Movimentos sociais

Pensando segurança pública no Brasil: desafios para a pesquisa

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Porto, Maria Stela Grossi
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.20336/rbs.51
Título do periódico
RBS - Revista Brasileira de Sociologia
Volume
v. 1 n. 2
Ano de Publicação
2013
Idioma
Português
Palavras chave
segurança pública
compreensão sociológica
violência urbana
manifestações
Teoria das Representações Sociais
Resumo

O artigo busca ressaltar os múltiplos desafios com os quais se defronta a sociologia em seu esforço de compreensão do tema da Segurança Pública na contemporaneidade brasileira. Objetiva, particularmente, refletir sobre a compreensão sociológica desta temática, pensada em termos de desdobramentos e efeitos dos fenômenos circunscritos ao que vem sendo chamado o “problema da violência urbana e da segurança pública”. Questiona a importância de se refletir sobre o contexto brasileiro atual, palco para fenômenos que, se não são novos, em si mesmos, trazem sentidos novos em suas formas de concretização, a exemplo das recentes manifestações sociais, ocorridas inicialmente em 2013 e conhecidas como 'manifestações de junho', as quais demandam ser compreendidas tanto sob o ângulo da sociedade civil quanto daquele do aparato institucional-legal, sobretudo policial. O texto se desenvolve a partir do levantamento de alguns desafios com os quais se defronta a sociologia para levar adiante uma agenda de pesquisa voltada a violência, segurança pública, crime, justiça e polícia. A argumentação se utiliza da Teoria das Representações Sociais -TRS- enquanto recurso teórico metodológico, inserindo representações sociais no contexto sociológico das reflexões teóricas e da produção de conhecimento sobre segurança pública. Privilegiar a analise das representações significa reconhecer sua importância corno estratégia de conhecimento do social, admitindo que produzam um tipo de conhecimento que interroga a realidade através do que se pensa sobre ela.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
século XXI
Localização Eletrônica
https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/article/view/64/30

Dia do Surdo na Avenida Paulista: Etnografando a Mobilização Política Pelas Escolas Especiais

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, César Augusto de Assis
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Assênsio, Cibele Barbalho
Sandes, Leslie Lopes
Almeida, Priscila Alves de
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1602
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
5
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Avenida Paulista
dia do surdo
manifestação política
protesto
Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Avenida Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1602

Carnaval das Escolas de Samba: profissionalização e ação social

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Belo, Vanir de Lima
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1992
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
4
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Artigo elaborado a partir da Dissertação de Mestrado intitulada “O Enredo do Carnaval nos Enredos da Cidade. Dinâmica Territorial das Escolas de Samba em São Paulo” realizada no Departamento de Geografia da FFLCH – USP, defendida em 2008.

Idioma
Português
Palavras chave
escolas de samba
carnaval
desfile
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1992

Entrevista: Eunice Ribeiro Durham

Tipo de Material
Entrevista em Periódico
Autor Principal
Durham, Eunice Ribeiro
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Torres, Lilian de Lucca
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1713
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
4
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
USP
antropologia
entrevista
Eunice Ribeiro Durham
Resumo

