Serviços, espaços e práticas de lazer

A gestão do espaço urbano – Mineirão - de estádio a arena

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Tharcio Elizio dos Santos
Sexo
Homem
Orientador
Pinto, Ana Marcela Ardila
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Belo Horizonte
Programa
Sociologia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Estádio
Arena
Problemas Públicos
Gestão
Espaço Urbano
Resumo

A presente dissertação aborda uma discussão sobre processos de gestão do espaço urbano, a partir do estudo de caso do Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão em Belo Horizonte, Minas Gerais, pretendo observar processos de gestão que se conectam a reforma e reconfiguração do Estádio ocorrida a partir de meados de 2010. Parto de uma reconstrução histórica da discussão sobre gestão de estádios e exploro as conexões entre processos de gestão e problemas públicos. Para realizar tal percurso, foi feito um apanhado a partir de entrevistas e analises documentais sobre dois diferentes momentos de gestão, a gestão estatal via ADEMG e a gestão via parceria público privada realizada pela Minas Arena. Deste modo o trabalho realiza uma análise dos processos de gestão do estádio Mineirão, tendo como principais resultados a mudança dos agentes responsáveis e suas funções, as responsabilidades, conexões de rede e diferenças do trabalho entre instituições. Além disso, são identificadas novas disputas sobre demandas e responsabilidades dessas instituições, o que contribui para a formação de problemas públicos que configuram o caráter do novo Mineirão.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Localidade
Mineirão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6463542

Práticas de apropriação e ordenamento espacial dos Ilhéus da parte baixa do Parque Nacional de Ilha Grande

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Painelli, Marcelo Pereira
Sexo
Homem
Orientador
Cardin, Eric Gustavo
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Paraná
Programa
Sociologia
Instituição
UNIOESTE
Idioma
Português
Palavras chave
Território
Apropriação
Ilhéus
Resumo
O estudo proposto explora as práticas de apropriação ilhéu no território do Parque Nacional de Ilha Grande – PNIG. Com a formação do Estado moderno, a estruturação e as formas de uso do espaço passam a serem gestados e impostas pelos tecnocratas urbanistas, manifestando a verticalização no uso do poder pelo Estado/capital. No entanto, por mais que Estado projete sobre as ilhas suas formas valorativas, impostas e planificadoras, na demarcação de um território geopolítico, o território do parque, surge, por outro lado, outra forma de apropriação do espaço das ilhas, construída por um sujeito, muitas vezes, excluído, à margem do ordenamento social, que precisa, de alguma forma, reproduzir sua vida dentro do modo de produção capitalista. O ilhéu se apropria das ilhas, dos espaços concebidos de modo a criar um mundo diferencial, o mundo do possível pelas objetivações e combinações feitas no local. Pela apropriação, o ilhéu cria um outro território, um território forjado pelo vivido que se choca com o território jurídico do parque. Todavia, as contradições entre apropriação ilhéu, das ilhas do território do PNIG, além de mostrar como se dá a organização social naquele local, revela as contradições das formulações do espaço pelo Estado. Contudo, por mais que Estado force a desterritorialização da vida social nas ilhas pela imposição de um espaço concebido, o ilhéu, pelos arranjos que faz no território forjado pela apropriação, reterritorializa o espaço objetivando uma forma de vida pela lógica do possível.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Guaíra
Altônia
São Jorge do Patrocínio
Alto Paraíso
Icaraíma
Logradouro
Parque Nacional de Ilha Grande
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede.unioeste.br/handle/tede/3803

Bixiga-Mombaça: entre lugares, percursos e memórias

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vargas, Fernanda Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Menezes, Marilda Aparecida de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Bernardo do Campo
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Memória
Espaço
Mobilidades
Nordeste
São Paulo
Resumo

