, fatores sem os quais os usos e produções dos corpos em arte parecer-nos-iam arbitrários. Tal exercício tem como objetivo delinear o campo estético e social que possibilita a emergência e fruição do processo de artificação (Shapiro, 2007) do corpo, que será tomado como vetor de referência na análise das múltiplas linguagens que se desenvolvem no grupo ao longo de mais de meio século de atuação. Busquei demonstrar que para os artistas e alguns públicos em questão o corpo em arte é compreendido enquanto ativo no processo de produção de sujeitos e subjetividades, ultrapassando assim a experiência puramente estética, remetendo-nos a uma apreensão e construção do corpo que recusa sua posição de objeto passivo, a saber, como receptáculo no qual uma ideia é acoplada ou representada.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/228