O pensamento e a obra de Eunice Ribeiro Durham, professora titular. atualmente aposentada, da Universidade de São Paulo, constituem referenciais obrigatórios no ensino e na pesquisa em antropologia no Brasil; principalmente na área de antropologia urbana. Da sala de aula ao campo, atuando, paralelamente, em instituições científicas e públicas como ABA, ANPOCS, CONDEPHAAT, CAPES, SBPC e Ministério da Educação, tanto desenvolveu trabalho investigativo acadêmico quanto atuou na área das políticas públicas educacionais para o ensino superior. Nesta entrevista, Eunice Durham fala, inicialmente, de sua adolescência, da escolha da carreira de antropologia, dos anos de formação e do período em que foi assistente voluntária na Universidade de São Paulo. Conta como, logo em sua primeira experiência de trabalho de campo, com meeiros convertidos ao Adventismo da Promessa, em Minas Gerais, os temas da família e do parentesco permearam a pesquisa. Estes temas tornaram-se centrais em suas investigações sobre imigração italiana, migrantes nacionais e periferias urbanas, bem como nos trabalhos de alguns de seus orientandos. Suas pesquisas privilegiaram populações em processo de adaptação a novas formas de inserção social e política, em uma sociedade urbanizada e industrializada. Alocada no departamento de Ciência Política no período imediatamente posterior à Reforma Universitária, Eunice Durham desenvolveu, durante as décadas de 1970 e 1980, junto com Ruth Cardoso, um programa de pesquisas com populações urbanas, dando ênfase aos movimentos sociais emergentes e às relações entre cultura e política. Utilizando a categoria “classes populares”, num momento em que as ciências sociais da USP estavam sob forte influência do marxismo, Eunice e Ruth orientaram pesquisas sobre temas, grupos e categorias sociais – como relações de vizinhança, lazer, sexualidade, religião, classes médias, entre outros - que dificilmente poderiam ser analisados a partir dos conceitos marxistas de alienação, luta de classes, burguesia e proletariado. Outro marco foi a crítica ao conceito de ideologia.

A trajetória intelectual de Eunice Durham segue paralelamente a uma parte expressiva da história da antropologia no Brasil. De sua larga experiência teórica extraímos uma visão ampliada pelo diálogo constante entre antropologia, sociologia, ciência política, história e até com a biologia. Em seu senso de responsabilidade social, principalmente em relação à análise de nosso sistema educacional, buscamos inspiração como antropólogos e cidadãos.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1713

Segregação espacial e produção de territórios negros por blocos afro em Ilhéus, Bahia

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Ana Claudia Cruz da
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.1475
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
4
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Uma versão anterior deste artigo foi apresentada no GT Territórios Negros e Conflitos Raciais, no IX Congresso da Associação Latino-Americana de Estudos Africanos e Asiáticos do Brasil – Rio de Janeiro, UCAM, 2008. Agradeço aos presentes os comentários feitos, especialmente a Renato Emerson Santos e a Ricardo Cesar Rocha da Costa. Meus agradecimentos também a Marcio Goldman e a todos da grande família Dilazenze, especialmente a Marinho Rodrigues, e aos demais blocos afros de Ilhéus, sem os quais não teria sido possível a realização do trabalho. 
Idioma
Português
Palavras chave
segregação espacial
blocos afro
raça
Ilhéus/BA
Resumo

 

A motivação para a redação deste artigo surgiu em outubro de 1997,  quando pela primeira vez estive em Ilhéus, município do Estado da Bahia, para a pesquisa de campo de minha dissertação de mestrado. Esta, tinha os blocos afro ilheenses como objeto empírico. Como todo pesquisador deve fazer antes de entrar em seu campo, recolhi algumas informações sobre a cidade;  entre elas, o número de habitantes e sua distribuição por “cor/raça”. De acordo com o Censo Demográfico promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1991 Ilhéus tinha cerca de 220 mil habitantes e a soma das pessoas que se declaravam de “cor ou raça” “parda” ou “preta” (categorias do IBGE) chegava a 85% da população, o que tornava a cidade, sem nenhuma dúvida, majoritariamente negra.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Ilhéus
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
1997-2008
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1475#tocto1n1

A morte, os cantos e os yãmĩyxop

Tipo de material
Material Audiovisual
Autor Principal
Campelo, Douglas Ferreira Gadelha
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3518
Edição
Revista Ponto Urbe
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Instituição
USP
Idioma
Português
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Vale do Mucuri
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3518

Mobilizações feministas na internet e a formação de redes de solidariedade online

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Yamamoto, Débora Cajé
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.10997
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
29
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
feminismos
internet
genero
ativismos
redes de solidariedade
Resumo