O Bixiga (SP) está localizado na região central da cidade de São Paulo, conhecido por ser uma zona de consumo gastronômico e cultural da cidade, especialmente pela boemia e pela migração italiana. Mombaça (CE) é uma cidade do sertão central cearense, com um pouco mais da metade da população vivendo na região rural. Essas regiões têm entre si quase três mil quilômetros de distância, no entanto, apresentam proximidades que nos provocam e nos questionam. Como Mombaça se tece no Bixiga? E como o Bixiga se tece em Mombaça? O Bixiga (assim como a noção de nordeste) é uma invenção, um espaço praticado e imaginado, marcado por fronteiras fluídas, atualizado continuamente, de acordo com os atores sociais e situações em jogo. Procuramos compreender como se desenham as relações entre memórias e narrativas, italianas, negras e nordestinas no Bixiga. A pergunta inicial foi de como os percursos, as memórias e as narrativas de pessoas e famílias vindas do Nordeste são construídas e marcadas nesse mesmo espaço. São muitos os nordestes presentes nessa região, sendo essa palavra generalizadora diante da diversidade de pessoas e locais de origem. Para esta pesquisa, pretendeu-se ir a campo e ver como se apresentava esse território a partir dos citadinos e da pesquisadora. Sentir, ouvir e ver, o que era dito, tanto entre os vindos do Nordeste, como por parte de descendentes de italianos. A etnografia foi nos orientando para três ruas da região. Nestas, a partir dos interlocutores que nos aproximamos, tornou-se marcada a presença de pessoas vindas do Ceará. Foram estabelecidas relações a partir de restaurantes, casas do Norte, bares, casas de show, mercearias e de agências que promovem viagens diretas na rota Ceará-São Paulo. Também nos aproximamos da 92ª Festa Nossa Senhora Achiropita e da 8ª Festa dos Filhos, Familiares e Amigos de Mombaça, assim como, da missa que precedeu a festa, realizada na Igreja Nossa Senhora Achiropita. Ao final foi realizada uma viagem de ônibus do Bixiga até Mombaça com a perspectiva de compreender como os trânsitos, fluxos e redes se relacionam a memória e a espacialidade e mesmo se a mobilidade, poderia ser um lugar de memórias.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bixiga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Mombaça
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7777457

A Vitalidade do Espaço Público: o Jogo e a produção do Lugar em Xangai e São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Kilina, Elena
Sexo
Mulher
Orientador
Dwyer, Thomas Patrick
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia visual
Xangai (China)
São Paulo (Brasil)
Lazer
Espaços públicos
Resumo