Este artigo pretende analisar o aparecimento de grupos feministas na internet e a sua importância para o debate na constituição de redes sociais de mulheres. Intenciona-se discutir a respeito das possibilidades de ativismos no digital, entendendo as particularidades dessa mídia e de como os processos de sociabilidade e de produção de subjetividade ocorrem. Assim, através de três sites, Think Olga, Blogueiras Negras e Revista Azmina, busco compreender a maneira pela qual esses grupos se mobilizam com suas pautas específicas. Cada um deles, interagindo e articulando com pessoas de diversos lugares do Brasil que se identificam ou se opõem a esses sites, produzindo arenas discursivas onde são circulados contradiscursos à esfera pública hegemônica. Por fim, procura-se entender como a internet tornou-se um espaço de atuação de jovens feministas na produção de subjetividades a partir desses discursos.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/10997

Apontamentos etnográficos da defesa animal e seus ativismos nas relações interespécies

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Padilha, Mônica Soares Botelho
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8193
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Ativismo animal
Etnografia Urbana
Relações interespecíficas
Antropocentrismo
Resumo

O artigo trata das práticas e subjetividades dos ativistas de defesa animal que emergem das relações amigáveis e de exploração interespécies e revê as teorias antropocêntricas da Modernidade. Para tanto, o trabalho escorou-se em uma etnografia dos usos e apropriações dos espaços públicos e privados urbanos por parte destes ativistas neles subdivididos em grupos nas suas lutas diárias contra a exploração e violência a que são submetidos animais domésticos e selvagens em São Paulo. O imbricamento entre ativistas, exploradores e animais resulta numa interferência mútua no direcionamento dos ativismos e da conceitualização desses interlocutores. O estudo faz uso de uma pesquisa participante realizada de 2004 a 2013, e de entrevistas feitas entre 2016 e 2017, junto aos ativistas, que resultou em minha tese de doutoramento financiada pela Capes.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2017
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8193

Juventude periférica, gênero, sexualidade e violência de Estado: notas a partir de uma família LGBT na cidade de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Grunvald, Vitor
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.10508
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
28
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
stronger
família lgbt
espaço urbano
geração
ocupação dissidente
Resumo

Esta análise busca explorar etnograficamente questões relacionadas à Família Stronger, coletivo LGBTQIA + da periferia de São Paulo. Famílias LGBT como a Stronger surgem no bojo de um processo de ocupação e deslocamento dissidente no espaço urbano da metrópole paulistana, especialmente a partir do fim do século XX. No âmbito de uma longa pesquisa etnográfica com essa família, exploro alguns de seus caminhos na construção de laços políticos relacionados à vivência citadina, inclusive em sua relação com outros coletivos. Argumento que a ocupação de determinados espaços opera como fator importante na constituição de sentidos geracionais dentro do grupo. Por fim, analisando dois casos distintos de assassinato de adolescentes que representaram nós cruciais no processo de politização das famílias LGBT e detonam uma ocupação específica do espaço público, reflito sobre como a participação política da Família Stronger é Autor0000-00-00T00:00:00Aconstruída em relação à violência contra corpos LGBTQIA+ nos espaços citadinos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XX
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/10508

Morro de medo: regimes de mobilidades após uma década de Unidades de Polícia Pacificadora em favelas do Rio de Janeiro

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mano, Apoena Dias
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.10148
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
28
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço urbano
Violência urbana
Virada das mobilidades
Militarização
Turismo
Resumo

O objetivo deste artigo é demonstrar empiricamente que a análise de experiências de deslocamento cotidiano em favelas “pacificadas” evidencia desigualdades socioespaciais reproduzidas a partir de regimes de mobilidades. Como eixo articulador das reflexões, é apresentada a análise situacional de um protesto de rua contra a violência policial, ocorrida dez anos após a inauguração do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a partir da campanha “Morro de medo”. Debato as lógicas sociopolíticas que regem espaços urbanos a partir de três homicídios: o de um garçom que segurava um guarda-chuva na favela Chapéu Mangueira; o de uma turista na favela da Rocinha; e a de um jovem recém-envolvido com o tráfico de drogas na favela Santa Marta. Argumento que diferenciações sociais podem ser percebidas em territórios historicamente segregados tanto por experiências cotidianas de caminhar, quanto pelo significado reproduzido (ou não) a partir de homicídios cometidos por agentes policiais.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Chapéu Mangueira; Rocinha; Santa Marta
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/10148#ftn1