Esta tese é inspirada pela definição de Lefebvre (1991) de que a produção do espaço seja baseada em atividades sociais e de lazer utilizadas na vida cotidiana. O ponto de vista das geografias coloniais modernas, que inclui uma variedade de práticas urbanas e relações espaciais complexas para pensar cidades latino-americanas e chinesas, incita a repensar essa noção com o surgimento de funções alternativas e a re-imaginação do espaço urbano e sua relação com a ‘modernidade global’. Espaços espontâneos emergem, que seja através de meios oficiais ou não oficiais, às vezes efêmeros, às vezes com durabilidade, contribuem inevitavelmente a refazer as cidades. Hoje, esta questão é mais importante do que na época quando Lefebvre escreveu, porque mais da metade da população mundial vive atualmente em cidades. Ao longo da última década discussões sobre economias emergentes e suas sociedades tem um foco nos maiores, na China no hemisfério norte, e no Brasil no hemisfério sul. A pesquisadora cuidadosamente selecionou, buscando o maior controle possível sobre as variáveis, dois espaços a serem comparadas nas mais importantes mega-cidades da China e do Brasil: o Parque Minhocão em São Paulo, e o outro Redtown em Xangai. O trabalho de campo conduzido nos dois casos, examinou a transformação do espaço empregando conceitos de espaço e jogo, e a noção de ‘affordances’ de Ingold (Otávio Velho traduz o termo como ‘propiciações’). Espaço e jogo são condicionados por novas formas de lazer, tecnologias de informação, normas e espelham – de maneira complexa – a rápida urbanização que ocorre na China e que ocorreu no passado e que se renova no Brasil. A pesquisadora conduziu sua pesquisa de campo ao longo de quase dois anos, fez uma imersão no contexto social de cada localidade, e dividiu seu tempo entre os dois casos estudados. As técnicas de pesquisa empregadas, tais como análise de documentos, observação, fotografia, além das entrevistas conduzidas pela pesquisadora - sobretudo em português e chinês - com os urbanistas, usuários e demais entrevistados, tanto no Parque Minhocão quanto no Redtown, forneceram os dados analisados ao escrever esta tese. Os registros fotográficos foram especialmente importantes, permitindo à pesquisadora obter imagens comparáveis, de fenômenos parecidos ou diferentes nos dois espaços pesquisados em períodos diferentes. O resultado é uma descrição antropológica rica, feita em múltiplos níveis, do desenvolvimento das propriações, como o espaço e o jogo em Parque Minhocão e Xangai Redtown impactam o tecido urbano e a paisagem social em cada cidade. Através dos estudos de caso, a pesquisadora reflete que tais localidades, que sejam em Xangai ou em São Paulo, são um reflexo direta da saúde de cada cidade. A abordagem de pesquisa adotada faz com que seja possível construir um mapa urbano antropológico de fotografias interativas, junto com a análise de interações/jogos entre espaços públicos e as pessoas que neles coexistem.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Central
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Campos Elíseos
Logradouro
Via Elevado Pres. João Goulart
Localidade
Parque Minhocão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
China
Especificação da Referência Espacial
Redrown (Xangai)
Referência Temporal
2016-2020
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9957371

O batuque em Araraquara: entre memórias e (re)vivências

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Natalia Carvalho de
Sexo
Mulher
Orientador
Santilli, Paulo José Brando
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Araraquara
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Memória
Batuque
Umbigada
Araraquara
Resumo

Os batuques são denominações genéricas às manifestações culturais de origem afro-brasileira presentes em algumas cidades do estado de São Paulo, principalmente na região chamada Zona Batuqueira Paulista, localizada no Vale do Médio Tietê. Em Araraquara, o batuque está presente nas memórias de quem o vivenciou de forma direta ou indireta. Neste sentido, a presente pesquisa investiga as contribuições da memória e da tradição oral do batuque para o fortalecimento de uma cultura negra em Araraquara, bem como compreender como se deu sua constituição. A investigação se fundamentou na pesquisa bibliográfica e na coleta de depoimentos de sujeitos que vivenciaram ou ainda detêm lembranças sobre o batuque. Foi orientado pela metodologia da história oral, cujas principais fontes são a memória e a oralidade, sendo estas utilizadas como instrumentos que promovem a manutenção de histórias que foram marginalizadas e não estão presentes na história oficial da cidade, mas foram transmitidas no ambiente familiar e nos círculos de amizade, viabilizando o conhecimento de múltiplas vivências e revelando os significados e interpretações construídas pelo grupo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Araraquara
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9095195

A construção da cultura funk no Brasil e a criminalização da questão social

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Luana Kelsen Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Lima, Angela Maria de Sousa
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Londrina
Programa
Sociologia
Instituição
UEL
Idioma
Português
Palavras chave
Cultura Funk
Mídia
Desvio social
Seletividade arbitrária
Questão social
Resumo

A presente pesquisa pretende elucidar, sociologicamente, a trajetória da cultura funk no brasil a partir dos anos 1980 e 1990, concomitantemente com sua demonização por parte da mídia nacional até os dias atuais. Inspirado no hip-hop norte-americano, o funk compartilha de inúmeros elementos comuns às culturas periféricas e marginalizadas, os quais incitam acalorados debates sobre um molde aceitável de cultura por um meio social condicionante e, por vezes, conservador. Portanto, ao longo do trabalho aponta-se como a aversão por essas culturas são na verdade um posicionamento hostil ao perfil de seus sujeitos, ou seja, indivíduos pobres, de maioria negra e moradores de regiões periféricas, demonstrando a partir disso como a mídia e determinados segmentos da sociedade as estigmatizam, no contexto da criminalização da questão social, econômica e racial. Diante desse panorama, por meio de análise bibliográfica e de entrevistas semi-estruturadas, utilizando-se de autores como Adriana Lopes, Hermano Vianna, Adriana Facina, Erving Goffman, Homi Bhabha e Micael Herschmann, expõe-se como as manifestações culturais, a exemplo do movimento funk, são classificadas como próprias ou impróprias para o mercado. Tais achados de pesquisa são experienciados com estudantes egressos e profissionais da educação de uma escola pública de ensino médio, da rede estadual, localizada no município de São Paulo - SP, ilustrados com resultados de entrevistas semiestruturadas. Sabe-se que, partindo da lógica capitalista, de forma arbitrária, tem-se neste processo como instrumento de dissipação a indústria midiática, a qual projeta ao público versões muitas vezes estigmatizadas da população à margem da sociedade. Pelo viés jurídico, apoia-se em autores como Danilo Cymrot e Alessandro Baratta, os quais discutem sobre estudos criminológicos baseados na teoria da criminologia crítica, a qual dispõem da ideia de desvio social, observando os processos de criminalização e procedimentos de rotulação de criminosos. Alessandro Baratta, por exemplo, precursor dos estudos da criminologia crítica, buscou, através de suas análises expor a seletividade arbitrária do sistema penal e as implicações desta na estrutura das desigualdades sociais. Enfim, entre outras hipóteses, defende-se que o movimento funk, por gerações, vêm entretendo e legitimando a existência de um grupo invisibilizado socialmente e abandonado pelo estado, expondo por meio da cultura seu caráter identitário. O fato de manifestar-se culturalmente vai muito além do caráter democrático advindo de revoluções culturais globais do final do século XX, observadas por Stuart Hall, mas permeiam o campo político e jurídico quando o fato de expor seu cotidiano torna-se crime.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Décadas de 1980 e 1990
Localização Eletrônica
https://pos.uel.br/ppgsoc/teses-dissertacoes/a-construcao-da-cultura-funk-no-brasil-e-a-criminalizacao-da-questao-social/

“Não é preconceito, é gosto pessoal”: intersecção de marcadores de diferença social em mídia digitais, eventos e fluxos em Bauru/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
De Cicco, Shelton Ygor Joaquim
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Larissa Maues Pelucio
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Marília
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Gays
Mídias digitais
Marcadores de diferença social
Resumo

Esta dissertação parte do preconceito entre um e outro gays, denominado “preconceito interpares”, veiculado em relações sociais virtuais e atuais, para descobrir como os agentes criam agenciamentos coletivos para subvertê-lo. Os problemas de pesquisa que este tema suscita são: como este preconceito funciona? Quais cruzamentos de marcadores de diferença social são mobilizados? Que elementos da vida social são acionados? O objetivo principal é estudar e descrever de maneira abrangente como o preconceito interpares funciona entre gays, segundo os marcadores de diferença social (principalmente classe social, cor/etnia/“raça”, gêneros e sexualidades e subsidiariamente escolaridade e pertencimento geracional) para compreender como os agentes rompem com as normativas. O campo de pesquisa foca na cidade de Bauru, no Noroeste paulista, e na população de gays entre 18 e 35 anos de idade. Utiliza de observação participante em locais de sociabilidade de LGBT+. Para dar conta do objeto e do problema, a pesquisa divide-se em dois momentos. Inicialmente, observa o ambiente virtual de uma mídia digital com geoposicionamento, voltada para socialização e relacionamentos afetivo-sexuais da referida população de gays, desenvolvida para telefones inteligentes (aplicativo de smartphones). Em um segundo tempo, analisa os eventos que atraem fluxos de pessoas e desejos até a cidade em questão, notadamente o X encontro da diversidade e o Interunesp, ambos os quais tiveram lugar em Bauru em 2017. Ainda nesta etapa, o pesquisador participa como observador de locais de sociabilidade tais como parques, saunas, centros de compras, cinemas e outros locais de lazer. As técnicas de pesquisa empregadas são entrevistas em profundidade, abordando depoimentos dos interlocutores sobre as mídias digitais, os eventos e a sociabilidade promovida em cada ocasião; e metrificação dos aplicativos segundo as informações publicadas pelos usuários. Do entrecruzamento de eventos sociais atuais, em cinemas, saunas, encontros da diversidade dentre outros, com os dados do aplicativo na cidade sob escrutínio, envida esforços para compreender a fundo as intersecções dos marcadores de diferença social e a percepção dos agentes sobre o tema e o problema. Valoriza os fluxos de pessoas e desejos, devido tanto pela fluidez própria do território virtual como pela especificidade do horizonte teórico aqui privilegiado, qual seja, a teoria deleuze-guattariana. Esta teoria é importante por tratar de fluxos, polaridades e possibilidades de fuga aos binarismos, dando conta de modo mais contundente do funcionamento do fenômeno sob análise aqui e dos acontecimentos concretos selecionados. Autores/as da teoria queer são instados a auxiliar na análise. Também cientistas sociais que analisam as sexualidades no ambiente urbano oferecem ferramentas importantes para estudar territórios e fluxos. Este estudo ainda tem o cuidado de inserir os casos sob escrutínio na conjuntura brasileira atual, em que se pode observar retrocessos de direitos sociais e desmonte do Estado. Por isso mesmo, aborda a percepção política e a atitude dos agentes, neste ponto seguindo os estudos brasileiros sobre política, história e sexualidade no Brasil para compreender os fundamentos históricos das relações sociais brasileiras para com a política. Ao final, espera haver oferecido uma contribuição para o debate que tange à população e ao problema, mostrando a importância de dialogar com os referenciais escolhidos, especialmente na área da antropologia social.

Referência Espacial
Cidade/Município
Bauru
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNSP_524448dfab15eddc0628d1e3b835e4a4

Experiências estéticas em movimento: produção literária nas periferias paulistanas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Amaral de Oliveira, Lucas
Sexo
Homem
Orientador
Augusto, Maria Helena Oliva
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Página Inicial
17
Página Final
348
Idioma
Português
Palavras chave
Literatura Marginal
Movimento Cultural
Periferia
Experiências
São Paulo
Resumo

Neste trabalho, analiso o movimento da literatura marginal de São Paulo e suas expressividades poéticas. O objetivo é examinar as dinâmicas dos saraus que permitem a emergência de escritores autodenominados "marginais", bem como a produção de objetos literários a partir dos vínculos que esses agentes estabelecem com espaços periféricos. Interessa-me capturar o impacto das experiências urbanas no trabalho literário, nas estratégias de atuação e na produção textual e performática desses escritores originários das periferias. Primeiramente, relato como configurei meu trabalho de campo nos saraus e os primeiros contatos que tive com a produção marginal, delimitando os marcos etnográficos, metodológicos e epistemológicos que orientaram a pesquisa. Em seguida, investigo os arranjos que possibilitam agentes e coletivos formarem um novo movimento cultural urbano. Para isso, por meio de análise comparativa, percorro modelos e tradições que, por um lado, influenciaram a sociogênese dos saraus como espaços vitais da literatura marginal e, por outro, provocaram certos distanciamentos em seu processo formativo. Por fim, para identificar a particularidade do movimento e o sentido político e estético da presença desses novos autores na história da literatura brasileira contemporânea, examino como os agentes literários, em suas narrativas e performances poéticas, problematizam as periferias, os locais onde vivem e a partir dos quais atuam culturalmente e produzem literatura. O argumento central da tese é que, por meio das oportunidades geradas pelos saraus poéticos, esses agentes encontram espaços para combater estigmas, repertoriar ideias, estruturar sentimentos, catalisar vivências coletivas e dinamizar suas práticas nas margens da cidade, utilizando a palavra como forma de transformar seus trabalhos literários em plataformas para o exercício da cidadania cultural.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-09052019-114028/pt-br.php

A encruzilhada do rap: produção de rap em São Paulo entre 1987 e 1998 e seus projetos de viabilidade artística

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Carvalho, Paula Costa Nunes de
Sexo
Mulher
Orientador
Pinheiro Filho, Fernando Antonio
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
música popular
rap nacional
sociologia da cultura
indústria cultural
samples
Resumo

Esta dissertação de mestrado busca entender a inserção do rap no campo da música popular brasileira a partir da análise do caso paulista, entre os anos de 1987 e 1998. Para compreender este processo, o trabalho remonta um histórico de festas realizadas por pessoas negras na cidade de São Paulo, especialmente a partir do final dos anos 1950. A partir do fim da década de 1960, surgem na cidade diversas equipes de bailes black, elemento que seria crucial para o surgimento do rap, pois seria à sonoridade dessas festas que o rap se remeteria, através do uso de samples (recortes curtos de trechos de outras músicas), num resgate de memórias coletivas negras. A pesquisa também buscou recompor uma morfologia, através do levantamento de mais de 180 discos de rap lançados neste período e suas respectivas gravadoras, para entender como funcionava a dinâmica do gênero desde o seu surgimento: a partir de concursos nestes bailes black, alguns grupos seriam escolhidos para gravar as primeiras músicas em coletâneas, e os mais bem sucedidos conseguiriam gravar discos solo. A partir desse primeiro momento, surgem grupos mais destacados na cena do rap paulista – os Racionais MC's e o Sampa Crew, espécie de pólos opostos quando constrastados. De um lado, o rap paulista se consagraria no pólo intelectualizado por sua postura fechada, de confronto e de contestação. De outro, acataria sugestões de produtores musicais para deixar a sua sonoridade mais comercial, rumo à entrada em grandes gravadoras. Seria absorvido, também, como uma novidade para o público jovem, através do circuito entre a publicidade, a produção de videoclipes e o canal de TV MTV. Por fim, a pesquisa analisa a polêmica do rap como um suposto "fim da canção" a partir da objetivação dos agentes (intelectuais, jornalistas e artistas) que a suscitaram e do confronto de teses como a da "linha evolutiva da música popular brasileira" com a própria história que o rap resgata.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1987-1998
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-09092020-190245/pt-br.php

Entre sociais, roles e bailes: uma etnografia dos entretenimentos juvenis no Capão Redondo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pinto, Felipe de Souza
Sexo
Homem
Orientador
Silva, José Carlos Gomes da
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
10
Página Final
110
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia Urbana
Lazer
Periferia
Juventude
Resumo

Esta etnografia observa os entretenimentos juvenis no Capão Redondo, distrito da periferia da Zona Sul da capital paulista. Tomando como ponto de partida minhas experiências como professor de sociologia para o ensino médio na Escola Pública Estadual Paulista - além de minha carreira como pesquisador -, busco compreender como a juventude realiza quatro de seus vários lazeres: a social, o rolê, a party e o baile. Através do conhecimento e da manipulação de suas situações econômicas, históricas, políticas e sociais, dos seus imaginários de diversão e de suas redes de relações, proponho uma interpretação pautada na categorização dessas atividades, levando em consideração o número de pessoas vinculadas, o grau de suas relações, o local em que elas acontecem, o tempo de organização das mesmas, suas estruturas e, por fim, o quanto elas são cotidianas ou extraordinárias.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Sul
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Capão Redondo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/items/98cb7cdf-52da-4735-8d41-4a5fe47aa4ad